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quarta-feira, novembro 04, 2015

ANIVERSÁRIO DO TRILHOS

A 1ª mensagem aqui no Trilhos remonta a FEV de 2007, tinha eu uns "pujantes" ( ena, tanta garganta) 41 anos! Bem, de qualquer forma era para dizer que passou a data e eu, distraído com outros "sucessos pessoais" ( ena, ena, tanta confiança) nem assinalei a data. Parabéns atrasados "Trilhos Míticos" ( faço a festa, deito os foguetes e apanho as canas).

Visto que a primeira mensagem são fotografias, coloco aqui o link do primeiro exercício de escrita.

http://trilhosmiticos.blogspot.pt/2007/02/blog-post.html

De qualquer forma obrigado a todos os que passam por aqui. Abraços

"Espectadores do Trilhos". Aqui não estão consideradas visualizações "abaixo" das 100 mas eu sei que há alguns/as amigos/as por esse planeta fora que me vão dando uma espreitadela e não aparecem nesta contagem.

Portugal
20574
Estados Unidos
8298
Brasil
2942
Rússia
2608
Alemanha
1639
França
908
China
652
Reino Unido
395
Suíça
330
Ucrânia
326

sexta-feira, outubro 30, 2015

CONFESSO...


Eu, homem de Ironman´s, ultramaratonas e provas de aventura de cinco dias, confesso, hoje tive a hora de exercício mais difícil da minha vida: uma aula de pilates!

segunda-feira, outubro 12, 2015

QUE SAUDADES DESTAS AVENTURAS

Olhem para mim a partir do minuto 22.28 do vídeo ( ao minuto 17.39, começa a reportagem da Corrida de Aventura de Sesimbra). Que saudades destas aventuras!

Magazine OTV - Abril from activideoTV on Vimeo.

quarta-feira, setembro 23, 2015

TRAIL DO ZÊZERE 2015 - K70 - INSCRITO



 Corria o ano de 2013 e eu corria regulamente há cerca de 3 meses, quando depois de uma bem sucedida participação no Trail da Lousã em Outubro, decidi atirar-me de cabeça para um novo trail em Novembro, o do Zêzere. E não me correu nada mal, apesar de estar cada vez mais consciente que o esqueleto está cada vez mais gasto, as articulações não tem a elasticidade de outros tempos e a condição física, motivação para treinar, disponibilidade ( repetia "tempo") para o fazer, também não são seguramente os mesmos de "outros tempos" ( o maldito tempo!), vamos lá, que tal como diz o ditado: " que a vida são dois dias e o Carnaval dura três". 
Gostei da prova e sobretudo da companhia da Ana Groznik e do Vasco durante a prova ( que grande "bigode" levei no final) e antes, durante a viagem e estadia, do João Campos e do Natesh, entre outros da "jovem tribo" trialeira. Foram por isso dois dias bem passados! 
Depois do Zêzere, repetiu-se a história dos anos anteriores: os "Abutres" em Janeiro "sofríveis" mas a realizar o meu segundo "finisher" na prova e depois "estoiros" atrás de "estoiros", nos 100km de Portalegre, no Triatlo do Ambiente e no regresso uns meses depois. Repetia-se o "quadro" dos últimos cinco anos, "altos e baixos", mas a predominarem os "baixos". A "meteorologia da vida" tem destes ciclos mais "tempestuosos".
Como não desisto facilmente, apesar de umas quantas derrotas na vida, volto à carga este ano e voltarei sempre, adaptando-me às circunstâncias que a vida me vai proporcionando ( e eu esforçando para tal) e sobretudo cultivando alguma tolerância comigo, afinal todos nós temos as nossas "fraquezas", os nossos "dias", a nossa "distintividade". Concentro-me por agora nos "pontos fortes" e sem falsa modéstia, não me faltam. De regresso pois, sem o treino adequado ( mais uma vez), mas com vontade e saudade dos desafios e da imersão na natureza. Em Outubro a "irrevogável" Serra da Lousã, serão 51km de pureza e dureza na "cápsula do tempo" das aldeias históricas desta Serra. Julgo que dará para aguentar-me nas canetas ( apesar de ser uma prova com um acumulado jeitoso) e descolar para um empeno maior, os 70km do Trail do Zêzere em Novembro ( Il en sera)! Aqui, se chegar "dentro" das 16hrs propostas para o tempo limite da prova, tenho como "prémio" dois pontos para o UTMB e quem sabe se estes não me adoçam a boca para voltar ao Monte Branco em 2017, quem sabe... Ficarão a faltar-me mais seis pontos divididos em duas provas de três ( provas acima dos 100km) durante o ano de 2016, logo eu que ando a prometer a uns amigos repetir um Ironman no final do ano, comemorando os meus 50 anos e eles fazendo a estreia na distância. Se penso que "estou a ir com muita sede ao pote" é melhor ficar no sofá, o melhor é mesmo atirar-me com a "gula" toda, depois logo se vê se a cabeça, o esqueleto, a família e a carteira aguentam. Os próximos meses darão uma ideia. Abraços



 Em 2013 foi assim:

http://trilhosmiticos.blogspot.pt/2013/11/trail-do-zezere-o-album.html

 http://trilhosmiticos.blogspot.pt/2013/10/trail-do-zezere-inscrito.html

quinta-feira, outubro 14, 2010

UTMB -Partida, cancelamento e esperança.

Rostos Felizes.

Recebi hoje um mail da organização a dizer-me que em virtude da prova ter sido cancelada e de não ter estado no recomeço no dia seguinte iria receber uma "compensação financeira". Porreiro pá, sempre dá para atenuar o défice cá em casa ( sim, também estamos em recessão).
Pois é, depois de ler a mensagem apeteceu-me voltar aqui ao "Trilhos" e dar por concluída a " Odisseia UTMB 2010". Para os que ainda tem a pachorra de vir até este "espaço" vou procurar ser breve para que a leitura não canse.
Chamonix é um paraíso para aventureiros de diferentes modalidades. O espaço envolvente (a montanha), a forma como estão organizadas as actividades com boas informações e meios de transporte para todo o lado ( até para próximo dos 3000mts) e a "logística" que se encontra na cidade permite a qualquer um, seja caminheiro, alpinista, ciclista, corredor de montanha ou o que for ( há para ai muita "multidisciplinaridade" nos dias que correm) passar uns dias inesquecíveis. A propósito desta última, a logística, digo-vos que Chamonix é um paraíso para quem procure material técnico associado às actividades em natureza, algum ao alcance de um "português teso", como eu. O dinheiro disponível deu-me pois para algumas coisas úteis mas faltou-me uma que se revelou essencial, um bom casaco para trail mountain, ou seja, qualquer coisa impermeável, leve e funcional, mas já lá vou.
A meteorologia do dia de partida não era a mesma que a dos dias anteriores. O sol que antes brilhava no cume do Monte Branco, dera lugar a uma chuva que de miúda passou a grossa já no decurso da prova. Recuando, quero referir que a partida é dos momentos mais emocionantes do UTMB, certamente que muitos já o devem ter visto no Youtube, mas uma coisa é estar em casa, outra coisa é ao vivo, é como ir ao concerto da "nossa banda favorita" ou ao jogo do "clube do coração", emocionante!
Bem... e lá fui eu numa massa enorme de gentes de toda a parte que se propunham a fazer uma das mais famosas corridas do planeta. Nos primeiros quilómetros não queria acreditar que estava ali, a situação parecia-me surreal, mas pouco a pouco lá fui "acreditando", estava a concretizar um dos sonhos da minha vida enquanto atleta, pena era que não tinha treinado para tamanho empreendimento.
Os primeiros sete quilómetros até "Les Houches" eram praticamente planos e alternavam entre trilhos de bosque e alcatrão. Apesar da chuva que ia caindo, o ambiente era fantasticamente festivo ( inesquecível o apoio em toda a prova). Muitos dos atletas vestiam já os seus "corta vento", eu pensava que se o vestisse logo nos primeiros quilómetros ia ficar demasiado suado e por isso preferi ir à chuva. 
Veio o anoitecer, veio o 1º cume de 1800mts o "Le Charm" . Vesti o casaco sensivelmente próximo do cume, já fazia frio e ainda chovia. A qualidade deste ( o casaco) era "miserável", depressa comecei a sentir que estava mais molhado por dentro do que por fora o que aumentava o desconforto.
Descer, descer, descer... as descidas quando enlameadas e inclinadas são muito piores que as subidas e as dores nos músculos também. O meu pensamento procurava focar os motivos que me fizeram partir, chegar até próximo dos 100km vencendo mais dois "picos" de 2400mts, depois logo se via, mas era quase certo que "morreria" nos "cut off", não estava em "good shape" como diziam os "camones".
Pelo ambiente de festa e pelas luzes sabia que me estava a aproximar da povoação de St- Gervais ao 21km. Quando cruzei o pórtico deste CP alguns corredores disseram-me que a prova tinha acabado. "Porquê" perguntei, por "questões de segurança". Soube mais tarde que nos cumes nevara, e que além da chuva que destruíra parte dos trilhos, também o vento era demasiado forte para que existissem condições de segurança para as milhares de pessoas na montanha, ainda por cima de noite. As organizações depois do recente falecimento de alguns atletas em prova por hipotermia e vítimas de quedas passaram a ter "receios" de mais acidentes graves que lhes ponham em causa o patrocínios de grandes marcas e a consequente concretização dos respectivos eventos, bem ou mal visto discutirei isso oportunamente.
De volta a Chamonix, sentia um misto de dever cumprido e desilusão. Dever, porque apesar dos "maus tratos" que dos meses que antecederam a prova, isso não me impediu de ir para a montanha, desilusão, porque afinal tinha pernas para mais uns quilómetros.À minha espera tinha uma cama de campanha e cobertores no enorme pavilhão desportivo da cidade, mais uma vez a organização mostrava que, quando se pensa nas pessoas e nas suas necessidades tudo corre ás mil maravilhas. Tudo, cinco estrelas, e o staff até merecia mais uma!
Ás duas da manhã tocou o meu telemóvel, era um SMS da organização ( foram vários os que recebi com informações acerca da prova) que avisava os atletas para o recomeço da prova em Couermayor no dia seguinte, ou seja, a organização "cortara" pouco mais de 60km de prova e criara condições de segurança para uma nova partida. Olhei para os camaradas que estavam comigo, ambos estavam a dormir, decidi dizer-lhe isso no dia seguinte, ainda iríamos a tempo para "decisões". 
Eles foram e terminaram no dia seguinte, eu não. Na altura achei que não tinha condições para arrancar, sobretudo as do vestuário que estava encharcado. Hoje acho que se estivesse bem preparado e com força anímica, a decisão teria sido outra, ont va, paciência, fica para a próxima com a certeza que voltarei em breve a Chamonix para concluir o que já comecei!

PS - Este texto não foi revisto, se tiver alguns erros ou incongruências, desculpem lá qualquer coisinha ;-)
Espírito UTMB

segunda-feira, janeiro 11, 2010

Está frioooooooooooo





Habituados que estamos a que durante grande parte do ano faça sol e boa temperatura, quando aparecem os dias mais frios refugiamo-nos "cobardemente" entre mantas , sacos de água quente, meias de esqui ( tenho umas, são uma maravilha) e desculpas esfarrapadas que só nos convencem a nós. Confesso que eu sou um destes, sou o que se diz, um "friorento". Tenho de lutar interiomente para pôr os pés fora de casa quando os termómetros baixam dos 10º e quando os ponho, vou por vezes tão agasalhado que passado pouco tempo estou a suar em bica e a "alivar a carga em excesso" para que não aconteça o contrário, não "morra de calor". Não sou propriamente uma "flor de estufa", adoro sentir os elementos, já passei por dias e noites geladas em locais e situações onde as possibilidades de encontrar calor ou agasalho eram remotas a ainda assim resisti com um sorriso, gracejando com os que estavam comigo e continuando a perseguir o objectivo que me fazia estar ali. Também já estive perto da hipotermia, a deixar que a dor me dominasse a mente, sem sentir os pés nem as mãos, a tremer sem conseguir parar. No entanto, há em todas estas experiências momentos de profundo desafio e reflexão, de novas resistências descobertas e também de sofrimentos recordados, uma aprendizagem física e mental que considero importante na a minha existência. Mesmo assim "volto à casa de partida" quando chega o frio todos os anos, este "maldito frio" que me faz lutar de novo entre o desejo de hibernar e a vontade de liberdade. Apesar de tudo, opto pela segunda, mas nem sempre...

PS - A propósito de um grupo de saudáveis loucos que treinou ontem na Serra da Lousã debaixo de um nevão.

REGRESSA AO LUGAR AONDE FOSTE FELIZ

  É bem provável que já não encontre ninguém por aqui, naquilo que há uns anos chamávamos de "blogoesfera". A blogosfera era uma e...