quarta-feira, outubro 12, 2011
CA Serra da Estrela e Sabugal II
Vídeo da prova emitido no passado Sábado na RTP2 programa "Desporto 2".
PS - O homem da canoa sou eu ;-)
CA Serra da Estrela e Malcata
Solo duro em Manteigas - a dormir umas preciosas 2hrs
Na aldeia do Sabugueiro - ponto de troca de elementos da 1ª etapa pedestre
Na segurança da natação na Barragem do Rossim - aqui a "salvar" um atleta com cãibras
Idem
Junto à Barragem do Sabugal ( rio Côa) no ponto de troca da etapa de canoagem do 2º dia
O Dream Team que ajudou a dois dias de muita aventura
Na aldeia do Sabugueiro - ponto de troca de elementos da 1ª etapa pedestre
Na segurança da natação na Barragem do Rossim - aqui a "salvar" um atleta com cãibras
Idem
Junto à Barragem do Sabugal ( rio Côa) no ponto de troca da etapa de canoagem do 2º dia
O Dream Team que ajudou a dois dias de muita aventura
sexta-feira, outubro 07, 2011
TRAVESSIA DA BAÍA DE SESIMBRA
E lá fui eu mais uma vez atravessar a Baía de Sesimbra a nado, prova que funciona como rentrée para os meus tímidos treinos de piscina todos os anos. Perdi a conta às vezes que já fiz esta travessia, mas recordo-me de algumas circunstâncias "insólitas", como fazê-la com nevoeiro cerrado, chuva, frio de rachar, água gelada e muita malta a sair dela a "tremelicar", boa companhia, entre outras "particularidades" que ficam na memória melhor que a contagem das vezes que ali estive. O prazer é sempre o mesmo e a certeza fica, "para o ano estarei cá outra vez"! No ano passado isso não foi possível, mas este foi-o e ainda por cima coincidiu com um bonito dia de verão tardio português, que muito agrada a quem tem tempo e dinheiro para fazer praia, comer umas belas sardinhadas e dormir a sesta ( sim porque aqui nesta jardim à beira mar maltratado começa a ser para muitos uma "preciosidade").
Muitos atletas na partida, a maioria malta da natação de competição e uns quantos "cromos" como eu pouco fit(s), muito pelo na peitaça ( e branco) e pouca vaselina para "deslizar" na água, no meu caso nenhuma que aquilo só polui a água. A minha habitual "técnica da força" e o estilo misto, costas de remada simultânea e crawl, foi mais uma vez suficiente para transpor os 1500mts ( mais coisa menos coisa) com a alegria de me ver momentaneamente peixe. O tempo a rondar os 38m ( 38.08) no relógio da chegada, 37m no meu, ligado só quando entrei na água no fim do "pelotão" evitando assim os pontapés dos quase 400 que entraram à minha frente.
Curiosidade: não entrava numa prova desportiva desde AGO2010 (UTMB), o que mesmo sem treinar não deixa de ser um excelente indicador de saúde e de que alguma coisa está a mudar, para melhor claro!
De resto, desejo uma boa época desportiva, e não só, a todos os que por aqui vêm espreitar o Trilhos. Abraços.
PS - A crónica de 2009
http://trilhosmiticos.blogspot.com/2009/10/travessia-da-baia-de-sesimbra-2009.html
PS - A crónica de 2009
http://trilhosmiticos.blogspot.com/2009/10/travessia-da-baia-de-sesimbra-2009.html
domingo, outubro 02, 2011
MASSA CRÍTICA - FELL ALIVE
Há dias da nossa vida em que na simplicidade (re)encontramos algumas dos fundamentos da nossa existência colectiva e apetece-nos gritar de plenos pulmões - sinto-me vivo! Eu tive essa impressão na sexta-feira passada quando mais uma vez participei na Massa Crítica.
O nome para alguns pode parecer estranho, mas denomina em linhas gerais, um movimento mundial pacífico e apolítico ( no sentido ideológico do termo, não no de participação na vida pública) que congrega espontaneamente pessoas de diferentes condições, idades e profissões e que fundamentalmente reivindicam uma utilização segura da bicicleta em espaço urbano, e não só... Se reflectirmos um pouco "criticamente", percebemos facilmente que o uso da bicicleta impõem-se nos dias que correm com a grande pertinência dos seus argumentos: melhor e maior e preservação ambiente, estilos de vida saudável, utilização racional e funcional dos espaços colectivos e por ai fora. Se continuarmos a "cavar" nesta reflexão abrem-se múltiplas perspectivas de discussão: a "ditadura do automóvel" que transformou e descaracterizou as nossas cidades com "rios de alcatrão" e outras infraestruturas nas quais se gastou em grande parte o dinheiro que hoje obriga a vermos reduzidos os salários, a protecção social, os apoios à educação, projectos de construção de zonas verdes e incremento de transportes públicos na "gaveta", isto além do consumo excessivo e catastrófico do petróleo e, mais uma vez, por ai fora...
Podia passar dias a fio a escrever sobre isto. Sobre a certeza de que a grande maioria de nós foi condicionada a estilos de vida perniciosos sobretudo associados ao consumo que comprometem o frágil equilíbrio entre nós, nas relações que estabelecemos em comunidade e sobretudo com o mundo natural.
Na questão mais específica, a utilização da bicicleta em espaço urbano, a postura reivindicativa é de uma legitimidade que muitos dos que buzinaram "contra" os ciclistas na sexta-feira deviam corar de vergonha se pensassem que os custos da utilização intensiva do "seu" automóvel ( poluição, acidentes e as suas horríveis consequências, infraestruturas, segurança, etc, etc) que pesa muito nos seus bolsos de contribuintes, pesa ainda mais naqueles que utilizam a bicicleta frequentemente nas suas deslocações diárias, porque o " custo benefício" é substancialmente reduzido nestes! Quantas ciclovias há em Lisboa?! Poucas, más, inseguras! Eu sei porque já circulei na maioria delas. Não pergunto quantos túneis, vias rápidas, estacionamentos, etc, etc, etc, vi surgirem entretanto. Podemos apelidar isto de um grosseiro défice democrático.
Imaginemos pois uma cidade das pessoas para as pessoas, e nesta quase utopia, cabem certamente as nossas bonitas bicicletas e a sua simbólica liberdade.
MASSA CRÍTICA, andar de bicicletas todos os dias, celebrarmos juntos uma vez por mês.
Parabéns a todos, I fell alive!
quinta-feira, setembro 15, 2011
sexta-feira, agosto 26, 2011
Hoje é dia de Massa Crítica
http://massacriticapt.net/
Disse-me um amigo há dias a propósito de eu lhe ter dito " epá nunca estive em tão má forma. Não treino, estou gordo e pior estou sem vontade para treinar e quando o faço não tenho o prazer que tinha antes". Ele simplesmente respondeu-me: " tem calma, primeiro vem a vontade e depois o prazer. Será bom que consigas a primeira (lembro-me que para isso é necessário uma forte disciplina), a segunda vem por acréscimo". Pois... bem, para já estabeleci alguns objectivos: conseguir fazer alguma actividade física pelo menos três vezes por semana a partir de agora ( Ciclismo, Natação e Corrida/Caminhada). Depois tentar (re) socializar-me, isto é (re)encontrar grupos para treinar e ir a provas pelo prazer de conviver, depois... bem, o resto vem por acréscimo. Para já hoje vou treinar BTT para Monsanto e depois dar um salto ao encontro mensal da "Massa Crítica" aqui em Lisboa no Marquês de Pombal às 18hrs. Se não estou de regresso, pelo menos estou com vontade e enquanto dura... pode ser que o prazer a subsidie durante muito tempo ;-). Abraços
domingo, junho 26, 2011
Campeonato das CA´s – A desilusão apesar do lugar no pódio
Uma crónica que ficou por publicar há dois anos.
A prova começou em Ponte da Barca depois de um "briefing" no qual foram dadas além de algumas explicações sobre as características das etapas, algumas "certezas" quanto ao traçado que depois vieram a confirmar-se não passarem afinal de intenções trapalhonas para credibilizar o evento. Refiro-me às palavras do director de prova que afirmava durante este habitual "prefácio" de cada corrida de aventura, serem as etapas "fazíveis para as equipas mais fortes", o que me levou no final a dizer à minha equipa que gostava de conhecer o "super-homem(s) que testou a prova", é que nem as equipas mais fortes do pelotão nacional conseguiram fazer 2/3 do referido traçado(!), mas já lá vamos.
A prova começou em Ponte da Barca depois de um "briefing" no qual foram dadas além de algumas explicações sobre as características das etapas, algumas "certezas" quanto ao traçado que depois vieram a confirmar-se não passarem afinal de intenções trapalhonas para credibilizar o evento. Refiro-me às palavras do director de prova que afirmava durante este habitual "prefácio" de cada corrida de aventura, serem as etapas "fazíveis para as equipas mais fortes", o que me levou no final a dizer à minha equipa que gostava de conhecer o "super-homem(s) que testou a prova", é que nem as equipas mais fortes do pelotão nacional conseguiram fazer 2/3 do referido traçado(!), mas já lá vamos.
A 1ª etapa começou com um score urbano e a atribuição de 1 CP de bonificação para as equipas que o fizessem em 30m. Achamos fácil demais, mas pronto, temos um bom navegador e não rolamos nada mal, se bem que... A 2ª era um BTT em linha de pouco mais de 27km em "terreno montanhoso e de desnível significativo". Não começamos muito bem, fazia muito calor e de facto as subidas eram significativas, mas como já é habitual, fomos crescendo de forma e confiança. Notei que o António referia com frequência a desacualização do mapa e reparei pela parte que me toca, que havia alguma incoerência na colocação das balizas. Mas pronto, é um percurso em linha e desta forma ( e a meu ver) é sempre difícil fazer uma crítica mais objectiva às intenções da organização em fazer-nos descer 4km e depois subir o mesmo sem encontrar neste troço um CP.
Fomos a 2ª equipa a partir para os 27km da 3ª etapa pedestre que decorreria como dizia o raidbook em" desníveis acentuados com zonas pedregosas".Efectivamente depois de uma transição muito rápida, partimos confiantes para esta etapa, mesmo sabendo que tinhamos deixado por fazer 2CPs na etapa anterior, mas que dada a nossa antecipação contávamos recuperar mais tarde.
Os CPs desta etapa começavam na travessia a nado do rio Lima, 400mts com mergulho a meio e que valia 3cps ( 2 pela travessia e 1 pelo mergulho). Como nadamos todos bem ( mesmo carregados com equipamento e calçados), chegamos ao outro lado a tempo de sermos a 1ª equipa a partir para o que restava da etapa ( a equipa que lá estava tinha acabado de chegar e estavam a tirar a roupa molhada) quando ainda se avistavam poucas equipas no rio. Confiantes na experiência e boa forma, começamos a "devorar" a serra apesar de uma anciã nos ter dito para termos "cuidado com os lobos", afinal os devorados podíamos ser nós ( é falso que os lobos devorem homens, é um mito, estou portanto a brincar)! Mais uma vez o acentuado declive provocou de início as habituais "adaptações", mas nada demais e enquanto a paisagem fantástica nesta zona desfilava aos nossos olhos as nossas pernas( mais as minhas que levava calções), arranhavam-se nuns espinhos que devem ser da mesma espécie que os que colocaram na cabeça de Cristo na via sacra., abriram não riscos, mas sulcos na pele.
Mais um habitual trambolhão, mais uns calções rasgados e mais CPs, mas um diferente desconforto quanto à qualidade do mapa e opções. A desilusão só tomou conta de nós quando nos apercebemos que esta etapa só tinha como "estratégia" correr da partida para a chegada e... por estrada(!), só assim seria "fazível"! Duas equipas ( as que tomaram esta decisão) não rebentaram e puderam partir para a etapa seguinte, uma delas e um tanto ao quanto estranhamente, os nossos directos adversários. Digo "estranhamente" porque em 1º lugar, ninguém competitivo vem a uma prova para ter como "melhor opção" correr pela estrada da meta até à chegada e 2º porque nenhuma equipa que tem na frente uma equipa competitiva e que ainda por cima ficou toda a época à sua frente nas classificações, toma uma opção destas sabendo que pode perder ai muitos CPs. Estou intrigado com isto e nem quero pensar que houve uma conduta anti-desportiva ( como por exemplo alguém da organização ter passado informações, desvirtuando a competição), prefiro antes pensar que a referida equipa foi antes, brilhante ( pois era mesmo preciso sê-lo)(!) e percebeu bem e depressa a marosca desta etapa ( isto foi mais que marosca, foi "ciganice"), se sim ( e quero acreditar nisso) ,com todo o fair-play, parabéns, se não, eu sempre fui um tipo muito crédulo e é por isso ainda hoje não acredito em apararições, milagres e outros fenómenos que não sejam produzidos pelo génio ou pela malícia dos homens!
Sentimos que após esta "espécie de etapa de corridas de aventura que até podia ser se fosse traçada e testada por homens comuns", a prova estava comprometida e que o título nos fugiria. Para quem tem o trabalho de ler a minha prósapia eu explico: quando se "rebenta uma etapa", perdem-se todos os CPs que se fazem nessa etapa e não se pode partir para a seguinte, ou seja, perdem os CPs de ambas.
Na altura da partida para a canoagem nos rios Vez e Lima, já a insatisfação se instalara na maioria dos participantes, ponderando já algumas equipas abandonar a prova em protesto pelas sucessivas "incoerências" ( facto que veio a acontecer mais tarde pelo cumular das mesmas). Nós, partilhando a crítica e o sentimento a ele subjacente com o resto do pelotão, repetimos em coro a mesma frase: "deixamos ver o que isto vai dar"...
E deu, numa canoagem fantástica ( com saltos de açudes, acelerações e viragens com mapas a "navegarem" rio abaixo e a serem resgatados antes que desaparecessem levados pela corrente), mas perigosa porque foi feita de noite e com árvores atravessadas no leito ( onde algumas equipas se embrulharam) e onde foi mais uma vez fácil concluir que ninguém da organização havia testado a travessia. Se assim fosse, teriam alertado os participantes para estes perigos, ou melhor ainda, tinham suprimido a etapa anterior para que as equipas pudessem ir mais cedo para o rio, mas nada disso aconteceu e felizmente nada de muito grave também, amén.
Depois... bem depois tirando o nascer do sol na Serra D´Arga e o canyoning no puro Rio Âncora (com tobogãs e destrepes e rappel a acabar), nada de mais há a dizer. Bem, nada não, o Clube Aventura do Barreiro é vice-campeão nacional de Corridas de Aventura, parabéns aos meus 5 companheiros de aventura a Esmeralda, o António, a assistência da "incansável" Ângela, o camarada Zé ( a dar ânimo e assitência também) e à ante-projecto de aventureira, a Sara, que a todos conquistou com a alegria própria das meninas da sua idade, ao grupo, obrigado pela vossa companhia!
Para o ano há mais, mas espero que de melhor qualidade!
Segue-se a Freita (UTSF - 60km), talvez a Ultramaratona Melídes-Tróia( se o ciático quiser colaborar) e a certeza dos 105Km da Madeira em Setembro!
Até breve.
PS - Foi sem convívio e público e portanto sem dignidade que decorreu a entrega de prémios de um Campeonato Nacional de Corridas de Aventura, o 2º sob a égide da FPO. Uma prova "desastrada" chamada Extreme Challenger promovido pela empresa Geapro, ACRAP e FPO.
Depois disto tudo, partimos com a esperança de pelo menos repetirmos a refeição de sexta-feira em Ponte de Lima, agora em Viana do Castelo( um tradicional "Arroz de Sarabulho"), mas até nisso tivemos azar, escolhemos umas sardinhas à "Extreme Challenger", bolas!
;-)
Subscrever:
Mensagens (Atom)
À VOLTA DO SANTIS ( PARTE I)
Como o planeado saí de Konstanz para passar uns dias com um amigo nos arredores do cantão suiço de Sankt Gallen. Não tinha...
-
( Legendo só a última fotografia - este era um tanque de água próximo do quartel onde vínhamos tomar banho no verão na espe...
-
Finisher na Maratona de Lisboa 2007 ( Fotodesporto ) Depois de duas consultas no CMD ( Centro de Medicina Desportiva) com RX´s e ressonânc...
-
214 km sem treino e GPS, mas cheio de vontade. Para tentar a solo a partir de dia 16 de Julho. Serve de treino para o Lisboa - Fátima a ...









