Este ano, depois do estoiro nos 100km de
Portalegre entrei mais uma vez em "modo vegetativo", isto é, treinar
só quando o "rei fazia anos" ( é que ainda por cima sou republicano).
Acordei há umas semanas desta letargia quando ao sair de um consultório
"lamuriei" para a minha interlocutora : "finalmente tenho
barriga de quarentão!" Ao que ela me respondeu laconicamente: "é a
curva da felicidade!" Esbocei um sorriso... amarelo! Pensei que o meu
desabafo daria azo a uma expressão condoída dela do tipo: " você, um
desportista, devia voltar a fazer exercício, ter uma alimentação regrada,
descanso, como boas noites de sono, vai ver que consegue voltar a ser o tipo
atlético de outrora" ( cof, cof - tosse). Em vez disso oiço, " é a
curva da felicidade", como se o que me impede de apertar o botão de cima
das calças quando conduzo, assar os tintins e o entre pernas quando corro, ou
ainda ficar com a sensação quando subo umas …