sábado, maio 02, 2009

OTV DE ABRIL- RAID DA PENÍNSULA DE SETÚBAL

Magazine de Orientação de Abril da RTP2, onde a partir do minuto 17 começa a reportagem sobre a última etapa das TPCA´s "Raid da Península de Setúbal". 
Lá mais para o fim, apareço numa pequena entrevista. E não é que fico bem no "boneco"!

Magazine OTV - Abril from activideoTV on Vimeo.

quarta-feira, abril 22, 2009

DIAGNÓSTICO



Por esta altura já devia estar a prepara-me afincadamente para o campeonato nacional de corridas de aventura que se realizará na segunda semana de Junho no Gerês, objectivo máximo desta época desportiva. Digo "devia", porque de facto não o tenho conseguido. Entre uma maldita epicondilite que dura há 2 meses e que me levou ao "estaleiro" da fisioterapia, a dores persistentes no joelho direito após os treinos de corrida e bicicleta, cumulados com uma desmotivação que só se explica por estar a ser afectado por estas maleitas ( a "lógica" da pescada com o rabo na boca) e também por um cansaço que não consigo explicar, estão a abalar os meus objectivos e... convicções!
Nada pelo qual já não tenha passado. Importante agora será recuperar o corpo, mas ( e sobretudo) a mente para os desafios que aí vem e aos quais não gosto ( nem posso) de virar as costas. Portanto..UP,UP,UP!

Diagnóstico:

Peso- 86,5 ( 4,5kg acima do normal)
Lesões - Braço esquerdo, joelho direito
Siuação pessoal/familiar- disponibilidade para treinar em horários alternados, mas limitado na participação de provas ao fim-de-semana.

Tratamento:

Dieta ( doces e o (bem)maldito tinto)
Fisioterapia e boa recuperação após exercício ( alongamentos)
Exercício: BTT ( primordial) com sessões gradualmente longas, pedestre ( a pé ou a correr), reforço muscular ( da musculatura do joelho, braços, tronco e sobretudo abdominal) canoagem e provas ( lá mais para meados de Maio) de orientação e/ou BTT e corrida de montanha.

Que é que vos parece? Aceito sugestões.

quarta-feira, abril 15, 2009

DE NOVO NO TRILHO



Um dos presentes que nunca esquecerei, foi uma pequena bússola que o meu irmão António me ofereceu quando eu era um jovem adolescente. Não foi o valor presente em si a causa desta permanente recordação, mas sim o seu significado acompanhado pelas seguintes palavras " para que nunca te percas...". 
De facto, já me senti "perdido" em muitas circunstâncias da vida, mas em todas soube tirar esta bússola ( que agora imagino, pois na verdade perdi o objecto) do bolso e (re)encontrar o trilho. Onde este me conduz, provavelmente nunca o saberei. Certo é, que há medida que o percorro tudo o que nele experimento faz hoje sentido.
Escrever sobre as minhas vivências na prática desportiva faz parte de tudo isto!

Quem gosta de aqui vir dar uma "espereitadela", prometo recuperar algumas das coisas que "vivi" mas não escrevi em 2008 e 2009.

Até breve.

terça-feira, outubro 07, 2008

FIM DOS TRILHOS


Obrigado a todos os que vistaram os Trilhos. Seguem-se outras ideias, projectos e actividades. Andarei por ai, num trilho qualquer, encontrar-nos-emos certamente. Até lá.

terça-feira, julho 29, 2008

ULTRAMARATONA ATLÂNTICA





E pronto, decidi acabar a época em beleza com o Melides - Tróia. Já me estavam "atravessados" estes 43km em areia desde o seu reatamento em 2005 ( depois das poucas edições do início da década de 90), finalmente lá vou eu!
Da preparação não tenho muito a dizer, depois do campeonato nacional das CA´s, parei uma semana para a habitual "engorda" ( que continua). A que passou fiz apenas 2 treinos, mas de 3hrs cada ( que plano de treinos mais louco)! Ontem fiz 2hrs em areia solta para testar as polainas que o Hébil me trouxe de Paris (F. Telha - Lagoa (margens)e regresso) e estão aprovadas! Hoje uma corrida com a Ângela a rolar, amanhã um fartlek, na sexta 30m para desentorpecer a pernas e acabou-se a "impreparação". Espero ainda assim acabar a "maratona das areias" portuguesa e ser mais um "REI DAS AREIAS" depois 43000mts sobre areia da praia em autoabastecimento e temperatura a rondar os 30º. Vai ser um belo desafio sem dúvida, mas eu gosto é deles!

Fotografias tiradas na edição de 2006

segunda-feira, julho 28, 2008

QUEM ARRISCA NÃO PETISCA (PARTE II)



Eu com o queixo "remendado" (depois da navegação "épica") com a malta a estudar a "cábula" para a última etapa do 1º dia

Após as acidentadas etapas do dia e depois de um período mais alargado de descanso ( fruto da anulação da etapa de canoagem), partimos para a última etapa do dia: BTT nocturno com 55km de distância máxima, 13 cps para 3h15m. Achamos que podia ser esta a oportunidade de recuperarmos ( já que a canoagem não o foi), a distância entre as equipas da Haglofs e Azóia Ciclomarca e chegar ao segundo lugar já que seria improvável alcançarmos o Clube de Praças que continuava em 1º com mais 7cps que nós. Separava-nos nesta altura um recuperável cp da 2º classificada e estávamos empatados com a terceira, classificação que nos daria o título de vencedores da Taça de Portugal de Corridas de Aventura.
O BTT é das nossas melhores especialidades e a etapa apesar de não nos correr da melhor maneira (fizemos 9 cps quando sem stress podias ter feito 10) colou-nos ao 2º classificado mas com menos tempo o que nos tornava os virtuais vencedores da referida taça. Chegamos nessa condição à meta já próximo da uma da manhã e recebemos uma retemperadora sopa, que longe de se comparar com às da minha Mãe,ainda assim soube divinalmente depois de tanto esforço. Seria agora hora de comer uma massa ( os tais hc que a malta queimou o dia todo), e dormir alguma horas pois o relógio anunciava o despertar para as 6h15 do dia seguinte com 1ª etapa pedestre a iniciar-se às 7H00.
A organização havia bonificado (mal) as equipas que se fizeram ao mar, com a diferença de tempo entre a entrada da etapa e o tempo limite para o fecho da mesma, não contabilizando o tempo passado no mar ( mais de 1h), nem as equipas que tinham conseguido chegar ao 2º cp ( e foram poucas). Com esta decisão fomos, “bonificados” com 30 m, ou seja entramos este tempo mais cedo na etapa do dia. Esta era uma etapa ( a 6º) com 31km de distância máxima 13cps mais 1 de chegada para um tempo limite de 3.15 ( mais o 30m).
Foi uma etapa dura mas na qual nos mantivemos num grande ritmo e sempre em bloco, mostrando que estamos uma equipa cada vez mais homogénea. Fizemos aquilo que seria normal fazer numa boa prova de aventura, aliar a estratégia com o melhor desempenho físico. No entanto esta parecia não ser a melhor forma de abordar esta competição na qual arriscar não era sinónimo de “petiscar”. Fizemos pontos distantes que nos exigiram um enorme esforço e deixamos pontos próximos da chegada que certamente nos aumentariam a contabilidade e poupariam esforços desnecessários. Um mau alinhamento das etapas, uma espécie de “zig-zag” pouco lógico para quem se habituou a fazer da sua grande capacidade de resistência ( aliada a uma boa navegação) a sua melhor arma. Fizemos 8 cps ( achamos que fizemos 9) quando as nossas directas adversárias, fizeram 9 sem moerem muito, estávamos agora novamente em 3º, mas algo esgotados da etapa e, digamos, também um pouco desiludidos.
Animamos na etapa seguinte, um BTT de 30km, 7+1 cps para 2h. Digo isto porque decidimos descomprimir sem levantar o pé do acelerador, o que foi bom para "relaxar". Apesar desta descontracção que nos ajudou mais psicologicamente que fisicamente não conseguimos passar para 2º, isto porque os Haglofs fizeram também 5 cps. Desta forma mantínhamos-nos até ao SCORE 100, última etapa da prova em 3º lugar, o que digamos para a quantidade de “azares” do dia anterior até nem era mau de todo ( digo azares, porque efectivamente o foram).
O SCORE 100 era constituído por um percurso urbano ( no Cadaval) no qual estavam em jogo 2 cps. Estes tinham cores diferentes e a estratégia era a de que cada elemento da equipa “picasse” uma só cor e desta forma a soma dos valores atribuída a cada baliza totalizasse no final 100 pontos. Podíamos ainda fazer os percursos em separado pois eram distribuídos 3 mapas ou ainda juntos caso quiséssemos. Optámos pela 1ª alternativa que nos pareceu ser a melhor isto apesar da pouca experiência minha e da Esmeralda, pois o percurso parecia ser relativamente fácil.
Não nos correu bem e rebentamos a etapa chegando já depois da hora do seu fecho. A inexplicável ansiedade e até nervosismo com que iniciamos este último segmento da prova, fez com que não tivesses a serenidade de definir a melhor estratégia que seria a de a termos feito em conjunto. No entanto a maior consequência deste estado de espírito foi a falta de concentração da equipa relativamente às horas de chegada, é que normalmente temos cábulas que nos auxiliam a dizer uns aos outros o tempo dispomos na etapa o que já “consumimos” e quais a actividades a realizar, desta vez, todos(!) nos esquecemos de “cabular”!
Foi-se o campeonato, a taça e o pódio, mas reforçamos a certeza que para o ano continuaremos a lutar por um lugar cimeiro nas corridas de aventura em Portugal. Uma maior experiência, melhores desempenhos e algumas disciplinas técnicas ( canoagem, cordas, orientação, outros), melhor preparação física e psicológica e reforço do espírito de equipa serão os grandes “trunfos”.
Aprende-se errando é certo ( e esta prova foi um bom exemplo disso), mas penso que a frase que melhor define esta competição aziaga para o CAB que não colocou à prova as suas maiores valias é a contrária da linguagem proverbial original: QUEM ARRISCA NÃO PETISCA, n melhor condição física da época foi que fizemos




O 1º momento da equipa CAB/ Terra Livre em Chaves. A época define-se para mim como: estou a fazer o que gosto com quem gosto e onde gosto!
Obrigado pelo companheirismo e espírito competitivo, beijos e abraços!

À VOLTA DO SANTIS ( PARTE I)

Como o planeado saí de Konstanz para passar uns dias com um amigo nos arredores do cantão suiço de Sankt Gallen. Não tinha...