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Pedalar em Amesterdão II

Antes de chegarmos a Amesterdão, já vamos com a  ideia que a cidade é "cycling friendly". Para quem gosta de bicicletas é uma boa notícia, pois além de podermos conhecer a "cidade a pedalar", observamos o que é uma "cidade a pedais". Confesso que é bonito de se ver, a primazia das duas rodas face às quatro e nestas últimas, mais eléctricos e autocarros. Na inevitável comparação que fazemos com o que é nosso, sobretudo o que se passa na cidade, Lisboa, muito timidamente, lá vai tentando chegar aos calcanhares de uma cidade com esta mobilidade sustentável, mas faltam-lhe as infraestruturas, os meios, a vontade política e a sua necessária participação cívica, mas sobretudo falta a consciência para uma profunda mudança de mentalidades, a tal que devolva a cidade às pessoas sem esquecer a sua mobilidade, preserve o ambiente e o património.
Em Amesterdão pude observar o que é viver numa cidade em que, as ciclovias, os espaços pedonais, os enormes parques, tradu…

PEDALAR EM AMESTERDÃO

Pedalar em Lisboa com os olhos em Amesterdão

A recuperar da entorse, já consegui ontem, pela primeira vez em 10 dias, treinar qualquer coisa. Uma natação ligeira e exercícios de reforço muscular de manhã e uma volta de bicicleta em Lisboa de tarde, puseram-me bem disposto para o resto da semana e deram-me alento para vir hoje e espero que amanhã ,para o trabalho também a pedalar. Regresso assim à normalidade depois de várias tentativas com sucessivas lesões ( antes da entorse, um problema muscular, antes desse uma cirurgia de urgência, and so on, and so on... com pouca vontade à mistura é certo). Ainda a propósito de pedalar em Lisboa, a cidade tem cada vez mais ciclistas, o que a torna mais alegre e "primeiro mundista". Assim os lisboetas já se  parecem com os habitantes de Amesterdão no video em baixo, cidade onde eu também espero pedalar para a semana. Uma coisa é certa, "parecemos, mas não somos", isto de pedalar sem ciclovias, na irregularidade dos paralelos da capital, inesperados buracos e carris esco…

ECOVIA DO ALGARVE - PARTE III

Depois de Armação Pêra, tive mais uma vez dificuldade em acertar com a rota da "Ecovia" porque esta aparecia e desaparecia e sempre em estradas com demasiado trânsito. Quem me manda não ter um GPS ou um mapa mais pormenorizado?! Por estes e pelos motivos que tenho vindo contar, fartei-me de "andar às cascas" nesta travessia do Algarve litoral e decidi apontar definitivamente para junto do mar. Desci, primeiro por estrada alcatroada depois por terra batida e dei com esta praia deserta. Achei que isso seria impossível no Algarve, ainda por cima aqui, onde há mais turistas e menos espaço para banhos. A visão do mar, o sossego do final da tarde e o cansaço fez-me ter vontade de dar um mergulho como se fosse um troglodita feliz fundido com a natureza, ou o livre ( acho que me percebem) Adão antes de se preocupar em alimentar o estômago, mas a hora já era tardia e eu tinha de estar em Portimão a horas decentes de apanhar o comboio de volta para Tavira onde iria pernoita…

ECOVIA DO ARGARVE - PARTE II

Depois de Vilamoura sigo por um estradão de terra paralelo à Praia da Falésia com demasiados carros e poeira. Mais à frente a alternativa é seguir pela estrada dos Olhos de Água na direcção de Albufeira. Não descubro o caminho junto à costa nem a ecovia, mas descubro um "Alisuper" com cerveja fresca. Compro duas(!) e um pacote de cajus e sento-me a beberricar e a imaginar que se as horríveis urbanizações que tenho em frente do outro lado da estrada não tivessem sido construídas por um qualquer pato-bravo, eu pedalava numa verdadeira "ecovia" a ver o bonito mar algarvio. Tenho a consciência que estou a ser injusto, se estas urbes "farinha âmparo" não tivesse surgido ao longos das últimas décadas, seria difícil alojar todos os agora pequenos burgueses suburbanos daqui e do norte da Europa, despejados aos "montes" pelos charters "low-coast" no aeroporto de Faro ou desembocados na A2 ou IC1, ávidos de um bocadinho de calor, descanso e uma…

FISIOTERAPIA CASEIRA

UMA RÁPIDA SAÍDA DE CENA

Ele há dias que um gajo não devia sair de casa... Depois da chuva incessante desta semana, hoje o dia prometia um solinho morno que fez renascer a vontade que desde a semana passada tinha de fazer a rodagem aos meus novos "Salomon pechincha" ( uns Neon Trail GTX Gore Tex). Dito e feito! Compras matinais na feira de trocas da Decatlhon com  uns patins para a gaiata a 5€ e uma nova corda da roupa ( que por enquanto ainda vou tendo com o direito ao "pacote" cama e comida e sem o "slot" rolo da massa) e bute para um Monsanto escorregadio com lama e poças de água, num cenário ideal para o "test drive" aos novos calcantes de trail.  A coisa estava a correr de feição que até os meus actuais 90kg pareciam os do Gebrselassie, tal era a leveza da passada, tal era o prazer na "souplesse", alimentada também por um revigorante cheiro a terra húmida, que tinha apontado para 1h30 o limite do treino. Estava portanto nesta onda rolls rock, tilho aqui,…