sexta-feira, outubro 05, 2012
quinta-feira, outubro 04, 2012
III Trilhos dos Abutres
Já estou inscrito para a 3ª edição desta bonita prova que começa em Miranda do Corvo e nos dá a conhecer os bonitos trilhos da Serra da Lousã ao longo de 45km. Uma excelente organização num cenário que nos oxigena até aos capilares. 2013 promete, toca a treinar!
segunda-feira, outubro 01, 2012
TRAVESSIA DA BAÍA DE SESIMBRA 2012
Será a minha décima participação em 2012! Este ano, tal como em anteriores, vou lá sem treinos de natação ou condição física "digna" para fazer os 1500 metros entre a Praia da Califórnia e a entrada do Porto de Abrigo, mas esta é para mim uma das provas "eternas" uma quase "obrigação", vou de qualquer maneira. Sesimbra e o "seu" mar fazem parte das minhas memórias mais precoces, todo o espaço faz parte da minha "geoidentidade". Além disso, "vacina-me" contra as gripes e constipações das estações que ai vem e dá-me o alento necessário para a necessidade de me mexer de vez em quando, ou mesmo quem sabe ( quem sabe) voltar a treinar e a competir como nos "bons velhos tempos".
O dia promete sol e temperaturas do ar rondar os 26º graus e da água entre o "frio" e o "gelado" ( abaixo dos 18º certamente)
Informações e inscrições:
quarta-feira, setembro 05, 2012
terça-feira, setembro 04, 2012
ECOVIA DO ALGARVE ( PARTE I)
A Ecovia do Algarve é um dos muitos projectos portugueses que de tão bons que são foram tornados maus por quem decide. Imagino candidaturas a projectos europeus sobre mobilidades alternativas, ecológicas, estilos de vida saudáveis e muito dinheiro desperdiçado, sobretudo desviado para "eleitoralismos", "clientelismos" e outros "oportunismos".
O Algarve é bonito, apesar de "massacrado" pelos "patos bravos", "chicos espertos" e por muitos que à força quiseram um "bocado de paraíso" no sul. Tornou-se por isso em algumas zonas um "desordenado" de casas e estradas em arribas, de parques de estacionamento em cima de praias, restaurantes de gastronomia duvidosa "mar a dentro", entre outros "crimes", alguns irremediáveis. Eu gosto do Algarve. Levaria muitas mensagens a dizer "porquê" e provavelmente não me faria entender, não bastam as palavras para se explicar o que quer que seja.
Retomando o sentido deste post, quero dizer que em Julho fiz uma tentativa para percorrer de bicicleta a tão falada "Ecovia do Algarve". Tinha como intenção fazê-la por etapas, visto que os mais de 250km são difíceis de percorrer num dia, ou seja pedalar de manhã até ao final do dia e depois regressar à casa que tenho na Luz de Tavira de comboio. Abdiquei do troço Vila Real de Santo António porque já o tinha feito por duas vezes, restava-me quase 200km até Sagres. Assim parti rumo ao "desconhecido" num dia de verão com mais de 32º.
No início junto à localidade de Luz de Tavira a Ecolvia parece estar bem marcada por estes postes.Próximo da "Torre de Aires", uma casa tipicamente algarvia.
A "Torre de Aires", um antigo farol e torre de vigia sinalizando e observando os barcos na ria.
Depois de ajudar um ciclista em apuros, uma das suas duas companheiras (um tipo cheio de sorte, diga-se :-) de viagem tirou-me esta fotografia junto a uma das placas que informam o troço em que estamos. Aqui próximo da Fuzeta.
Na Fuzeta, o circo Chen tem camelos, tigres, lamas ao sol do meio-dia para que se veja... o que os animais sofrem! Não há maneira de mudarmos isto e enriquecer a arte circense?! Uma vergonha! Isto e as touradas que regressaram em força também este verão.
Ainda percorria bonitos trilhos ao longo da Ria Formosa. Se todo o percurso fosse assim... Aqui entre a Fuzeta e Olhão.
Ria Formosa, um paraíso...
Que saudades de levantar voo para outras bandas. Junto ao aeroporto de Faro.
As muitas salinas e a constante paleta de cores algarvia.
De repente, no meio do nada ( nas traseiras do aeroporto), surge uma ciclovia "novinha em folha" que me leva até próximo da Ilha de Faro. Diria que parecia uma auto-estrada.
No Ludo, já próximo da Quinta do lago, a ver passar os "charters" cheios de "camônes".
Á direita tenho a Quinta do Lago. Aqui a ecovia não consegui conquistar um centímetro aos muitos campos de golf. Não faz mal, a vista para a esquerda é soberba.
A beber num café da Quarteira uma das ( seis ao todo) bejecas que me "mataram a sede" ao longo do percurso. Estava de férias, e quem resiste a uma fresquinha com mais de 30º?! Eu não!
Hotel Ampalius em Vilamoura, o primeiro sítio onde trabalhei "oficialmente" na vida. Tinha então 16 anos e estava nas férias escolares entre o meu 10º e 11º anos.
Depois de ter deixado para trás Vilamoura e a sua "chocante riqueza" ( perdoem-me, não é nenhuma sanha contra os ricos mas eu tinha visto uma "chocante miséria" na Fuzeta e em Olhão), sigo caminho até Albufeira ( aqui por cima da Ribeira de Quarteira).
quinta-feira, agosto 30, 2012
DESAFIO DE CASCAIS - ADA DESNÍVEL
Vou lá. Para matar saudades das Corridas de Aventura, aqui perto em Sintra, numa versão "light" ( um dia, menos quilometragem e actividades) e em modo Clube Aventura do Barreiro "family", ou seja, eu, o mano e a sobrinha.
E por causa destes compromissos até vou fazer agora uma corridinha para Monsanto...Fui ;-)
sábado, agosto 04, 2012
RIA FORMOSA - UM PARAÍSO AMEAÇADO
Na "Torre de Aires", um cais público de embarque e desembarque perto da Vila da Luz de Tavira.
A navegar na direcção do "canal da Fuzeta", um dos muitos que ligam o mar ao sapal e onde se avistam numerosas ilhas habitadas por muitas aves marinhas.
Um dia radioso, uma atmosfera azul como nunca vi em lado nenhum, um momento de paz único.
A navegar na direcção do "canal da Fuzeta", um dos muitos que ligam o mar ao sapal e onde se avistam numerosas ilhas habitadas por muitas aves marinhas.
Berbigão.
Em miúdo apanhava-os na "caldeira do alemão" no Barreiro ( Tejo).
Na Ria Formosa há-os nesta época em abundância na maré baixa, basta escavar com os dedos em forma de ancinho aqui e ali que vão aparecendo. Depois escolho os maiores e devolvo os restantes ao meio. Basta apanhar o suficiente para a refeição do dia, amanhã há mais, a Ria é generosa.
Das ilhas que se formam com a maré vazia avista-se o "continente".Na Ria Formosa há-os nesta época em abundância na maré baixa, basta escavar com os dedos em forma de ancinho aqui e ali que vão aparecendo. Depois escolho os maiores e devolvo os restantes ao meio. Basta apanhar o suficiente para a refeição do dia, amanhã há mais, a Ria é generosa.
Na faina durante a maré vazia são muitos os que "lavram" com os ancinhos a terra e o lodo em busca de bivalves.
O recente elevado desemprego na região, sobretudo das profissões ligadas à construção civil, atirou para a Ria novos "pescadores" além daqueles que já viviam há gerações da pesca. Intensificou-se assim a pressão sobre a Ria e a utilização de técnicas ilegais que permitem apanhar em quantidade e qualidade. Os ancinhos na fotografia por exemplo, destroem estes fundos marinhos sensíveis que dificilmente recuperam nas épocas em que são impostas as proibições da apanha de bivalves. Mas mesmo assim nestes períodos arrisca-se a "sorte", multas e fugas às autoridades são frequentes.
No dia anterior ao final da tarde na tasca do Abílio durante uma "mini", petiscando uma "tapa", enquanto meto conversa com os locais que fui conhecendo nestes últimos anos, percebo que aumentaram os conflitos, disputa-se o que a natureza dá a todo o custo noite e dia. Há também novas (ou velhas) solidariedades, dá-se ao vizinho parte do que se apanha, paga-se um "copo" aos que nem à pesca conseguem ir. A pobreza espreita além do horizonte da Ria,
Um dia radioso, uma atmosfera azul como nunca vi em lado nenhum, um momento de paz único.
Não é o símbolo da "Shell Oil" é antes o da bonita "Shell Formosa"
Oiço as aves da ria e as vozes distantes dos que andam na faina. Tudo parece fluído...
É assim que um sol "distraído" com a beleza do dia se põe na Serra Algarvia ( que irá lamentavelmente arder um dia depois de forma catastrófica, com muitas responsabilidades ainda por atribuir).
Regresso já quase de noite. Não levei frontal, nem outras luzes que me sinalizem. Há barcos que reduzem a velocidade na aproximação ao caiaque e acenam num velho cumprimentos dos "marítimos", outros não, passam a toda a velocidade, ignorando a minha presença ainda visível. Estou habituado a estas atitudes, vejo-as por todo o lado, todos os dias e sinto pioraram nos últimos tempos. O aprofundar da crise... da "velha" crise de "respeito pelo próximo", uma doença portuguesa que de tão feia não cabe nesta paisagem.
Penso enquanto recolho o caiaque depois de uma tarde memorável a pagaiar na Ria Formosa: se a biodiversidade da Ria fosse explorada sustentavelmente daria para muitas gerações, como deu no passado. É um ambiente tão rico, tão diverso e belo... um paraíso!
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