sexta-feira, julho 05, 2013

[O Homem da Maratona] MACHADA RUNNERS IN PROGRESS.( 2006)

Posted by Zen to O Homem da Maratona at 4/07/2006 01:32:00 PM


Praia de Melides ( Direita Gonçalo, centro eu e esquerda Venceslau ; fotografo Jorge Lamego)

Quando se trata de maluqueiras como esta de andar a treinar para uma ultramaratona, felizmente aparecem sempre uns quantos doidos para partilhar as doses "quilométricas" que vamos meter nas pernas. Falo-vos dos "Machada Runners". Não, não são um grupo de indios em vias de extinção pela feroz globalização, são um grupo de amigos que correm na Mata da Machada no Barreiro e que decidiram criar um clube informal de corredores.
Para dar início ao "ritual" de iniciação do treino para o raid, nada melhor que começar no seu ambiente natural: a praia de Melides onde irá decorrer a prova. Domingo de sol, temperatura amena, paisagem fantástica, 2h.20m de treino e 18 km percorridos em galhofa e de sorriso de orelha a orelha. A malta está mesmo motivada!


-
Posted by Zen to O Homem da Maratona at 4/07/2006 01:32:00 PM

quinta-feira, julho 04, 2013

O HOMEM DA MARATONA: QUERO SER UM ULTRAMARATONISTA

Quando depois de me tornar um "Ironman", quis ser um "Ultramarathonman"...

Posted by Zen to O Homem da Maratona at 3/15/2006 07:00:00 AM

Depois de me tornar um IRONMAN no ano de 2001, quero agora tornar-me um ULTRAMARARATHONMAN em 2006!
Há cinco anos atrás realizei um dos meus maiores sonhos: fazer um Triatlo de distância Ironman. Durante mais de quatro meses treinei diariamente, muitas vezes mais de cinco horas ( longos de ciclismo, natação e corrida por vezes combinados) para alinhar na partida pelas 7 horas de uma manhã de Outubro de 2001 na praia de "Ses Figueretes" em Ibiza. Ainda o sol não tinha nascido quando na companhia de mais 300 atletas comecei a nadar os 3.8Km de natação do primeiro segmento. Cheguei já de noite com 13h.39m depois após completar as restantes disciplinas: 180Km de Ciclismo e 42,125Km de corrida. A experiência foi indescritível!
O RAID MELIDES - TRÓIA 2006 parece-me uma boa oportunidade para voltar a reviver o que é planear uma aventura deste tipo e ao mesmo tempo atingir um objectivo há muito desejado: fazer uma ultramaratona!
--
Posted by Zen to O Homem da Maratona at 3/15/2006 07:00:00 AM

quarta-feira, julho 03, 2013

O HOMEM DA MARATONA - 20KM DO GUINCHO 2006

Uma crónica de 2006 no "Homem da Maratona".

20KM DO GUINCHO


Cascais é um excelente local para a realização de eventos desportivos. A paisagem urbana da vila enquadrada por um mar a perder de vista é de facto fabulosa. A estrada para o Guincho, a Serra de Sintra ao fundo e um cheiro peculiar (e único), fazem vibrar os sentidos de prazer.

Estes 20 Km fizeram-me recordar, quer as quatro edições em que participei ( desde 2002 que não participava), quer ainda as primeiras aventuras no Triatlo. Deste recordo a primeira vez que fiz um olimpico no qual fui o último a sair da água recebendo um estrondosa ovação do público que penso ter sido superior aquela que o primeiro atleta teve direito... belos tempos.
Quanto a esta prova, continuo a achá-la de boa qualidade organizativa, com muita participação ( sobretudo com muitas caras bonitas). O tempo foi o pior que ali fiz em todas as participações, mas depois de algum tempo parado e de algumas "caliqueiras" que persistem, vento forte e uns poucos saudáveis 85kg, até que não foi nada mau.
323 JOSE NEVES 39 M2039 149 M AA LEBRES SADO 01:32:49 

-Fotografia www.fotodesporto.com

Posted by Zen to O Homem da Maratona at 4/07/2006 05:59:00 AM

terça-feira, julho 02, 2013

O HOMEM DA MARATONA - AS LEBRES É QUE É

O "Homem da Maratona" foi um dos meus primeiros blogues. Apesar da sua existência efémera entre 2004 e 2007, marcou o início ( e quem sabe se também não foi a influência) do aparecimento dos primeiros blogues pessoais relacionados com a prática desportiva, nomeadamente dos que falavam ( escreviam) sobre corrida pedestre. Chegou perto das 10.000 visitas ( mais coisa menos coisa), o que considerando a dinâmica do espaço, a sua divulgação e acesso à internet de (então) muitos corredores, não foi nada mau. "Morreu" num dia feio ( morre-se sempre num dia feio). Recupero aqui durante os próximos tempos parte das suas "amarelecidas" crónicas e o (sempre) prazer do "fio da história" ( que tecido com outros, nos dá a "trama da história" colectiva :-). 

AS LEBRES É QUE É


Depois de no ano passado ter feito parte da sua secção de orientação, secção esta que movimenta quase uma centena de atletas na região de Setúbal nomeadamente muitos jovens em idade escolar, eis que dou o salto para a não menos participada e simpática secção de atletismo. Sou portanto mais uma "Lebre do Sado", diga-se que no estado de forma em que estou seria facilmente apanhado por algum predador(a) à procura de "fast food" ( neste caso de "slow food").
A Associação de Atletismo Lebres do Sado é um clube que num distrito com diversas chagas sociais, remando contra a ditadura desportiva do futebol, procura cultivar através da promoção das referidas actividades e também de uma "cultural" secção de pedestrianismo, o prazer e importância da prática desportiva para todos ( novos , velhos, mulheres, homens) e ainda, do convívio e amizade como elementos fundamentais do bem estar humano e do equilíbrio social.
Obrigado Lebres. 

--
Posted by Zen to O Homem da Maratona at 3/26/2006 02:44:00 PM

domingo, junho 23, 2013

A AMIZADE


Tens razão Tigre, eu também acho que a amizade é a única substância que não sofre a erosão do tempo ( o resto nota-se nos cabelos brancos, nas barriguitas :-).

Obrigado pelo convite para treinar em Monsanto, confesso que há muito que não me sentia tão "livre" ( tentei o fazer o mesmo hoje mas o máximo que consegui foi correr durante uns sofridos 30m). Ah, e a cervejola num final de tarde com quase 30º, foi de mestre! 

Um relato facebookiano de algumas memórias comuns ( faltam outras tantas que ainda havemos de "pôr no papel") escrita pelo camarada Luís Miguel que tenho o prazer e a honra de partilhar aqui no Trilhos.

Forte abraço Tigre.

"Diz algo sobre a foto ? Digo pois ! Então toma lá ò Facebook :

Digo que havia um tempo que aos fins de semana treinava no Monsanto um grupo mais ou menos numeroso (tinha alturas...) que viria a ser apelidado dos "bebe-chás" (de limão), pois a agua de vialonga ainda não tinha entrado no cardápio...

Um grupo que um dia se lembrou de fazer o GP Fim da Europa em versão dobrada - 35 kms - sendo hoje quase um lugar comum a quem demanda o GP Fim da Europa, mas na altura juntou 25 maduros numa manhã chuvosa e até mobilizou um alentejano que muito espantado ficou quando soube que depois de tal empeno ainda teria de ir à "periquita". A dos travesseiros pois, mas no Alentejo não havia tal doçaria e o homem estava em pânico com a perspectiva de esforços mais do dobrados, redobrados;
Um grupo que muito antes de fazer de haver essa coisa apelidada de Urban Trail (que barbaridade este angliscismo ! brr !!!) começou a fazer treinos nocturnos em plena Lisboa à 01h00 e alguns deles,a maioria mesmo, temáticos;
Um grupo que enquanto se dirigia de comboio para Cascais já perto de meia noite, precisamente para iniciar lá em Cascais um treino até Lisboa, via marginal, se lembrou que no ano seguinte era bom que fossemos a Ronda - coisa impensável à altura, pois 100kms eram uma barbaridade;
O mesmo grupo que achava normalíssimo fazer 4 maratonas de estrada por ano, quando o bom senso e os especialistas recomendavam apenas uma e muito eventualmente duas por ano e bem espaçadas:
O mesmo grupo que esteve presente nas primeira edições da Serra da Freita;O mesmo grupo, nem todos, que tiveram nas primeiras edições do Caminho de Santiago logo depois de ter saído da Maratona de Paris; O mesmo grupo que derivou do antigo fórum atletas.net e que indirectamente ou directamente levou ao aparecimento do fórum O Mundo da Corrida e até, de certa maneira ao surgimento da Associação com o mesmo nome; O mesmo grupo que um dia se mobilizou para ajudar dois companheiros a fazerem Lisboa-Fátima (e que aventura foi ...); 
O mesmo grupo que, de certa maneira e perdoem-me a imodestia, lançou, ainda sem que de tal realmente tivesse consciência, as sementes de tantos eventos não oficias que hoje pululam pelo FB e provavelmente até de algumas provas ditas "loucas".
Tal como o famoso slogan que de tantos em tantos anda por aí por aí em cartazes em cidade e meia: "Eu (e outros) fuí !"
E poderia continuar, mas fico-me por algo que nunca passa, que perdura muito para além das provas, da performance mais ou menos atlética de cada um de nós, dos eventos, dos fóruns, das provas, das rugas, dos cabelos esbranquiçados, das barriguitas :

A amizade !"

Luis Miguel - Tigre

quarta-feira, junho 19, 2013

DESISTIR?! NUNCA!


Mais de seis anos separam esta imagem tirada por mim dentro de um moinho na Serra do Louro ( entretanto recuperado). Anos de muitas aventuras e desventuras, altos e baixos ( não é assim a vida?!). 
Recordo-me bem desta caminhada a solo pela Arrábida ( como eu amo esta Serra!) e de outras então. Recuperava por estes dias de uma grave lesão nos dois joelhos provocada por, após um longo período de paragem, ter voltado a treinar e logo com afinco, para uma emblemática prova que havia sido reeditada em 2005: a Ultra Maratona Melides Tróia ( que desde então não mais foi interrompida). O tal "tempo perdido" tentei resgatá-lo à pressa e logo nos areais da Fonte da Telha, Apostiça e Lagoa de Albufeira, cenário "ideal" para treinos longos acima dos 20km. O resultado ficou à vista, sem um adequado reforço muscular e articular, capacidade cardiorespiratória, os treinos intensos na areia deixaram-me ao fim de dois meses com dores nos joelhos, que de "moinhas" (  ignoradas ao inicio) passaram muito rapidamente a "insuportáveis". O diagnóstico no Hospital Militar não tardou: "condromalácia patelar" ( nome pomposo como esternocleidomastoideu). A recuperação essa, adivinhava-se longa, penosa e na voz de clínicos mais cépticos, talvez impossível. 
Após o desalento inicial, não desisti. Disciplinei-me interiormente para tornar o suposto "impossível" em "possível" ( bolas, falta-me agora essa determinação) e por isso cumpri "à risca" a fisioterapia com reforço muscular, medicação, uma boa alimentação, nadei para não perder massa muscular e mais tarde, quando  os meus joelhos já não estavam presos por arames, marchei, na Arrábida, na Mata da Machada, na Serra de Sintra e no "local do crime", as bonitas arribas da Fonte da Telha! Retiro por isso uma palavra do cardápio da psicologia que pode (passo a redundância) explicar o que se passou: motivação! Intrínseca, ao focar o pensamento na realidade, no essencial ( e não no acessório), no lado positivo da experiência presente, nos ganhos desta no passado e na garantia dos seus efeitos futuros e também extrínseca, vinda de amigos, companheiros da corrida e familiares, apoio este, tão decisivo como o autoregulado.  Isso foi suficiente para voltar a ser o "corredor" que sempre fui ( apesar das interrupções mais ou menos longas ao longo da vida, algumas com consequências irrecuperáveis para a saúde) no apologista do desporto que sempre serei ( mesmo no dia em que não possa ser praticante).
Seis anos passaram após este ( entre muitos) êxtase arrabidino! Talvez, como no passado, tenha de reformular alguns valores, atitudes, entendimentos... Como costumo dizer, "baralhar e dar de novo"! No fundo, já fiz tanto e tão diverso, sempre com a mesma paixão de estar na vida pela descoberta, pelo prazer da superação dos tais "limites" ( ilimitados digo eu), pelo convívio e respeito pela diferença que serei mais uma vez capaz, sim. Desistir?! Nunca!








segunda-feira, junho 17, 2013

À VOLTA DO SANTIS ( PARTE I)

Como o planeado saí de Konstanz para passar uns dias com um amigo nos arredores do cantão suiço de Sankt Gallen. Não tinha...