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Mensagens

UP HILL - DOWNHILL CORRIDA DO MONGE - SINTRA

77ºJosé Neves Lebres do Sado 12 V2 01:04:17 ( entre 214 classificados)

Foto: Carlos Viana Rodrigues - AMMA Magazine - Site de divulgação desportiva e outros serviços.

Num fim-de-semana recheado de montanha (ver mensagem anterior), estive na presente na partida da 15ª edição da Corrida do Monge, prova disputada na Serra de Sintra entre a localidade de Janes da Malveira e um dos seus cumes mais altos: o Monge.
Não será necessário repetir que a minha recuperação não estava a ser a melhor para aquele que virá a ser o desafio deste mês: a participação no 2º Campeonato Ibérico de Corridas de Aventura. Desta forma, com a promessa sempre incapaz de cumprir, disse para os meus botões e para aqueles que já me vem acusando de “andar a fingir de morto para apanhar o coveiro” que esta prova “será (seria) apenas um treino”. Foi palavra de escuteiro durante pouco mais de 3 minutos, passando a uma “mentira que merecia um puxão de orelhas”a partir daí. Certo é que fiz uma razoável prova, levando-me a con…

OS BELOS E NATURAIS MISTÉRIOS DE SINTRA

Em plena Serra de Sintra na direcção do Cabo da Roca



No Cabo da Roca



Nas escadarias do Palácio da Vila com o Luis Miguel, Fernando Andrade, Eduardo santos e José Martins.

Fotos: Margarida Henriques " o mundo da corrida com"

Tentei vezes sem conta fugir aquilo que parecia ser quinze dias depois de uma maratona

Maratona do Porto - a melhor maratona portuguesa

Fotografias gentilmente cedidas pela AMMA ( Atletismo Magazine Modalidades Amadoras)

Maratona do Porto 2007, a melhor maratona portuguesa.

Num ano especialmente atribulado posso dizer que o balanço desportivo até aqui nem é nada mau. Se considerar que apesar das agendas profissional, escolar e familiar estarem muito preenchidas (mais recentemente um pouco menos) este ano foi até aqui ( e portanto será definitivamente com a vantagem de poder torná-lo ainda mais ) o ano em que mais provas de distância igual ou superior à maratona fiz. Posso afirmar então que este será um o ano mais “maratonístico” de 13 anos de prática desportiva ininterrupta ( com os seus momentos de maior ou menor motivação e/ou disponibilidade)! Apesar dos “altos e baixos” o ano começou com uma tentativa desastrada de fazer a maratona de Badajoz que tinha como principal objectivo servir de preparação para a ultramaratona Caminhos de Santiago Trail Aventura em Abril. Efectivamente um mau planeamento do treino, indisposi…

CAMINHO DE SANTIAGO TRAIL PARTE V

Foto: Trotamontes

Quanto os “atletas peregrinos” partiram para a etapa da tarde, a grande maioria tinha a confiança em alta. Afinal tínhamos completado parte do percurso, seguia-se a última e derradeira etapa do dia com uns (mal) previstos 28 Km (medidos pelo Road book oficial do caminho). Esta distância não seria novidade para a maioria dos atletas já habituados a aventuras do género, contudo a temperatura havia subido, o caminho tinha mais “alcatrão”, exigia-se roupa mais fresca e maior consumo de líquidos (facto que não foi muito acautelado por alguns). Na partida a já habitual boa disposição e mais uma “fragmentação” do pelotão, desta feita ainda dentro da cidade de Valência, seguiu-se a travessia do Rio Minho pela antiga ponte de ferro e a entrada na zona histórica da cidade Tui, finalmente estávamos em Espanha!
Era aqui que se iria desenrolar a maior parte da prova. Há semelhança do que acontecera de manhã, eu segui com um chamado “segundo grupo”, inicialmente o mais numeroso, mas…

CAMINHO DE SANTIAGO TRAIL AVENTURA- PARTE IV

Foto: Confraria Trotamontes

Corremos de início em pelotão, mas depressa nos dividimos em pequenos grupos conforme a “condição atlética” de cada um e os objectivos previamente traçados. “Sigam as setas amarelas” tinha-nos dito na palestra o José Moutinho, víamo-las à esquerda à direita, numa ponte, numa casa, apontando para a travessia de um regato para a subida de um monte para descida a um vale mergulhado ainda na mansidão da uma névoa matinal. De tempos em tempos lá aparecia um “cruzeiro” que nos mantinha a “crença” de que estávamos no “bom caminho”, ou seja de estarmos “dentro” do percurso. Quando na Serra da Labruja começou a parte mais difícil do trajecto eu tirei os “batons” de caminhada da mochila e parei de correr para começar uma marcha acelerada, o grupo que até ia me acompanhava prosseguiu e eu fiquei sozinho naquela vastidão agreste com o pensamento que ainda me faltariam cerca de 135km para chegar a Santiago, tinha por isso de me “poupar”.
Da serra para o vale, das pedras s…

CAMINHO DE SANTIAGO PARTE III

Da crónica jornalística já muitos devem ter conhecimento. Escuso-me de comentar os números, os tempos, os vencedores (se bem que sejamos todos aqueles que por ali estiveram de uma forma ou de outra apesar de uns chegarem primeiro que outros), o que tenho vontade de relatar são as sensações e vivências e estas começaram como já disse no dia anterior da partida com o meu carro cheio de aventureiros rumo a Ponte de Lima… “brava dança dos heróis”; “dos feitos a glória há-de perdurar”.

Chegados à Vila que teima não querer ser cidade preservando assim o epíteto da “Vila mais antiga de Portugal” e à qual também podemos juntar sem falta de rigor, “das mais bonitas de Portugal”, aproveitamos para desentorpecer as pernas e o estômago com um passeio à beira do Lima seguido de uma das famosas iguarias gastronómicas da vila: um arroz de sarabulho divinamente acompanhado de um vinho verde tinto digno de altar ( acho que por esses púlpitos se bebe “porto” de finíssima qualidade, perdoem-me o exagero …

CAMINHO DE SANTIAGO TRAIL AVENTURA PARTE II

Os Caminhos de Santiago portugueses foram e são percorridos por milhares de pessoas. Muitas por convicções místicas, outras pelo prazer de descobrir um itinerário rico em história e cultura estreitado pelos múltiplos aspectos comuns entre as regiões do Minho e Galiza, mas todas irmanadas pela convicção de que os “caminhos” serão certamente uma experiência de conhecimento pessoal único nas suas vidas.
O percurso partir de Barcelos encontra-se melhor preservado e bem sinalizado. No entanto recuperando todas as vias ancestrais de peregrinação a Santiago, podemos começá-lo de muitos pontos do país (de Sagres por exemplo). Nós, baptizados de “atletas peregrinos” partiríamos de Ponte de Lima para uma aventura prevista de 148km (segundo os mapas oficiais do caminho).
Na véspera durante os preparativos para a partida, recordei as palavras do meu irmão António, um aventureiro “veterano” nestes caminhos (fez o chamado “Caminho Francês” em BTT por duas vezes), ao recomendar-me que devo cumprimenta…