terça-feira, outubro 01, 2013

O Homem da Maratona] VOLTAR A SORRIR - 2006

Continua a republicação do meu anterior blogue " O Homem da Maratona". Estamos no ano de 2006. 
Por esta altura, afectava-me um problema nos joelhos, que se prolongou por muitos meses impedindo-me de estar na partida do então denominado "Raid Melides Tróia", agora "Ultramaratona Atlântica". Ah, em 2006 ainda tinha "cheta" para comprar ASICS Kayano (custam agora 175€).

Posted by Zen to O Homem da Maratona at 6/19/2006 03:47:00 AM



Na Sexta-feira passada comprei a conselho de um competente técnico em calçado desportivo uns ténis adaptados às características de corredor pronador, uns Asics Kayano XI.

Se durante as últimas semanas tinha treinado BTT sem dor (a maior dor foi um "tralho" no alto da Serra do Louro com um ombro esfacelado e dois buracos no capacete a fazerem-me lembrar que nunca o devo esquecer), porque não treinar corrida?
Assim fiz! Com ténis novos (para um corredor é como ter um brinquedo novo) desafio camarada Jorge pela internet para um “treinozinho”.
- Posso voltar a meter a pá na Mochila? Diz ele.
A ironia tem a ver com o facto de me ter prometido que levará a dita ferramenta para que quando um de nós tombar durante a prova, esta servirá para abrir um buraco no areal para um apressado funeral, ele espera que seja eu o primeiro a “finar-se”.
-Podes, mas começa a escrever o teu testamento.
Motivação em alta, ténis novos e 60 minutos de corrida em "ritmo caracol" não chegaram para que no final me sentisse um pouco desiludido, o joelho ainda se “queixava”, mas com uma novidade, a dor era só num dos joelhos, não era insidiosa e não tinha a intensidade de há três semanas atrás. Parece que está a melhorar! Prudente o meu camarada ainda me disse que para o ano é que era, que era melhor eu ter calma, mas eu teimoso disse-lhe:
- Epá faço o Raid este ano nem que seja a rebolar!


Sábado, durante uma volta matinal de BTT na Mata da Machada, encontro os restantes camaradas que estão a treinar para o Raid.
- Contamos contigo! Amanhã treino longo aqui na Machada!
Eu ainda lhes disse que isto ainda não estava bom, que ia trabalhar de noite, mas acharam que isso tudo eram lamurias que aparecesse e mais nada!
- Pronto eu venho, mas vou chegar mais tarde e não faço as três horas.
- Ah "ganda" Neves, isso é que é um verdadeiro " Homem da Maratona"!
Depois de uma noite "mal dormida" encontro-me com os camaradas Machada Runners tinham eles já 1h.20m de corrida. Fiz 1h.50m e eles 3h.10m de um treino em amena cavaqueira a imaginarmos até ao detalhe tudo aquilo que precisávamos para a aventura de Julho em Melides. De regresso a casa o joelho direito "gritava", dei-lhe gelo o dia todo para o "calar".
Voltei a sorrir! Os próximos dias serão decisivos! Mas volto a dizer:
- Faço o Raid nem que seja a rebolar! 

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Posted by Zen to O Homem da Maratona at 6/19/2006 03:47:00 AM

O Homem da Maratona] 6/03/2006

Que dias Zen vivi na Lagoa de Albufeira a partir de meados dos anos 90! Aqui em Março de 2006 preparando-me para ir até à outra margem, voltar e ir outra vez, o que dava um razoável treino de 2000 mts de águas abertas. Já vou tendo saudades destes "planos de treino" ;-)
Posted by Zen to O Homem da Maratona at 6/03/2006 02:23:17 PM



Entretanto a Ana Pereira ( Blogue Maria sem Frio nem Casa) postou na altura o seguinte cometário, sabendo já da minha, então, mais recente e grave lesão ...

Ana
 



"Ironman uma vez, Ironman sempre!

Essa água até dá vontade de mergulhar nela!

Muita força, coragem e juízo nessa recuperação! Vale mais um tempo sem fazermos aquilo que gostamos para depois voltarmos a fazer como dantes, do que andar a arrastar lesões que muitas vezes se tornam crónicas, e desta forma transformamos o prazer que tínhamos em sofrimento.

Uma boa recuperação!"

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Posted by Ana to O Homem da Maratona at 6/07/2006 03:29:00 PM

P

segunda-feira, setembro 30, 2013

[O Homem da Maratona] BANDEIRA QUAL BANDEIRA? 2006

Escrevia eu no "Homem da Maratona" em 2006 a propósito de "futebóis" e "orgulhos pátrios"...

Posted by Zen to O Homem da Maratona at 6/01/2006 07:54:00 AM


Há uns dias atrás o seleccionador nacional de futebol pedia a todos os portugueses para pendurarem bandeiras nacionais em apoio à nossa ( sua) "equipa das quinas". Habituados à retórica de um discurso nacionalista através do futebol, com a sua saga dos "heróis" ricos, mimados e alguns mal educados, os portugueses lá vão pondo as ditas bandeirinhas na fé patriótica que sonha a  conquista do mundo pela bola redonda, talvez a mesma "vã glória" que provocou desastre de Alcacér Quibir no séc XVI e que, talvez, na actualidade anuncie outros desastres colectivos.
O futebol é um "eucalipto" que seca mais ainda o nosso já "ressequido" país, sorvendo por ano milhões de euros ( das contribuições em forma de impostos e outras). Dinheiro este que serviria para fazer muitas coisas, ou ainda para não fazer outras, como por exemplo extinguir algumas instituições de enorme utilidade para o apoio social às populações com o pretexto que é necessário equilibrar o défice outrora engordado pela "megalomania" dos estádios do euro 2004 e outras "gulas" ( passadas e actuais) de alguns "notáveis" dirigentes de Portugal.
O subdesenvolvimento desportivo português é evidente e observa-se pela qualidade das suas infra-estruturas, pelos apoios, pela mentalidade, pela formação e pelos resultados internos e externos (salvo algumas muito esforçadas acções). Neste contexto, o "novo-riquismo" do futebol contrasta, quer pela faustosa exibição de meios, quer pela pública exibição de apoios e ainda pela mediatização incessante dos seus resultados, alguns deles insignificantes por comparação com os de outras modalidades.
A exemplo do que escrevi no parágrafo anterior, temos a terra aonde resido há 39 anos, o Barreiro. Neste subúrbio cheio de novas (e antigas) chagas sociais, com uma população jovem que seria necessário rentabilizar para que pudessem ser um seguro investimento no futuro de Portugal, prosa esta que agora tanto se apregoa servindo de bandeira a " novas" ( mas velhas) demagogias do poder, existe uma só piscina construída durante os anos 70 para servir aproximadamente 80.000 pessoas as outras infra-estruturas, ou estão fechadas a cadeado ou então são com dinheiros públicos, rentabilizadas por particulares.
o quero carpir aqui todas as minhas angústias de ser português, penso que se tornaria enfadonho para quem quisesse ler ( se ainda o está a fazer nesta altura do texto), no entanto quero aqui afirmar publicamente que não colocarei a bonita bandeira portuguesa na minha janela para apoiar uma selecção de futebol. A única bandeira adoptada por Portugal nestes tempos, foi a que coloquei no início desta mensagem, mas esta juro-vos que não é a do meu "país"!

Posted by Zen to O Homem da Maratona at 6/01/2006 07:54:00 AM

sexta-feira, setembro 27, 2013

[O Homem da Maratona] AND THE WINNER IS...- 2006

A propósito de uma poll lançada no "O Homem da Maratona" que questionava os "visitantes" do blogue acerca do que achavam ou de como imaginavam ser o Raid Melides Tróia em 2006.


Posted by Zen to O Homem da Maratona at 5/20/2006 08:59:00 AM

O que acha do Raid Melides - Tróia?



Um doce (0) 0%

Um petisco (7) 58%

Um osso duro de roer (2) 17%

Intragável (1) 8%

Ahhhhh... mais não (1) 8%

Raid? O que é isso? (1) 8%

Total Votes: 12


Eis os resultados da votação que decorreu aqui no Homem da Maratona acerca do Raid Melides - Tróia:

Participaram doze "blogonautas", o que face às visitas que recebo diariamente neste blogue é muito pouco. Segundo especialistas no tratamento deste tipo de questionários ( há que dar um ar sério a isto) esta atitude pode reflectir a a tendência abstencionista e pouco participativa dos portugueses. O pessoal não gosta mesmo de votar, nem que tenha de gramar outro Salazar por 48 anos, ponto final! A maioria dos votantes confirmou a constatação feita "in situ" pelo Homem da Maratona nas areias de Melides: o Raid é mesmo um "grande petisco"O segundo item mais votado foi o "um osso duro de roer", acredito, é talvez a resposta mais honesta para quem apesar de estar preparado, será a primeira vez que participará numa prova do género. Quem votou no "intragável" e "ahhhhh... mais não", deve ter penado como o "caraças" ou tem medo de penar, caramba aquilo supostamente não é o "purgatório", antes uma prova de atletismo! Quanto ao blogoleitor ( adoro inventar palavras) que respondeu "raid o que é isso?", eu explico: não é o mata moscas, não é jipe "todo o terreno", não é um bombardeamento aéreo, é uma corrida a pé por 43km nas areias entre as praias de Melides e  de Tróia. Percebeu? Agora experimente.
Para os "vencedores", eis o maior petisco!


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Posted by Zen to O Homem da Maratona at 5/20/2006 08:59:00 AM

quinta-feira, setembro 26, 2013

[O Homem da Maratona] O CORPO E A ALMA - 2006

Escrevia eu há pouco mais de 7 anos sobre a minha aproximação aos 40. O tempo a partir dos 30 pareceu-me os 100 metros do Usain Bolt.

Posted by Zen to O Homem da Maratona at 5/18/2006 08:51:00 AM



A " máquina" à medida que se aproxima dos 40 parece que emperra. Um tipo tenta desvalorizar o "desgaste" de algumas peças, mas quando cai em si, repara que já não é, nem "novo", nem "semi novo", mas antes um "usado em bom estado" (por enquanto).

o sou um desportista de carreira, (re) converti-me há cerca de 11 anos depois de outros tantos do mais puro e duro sedentarismo. Gostei tanto desta nova confissão, que nos primeiros anos tornei-me quase um asceta, sobretudo no Triatlo, ao qual devotei os momentos mais intensos da minha vida desportiva até agora.
Lesões sempre as tive. Lembro-me de uma célebre canelite que teimava em passar e para a qual um veterano me receitou "vinho branco com tintura de iodo". Em desespero estive quase a usar a "mezinha", mas não foi necessário pois preferi seguir os conselhos de um experiente massagista do clube aqui do bairro: "epá, tem calma, quando menos esperares isso desaparece", e desapareceu! 
Durante alguns anos progredi, regozijando-me dos meus feitos, modestos claro, mas ainda assim feitos (para quem durante uns anos não fez uma palha, chegar ao fim numa maratona é um enorme feito). Nos últimos quatro anos, impedido de treinar "religiosamente" como fazia antes, engordei uns quilitos. Voltei assim a "pecar" em "velhas" gulas e passei por períodos em que fazer exercício era um luxo face à falta de tempo para outras actividades que considerei prioritárias. Recentemente, motivado por alguma disponibilidade e pela paixão ao desporto, voltei decidido para fazer, meias, maratonas, montanhas, natações, bicicletas, raids, eu sei lá, que mais, mas cedo refreei o meu entusiasmo. Diversos constrangimentos se seguiram: a péssima forma física que me obrigou a "sofrer" mais que do que era habitual nos treinos, os motivos económicos que me impediram de ir às provas que sempre sonhei fazer e depois, novamente as lesões. Se nas primeiras vezes " tinha paciência que isto passava", agora já não há pachorra para tanta caliqueira! São as dores nas costas, são as dores no pé direito, são os joelhos, são... Veredicto da minha maternal médica de família: "não corra mais, nade, ande de bicicleta", eu "mas...parar de treinar corrida? Oh Sr. Dr.ª isso seria como que faltar à missa" ela com um riso condescendente "com o tempo dar-me-à razão". Teimo: " mas correr para mim é um religião" "então torne-se ateu", " mas eu sou agnóstico positivista Dr.ª" ela suspira e vejo-lhe por breves momentos a vontade de me mandar para um internamento forçado psiquiatria. 
Regresso abatido a casa, não treino há uma semana. Bebo quase uma garrafa de vinho branco ao jantar, fumo um cigarro daquele maço que me dura meses, e penso que merda esta dialéctica do corpo e da alma aos 40, quando o primeiro não quer, a segunda quase se suicida! 


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Posted by Zen to O Homem da Maratona at 5/18/2006 08:51:00 AM

quarta-feira, setembro 25, 2013

PRIMEIRA FORMA

É uma expressão que se houve muito em contexto militar e que significa que é válido o que anteriormente foi dito, ficando sem efeito o que se afirmou recentemente. No meu caso, significa que a ida a Fátima de bicicleta ficou sem efeito ( não há maneira de cumprir a promessa), a organização, desorganizou-se! Mantêm-se assim ( com a inscrição feita in-extremis) a Travessia da Baía de Sesimbra em Natação.
As minhas amadas Marias que me perdoem!



segunda-feira, setembro 23, 2013

RELIGIOSIDADES II


Não sou muito dado a metafisicas, muito menos a milagres que se confundem com alucinações provocadas pela doença mental, drogas ou pela fé de braço dado com a fome ( e o ano de 1917 teve isso e muito mais de desorientação colectiva), mas respeito, sobretudo quando a crença divina move a vontade terrestre de nos tornarmos melhores, para nós e sobretudo para os outros.
Não sei se foi isso, se no fundo, como tantas vezes afirmo, foi o meu lado estupidamente crédulo, aquele que me obriga a dizer que sou um "agnóstico positivista" sem fé e justificação nenhuma, mas no ano de 1999, data de profundas e positivas alterações pessoais, "prometi" que iria a Fátima a pé ou de bicicleta. Nunca cumpri. Nesse ano, em vez de ir ao referido lugar sagrado, subi a Serra da Estrela a pé e lá no alto da Torre negociei com o altíssimo ( nas alturas negoceia-se mais próximo dele e eu também sou um bocado surdo) uma permuta entre aquele magnífico ( e divino) lugar e o que fica na "Cova de Iría". Parece não ter sido aceite, desde então a "balança" entre as boas graças e as desgraças mantêm-se desequilibrada, o que me leva a pensar que afinal tenho mesmo de cumprir a promessa, não vá um raio cair-me na cabeça um dia destes, acho que já esgotei a benevolência dos castigos divinos mundanos, a partir daqui vai ser a "sério".
Desta vez ( lagarto, lagarto, lagarto) vou a Fátima dia 5 de Outubro! Das outras vezes ou baldei-me ou, como no ano passado já com tudo combinado para a dita peregrinação, fui impedido por causa de uma súbita e sofrida microcirurgia no sítio que me permitia ir sentado no selim de bicicleta ( as demonstrações de fé têm limites, pedalar de pé 160km, seria como ir de joelhos, livra-te!)
E já agora, desculpa lá ó Nepturno, mas a 11ª Travessia de Sesimbra em natação fica para o ano, o monoteísmo católico e a sua "hierarquia familiar" persuasiva,  ganhou a corrida das "religiosidades". Bem, além disso, as Marias, a minha mãe, a  mãe da minha princesa e companheira ( aquela que eu beatifico para sempre, mesmo que me ponha as malas à porta) e a Maria das paixões eternizadas e amores incompletos, merecem as minhas mais devotadas reverências! Avé Marias!

PS - Eu disse que era um homem pouco dado a transcendências?! Como toda esta mensagem pareço antes ser dado a "ambivalências" ( o que acho ser muito humano), prova disso é o título deste blogue.

REGRESSA AO LUGAR AONDE FOSTE FELIZ

  É bem provável que já não encontre ninguém por aqui, naquilo que há uns anos chamávamos de "blogoesfera". A blogosfera era uma e...