quarta-feira, dezembro 12, 2012

MALDITO CARUNCHO!



Já vou tendo saudades de uma coisa assim. Sobretudo repetir esta prova, das mais bonitas e duras que fiz. Maldito caruncho!

terça-feira, dezembro 11, 2012

Blogue do Benjamim

Apaixonado por Lisboa, fotografia e pelas bicicletas, decidiu revelar as suas paixões em livro e num blogue. Obrigado Benjamim.

A ler sobre o autor no site Green Savers

Blogue pessoal do Benjamim

segunda-feira, dezembro 10, 2012

BERLIM DE BICICLETA ( PARTE II)

Quando cheguei a Berlim ao final do dia, foi como se tivesse saído do frigorífico de Amesterdão e tivesse entrado num congelador. Um homem do sul como eu, pouco habituado às temperaturas  destas latitudes sofre  um bocado até se habituar. Apesar de já ter vivido algumas destas agruras climáticas como aqui, sobretudo na tropa, nas corridas de aventura e em algumas travessias a nado ou de bicicleta ( com umas quantas situações de pré-hipotermia), a memória torna-se curta porque o calor da maior parte do ano, faz-nos esquecer a inclemência de uns quantos dias de Inverno. A norte da Europa o frio também é diferente ( e pelo que sei dura e dura e dura), não se dá por ele, é seco ao contrário do nosso e se estivermos na rua muito tempo começamos a sentir uma espécie de dormência ( diria antes "congelação") nas partes do corpo que estão expostas, felizmente não são muitas, senão.... A vantagem, é que qualquer edifício é aquecido o que é muito confortável, diria mesmo, relaxante ao ponto de nos apetecer muitas vezes passar pelas brasas. É uma maravilha comparado aqui com a terrinha, onde se morre mais de frio do que na Gronelândia ( não sou eu que digo, são alguns estudiosos nestas coisas das "condições de existência dos portugueses") porque ligar o aquecedor de casa aqui sai mais caro do que comer num restaurante com estrelas michelin.
Instalado na Rosenstrasse, perto da famosa Alexanderplatz e da torre de televisão imagem de marca da antiga "Alemanha Democrática" (DDR), estava assim quase no "centro" ( em Berlim custa-me definir um centro) e a dois passos dos monumentos e símbolos mais significativos da cidade. Mas neste meu primeiro dia no "umbigo" da Europa, pouco mais vi que as imediações do alojamento porque a noite chegou de súbito por volta das 17.00, entre um nevoeiro frio e espesso e o gralhar estridente de milhares de corvos que dão um ar sinistro e ao mesmo tempo vivo à cidade. Aventurar-me na famosa noite berlinense, também não estava nos meus planos, pelo que procurei comer num dos muitos "fast foods", sobretudo vietnamitas e turcos que abundavam na zona.  E assim depois de uns " chiken noodles" empurrados por uma saborosa "Berliner", foi a hora de um chocolate quente já no remanso do quarto para um rápido e adivinhado, sono retemperador. O dia seguinte tinha de ser bem preenchido e a primeira tarefa seria alugar uma bicicleta ( continua).

 Partes do "Muro de Berlim" pintadas por artistas conhecidos.
 A famosa "torre de televisão" da DDR na Alexanderplatz
 Um memorial de rua a um jovem tailandês assassinado há poucos meses por neo-nazis, próximo da referida praça.
 Memorial às vítimas da II Guerra Mundial ( Mãe com o filho morto nos braços)
 Os "famosos" corvos de Berlim
 Um balão de um dos mais conhecidos diários alemães, o "Die Welt"
 Memorial às últimas vítimas do Muro de Berlim, algumas abatidas no ano da sua queda ( 1989)
 "Berliner Siegssaule" ( o símbolo da glória do período prussiano), no prolongamento da "Unter Den Linden", a Avenida 17 de Junho.
 O Spree é o rio da cidade. O Tejo mete-o na "alcofa" :-)
 Um cemitério cortado por um das sessões do muro, onde as campas eram sobretudo de militares de altas patentes do exército alemão. Neste caso um casal, como uma particularidade, ele viveu 92 anos e faleceu no terceiro ano da II  Grande Guerra.
Em cima, um dos muitos prédios que ficaram na "terra de ninguém".


 "Missão de S. Sebastião" ( perto da Universidade Técnica de Berlim)

quinta-feira, dezembro 06, 2012

Berlim de bicicleta ( parte I)



Dois anos depois de Hamburgo, foi agora a vez de conhecer a capital do país mais influente da Europa, pouco grato na actualidade para os portugueses, Berlim. Há muito que a cidade, sobre a qual fui lendo durante anos alguns fragmentos da sua história, exercia em mim um certo fascínio. Berlim é a cidade a partir da qual podemos melhor reflectir os efeitos do totalitarismo moderno e as suas horríveis consequências, mas também, a cidade de vanguarda dos movimentos intelectuais, culturais e artísticos da Europa do início do século XX e os contemporâneos. A minha estadia foi infelizmente demasiado curta para o poder apreciar isso em pleno. Até um dia destes...
Depois de pedalar em Amesterdão por uns dias a ideia era continuar a fazê-lo em Berlim. Como disse a estadia iria ser breve e havia muito para olhar, mais do que para ver, repito, ficará para outra oportunidade. Apesar de conhecer as vantagens de me deslocar por Lisboa de bicicleta há muito, confesso que nunca o tinha experimentado na condição de "turista urbano". (Re) afirmo: a bicicleta é o meio de transporte ideal para os viajantes sustentáveis e de curta estadia, a melhor forma de "navegar" numa cidade, sobretudo com a dimensão das que visitei. Permite ir a todo o lado, desenvolve-nos um importante sentido de orientação ( onde não costumo ser nada bom) e traz-nos a todo o instante a surpresa de uma permanente e saudável descoberta dos lugares, mesmo com o mapa na mão e depois de ver muitas fotografias na internet. Tive sorte com a meteorologia, em Amesterdão pouco choveu e em Berlim, apesar do frio, estava um dia de Outono extraordinário com os reflexos do sol a dourar as diferentes tonalidades de castanho nas folhas das muitas árvores, um lindo poema que não deve ter escapado a Goethe, certamente. Outro aspecto importante, são as muitas ciclovias onde o perigo de sofrer acidentes é reduzido, embora Amesterdão seja melhor que Berlim, nesta o automóvel ainda é rei, apesar da cidade estar, julgo eu, em mudança para que esse reinado acabe. ( continua).


À VOLTA DO SANTIS ( PARTE I)

Como o planeado saí de Konstanz para passar uns dias com um amigo nos arredores do cantão suiço de Sankt Gallen. Não tinha...