sexta-feira, dezembro 13, 2013

[O Homem da Maratona] RUMO AO TRAIL: SEMANA Nº 5 - HONRA, MORTE E MESQUINHEZ - 2006


Posted By Zen to O Homem da Maratona at 12/19/2006 04:54:00 AM

( Foto de Bruno de Carvalho)

Nesta semana aconteceu muita coisa, mas será que tem interesse?

A meio da semana durante o jantar do meu clube, as Lebres do Sado, sou distinguido com uma "Menção Honrosa" por (segundo a direcção) ter ajudado a promover a imagem do clube e a sua prova de atletismo o " Grande Prémio da Arrábida". Para mim é uma honra, mas nenhuma das minhas acções teriam sido possíveis sem o espírito cooperativo e humilde da grande maioria dos membros das "Lebres", uma "cultura" individualizada na pessoa do seu presidente Alberto Carolino a quem eu agradeço profundamente as simpáticas palavras que me dirigiu no seu discurso de entrega do referido prémio.

Na sexta -feira a notícia triste do falecimento da minha Tia Lurdes ensombrou mais um ano que tem sido na sua generalidade "negro".
o vou fazer o "elogio fúnebre" da minha Tia, mas quero aqui publicamente dizer que foi uma das pessoas com maior coragem e resignação que conheci em toda a minha vida. Nasceu no interior pobre português durante os anos 30, resignou-se à condição de ser uma mulher dessa geração numa família de poucos recursos, trabalhou desde muito nova, não aprendeu uma letra, emigrou para França na dura experiência da emigração do final dos anos 60, perdeu aí o marido num acidente de viação, criou duas filhas, uma delas doente crónica nos últimos anos, viu nascer dois netos que acarinhou todos os dias, morreu de cancro no dia 14 de Dezembro sem nunca lhe ouvir um queixume, ver uma expressão de medo, ouvir uma palavra de ódio à sua "sorte", apenas..." Deus assim quis", que Deus este!

No Domingo finalmente um treino digno de maratonista e em boa companhia. Foram 3hrs com 30Km feitos numa manhã fria mas luminosa "condimentados" com muita conversa. Digo aos restantes companheiros " sinto-me tão livre quando corro"!

Ontem num instituição pequena, num país pequeno de pessoas pequenas alguém pequeno que se acha grande diz por força da necessidade de me ver pequeno também ( como ele) que eu sou um "incompetente". Devolvo-lhe o epíteto dizendo-lhe que a sua formaçãmoral e intelectual não lhe permitia avaliar-me dessa forma, apenas a força da prepotência e despotismo dos seus galões nesta instituiçãpequena, num país pequeno com gente pequena lhe dá direito de o fazer. Voltou a carregar sobre mim com ameaças de regulamentos que legitimam poderes alarves, imposições arbitrárias de códigos de uma democracia podre e eu calei a revolta e a vontade de ser tão pequeno, de ser pequeno o suficiente para lhe quebrar alguns ossos e arrancar-lhe à força do ódio uma soberba estúrdia, mas não, moí-me por dentro até sangrar de culpa por ter tomado decisões que neste "país pântano" muito dificilmente poderei reformular sem pôr em risco a segurança dos "meus". Fui mais uma vez o "vazadouro" para uma projecção frustrada de mais um egocêntrico convencido da sua posição "distinta" numa qualquer "ordem" inventada para se defender do perigoso exército de "invejosos" que ameaçam todos os dias fazer ruir as muralhas da sua vida fútil de funcionário público com as seus galões de "chefe" subordinado prenhes de subserviência e cinismo, da sua "cultura" que considera sólida e eu idiota e preconceituosa, da sua vivenda suburbana, do seu cão de raça, do seu carro “topo de gama”, dos filhos que estudam empenhados em ser doutores, “a sério”, não como os outros incompetentes, de enfim “proteger” a sua "merda" de vida que fede tanto como a minha…ah maldita condição de se ser “idiota”!

Avanço... nesta semana de Natal eu e os meus camaradas “ Machada Runners” combinamos outro treino longo na Mata da Machada dia 24 pelas 9h00.

Semana de 6hrs de treino. Os meus joelhos estão melhor que nunca, a minha condição física nem por isso, mas o pior parece ter passado.

Boa semana.


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Posted By Zen to O Homem da Maratona at 12/19/2006 04:54:00 AM

quinta-feira, dezembro 12, 2013

[O Homem da Maratona] AS CIDADES SÃO... 2006

Posted By Zen to O Homem da Maratona at 12/14/2006 05:15:00 PM






A Professora e Arquitecta Maria de Celeste Ramos  é uma velha senhora de ar excêntrico que um destes dias apareceu na faculdade convidada por um outro professor para nos dar uma aula sobre os " os territórios naturais das cidades". A sua pergunta inicial para a plateia foi: " o que são as cidades"? O grupo, sobretudo constituído na sua maioria por jovens ( no qual eu sou excepção), emudeceu.  " As cidades são as pessoas!”, respondeu alegremente, quebrando um silêncio que para mim já começava a ser incómodo e que me punha na eminência de soltar um disparate. Depois de sabermos que "somos a cidade", a cativante oradora, esteve duas horas a falar da importância das árvores nas cidades e da forma como elas contribuem para perspectivar o espaço urbano, das plantas que encontrou no "nosso" mal tratado jardim da faculdade", do Sol na cidade coado pelas árvores e plantas, do calendário Maia e um sem numero de assuntos que eu considerei preciosidades mas a maioria, uma "seca". Mas a frase, "a cidade são as pessoas" martelou-me o espírito durante estes últimos dias. Ontem nos meus raros treinos urbanos nocturnos, lembrei-me dela novamente ao tentar atravessar uma pequena praia de areia branca da minha infância, a praia privada da "Quinta do Alemão" ( um estrangeiro, industrial da cortiça do inicio do séc XX), hoje aterrada para fazer um moderno "Projecto Polis". Durante a travessia os meus ténis ficaram atolados na lama e ao recuar para tentar libertar-me, tropecei num ferro, cai, desamparado ganindo de dor ao mesmo tempo que berrava uns impropérios contra os filhos de mães rameiras que o tinham lá deixado. Recomposto e na solidão da noite olhei atentamente e em desespero a paisagem onde outrora existiam coisas concretas na minha infância e hoje sobram apenas destroços e muitas memórias. Uma delas, a da "caldeira do alemão" a dois passos dali e onde os putos como eu há 40 anos mergulhavam em acrobacias e quando vazava apanhavam berbigão graúdo. Atrás mim ainda sobram as ruínas de uma fábrica de cortiça ( sempre a conheci assim) e uma outra caldeira que já não recordo o nome e onde íamos às enguias com pedaços de tubo e que vi , ainda na minha juventude, ser aterrada para fazer um campo de futebol. A longo desta, a muralha ( ainda existente), onde atracavam as fragatas carregadas ou vazias das trocas que se faziam nas margens do Tejo. Atracado a estas o bote do bom Ti João Fragateiro, pronto para nos levar por este rio salgado acima e abaixo ao sabor da corrente conforme a maré enchia e vazava, atirando-nos para ela para nos ensinar a nadar mas sempre sem dizer " ó rapaz agarra-te ao remo se estiveres em aflição". A muralha foi também o local onde primo do Chico ( que uma overdose de heroína tratou de levar do mundo dos vivos faz há pouco), morreu afogado depois de um mergulho mais arrojado e a imagem que guardo da tragédia ao ver o seu corpo franzino de 11 anos tapado por um plástico deitado entre as salgadeiras e os restos de ostras próximo desta praia onde agora ainda estou caído. Ao largo a malha dos cercos plantada no lodo e um “enxame” de putos enlameados a apanhar savelhas, enguias, tainhas, robalos e outros peixes que os donos da "arte" deixavam para trás. A pedra aonde nos sentávamos para lançar o “carrapichel” com uma cabeça de peixe-espada lá dentro para apanhar caranguejos que cozíamos na rua numa fogueira improvisada, ainda lá está, não chegou a sua vez de ser "devorada" pela ferocidade da "modernidade".
"As cidades são as pessoas"... continuo a correr, entro no areia húmida deixada pela maré vazia da "Praia da Copacabana" onde tantas vezes nadei e também namorei, corro 600 metros até ao pontão da "seca do bacalhau", "o melhor sítio para apanhar lamejinhas" e regresso, olho na outra margem a Siderurgia onde o alto forno a vazar já não liberta como antes os urros do ferro quente a arrefecer nas calhas e moldes, vejo o meu belo Tejo espelhado na noite por muitas luzes que o rodeiam e lá ao fundo, Lisboa como uma espécie de cidade prometida. Faço 1 hora de corrida neste cenário que vou recompondo, ligando o passado ao presente para que a vida faça sentido e regresso a casa passando pela "Telha Velha", uma pequena localidade agora com os edifícios arruinados, casas vazias entaipadas, mas que já teve correios, mercearia, taberna e um largo cheio de pessoas, muitas velhotas de lenço negro e onde um rapaz deficiente mental me impressionava porque batia repetidamente as costas e a cabeça contra uma parede ( por vezes punham-lhe um capacete). Cruzo o que resta de campos de cultivo, quintas com oliveiras e árvores de fruto abandonadas, e pequenas matas de pinheiros e sobreiros, agora esmagados por prédios de gosto duvidoso e hipermercados que vendem fruta do Chile e bugigangas da China. Corro depressa para chegar à casa da minha Mãe antes de ir para a minha e perguntar-lhe numa mágoa mal disfarçada: “Mãe as cidades são as pessoas, não são?”

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Posted By Zen to O Homem da Maratona at 12/14/2006 05:15:00 PM

segunda-feira, dezembro 09, 2013

SE TODOS OS DIAS FOSSE DOMINGO EM LISBOA...

Um treino de corrida domingueiro numa manhã fria mas soalheira pelas ruas de Lisboa. Ah como eu era feliz nesta cidade se todos os dias fossem domingo!

 Av da Índia - Os Cantos dos Lusíadas



 Tons de Outono nos muros antigos de Lisboa
 A indignação encontra espaço nas paredes da cidade



 Lisboa é neste momento a capital da Street Art europeia - qual Berlim qual carapuça
 Meia Maratona dos Descobrimentos

 Ruas vazias
 Cais do Sodré renovado


 Jamaica ainda na berra 35 anos depois
 O Copenhagem para a história do que foi em tempos o Cais do Sodré - Marujos, prostitutas e muito álcool ( mas sempre com um nicho "alternativo", com os ainda sobreviventes Tokio - Shangri-Lá e Jamaica)
 "Manhã Submersa"
 Além das colunas...

 Arca renovado da Rua Augusta
 Eu
 Tuk, Tuks em Lisboa, ainda bem que não estamos no caos de Bangkok
 Rossio

 Manuelino tardio

 Tons de Outono da Av da Liberdade
 "Pela cultura do espírito, o domínio da força"
 O corredor verde de Lisboa
 Aqueduto das "ágoas livres"
 Continuação do corredor verde
 Xuxu . hortas no coração de Lisboa
 Que belas couves, paredes meias com o centro financeiro da cidade. Cidade plural!

 Bairro da Liberdade- treino de escadarias
 Viva a...
 Afinal "maré alta" não passou por aqui. Nem paz, nem pão, nem habitação, nem....
 O "enclave" do Bairro da Liberdade, onde a única ligação à cidade é o aqueduto e o autocarro ( as estradas cortaram o vale que anteriormente ligava o bairro a Campolide). Pobreza e traficantes à luz do dia.
 O que faz um tipo que foi ex. combatente, está reformado por incapacidade psíquica, que morre de  cancro na garganta e a quem tiraram parte da reforma... 
 Do velho se fez novo, respeitando a beleza do primeiro.

quinta-feira, dezembro 05, 2013

[O Homem da Maratona] RUMO AO TRAIL " CAMINHOS DE SANTIAGO"- SEMANA Nº 3: AS ESCADINHAS DO QUEBRA COSTAS

 Posted By Zen to O Homem da Maratona at 12/06/2006 12:35:00 AM

Uma semana de maleitas e causas desfeitas. 

 Treinei pouco ( UM total de 4hrs repartidos em três treinos) pois tive um encontro inesperado com alguns "vírus", um microscópico outro de "olho nu". No entanto pasme-se, sem medicamentos, dias de baixa e sentimentos de culpa, estou já curado e pronto para voltar à luta... contra os "vírus correr, correr"! Foi-me entregue hoje uma encomenda inesperada, uma caixa de chocolates enviada pelo meu amigo belga Dominique Diricq. O Dominique é um corredor belga, admirador de Portugal e leitor do meu blog que tive o prazer de conhecer durante o raid Melides - Tróia do ano passado. Obrigado Dominique espero poder retribuir o teu bonito gesto. O meu joelho direito contínua a "moer-me" o juízo apesar das doses de Glucosamina tomadas durante 5 meses consecutivos. Estou convencido que este meu problema foi um castigo divino. Cheguei a esta conclusão depois de fotografar os meus pés (como o divino pode estar ligado aos nosso pés é uma "evidência" que achei surpreendente :-) e ao reparar que o meu pé direito está torto (não se nota? Vá lá, não se riam), recuo no tempo e lembro-me do acidente esteve na origem desta”deficiência”: uma queda de BTT em Alfama em 2004. Eu conto: aos fins-de-semana aproveitava a "tolerância" do transporte de bicicletas nos transportes públicos para levar a bicicleta para o trabalho. O meu trabalho fica numa das colinas de Lisboa, com uma vista fantástica que muitos gostariam de ter sobre a cidade e o rio Tejo e chegar lá a pedalar é para mim motivo de satisfação e de admiração dos meus colegas: que me perguntam insistentemente, “epá como é que tu consegues?”, eu fazendo-me um “expert” no assunto digo “ é preciso treinar muito!". Para lá chegar tenho de atravessar o bonito Bairro de Alfama, zona que conheço e onde vivi aventuras próximas às narradas na série ( para quem se lembra) "Hill Street Blues" mas com nuances à portuguesa, claro. 
No dia fatídico, subi como sempre a inclinada Rua da Regueira e continuando, cruzei a das Escolas Gerais, chegando a S. Tomé, para só acabar a subida no Largo da Graça. No final do dia o regresso, vinha como sempre pelo mesmo sítio, num "downhill" desenfreado pela Voz do Operário para novamente atravessar as ruelas do bairro saboreando as sua “particularidades”, nas casas, nas cores, nos cheiros, nas gentes... Um dos meus trajectos preferidos era pelo Largo de S. Miguel, onde descia as respectivas escadinhas sem desmontar da bicicleta. Este largo era o mais recordado, pois foi cenário de um episódio da minha vida trágico ( na altura) e cómico ( no presente) que agora não vou contar, mas que me faz rir sempre que ali passo. No dia insólito que remontam estas minhas palavras, lembro-me de estar a rir sozinho e de pensar" que grande maluco que eu era pá! e as palavras de então, “podem vir todos, podem vir todos" dizia eu. Movido por este pensamento de homem destemido de outrora, continuei a descer escadas até avistar por coicidência um dos personagens da minha aventura nesse dia ( e noutros dias), que por clara divergência de estilos de vida e discordância de “pontos de vista”, não pertence ao meu quadro de relações de amizade. Lembro-me de ter passado por ele e pensado "este tipo ainda por cá anda"?! É um fenómeno de longevidade sem dúvida ( ele e eu)! Talvez tenha recuado nesse momento no tempo e voltado a vestir um papel que jurei não mais querer vestir. A única coisa que tenho a certeza é que nesse momento fui assaltado por sentimentos que julguei arrumados nas gavetas do espírito e com eles por companhia segui o meu trajecto pelas Escadinhas do “Quebra-Costas” em mais uma arriscada manobra “ciclística”. A meio das referidas escadas, com que fulminado por um raio, que numa outra versão dos acontecimentos imagino ter sido por falta de perícia, na a travessia de um "patim" mais estreito, perco o controlo da “máquina e, “catrapum” estatelo-me "juntinho" no chão. Teria sido o castigo por ter esfregado a lamparina da memória? No início não achei estranho, esta não era a primeira vez que dava um "tralho" dos grandes, mas o problema veio depois. Já no chão começo a palpar o corpo e vejo que aparentemente estava tudo bem, o capacete não se partiu (coisa que já me aconteceu) e o resto... espera aí.. o pé estava a ficar um "tabolho"! Completamente virado para um dos lados e desgraça das desgraças parti a escora traseira da bicicleta! A recuperação demorou meses, o pé ficou torto, a bina arranjou-se mas nunca mais foi a mesma, comecei novamente a correr mas sempre com dores, desenvolvi o problema nos joelhos... O “personagem” ainda existe, sentado na soleira da porta de casa. Vi-o um dia destes quando voltei a subir de bicicleta por Alfama. Quanto às escadinhas do quebra-costas fiz como fiz à memória dos meus “destemidos tempos", evito-as, é que não vão os "Deuses" tecê-las novamente, livra-te! 

 Posted By Zen to O Homem da Maratona at 12/06/2006 12:35:00 AM

quarta-feira, dezembro 04, 2013

[O Homem da Maratona] RUMO AO TRAIL "CAMINHOS DE SANTIAGO": SEMANA Nº 3 - 2006







Posted by Zen to O Homem da Maratona at 12/03/2006 06:53:00 AM

( Fonte da Telha Abril 2006)

“Ca ganda semana pá"! Em treino, em encontros, em projectos, tudo bom! Digo à minha consorte: "esta semana é o sinal que a nossa sorte está a mudar". Ela ri-se, condescende a mais um disparate meu e satisfeito imagino que pelo facto de ter conseguido treinar regularmente, os putos se encontrarem bem e ter ganho dois bilhetes " à borla" para ver o meu muito estimado Rodrigo Leão num estúdio com 50 pessoas é a mais viva impressão que li nas estrela algo parecido com isto: acabaram-se os azares na vida pá, as estrelas brilharão mais ainda, principalmente para ti! Até que enfim! Já estava disposto a "ir à bruxa".
Rodrigo Leão foi, é, bem... oiçam vale mesmo a pena! Lembram-se de Sétima Legião?! Ponham-nos em banho maria, juntem-lhe um "pitada" de Madredeus, levem ao lume com Edit Piaf, um acorde de tango  do Astor Piazzola, mexam lentamente juntando-lhe uma valsa ou um bolero e no final cubram tudo com Alberto Iglésias ( o homem que faz a música dos filmes do Almodovar) ou se quiserem com Sakamoto, Yann Tirsen, Wim Mertens, Philip Glass, entre outros ilustres, que o sabor tem o mesmo requinte, provem e depois digam qualquer coisa ( podem "provar" no player deste blog).
E a corrida pá?! É verdade! Tenho mesmo que criar outro blog para estas coisas, tal a urgência em falar delas! Bem, a corrida como disse, foi a de uma semana maravilhosa!

Seg: 1.10
Ter: 1.05
Qua: Natação
Qui: 1.30
Sex: Natação
Sáb: 2.10
Dom: Ginásio

Quanto ao resto, ontem "lutei" com uma garrafa de vinho branco da Estremadura feito a partir da Casta Malvasia com um preço de tesos, mas digno de um paladar de aristocrata.
Hoje, "marchou" um Tinto do Douro, de 2002, com um ligeiro "pico" ( que deve ser dos pés que pisaram, pois no rótulo mencionava esse processo de fabrico), frutado e fresco, um grande recovery!
Com isto sou um homem feliz, mas que ainda não perdeu uma grama desde que começou a treinar para o Trail dos Caminhos de Santiago. "irra que é guloso"! ;-)


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Posted by Zen to O Homem da Maratona at 12/03/2006 06:53:00 AM

terça-feira, dezembro 03, 2013

[O Homem da Maratona] TRAIL SEMANA Nº 2: A TRAVESSIA NO DESERTO - 2006



Posted by Zen to O Homem da Maratona at 11/26/2006 04:03:00 AM

"Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e tornar-se um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta. Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo…"

Fernando Pessoa

A atravessar os desertos da alma...

A semana foi...foi-se! Dormi pouco, comi muito e bebi uns copos ...ah, e corri nada ( é um blog sobre estas coisas das corridas e afins, nãé?!). Uma "bela" semana, a condizer com a meteorologia " aguaceiros, trovoadas e vento forte"... também na massa cinzenta. Que mais para dizer?! Bah... eis as verdades dos nºs semanais:
Seg. 1h10 corrida
Ter. 1h corrida
...
...
...
...
...
Trail aí vou eu... quem eu?!

P.S - Acerca desta prosa do Pessoa, penso que ele devia estar na fase em que lia os editais da revista XIS ( para quem não sabe uma revista de "psicologia de pacote" que é publicada aos Sábados com o jornal Público), sendo também que quando afirma: " é agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida" julgo estar a ler na altura igualmente o Paulo Coelho. Quanto ao "é ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta"... hummm, suspeito que também lia na altura o "Manual do Bom Cristão que é um Funcionário Obediente e Exemplar Chefe de Família e Servidor da Pátria"... do António Oliveira Salazar, edição com 48 volumes, revisto e actualizado por José Sócrates, sim esse, o apóstolo... mas quanto a isto ainda não tenho bem a certeza e a coincidência pode ser pura coincidência ( acerca desta leitura do Pessoa, nada de "colagens").
Mas que nos deixa com a lagrimazita no olho, lá isso deixa, schuinfff....
Isto é um blog sobre corridas e aventuras?! Epá, desculpem lá qualquer coisinha...
Vou ali comprar umas aspirinas ao oásis pode ser que isto passe.


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Posted by Zen to O Homem da Maratona at 11/26/2006 04:03:00 AM

segunda-feira, dezembro 02, 2013

2014 - SEJA AGORA

"Tem de acontecer, porque tem de ser
e o que tem de ser tem muita força
E sei que vai ser, porque tem de ser
Se é pra acontecer, pois que seja agora" (...)

Deolinda, "Seja Agora"



2013 está a findar-se, 2014 está próximo e eu estou agora no sofá a escrever umas linhas nos blogues que teimosamente vou mantendo enquanto oiço Ludovico Einaudi. Apesar do frio destes últimos dias, está um sol lá fora que animaria o mais empedernido sedentário para uma passeata no exterior. Já lá vou, até estou de folga hoje, mas vivo o instante, ler e escrever um bocado também são exercício!
Não vou fazer retrospectivas do ano que está prestes a acabar. Cada vez me apetece menos fazer planos e retrospectivas ( confesso que as faço em sede própria), estou um bocado como a canção dos Deolinda, " se é para acontecer, pois que seja agora"! O que posso aqui dizer é que voltei a correr com alguma regularidade, apesar do trabalho e das preocupações terem aumentado  ( é uma boa forma de resistir à "brutalização" do quotidiano, tal como ler e escrever, mesmo que se faça sem método, tal como eu). Ainda bem que é assim ( voltar a correr), consigo manter uma parte de mim sã e isso permite-me "funcionar" sem muitas "avarias". A propósito de pequenas avarias ( as grandes não vale a pena contá-las aqui), estou a comer um chocolate suiço que comprei ontem em promoção, mas dentro do prazo. Está a saber-me divinamemente! Estão a ver porque é que não me apetece ir lá para fora treinar ( oiçam também Einaudi, numa sala quentinha a comer um chocolate suiço e depois digam-me qualquer coisa)?!

Bem e parando de "encher chouriços", tenho a comunicar-vos ( isto de falar para os leitores agrada-me :-) que as actividades para 2014, são as que já estou já inscrito, como o Trilho dos Abutres lá para final de Janeiro. O meu irmão acena-me com os 100km de Ronda, bem, "bora lá", mas ainda temos de conseguir inscrever-nos, o que não me parece nada fácil. O resto... "seja agora"!

Abraços.


À VOLTA DO SANTIS ( PARTE I)

Como o planeado saí de Konstanz para passar uns dias com um amigo nos arredores do cantão suiço de Sankt Gallen. Não tinha...