quinta-feira, dezembro 05, 2013

[O Homem da Maratona] RUMO AO TRAIL " CAMINHOS DE SANTIAGO"- SEMANA Nº 3: AS ESCADINHAS DO QUEBRA COSTAS

 Posted By Zen to O Homem da Maratona at 12/06/2006 12:35:00 AM

Uma semana de maleitas e causas desfeitas. 

 Treinei pouco ( UM total de 4hrs repartidos em três treinos) pois tive um encontro inesperado com alguns "vírus", um microscópico outro de "olho nu". No entanto pasme-se, sem medicamentos, dias de baixa e sentimentos de culpa, estou já curado e pronto para voltar à luta... contra os "vírus correr, correr"! Foi-me entregue hoje uma encomenda inesperada, uma caixa de chocolates enviada pelo meu amigo belga Dominique Diricq. O Dominique é um corredor belga, admirador de Portugal e leitor do meu blog que tive o prazer de conhecer durante o raid Melides - Tróia do ano passado. Obrigado Dominique espero poder retribuir o teu bonito gesto. O meu joelho direito contínua a "moer-me" o juízo apesar das doses de Glucosamina tomadas durante 5 meses consecutivos. Estou convencido que este meu problema foi um castigo divino. Cheguei a esta conclusão depois de fotografar os meus pés (como o divino pode estar ligado aos nosso pés é uma "evidência" que achei surpreendente :-) e ao reparar que o meu pé direito está torto (não se nota? Vá lá, não se riam), recuo no tempo e lembro-me do acidente esteve na origem desta”deficiência”: uma queda de BTT em Alfama em 2004. Eu conto: aos fins-de-semana aproveitava a "tolerância" do transporte de bicicletas nos transportes públicos para levar a bicicleta para o trabalho. O meu trabalho fica numa das colinas de Lisboa, com uma vista fantástica que muitos gostariam de ter sobre a cidade e o rio Tejo e chegar lá a pedalar é para mim motivo de satisfação e de admiração dos meus colegas: que me perguntam insistentemente, “epá como é que tu consegues?”, eu fazendo-me um “expert” no assunto digo “ é preciso treinar muito!". Para lá chegar tenho de atravessar o bonito Bairro de Alfama, zona que conheço e onde vivi aventuras próximas às narradas na série ( para quem se lembra) "Hill Street Blues" mas com nuances à portuguesa, claro. 
No dia fatídico, subi como sempre a inclinada Rua da Regueira e continuando, cruzei a das Escolas Gerais, chegando a S. Tomé, para só acabar a subida no Largo da Graça. No final do dia o regresso, vinha como sempre pelo mesmo sítio, num "downhill" desenfreado pela Voz do Operário para novamente atravessar as ruelas do bairro saboreando as sua “particularidades”, nas casas, nas cores, nos cheiros, nas gentes... Um dos meus trajectos preferidos era pelo Largo de S. Miguel, onde descia as respectivas escadinhas sem desmontar da bicicleta. Este largo era o mais recordado, pois foi cenário de um episódio da minha vida trágico ( na altura) e cómico ( no presente) que agora não vou contar, mas que me faz rir sempre que ali passo. No dia insólito que remontam estas minhas palavras, lembro-me de estar a rir sozinho e de pensar" que grande maluco que eu era pá! e as palavras de então, “podem vir todos, podem vir todos" dizia eu. Movido por este pensamento de homem destemido de outrora, continuei a descer escadas até avistar por coicidência um dos personagens da minha aventura nesse dia ( e noutros dias), que por clara divergência de estilos de vida e discordância de “pontos de vista”, não pertence ao meu quadro de relações de amizade. Lembro-me de ter passado por ele e pensado "este tipo ainda por cá anda"?! É um fenómeno de longevidade sem dúvida ( ele e eu)! Talvez tenha recuado nesse momento no tempo e voltado a vestir um papel que jurei não mais querer vestir. A única coisa que tenho a certeza é que nesse momento fui assaltado por sentimentos que julguei arrumados nas gavetas do espírito e com eles por companhia segui o meu trajecto pelas Escadinhas do “Quebra-Costas” em mais uma arriscada manobra “ciclística”. A meio das referidas escadas, com que fulminado por um raio, que numa outra versão dos acontecimentos imagino ter sido por falta de perícia, na a travessia de um "patim" mais estreito, perco o controlo da “máquina e, “catrapum” estatelo-me "juntinho" no chão. Teria sido o castigo por ter esfregado a lamparina da memória? No início não achei estranho, esta não era a primeira vez que dava um "tralho" dos grandes, mas o problema veio depois. Já no chão começo a palpar o corpo e vejo que aparentemente estava tudo bem, o capacete não se partiu (coisa que já me aconteceu) e o resto... espera aí.. o pé estava a ficar um "tabolho"! Completamente virado para um dos lados e desgraça das desgraças parti a escora traseira da bicicleta! A recuperação demorou meses, o pé ficou torto, a bina arranjou-se mas nunca mais foi a mesma, comecei novamente a correr mas sempre com dores, desenvolvi o problema nos joelhos... O “personagem” ainda existe, sentado na soleira da porta de casa. Vi-o um dia destes quando voltei a subir de bicicleta por Alfama. Quanto às escadinhas do quebra-costas fiz como fiz à memória dos meus “destemidos tempos", evito-as, é que não vão os "Deuses" tecê-las novamente, livra-te! 

 Posted By Zen to O Homem da Maratona at 12/06/2006 12:35:00 AM

quarta-feira, dezembro 04, 2013

[O Homem da Maratona] RUMO AO TRAIL "CAMINHOS DE SANTIAGO": SEMANA Nº 3 - 2006







Posted by Zen to O Homem da Maratona at 12/03/2006 06:53:00 AM

( Fonte da Telha Abril 2006)

“Ca ganda semana pá"! Em treino, em encontros, em projectos, tudo bom! Digo à minha consorte: "esta semana é o sinal que a nossa sorte está a mudar". Ela ri-se, condescende a mais um disparate meu e satisfeito imagino que pelo facto de ter conseguido treinar regularmente, os putos se encontrarem bem e ter ganho dois bilhetes " à borla" para ver o meu muito estimado Rodrigo Leão num estúdio com 50 pessoas é a mais viva impressão que li nas estrela algo parecido com isto: acabaram-se os azares na vida pá, as estrelas brilharão mais ainda, principalmente para ti! Até que enfim! Já estava disposto a "ir à bruxa".
Rodrigo Leão foi, é, bem... oiçam vale mesmo a pena! Lembram-se de Sétima Legião?! Ponham-nos em banho maria, juntem-lhe um "pitada" de Madredeus, levem ao lume com Edit Piaf, um acorde de tango  do Astor Piazzola, mexam lentamente juntando-lhe uma valsa ou um bolero e no final cubram tudo com Alberto Iglésias ( o homem que faz a música dos filmes do Almodovar) ou se quiserem com Sakamoto, Yann Tirsen, Wim Mertens, Philip Glass, entre outros ilustres, que o sabor tem o mesmo requinte, provem e depois digam qualquer coisa ( podem "provar" no player deste blog).
E a corrida pá?! É verdade! Tenho mesmo que criar outro blog para estas coisas, tal a urgência em falar delas! Bem, a corrida como disse, foi a de uma semana maravilhosa!

Seg: 1.10
Ter: 1.05
Qua: Natação
Qui: 1.30
Sex: Natação
Sáb: 2.10
Dom: Ginásio

Quanto ao resto, ontem "lutei" com uma garrafa de vinho branco da Estremadura feito a partir da Casta Malvasia com um preço de tesos, mas digno de um paladar de aristocrata.
Hoje, "marchou" um Tinto do Douro, de 2002, com um ligeiro "pico" ( que deve ser dos pés que pisaram, pois no rótulo mencionava esse processo de fabrico), frutado e fresco, um grande recovery!
Com isto sou um homem feliz, mas que ainda não perdeu uma grama desde que começou a treinar para o Trail dos Caminhos de Santiago. "irra que é guloso"! ;-)


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Posted by Zen to O Homem da Maratona at 12/03/2006 06:53:00 AM

terça-feira, dezembro 03, 2013

[O Homem da Maratona] TRAIL SEMANA Nº 2: A TRAVESSIA NO DESERTO - 2006



Posted by Zen to O Homem da Maratona at 11/26/2006 04:03:00 AM

"Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e tornar-se um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta. Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo…"

Fernando Pessoa

A atravessar os desertos da alma...

A semana foi...foi-se! Dormi pouco, comi muito e bebi uns copos ...ah, e corri nada ( é um blog sobre estas coisas das corridas e afins, nãé?!). Uma "bela" semana, a condizer com a meteorologia " aguaceiros, trovoadas e vento forte"... também na massa cinzenta. Que mais para dizer?! Bah... eis as verdades dos nºs semanais:
Seg. 1h10 corrida
Ter. 1h corrida
...
...
...
...
...
Trail aí vou eu... quem eu?!

P.S - Acerca desta prosa do Pessoa, penso que ele devia estar na fase em que lia os editais da revista XIS ( para quem não sabe uma revista de "psicologia de pacote" que é publicada aos Sábados com o jornal Público), sendo também que quando afirma: " é agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida" julgo estar a ler na altura igualmente o Paulo Coelho. Quanto ao "é ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta"... hummm, suspeito que também lia na altura o "Manual do Bom Cristão que é um Funcionário Obediente e Exemplar Chefe de Família e Servidor da Pátria"... do António Oliveira Salazar, edição com 48 volumes, revisto e actualizado por José Sócrates, sim esse, o apóstolo... mas quanto a isto ainda não tenho bem a certeza e a coincidência pode ser pura coincidência ( acerca desta leitura do Pessoa, nada de "colagens").
Mas que nos deixa com a lagrimazita no olho, lá isso deixa, schuinfff....
Isto é um blog sobre corridas e aventuras?! Epá, desculpem lá qualquer coisinha...
Vou ali comprar umas aspirinas ao oásis pode ser que isto passe.


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Posted by Zen to O Homem da Maratona at 11/26/2006 04:03:00 AM

segunda-feira, dezembro 02, 2013

2014 - SEJA AGORA

"Tem de acontecer, porque tem de ser
e o que tem de ser tem muita força
E sei que vai ser, porque tem de ser
Se é pra acontecer, pois que seja agora" (...)

Deolinda, "Seja Agora"



2013 está a findar-se, 2014 está próximo e eu estou agora no sofá a escrever umas linhas nos blogues que teimosamente vou mantendo enquanto oiço Ludovico Einaudi. Apesar do frio destes últimos dias, está um sol lá fora que animaria o mais empedernido sedentário para uma passeata no exterior. Já lá vou, até estou de folga hoje, mas vivo o instante, ler e escrever um bocado também são exercício!
Não vou fazer retrospectivas do ano que está prestes a acabar. Cada vez me apetece menos fazer planos e retrospectivas ( confesso que as faço em sede própria), estou um bocado como a canção dos Deolinda, " se é para acontecer, pois que seja agora"! O que posso aqui dizer é que voltei a correr com alguma regularidade, apesar do trabalho e das preocupações terem aumentado  ( é uma boa forma de resistir à "brutalização" do quotidiano, tal como ler e escrever, mesmo que se faça sem método, tal como eu). Ainda bem que é assim ( voltar a correr), consigo manter uma parte de mim sã e isso permite-me "funcionar" sem muitas "avarias". A propósito de pequenas avarias ( as grandes não vale a pena contá-las aqui), estou a comer um chocolate suiço que comprei ontem em promoção, mas dentro do prazo. Está a saber-me divinamemente! Estão a ver porque é que não me apetece ir lá para fora treinar ( oiçam também Einaudi, numa sala quentinha a comer um chocolate suiço e depois digam-me qualquer coisa)?!

Bem e parando de "encher chouriços", tenho a comunicar-vos ( isto de falar para os leitores agrada-me :-) que as actividades para 2014, são as que já estou já inscrito, como o Trilho dos Abutres lá para final de Janeiro. O meu irmão acena-me com os 100km de Ronda, bem, "bora lá", mas ainda temos de conseguir inscrever-nos, o que não me parece nada fácil. O resto... "seja agora"!

Abraços.


sábado, novembro 30, 2013

[O Homem da Maratona] DOING IT FOR EMILY - 2006

Posted by Zen to O Homem da Maratona at 11/08/2006 03:37:00 PM

Republicado o blogue o "Homem da Maratona" ...



Na praia das Bicas - Meco

Depois de uma longa paragem nos treinos e competições a motivação para recomeçar não é muita. Sinto-me pesado, preso e acima de tudo desmotivado.Da motivação o senso comum sabe ser aquilo que nos move para uma acção, uma espécie de "força" que vem de "dentro", mas que também sabemos vir igualmente "de fora". Nesta última, o papel dos outros é fundamental e o dos que estão próximos de nós, o mais importante de todos! A propósito disto, passo a contar uma história que ouvi/vi há uns anos atrás e que emergiu na minha memória depois de ver as fotografias tiradas na Praia das Bicas durante um treino em Fevereiro deste ano, onde apareço com a minha pequena sereia. Nos anos 90, o canal de televisão "Eurosport tinha a "saudável" tradição de nos mês de Novembro passar a reportagem do Ironman do Havai realizado um mês antes ( realiza-se todos os anos em Outubro), acontecimento que eu não perdia, mesmo que programasse o vídeo para o gravar na minha ausência. Nestas apresentações eram passadas antes do resumo da prova, várias reportagens com "atletas do pelotão" onde eram destacados aspectos da sua vida pessoal, do seu treino diário, mas acima de tudo da razão que os motivara para estarem ali prontos para iniciarem tão duro desafio. Como havia dito, uma das histórias ficou gravada na minha memória, era a de um Pai que depois de uma longa vida de sedentário decidira tornar-se um Ironman por causa da filha. Dizia ele, que um dia sentado no sofá vira na televisão a prova do Havai e que confidenciara à sua filha Emily então com 7 anos, que um dia gostaria de ser um daqueles "heróis". Sabia que isso seria um desejo quase impossível, pois era obeso e nunca tivera hábitos desportivos e pouca vontade tinha de os adquirir. A filha disse-lhe que não, que o pai lhe havia ensinado que "quando se deseja com muita força tudo acontece", até aquilo que parece ser impossível, como vir a tornar-se um daqueles "super atletas".  À Emily meses mais tarde foi diagnosticada uma leucemia que lhe provocou a morte pouco tempo depois, apesar de todos os "esforços" do Pai e da medicina, o que me fez pensar que afinal existem coisas que nem todo a vontade, fé e amor humano podem vencer. Outras parece que sim e o exemplo está no Pai da Emily que venceu a sua dor treinando para o Ironman lembrando as palavras da menina: " nada é impossível se o desejares"! Tornou-se um "Ironman" no ano seguinte , transportando consigo o retrato de Emily em todo o percurso onde podíamos ler: " Doing it for Emily"! Em lágrimas no final da prova, lembrava-nos que parte da força de nos move vem dos outros, sobretudo daqueles que nos amam, a maioria das vezes traduzidas nas palavras e gestos simples como os da Emily.
Na praia das Bicas em Fevereiro eu estava motivado para correr, tinha um objectivo e duas admiradoras que não paravam de me incentivar. No momento em que escrevo, a minha fã mais pequena foi buscar um capacete de bicicleta e lembra-me que lhe prometi uma cadeira que montarei na minha bicicleta e onde faremos uso deste objecto que nos protegerá cabeça de males maiores durante as já programadas voltas na Mata da machada. O meu filho há duas semanas atrás insistiu para que fosse com ele à corrida do Tejo e a minha mulher diz-me que já tem saudades de me ver nadar (adora ver-me de fato de neoprene, a marota). Portanto a mim resta-me perder uns quilos, começar a treinar, sentir-me feliz e fazê-los felizes! Não me parece nada difícil, quando aquilo que me move é a força daqueles que me fazem acreditar naquilo que afinal desejo.


 
Posted by Zen to O Homem da Maratona at 11/08/2006 03:37:00 PM

PALCOS DE AVENTURA





quinta-feira, novembro 28, 2013

[O Homem da Maratona] PASSEIO NOCTURNO ( Parte II) - 2006

Posted by Zen to O Homem da Maratona at 10/21/2006 01:52:00 



A Serra do Louro é uma espécie de “varanda” com vistas “largas” para a península de Setúbal do Tejo até ao Sado. De noite, temos uma ideia mais aproximada da densidade da ocupação humana na região pela quantidade de pontinhos luminosos que são as luzes das casas e fábricas que não param de aumentar neste últimos anos. Apenas a Oeste avisto uma escuridão tranquilizadora que corresponde às matas da Apostiça e Sesimbra, mas também estas prontas num futuro próximo a converterem-se ao luzeiro. Não que tenha nada contra a palavra e conceito de “progresso”, apenas contra aquilo a que se chama “progresso” e que tem provocado feridas insaráveis neste espaço natural.
Tentei explicar esta ideia aos participantes à medida que caminhávamos e olhávamos em redor. Junto às povoações do “ Castro de Chibanes” e “ Alta da Queimada”, transportei os meus companheiros para o passado, fazendo-os imaginar a vida destas comunidades numa noite sem pontinhos luminosos no horizonte, apenas uma noite escura com uma vastidão que se imagina porque se vê de dia e ruídos da natureza, o vento, o rumor dos ramos das árvores no vale o piar de um mocho, o uivo de um lobo, talvez, quem sabe… Mais acima no trilho os moinhos que se reconstroem depois de algumas décadas de abandono, sinal de cultura e interesse de algumas gentes que percebem que o nosso futuro depende da identificação que temos do passado.
Chegamos ao ponto de retorno e digo: “ bem, agora vamos voltar para trás, não pelo mesmo caminho, mas na direcção aonde deixamos os carros”, sou surpreendido com um coro de amigáveis protestos de recusa. Decido improvisar o percurso, vou até ao ponto de intersecção da Serra do Louro com a de S. Francisco, viro na direcção ao vale dos barris por um trilho a meia encosta, mas que vai descendo até este vale, mais à frente subo a famosa "descida da burra”(desta vez convertida em subida) até ao alto da Serra do Louro novamente onde aguardo para ver menos sorrisos e mais máscaras de esforço daqueles que estavam mais atrasados. Não me enganei… afinal já estávamos a caminhar há quase 3hrs e o cansaço começava a notar-se, sobretudo em alguns (poucos) menos habituados a estas andanças. Caminho de retorno, pão quente no final, acabado de sair do forno de padaria serrana (pão fantástico este) que saboreamos junto aos carros com um queijo que alguém oportunamente comprara nessa tarde para fazer umas sandes lá em “casa” e que tão bem soube ao ar livre… ah e condimentado com uma chuva que finalmente cumpria a sua ameaça.
Nas despedidas, exigência que a próxima caminhada seja para breve e projectos de idas a “Gredos”, “Picos da Europa”...com a Claúdia a perguntar-me: “ Zé e porque não vamos todos ao Nepal ver o Annapurna ao nascer do sol?!” “Mas eu já lá estive hoje!” Respondi. Ela com uma expressão incrédula que eu desfaço: "é que para mim as tuas palavras valeram mil imagens”.


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Posted by Zen to O Homem da Maratona at 10/21/2006 01:52:00 

À VOLTA DO SANTIS ( PARTE I)

Como o planeado saí de Konstanz para passar uns dias com um amigo nos arredores do cantão suiço de Sankt Gallen. Não tinha...