quinta-feira, dezembro 20, 2012

APRENDIZ DE MARUJO

Vento, vagalhoça, "mar da palha" encrespado. Tejo com baía de abrigo, melão maduro e vinho tinto de resgate a nado em terra firme. Salada de atum e tomate, sol e sal de curtir, boa conversa e  lição para muito marear.


Baía de Seixal a bordo do Peter Rabbit- Julho de 2012 - Foto tirada por António Neves

Inspirem-se!

terça-feira, dezembro 18, 2012

Pedalar por Lisboa

Pedalar por Lisboa ao domingo é descobrir os recantos improváveis que o diabólico trânsito torna difícil durante os dias da semana. É ver uma cidade como só a bicicleta permite: "cidades" dentro da "cidade veloz", intimas, a cidade das pessoas.


Nos "trilhos" do antigo Casal Ventoso. "Casas fantasma" onde ainda moram alguns fantasmas, vivos. Todo o bairro foi abaixo, sobraram as deterioradas casas "legais" do Casal Viúva Teles sobranceiro à Rua Maria Pia, mas esvaziadas de habitantes. Estão agora "arrumados" nas "casas caixa" da Quinta da Cabrinha no vale de Alcântara.
A "meia laranja", a antiga "porta do bairro" e ainda centro da economia "marginal" ( como as offshores) da zona ( além dos cafés, clubes e mercearias) é ali mais à frente.


Se rebaptizasse o sítio, chamar-lhe-ia agora "Casal Vistoso ou da "Bela Vista". Imagino a original toponímia, os ventos dominantes de noroeste vindos do mar, que nem a Serra de Monsanto travava, a soprarem sobre os telhados e paredes frágeis do bairro.

"Casal Ventoso de Baixo", o epicentro do antigo Bairro. Mais abaixo a "nova" Quinta da Cabrinha.

O Centro Social do Vale de Alcântara  ladeado de uns alinhados cedros e pinheiros.
As impressões das antigas casas encostadas a um muro. Atrás de mim situava-se o palco dantesco da vida recente do Bairro, o "muro das lamentações" onde muitos toxicodependentes consumiam dia e noite as drogas compradas na então pujante economia dominante do bairro. Ao longo da encosta depois do muro, habitavam os que "vício" já não dava forças para sair dali, os que andavam aos "algodões", a fazer "lavagens", utilizando o que restava das seringas deitadas fora por outros. Ao espaço falta memória, mesmo trágica, é sempre necessária. 

Umas escadas que em tempos ligavam ao vale e aos caminhos que o atravessavam, agora "cortadas" por muitas estradas, viadutos, linhas de comboio...

Já não se pode ir de Campolide ao Bairro da Liberdade a pé. Os carros criaram ilhas na cidade, insularizaram pessoas, romperam laços de vizinhança.


Pilar do Aqueduto das Águas Livres. Quem é afinal Danielle? Podemos imaginar porque é que um dia quis escrever num lugar público ( pena tê-lo feito num monumento nacional): " e nós faremos do mundo a nossa cama".


Criam-se agora novas "proximidades".











SANTO CAPACETE

Ontem foi o dia do Santo Capacete. O resto foi, "peanuts"!




quarta-feira, dezembro 12, 2012

MALDITO CARUNCHO!



Já vou tendo saudades de uma coisa assim. Sobretudo repetir esta prova, das mais bonitas e duras que fiz. Maldito caruncho!

terça-feira, dezembro 11, 2012

Blogue do Benjamim

Apaixonado por Lisboa, fotografia e pelas bicicletas, decidiu revelar as suas paixões em livro e num blogue. Obrigado Benjamim.

A ler sobre o autor no site Green Savers

Blogue pessoal do Benjamim

segunda-feira, dezembro 10, 2012

BERLIM DE BICICLETA ( PARTE II)

Quando cheguei a Berlim ao final do dia, foi como se tivesse saído do frigorífico de Amesterdão e tivesse entrado num congelador. Um homem do sul como eu, pouco habituado às temperaturas  destas latitudes sofre  um bocado até se habituar. Apesar de já ter vivido algumas destas agruras climáticas como aqui, sobretudo na tropa, nas corridas de aventura e em algumas travessias a nado ou de bicicleta ( com umas quantas situações de pré-hipotermia), a memória torna-se curta porque o calor da maior parte do ano, faz-nos esquecer a inclemência de uns quantos dias de Inverno. A norte da Europa o frio também é diferente ( e pelo que sei dura e dura e dura), não se dá por ele, é seco ao contrário do nosso e se estivermos na rua muito tempo começamos a sentir uma espécie de dormência ( diria antes "congelação") nas partes do corpo que estão expostas, felizmente não são muitas, senão.... A vantagem, é que qualquer edifício é aquecido o que é muito confortável, diria mesmo, relaxante ao ponto de nos apetecer muitas vezes passar pelas brasas. É uma maravilha comparado aqui com a terrinha, onde se morre mais de frio do que na Gronelândia ( não sou eu que digo, são alguns estudiosos nestas coisas das "condições de existência dos portugueses") porque ligar o aquecedor de casa aqui sai mais caro do que comer num restaurante com estrelas michelin.
Instalado na Rosenstrasse, perto da famosa Alexanderplatz e da torre de televisão imagem de marca da antiga "Alemanha Democrática" (DDR), estava assim quase no "centro" ( em Berlim custa-me definir um centro) e a dois passos dos monumentos e símbolos mais significativos da cidade. Mas neste meu primeiro dia no "umbigo" da Europa, pouco mais vi que as imediações do alojamento porque a noite chegou de súbito por volta das 17.00, entre um nevoeiro frio e espesso e o gralhar estridente de milhares de corvos que dão um ar sinistro e ao mesmo tempo vivo à cidade. Aventurar-me na famosa noite berlinense, também não estava nos meus planos, pelo que procurei comer num dos muitos "fast foods", sobretudo vietnamitas e turcos que abundavam na zona.  E assim depois de uns " chiken noodles" empurrados por uma saborosa "Berliner", foi a hora de um chocolate quente já no remanso do quarto para um rápido e adivinhado, sono retemperador. O dia seguinte tinha de ser bem preenchido e a primeira tarefa seria alugar uma bicicleta ( continua).

 Partes do "Muro de Berlim" pintadas por artistas conhecidos.
 A famosa "torre de televisão" da DDR na Alexanderplatz
 Um memorial de rua a um jovem tailandês assassinado há poucos meses por neo-nazis, próximo da referida praça.
 Memorial às vítimas da II Guerra Mundial ( Mãe com o filho morto nos braços)
 Os "famosos" corvos de Berlim
 Um balão de um dos mais conhecidos diários alemães, o "Die Welt"
 Memorial às últimas vítimas do Muro de Berlim, algumas abatidas no ano da sua queda ( 1989)
 "Berliner Siegssaule" ( o símbolo da glória do período prussiano), no prolongamento da "Unter Den Linden", a Avenida 17 de Junho.
 O Spree é o rio da cidade. O Tejo mete-o na "alcofa" :-)
 Um cemitério cortado por um das sessões do muro, onde as campas eram sobretudo de militares de altas patentes do exército alemão. Neste caso um casal, como uma particularidade, ele viveu 92 anos e faleceu no terceiro ano da II  Grande Guerra.
Em cima, um dos muitos prédios que ficaram na "terra de ninguém".


 "Missão de S. Sebastião" ( perto da Universidade Técnica de Berlim)

À VOLTA DO SANTIS ( PARTE I)

Como o planeado saí de Konstanz para passar uns dias com um amigo nos arredores do cantão suiço de Sankt Gallen. Não tinha...