Thursday, July 02, 2009

UTSF - Ultra Trail Serra da Freira



Foto: em 2007 com o João Martins no final dos 50km do UTSF

A Confraria Trotamontes liderada pelo seu confrade José Moutinho vão organizar já no próximo dia 5 de Julho a 3ª edição daquele que para mim é até este momento a melhor prova de Trail Nacional, o Ultra Trail Serra da Freita.
Nesta edição a distância passou de 50 para 60Km aumentando a já considerada extrema dureza do percurso que decorre nos habituais trilhos mineiros e de pastorícia da Serra da Freita. Uma paisagem de grande beleza, com vales profundos cavados pelos afluentes do Vouga, Paiva e Caima e aldeias remotas totalmente construidas em xisto onde os seus habitantes e respectivos modos de vida nos fazem embarcar numa viajem etnográfica ( e claro antropológica) bem como histórica que nos ajuda a perceber melhor como evoluiu a sociedade portuguesa através dos tempos.
Paisagem, convívio, cultura, competição, esta última para tentar melhorar a má prestação de 2007 ( antepenúltimo com um tempo acima das 10h) e ganhar "slots" para o UTMB de 2010. A condição física é melhor a preparação, nem por isso.

Wish me luck!

Tuesday, June 30, 2009

Campeonato das CA´s – A desilusão apesar do lugar no pódio




A prova começou em Ponte da Barca depois de um "briefing" no qual foram dadas além de algumas explicações sobre as características das etapas, algumas "certezas" quanto ao traçado que depois vieram a confirmar-se não passarem afinal de intenções trapalhonas para credibilizar o evento. Refiro-me às palavras do director de prova que afirmava durante este habitual "prefácio" de cada corrida de aventura, serem as etapas "fazíveis para as equipas mais fortes", o que me levou no final a dizer à minha equipa que gostava de conhecer o "super-homem(s) que testou a prova", é que nem as equipas mais fortes do pelotão nacional conseguiram fazer 2/3 do referido traçado(!), mas já lá vamos.
A 1ª etapa começou com um score urbano e a atribuição de 1 CP de bonificação para as equipas que o fizessem em 30m. Achamos fácil demais, mas pronto, temos um bom navegador e não rolamos nada mal, se bem que... A 2ª era um BTT em linha de pouco mais de 27km em "terreno montanhoso e de desnível significativo". Não começamos muito bem, fazia muito calor e de facto as subidas eram significativas, mas como já é habitual, fomos crescendo de forma e confiança. Notei que o António referia com frequência a desacualização do mapa e reparei pela parte que me toca, que havia alguma incoerência na colocação das balizas. Mas pronto, é um percurso em linha e desta forma ( e a meu ver) é sempre difícil fazer uma crítica mais objectiva às intenções da organização em fazer-nos descer 4km e depois subir o mesmo sem encontrar neste troço um CP.
Fomos a 2ª equipa a partir para os 27km da 3ª etapa pedestre que decorreria como dizia o raidbook em" desníveis acentuados com zonas pedregosas".Efectivamente depois de uma transição muito rápida, partimos confiantes para esta etapa, mesmo sabendo que tinhamos deixado por fazer 2CPs na etapa anterior, mas que dada a nossa antecipação contávamos recuperar mais tarde.
Os CPs desta etapa começavam na travessia a nado do rio Lima, 400mts com mergulho a meio e que valia 3cps ( 2 pela travessia e 1 pelo mergulho). Como nadamos todos bem ( mesmo carregados com equipamento e calçados), chegamos ao outro lado a tempo de sermos a 1ª equipa a partir para o que restava da etapa ( a equipa que lá estava tinha acabado de chegar e estavam a tirar a roupa molhada) quando ainda se avistavam poucas equipas no rio. Confiantes na experiência e boa forma, começamos a "devorar" a serra apesar de uma anciã nos ter dito para termos "cuidado com os lobos", afinal os devorados podíamos ser nós ( é falso que os lobos devorem homens, é um mito, estou portanto a brincar)! Mais uma vez o acentuado declive provocou de início as habituais "adaptações", mas nada demais e enquanto a paisagem fantástica nesta zona desfilava aos nossos olhos as nossas pernas( mais as minhas que levava calções), arranhavam-se nuns espinhos que devem ser da mesma espécie que os que colocaram na cabeça de Cristo na via sacra., abriram não riscos, mas sulcos na pele.
Mais um habitual trambolhão, mais uns calções rasgados e mais CPs, mas um diferente desconforto quanto à qualidade do mapa e opções. A desilusão só tomou conta de nós quando nos apercebemos que esta etapa só tinha como "estratégia" correr da partida para a chegada e... por estrada(!), só assim seria "fazível"! Duas equipas ( as que tomaram esta decisão) não rebentaram e puderam partir para a etapa seguinte, uma delas e um tanto ao quanto estranhamente, os nossos directos adversários. Digo "estranhamente" porque em 1º lugar, ninguém competitivo vem a uma prova para ter como "melhor opção" correr pela estrada da meta até à chegada e 2º porque nenhuma equipa que tem na frente uma equipa competitiva e que ainda por cima ficou toda a época à sua frente nas classificações, toma uma opção destas sabendo que pode perder ai muitos CPs. Estou intrigado com isto e nem quero pensar que houve uma conduta anti-desportiva ( como por exemplo alguém da organização ter passado informações, desvirtuando a competição), prefiro antes pensar que a referida equipa foi antes, brilhante ( pois era mesmo preciso sê-lo)(!) e percebeu bem e depressa a marosca desta etapa ( isto foi mais que marosca, foi "ciganice"), se sim ( e quero acreditar nisso) ,com todo o fair-play, parabéns, se não, eu sempre fui um tipo muito crédulo e é por isso ainda hoje não acredito em apararições, milagres e outros fenómenos que não sejam produzidos pelo génio ou pela malícia dos homens!
Sentimos que após esta "espécie de etapa de corridas de aventura que até podia ser se fosse traçada e testada por homens comuns", a prova estava comprometida e que o título nos fugiria. Para quem tem o trabalho de ler a minha prósapia eu explico: quando se "rebenta uma etapa", perdem-se todos os CPs que se fazem nessa etapa e não se pode partir para a seguinte, ou seja, perdem os CPs de ambas.
Na altura da partida para a canoagem nos rios Vez e Lima, já a insatisfação se instalara na maioria dos participantes, ponderando já algumas equipas abandonar a prova em protesto pelas sucessivas "incoerências" ( facto que veio a acontecer mais tarde pelo cumular das mesmas). Nós, partilhando a crítica e o sentimento a ele subjacente com o resto do pelotão, repetimos em coro a mesma frase: "deixamos ver o que isto vai dar"...
E deu, numa canoagem fantástica ( com saltos de açudes, acelerações e viragens com mapas a "navegarem" rio abaixo e a serem resgatados antes que desaparecessem levados pela corrente), mas perigosa porque foi feita de noite e com árvores atravessadas no leito ( onde algumas equipas se embrulharam) e onde foi mais uma vez fácil concluir que ninguém da organização havia testado a travessia. Se assim fosse, teriam alertado os participantes para estes perigos, ou melhor ainda, tinham suprimido a etapa anterior para que as equipas pudessem ir mais cedo para o rio, mas nada disso aconteceu e felizmente nada de muito grave também, amén.
Depois... bem depois tirando o nascer do sol na Serra D´Arga e o canyoning no puro Rio Âncora (com tobogãs e destrepes e rappel a acabar), nada de mais há a dizer. Bem, nada não, o Clube Aventura do Barreiro é vice-campeão nacional de Corridas de Aventura, parabéns aos meus 5 companheiros de aventura a Esmeralda, o António, a assistência da "incansável" Ângela, o camarada Zé ( a dar ânimo e assitência também) e à ante-projecto de aventureira, a Sara, que a todos conquistou com a alegria própria das meninas da sua idade, ao grupo, obrigado pela vossa companhia!
Para o ano há mais, mas espero que de melhor qualidade!

Segue-se a Freita (UTSF - 60km), talvez a Ultramaratona Melídes-Tróia( se o ciático quiser colaborar) e a certeza dos 105Km da Madeira em Setembro!

Até breve.

PS - Foi sem convívio e público e portanto sem dignidade que decorreu a entrega de prémios de um Campeonato Nacional de Corridas de Aventura, o 2º sob a égide da FPO. Uma prova "desastrada" chamada Extreme Challenger promovido pela empresa Geapro, ACRAP e FPO.
Depois disto tudo, partimos com a esperança de pelo menos repetirmos a refeição de sexta-feira em Ponte de Lima, agora em Viana do Castelo( um tradicional "Arroz de Sarabulho"), mas até nisso tivemos azar, escolhemos umas sardinhas à "Extreme Challenger", bolas!

;-)


Wednesday, June 17, 2009

Campeonato das CA´s – A expectativa


E lá se passou o fim-de-semana para o qual eu, o Iron e a Green tanto treinamos nestas ultimas semanas, o momento em que competimos no II Campeonato Nacional de Corridas de Aventura. Em retrospectiva posso dizer que fizemos nestes últimos tempos “ das tripas coração” e entre lesões, afazeres profissionais, compromissos familiares e viroses inesperadas, conseguimos a forma física capaz de disputar nesta competição os lugares cimeiros. Foi com esta convicção que rumamos na direcção do Gerês e com a certeza que os bons resultados que fomos alcançando durante a época, apesar de termos mudado de elementos na equipa por 3 vezes, foram fruto do nosso trabalho, mérito e forte espírito de equipa que abrange todos os elementos do CAB. Em todas elas alcançamos o 2º lugar, à excepção do XPD, mas isso foi outra “conversa”.
O calendário deste ano não fora tão generoso como o do ano passado no qual todas as provas foram de boa ou razoável qualidade ( no top a Costa Vicentina e a Serra da Freita). Este ano, as duas primeiras provas foram razoáveis, mas tiveram alguns percalços organizativos e meteorológicos e só a prova de Sesimbra me encheu verdadeiramente as medidas e à qual pela primeira vez atribuo um “excelente”.Saltamos a de Alcobaça (que pelos vistos também teve algumas situações menos agradáveis) porque a equipa precisava de recuperar o “efeito XPD” e apontámos baterias à final, o Extreme Challenger! Esperavamos que a derradeira prova da época fosse uma “cereja em cima do bolo” tanto mais que a designação “extreme” e o local em que iria decorrer (baixo Gerês e Serra D`Arga) deixavam adivinhar o ingrediente mais desejado, desafio físico! Este, quando bem dimensionado pelas organizações, também significa desafio estratégico e técnico, a “salada rica” à qual habitualmente se dá o nome de Corrida de Aventura.
(continua)

Comentário nos fóruns PEA e FPO acerca do Camp. Nacional das CA´s

Companheiros de aventuras

Confesso que ando por aqui à relativamente pouco tempo. Contudo a minha experiência de praticante desportivo ao longo de alguns anos e em diferentes modalidades, dá-me algum espaço para me pronunciar acerca do que se passou no passado fim-de-semana mas também do que julgo passar-se actualmente nas corridas de aventura.

Começando pela prova do Gerês, o essencial já aqui foi dito pela maioria de vocês. Resumo numa palavra esta “espécie de corrida de aventura” – aldrabice! Não nos resultados que presumo terem sido produzidos por uma melhor interpretação da “marosca” por parte das equipas vencedoras, antes sim, na forma como todo o staff organizativo quis convencer pessoas que por aqui andam há muitos anos de que “aquilo” era uma corrida de aventura. Teria sido melhor ter posto de lado os mapas e usar meios de progressão de moto 4, jipe, burro e outras actividades que servem para entreter alguns grupos urbanos ávidos de “desporto radical” e assim provavelmente até vínhamos mais satisfeitos se bem que sem a nossa amada “corrida de aventura”.

Depois de uma brilhante demonstração de organização que foi a prova de Sesimbra ( não fui a Alcobaça, nem quero retirar mérito ao esforço das organizações que a antecederam), esperava que a derradeira e talvez a mais decisiva prova da época até pudesse melhorar relativamente a alguns aspectos menos conseguidos no campeonato do ano passado ( na qual faltou a meu ver uma estratégia que premiasse as equipas mais fortes física e tecnicamente, bem como a capacidade de antecipação das consequências de algumas etapas de risco como foi o caso da canoagem em S. Cruz). Mas não! Cedo se percebeu que alguma coisa “não estava bem”, a falta de actualização do site ( apesar de nos querer encher os olhos com a profusão de menus, estes nunca foram actualizados e ainda hoje nada tem), o reduzido numero de equipas, a escassez de “newsletters”, entre outras informações que íamos recolhendo aqui e ali e que nos deixavam cada vez mais de “pé atrás” . No entanto como apaixonados que somos lá partimos em direcção ao Gerês até para justificar junto dos nossos o sacrifício das inúmeras horas em que estão sem a nossa companhia a cuidar dos filhotes e/ou a jantar sozinhos, enquanto nós por vezes com inúmeras responsabilidades adiadas e “rotos” depois de um dia de trabalho vamos treinar até às tantas. Sabemos que esta contabilidade entre o prazer e a responsabilidade não tem fórmula que a explique, mas as paixões são mesmo assim, irracionais. Escusado será dizer o que se passou a partir de Ponte da Barca, a única coisa que digo é que nas provas que fiz com uma das pessoas mais experientes deste pelotão, nunca o vi tão desiludido e olhem que ele não quebra assim tão facilmente!

Responsabilidades? Muitas! Para mim sobretudo de quem avalizou esta prova para que integrasse o calendário nacional de Corridas de Aventura, já para não dizer, quem a tornou campeonato nacional e também de todos aqueles que ao aperceberem-se de que as coisas estavam menos bem não tiveram a coragem de interromper o processo, por amizade, conveniência e/ou talvez ( o que é grave) por laxismo.

Soluções? Devem ser debatidas em reunião com todos os interessados. Não sou apologista de “abandonar o barco” quando este parece estar a afundar, quem o abandona normalmente são os ratos, ou aqueles que depois querem aparecer como salvadores no meio dos destroços ( refiro-me aos que dizem “nunca mais cá apareço” e aos “apologistas da desgraça”- alheia). Os que gostam das Corridas de Aventura (às quais alguns velhos do Restelo teimam em não chamar de disciplina da “orientação” sendo que o que difere das restantes disciplinas são apenas os meios de progressão e por vezes a cartografia, de resto tem por base sólidos conhecimentos de orientação aprendidos ao longo dos anos em muitas provas do calendário FPO), devem constituir a tal “massa crítica” necessária á valorização de uma modalidade de enorme beleza e tão desafiadora dos limites e competências humanas como são as corridas de aventura.

Sem parecer presunçoso pela pouca experiência que tenho, avanço com o meu contributo:

Credibilização das organizações através da constituição de uma comissão avaliadora constituída por elementos da federação e outros com experiência e interesse demonstrado pela modalidade e/ou forte contributo para o desenvolvimento da mesma.

Apoios financeiros e técnicos à organização do Campeonato Nacional, sobretudo a clubes com sucessos organizativos anteriores.

Estabelecimento de protocolos com outras entidades para apoio à modalidade ( e ai podem estar as empresas).

Relativamente aos escalões, a maioria não sabe o trabalho que é constituir equipas mistas. Não proponho o seu fim, antes sim e se necessário, reformular-se o seu modelo participativo.

Quanto às inscrições, compreendo que se os mapas fossem mais acessíveis ( como? Perguntem à FPO, IGOE, etc), o preço destas podia baixar mais um pouco.

Convívios: não são umas bifanas e um caldo-verde que fazem o “rombo” no orçamento da prova.

http://www.fpo.pt/oasis/component.php?comp=forum

http://forum.corridasdeaventura.pt/viewtopic.php?f=74&t=462

Abraços.

José Neves

CAB - Clube Aventura do Barreiro

Monday, June 15, 2009

Nota de imprensa do CAB

Clube Aventura do Barreiro é Vice Campeão Nacional de Corridas de Aventura

E equipa de Elite do CAB subiu ao 2º lugar do pódio no Extreme Challenger, disputado este fim-de-semana na região minhota do vale do Lima, prova que apurou os campeões nacionais da época 08/09 e encerrou o ranking da Taça de Portugal de Corridas de Aventura.
Esta corrida de aventura teve início em Ponte da Barca pelas 13 horas de sábado e terminou em Viana do Castelo às 12 horas de domingo, depois de percorridos ininterruptamente cerca de 190 km em BTT, Orientação pedestre, Canoagem e Canyoning.
A equipa barreirense apenas foi superada pela forte equipa do “Exército 1” (que curiosamente se classificou em toda a época no lugar imediato ao “CAB-Elite”) e deixou o 3º lugar do pódio para a equipa da “Desnível”.
José Neves, Esmeralda Câmara, Ângela Cruz e António Neves foram os protagonistas desta façanha e referiram com agrado o formato no stop, a inclusão do canyon do rio Âncora, talhado na serra de Arga, e a descida nocturna dos rios Vez e Lima, entre Arcos de Valdevez e Ponte de Lima, onde apesar do risco assumido, se experimentou pela primeira vez saltar “às cegas” os inúmeros açudes que ainda existem nestes rios.
Com registo menos positivo esteve o traçado das etapas pedestres e em BTT, onde as equipas mais confiantes foram penalizadas ao aventurar-se num terreno extremamente desnivelado, iludidos por uma organização que não fez o “trabalho de casa”, facto reconhecido por todos os participantes. Ao entrar em primeiro nos longos 27 km de orientação pedestre que compunham a 3ª etapa, a equipa barreirense atacou confiante a montanha por entre mato cerrado e pedregoso, mas pôde comprovar tardiamente que a etapa não fora testada, pois seria impossível cumprir qualquer opção de traçado razoável. Depois de digerir o mau humor provocado pela desclassificação na etapa e consequente perda de todos os CP’s obtidos, José Neves gracejava: “... ainda gostava de saber que foi o super-homem que organização contratou para testar a etapa!”, aludindo o facto de ser impossível realizar a etapa na janela temporal proposta. António Neves por sua vez, referiu: “As poucas equipas que terminaram esta etapa correram por asfalto directamente para a meta e sem controlar nenhum CP, o que obviamente não pode ser confundido com estratégia...”
Ao culminar de mais uma época na modalidade, o Clube Aventura do Barreiro reforçou a sua posição no seio das equipas mais competitivas no panorama nacional, ao posicionar-se em 2º no ranking da Taça de Portugal, ladeado pelos “profissionais” do Clube de Praças da Armada e do Exército Português, respectivamente o 1º e 3º classificado.

Fonte: http://clubeaventuradobarreiro.blogspot.com/



Monday, June 08, 2009

II CAMPEONATO NACIONAL DE CORRIDAS DE AVENTURA


Score 100 Urbano
BTT em Linha

Trekking + Natação + Mergulho

Trekking
Canoagem
BTT
Trekking
Canyoning
BTT
10ª Urbano

É já nos dias 13 e 14 de Junho que se realiza o II Campeonato Nacional de Corridas de Aventura. Também será decidido nesta prova os vencedores da Taça de Portugal 2008/2009.

As inscrições estão abertas até ao próximo dia 08 de Junho, por isso faz já a tua inscrição em www.extremechallenger.com

A prova terá 10 Etapas, várias modalidades (BTT, Canoagem, Trekking, Canyoning, Multi-Actividades, etc.) e passará por 4 Concelhos (Ponte da Barca, Arcos de Valdevez, Ponte de Lima e Viana do Castelo), num total aproximado de 180km, 6500m de desnível acumulado e 23 horas non-stop (Valores máximos para a categoria de Elites, na Aventura será aproximadamente 80% destes valores).

As categorias decidem os Campeões Nacionais são as Elites Masculinas e Mistas, mas os menos experientes podem optar por participar em Aventura (80% do percurso das Elites) ou em Promoção (Apenas em algumas etapas, seleccionadas pelas equipas).

Inscreve-te e vêm participar nesta grande aventura no coração do Vale do Lima e na fronteira do Gerês e da Galiza.

Sunday, June 07, 2009

DREAM TEAM






Foto: Hugo Velez mais conhecido no meio nacional como "O Espanhol" e no internacional como "The Spanish" ( pois, pois... ;-)

Pois é, longas ausências aqui no blog nem sempre significam grandes treinos. Aliás muitas das vezes significam o contrário, que tudo bem arrumadinho no quotidiano sobra pouco tempo para aquilo que mais gosto, treinar e escrever ( também gosto de dormir umas sestas na praia, mas isso tornou-se nestes últimos anos um momento raro). Ainda assim não me posso queixar, a uma semana do Campeonato Nacional de Corridas de Aventura o grande objectivo desta época, encontro-me em razoável forma.
Rebobinando... após a CA de Sesimbra em Março senti-me cansado, as provas da época sobretudo o XPD trés meses antes ainda "pesavam" (também o rabioque, mas isso é outra conversa) e além disso tinha algumas "maleitas" que ameaçavam tornar-se "crónicas". Decidi então parar umas semanas e ir a um médico que senteciasse aquilo que já julgava ser os efeitos precoces do PDI. Entre análises, prova de esforço e tratamentos de fisioterapia a duas tendinites ( ombro e braço) lá recomeçei a custo a treinar, ao princípio ainda com sintomas de cansaço, depois cada vez com mais energia e motivação e finalmente a "morder-me todo". Procurei fazer aquilo que rende mais para este tipo de provas, o treino de conjunto, sobretudo os de BTT ( os mais longos) nos quais se conseguiram ritmos próximos da competição e muita e boa conversa. O restante dividi entre excelentes e recuperadoras sessões de natação, passeatas de 5hrs em Sintra e na Arrábida, corridas em Monsanto e uma ou outra prova para afinar os platinados. Ficaram por fazer as sempre difíceis sessões de reforço muscular e os "saborosos" treinos de canoagem. Foi o possível não o desejável, não se pode ter tudo, se assim fosse era o Cristiano Ronaldo das corridas de aventura... "penso que"... "acho que"... ehehehe.
O DREAM TEAM nesta foto foi o mesmo que na época passada ganhou 2 provas em 5 ficando em 2º lugar do ranking nacional na categoria de Elite Mista, à esquerda o capitão Iron, ao meio a powergirl Green e à direita vocês já sabem quem é o cromo, não da bola, mas destas andanças.
Which us luck!

Tuesday, May 26, 2009

XPD DO MEU DESCONTENTAMENTO

Video retirado.

Para o visualizar clicar em ARWC 2009

Ainda não tive oportunidade de escrever umas linhas acerca da maior corrida de aventura que se realiza em Portugal ( 5 dias/4 noites). Não, porque ainda tenho em "carne viva" as muitas emoções vividas. Apesar do título deste post ( que é fruto de alguns aspectos pessoais menos conseguidos na competição), o Estoril XPD Race 2008 foi uma fantástica, memorável e desafiante aventura multidisciplinar!
Até um dia destes com um relato mais pormenorizado da aventura, para já o vídeo.

PS- Este video só mostra o 1, 2 e 3 dia de prova, faltam mais 2 que não encontro no site do XPD. Chega para ter um "cheirinho" do que foi o "empeno". Ah, e no "menu" podem ver outros videos também da prova.
Hasta!

Monday, May 25, 2009

MAIS "APURADINHO"



Depois de no passado fim-de-semana ter "metido" duas cargas competitivas, a semana que passou seria logicamente de "recuperação", tanto mais que me esperava uma maratona de BTT ( 80km). Assim os treinos da semana foram de natação (2X = 80m)), caminhada( 2X = 20km), corrida (2X =2h50) e apenas um treino de BTT ( 87km). Este último até foi mais "puxado" que o desejável por causa dos meus já habituais "sprints" para apanhar o barco a horas decentes ( o treino a meio da semana é nocturno e na margem sul). Estive ainda dois dias de "papo para o ar" e num deles, almoço de família, abusei de um "capão" de cabidela regado por um "Chaminé" ( Vidigueira) e um "Quinta de Catralvos" ( Terras do Sado), iguarias e néctares que nem as "fases mais competitivas da época" ( períodos em que me imagino um atleta a sério) me fazem abdicar destes prazeres,  porque dão-me saúde, mental sobretudo! O problema é que a data do banquete foi na véspera de uma competição e a consequência a de que quando cheguei a casa a minha boca cheia das iniciais "notas musicais" do bom tinto português, tinham-se transformado num um animado concerto musical na minha cabeça que pelo  ano de colheita, selecção das castas e estágio, diria ser qualquer coisa entre Bach, Ravel com ligeiros acordes de Pink Floyd na época mais psicadélica ( em vez de Escanção, tornei-me um Étilico-musicólogo ;-). Resultado, água, água, água, na tentativa de limpar o "palco" da festa!
Festa foi também no dia seguinte durante a " IV Maratona de BTT do Barreiro", prova dividida em duas distâncias 45 e 80km (207 participantes chegados na primeira e 99 no segundo) e com um percurso que foi da cidade do Barreiro até às subidas mais íngremes e descidas técnicas da Serra da Arrábida,um bom momento de BTT! A organização está portanto de parabéns ( Fidalbike, QGV Team em parceria com a CM Barreiro)! Quem também está de parabéns é a minha camarada de equipa Esmeralda que nada mais nada menos arrebatou o 1º lugar a quase uma hora da 2ª classificada, está cá uma pró esta miúda! Já lhe disse que é ela que leva a trela na bicicleta para o Gêres, porque se eu der o "berro" já sei quem me vai rebocar!
Por dentro da prova, além das subidas e descidas que falei, a estratégia era inicialmente "de equipa", ou seja, treinar a cooperação que tanta falta faz nas corridas de aventura. Resultou nos 15km iniciais até o meu irmão ter um furo, altura em que parei para lhe dar a minha bomba e câmara de ar. Uns quilómetros à frente, após o "reagrupamento" e numa subida daquelas que "se alguém tira o rabiosque do selim cai de costas", novo furo e nova separação ( a Esmeralda tinha ficado ligeiramente para trás na subida). Combinamos então que cada um fazia a sua prova, sendo que a estratégia original se mantêm para o futuro, a da cooperação em algumas provas que assim o exigam. Lá fui à minha vida e a "bombar" na tentativa de recuperar algum tempo perdido ( que também não era assim tanto) fazendo uma prova de trás para a frente ( o que é hábito).Ia concentrado neste propósito de "talega" metida até que numa das zonas do percurso em consequência da chuvas da noite anterior, uma poça de lama me fez ficar indeciso entre passar pelo meio e tomar meio banho ou contornar por cima de umas pedras na extremidade desta. Dilema ao qual a velocidade de pensamento não respondeu da melhor forma ( será o PDI?), porque não decidi mudar para uma mudança mais leve e o resultado foi o de "embrulhar-me" nas pedras com uma valente banhoca em toda a extensão do lado direito do corpo na dita poça, um momento que disse a alguém mais tarde ser afinal "terapêutico" ( não é a lama que faz bem à pele?).
No final, 32º com 4h02 não está nada mau para quem ia só para um treino mais competitivo. Segue-se um inicio de semana a recuperar e lá mais para o final os últimos longos de pedestre e BTT antes do campeonato nacional. A epicondilite parece estar a desaparecer, vamos ver se também já consigo treinar canoagem e algum reforço muscular na semana que vem.
Até à vista!

Thursday, May 21, 2009

BIMBACHE EXTREM -ARWC SERIES



Cinco dias, 450km com 14.000mts de desnível positivo acumulado a realizar em orientação e nas progressões pedestre, BTT, canoagem, espeleologia, rafting, canyoning entre outras, o BIMBACHE EXTREM é uma das provas do circuito ARWC ( da qual faz também parte o Estoril XPD Race) de aventura mais duras do mundo! 
A equipa portuguesa GLOBAZ PT esteve presente com Elo Sue ( participou na mesma equipa no Estoril XPD e com um excelente desempenho), mas um dos seus elementos lesionou-se gravemente e tiveram de desistir. Neste momento ( último dia da prova) já foi declarado um vencedor, são os filandeses da MULTISPORT FI, lideres logo a partir do 1º dia. Entre diferentes acidentes, lesões e exaustão, terminaram 12 equipas das 21 que iniciaram a aventura.

Um vídeo do 1º dia ( outros no Youtube desta e de edições anteriores).
A página da prova http://www.meridianoraid.com/index.html
O blog dos GLOBAZ http://raids-aventura.blogspot.com/

Boa recuperação!

Monday, May 18, 2009

FIM DE SEMANA EM GRANDE





Depois de uma semana com os totais de 170km de BTT, 50km pedestre e 4,5km de natação, o fim-de-semana seria de "apuro de forma e/ou apuro técnico" com duas competições, um ORI-BTT em Monsanto e uma prova de corrida de montanha na Serra de Sintra.
No sábado, o principal objectivo foi o de aprender mais sobre uma modalidade que continuo a praticar menos do que seria desejável e na qual continuo a cometer muitos erros de palmatória. A prova foi composta de duas mangas, uma de manhã em sequência e outra à tarde em escolha livre, ambas no bonito mapa de Monsanto ( que agradeço ao CPOC para futuros treinos). 
A primeira manga do dia teve um começo idêntico ao de outras provas passadas, parto com a "pica" toda e passado pouco tempo já estou a questionar-me "mas aonde é que eu estou?". Neste caso valeu-me uma gentil colega de prova que apesar de andar perdida, pelos vistos estava mais concentrada no mapa que eu. Recomposto do susto e recolocado no mapa, estive afinadinho até ao 4º CP, altura em que a tentar concentrar-me no meu porta mapas de má qualidade atirei-me para o 6º CP sem fazer o 5º. Percebido o erro antes de "picar" o cp, no entanto na me livrei de tempo precioso até pôr tudo na ordem estabelecida. Mas, logo quando ganhava novo fôlego, mais um imprevisto surgia, a perda da bússola que estava (mal) colada no porta-mapas, sim, o tal de fabrico duvidoso! Não fosse nestes últimos meses em que resido na zona ter feito alguns treinos em Monsanto e a dificuldade para concluir a prova seria maior. Assim no final, consolei-me por não ter feito nenhum "missing point" e por não estar em último antes sim em antepenúltimo.
Eu posso ser um nabo nestas andanças, mas a concorrência é feroz ( desculpa de coxo quando fala do maneta)! A maioria de quem por ali anda faz provas de orientação o ano todo, sejamelas  pedestres de BTT ou corridas de aventura e há vários anos ( eu também mas no máximo 2 ou 3 por ano, isto tirando as CAs nas quais navego muito raramente, sobretudo quando as etapas obrigam a que a equipa faça também orientação individual). Bem, mas dando continuidade ao essencial do relato, referi que a 2º manga era de escolha livre o que significa que o atleta escolhe um percurso no mapa num conjunto aleatória de cps. Este tipo de mapa tem por fim apurar os que com melhor capacidade de interpretação dos mapas de orientação, escolhem no percurso as "melhores opções". Ganha quem pedala bem, mas sobretudo ganha quem entra bem dentro do mapa. As minhas opções foram o oposto destas, em vez de começar como a grande maioria o percurso pela esquerda, escolhi a direita. Para além da teimosia em "ser diferente" (confesso que foi um bocadinho de propósito), perdi o resto dos alfinentes que ainda me iam permitindo acompanhar o percurso sem estar a fazer um esforço permanente de focagem do mapa ( continuava sem bússola). A isto somei ainda um erro no percurso que me fez perder cerca de um a inventar um trilho inexistente, negociei pelo telemóvel uma casa que tenho em venda,  e "pastei" 15m à procura de uma baliza que foi vítima ( é nós também) da maldade de um qualquer bipede com personalidade de quadrúpede que certamente a roubou. Baliza que procurei insistentemente num perímetro demasiado alargado ( falta de esperiência em decidir que efectivamente ela não estava mesmo lá). O resultado deste "mix" de ocorrências, foi o 13º e a penúltima posição ( um acima do último e 8 acima dos desistentes e desclassificados). Nada mau! Aprendi bastante e certamente que a próxima prova será ainda melhor. Claro se tambémme decidir a comprar um porta-mapas de jeito e uma bússola que não voe a meio das provas.

13km do Guincho

No domingo levantei-me com a impressão que me ia doer as canetas  do dia anterior. Seria por isso melhor correr em ritmo de treino, ou seja nas calmas apreciando a bela paisagem do local. 
Cheguei cedo como gosto, aqueci bem, cumprimentei os ilustres conhecidos e entrei feliz dentro da festa ( gosto das boas vibrações deste tipo de corridas). Já sabia que o percurso ia ser diferente da edição de 2007, a última que fiz, o que não sabia era que este seria mais rápido e também ( é a minha opinião) mais bonito. Numa zona em que já existem bastantes obstáculos que vão limitando os bonitos trilhos da região, a organização soube encontrar soluções criativas que muito agradaram. Exemplos, o correr dentro da seca ribeira do Guincho, passar por um túnel de 50mts iluminado com tochas, atravessar o todo o areal da praia do Guincho e reencontrar os trilhos das edições anteriores, estes igualmente fantásticos, foram belos "retratos".
Quanto ao meu desempenho, fiz os primeiros 1000mts "a ver o que é que isto dá" e depois a sentir-me bem, "assapei" para ir ultrapassando muita e boa gente nestas andanças. Na parte mais difícil, o acesso ao Cabeço do Vento, a subida não deixava ninguém correr ( era de bater com o nariz no chão), foi o único momento em que andei, depois foi sempre a "rasgar pano" até á meta para 1h03m, 60º na geral ( entre 227 concorrentes) e 11º V2 ( falhei uma medalhita por um lugar). Nada mau, estou próximo da melhor forma da época, vamos ver se a tenho no "ponto" daqui a 1mês para o campeonato nacional das CA´s no Gerês.
Esta semana será de recuperação e no próximo fim-de-semana a dose será uma maratona de BTT ali para os lados da Arrábida, "arriba"!

Tuesday, May 12, 2009

BALANÇO DA ÉPOCA 2007/08

Um pouco atrasado, desculpando-me com a paragens do blog e com a necessidade de arrumar algumas "prateleiras", eis-me agora já no final da época disposto a fazer o balanço da época anterior. Tenho a consciência que esta é uma mensagem "pouco fresca", mas quem é que não gosta de recordar as boas experiências do passado?! Eu gosto!

PS - A esta "distância" posso cometer algumas imprecisões, corrijam-me sff!

1ª ETAPA - CHAVES - MONTALEGRE - Novembro



Frio, frio, muito frio e a estreia da equipa que competiria toda a época, eu o António e a Esmeralda. Prova com muitas etapas, uma cenário misto de planalto e serra no extremo ocidental transmontano, uma canoagem que quase resultava em hipotermia, uma subida à Serra do Larouco às 5hrs da manhã, os -14º dessa etapa e a perda de 14cps por 58s. Um bom começo, embora longe do pódio, esse estava reservado para as equipas espanholas e para os AZ Haglofs, a melhor equipa portuguesa.

2ª ETAPA - IDANHA - Janeiro



Agora no coração da Beira-Baixa, uma prova "molhada" em resultado da chuva que caiu nas semanas anteriores à prova e que deixaram o terreno pesado. Pés sempre molhados, cercas de arame farpado por todo o lado que nos tornaram especialistas na técnica de bem saltá-las sem lá deixar pedaços de roupa ou pele ( resultados das primeiras tentativas). Uma pedestre de mais de 6hrs ( perto dos 50km) "in-extremis" ( que por segundos não rebentámos) e na qual nos levámos uns aos outros "ao colo" e ainda uma BTT nocturna de 80km aproximadamente que nos colocou momentaneamente no pódio, mas que por um equívoco ( cansaço diria) relativamente ao regulamento da prova, já no final desta nos tirou de lá ao perdermos todos os cps da etapa por poucos minutos. Valeu a sopa ( da terra das sopas do anúncio televisivo-Monsanto) e um madeiro a arder para onde eu quase atirava o corpo gelado. Pelo meio outras etapas e algumas quedas nas muitas pedras semeadas na paisagem pela natureza e pelos homens, testemunhos de uma passado geológico e cultural no qual apetece mergulhar a cada instante.
Classificação 4º lugar! Estávamos perto...

( continua)

Saturday, May 09, 2009

BORA LÁ AO EXTREME CHALLENGE





Estas últimas duas semanas foram de treino intenso. Tento desta forma recuperar algum atraso na preparação para a derradeira etapa da Taça de Portugal de Corridas de Aventura, também eleita Campeonato Nacional de Corridas de Aventura 2009, o 2º organizado pela FPO. O "Extreme Challenge" ( nome dado a esta prova) decorrerá no belo cenário da Serra do Gerês em ambos os lados, o português e o espanhol ( Xurés). Espera-se portanto um desafio duro entre os 150Km ( aventura) e os 200km (elite) divididos por mais de 36hrs de prova com um considerável desnível acumulado e condições atmosféricas imprevisíveis, próprias das serras a norte. A propósito disto está gravado na minha memória ( e em alguns dos companheiros de aventura ainda no corpo) os -14º sentidos há dois anos "ali ao lado" na Serra do Larouco também numa prova do género ( Montalegre). Não será de esperar em Junho um temperatura tão "extreme", no entanto muito calor ou frio são sempre aspectos a ter em conta e que em muito influenciam o desempenho físico dos aventureiros. As modalidades, ainda não exactamente definidas, vão desde as maioritárias ori-pedestre e ori-BTT, às de canoagem ( sempre a ter em conta e muitas vezes decisivas),natação, cordas, tiro com arco e ainda jogos de estratégia e em equipa, entre outras a anunciar pela organização em breve. Espera-se assim um fim-de-semana em grande, com as melhores equipas ( as habituais e outras que se "fortalecem" propositadamente para disputar o título de campeão nacional) aqui do "burgo" e do país vizinho ( os espanhóis ali costumam aparecer em força e com as suas equipas nacionais de topo que são-no igualmente no plano internacional).
Mas falava da minha preparação para referir que depois de uma semana de 180km de BTT, 9hrs de pedetesre e algumas sessões de natação, nesta ressenti-me muscularmente e não treinei 2 dias ( e num só fiz natação). Efeitos do atraso que referi e da adaptação ao aumento do volume de treino. Para a semana espero voltar com mais quantidade e qualidade.

Foto: António, Ângela e eu - CAB/Elite na última prova realizada em Sesimbra. A fotograia refere-se à 2º etapa do 2º dia na qual se fez a travessia da Lagoa de Albufeira a nado ( com todo o material da etapa)valendo 2cps

Saturday, May 02, 2009

OTV DE ABRIL- RAID DA PENÍNSULA DE SETÚBAL

Magazine de Orientação de Abril da RTP2, onde a partir do minuto 17 começa a reportagem sobre a última etapa das TPCA´s "Raid da Península de Setúbal". 
Lá mais para o fim, apareço numa pequena entrevista. E não é que fico bem no "boneco"!

Magazine OTV - Abril from activideoTV on Vimeo.

Wednesday, April 22, 2009

DIAGNÓSTICO



Por esta altura já devia estar a prepara-me afincadamente para o campeonato nacional de corridas de aventura que se realizará na segunda semana de Junho no Gerês, objectivo máximo desta época desportiva. Digo "devia", porque de facto não o tenho conseguido. Entre uma maldita epicondilite que dura há 2 meses e que me levou ao "estaleiro" da fisioterapia, a dores persistentes no joelho direito após os treinos de corrida e bicicleta, cumulados com uma desmotivação que só se explica por estar a ser afectado por estas maleitas ( a "lógica" da pescada com o rabo na boca) e também por um cansaço que não consigo explicar, estão a abalar os meus objectivos e... convicções!
Nada pelo qual já não tenha passado. Importante agora será recuperar o corpo, mas ( e sobretudo) a mente para os desafios que aí vem e aos quais não gosto ( nem posso) de virar as costas. Portanto..UP,UP,UP!

Diagnóstico:

Peso- 86,5 ( 4,5kg acima do normal)
Lesões - Braço esquerdo, joelho direito
Siuação pessoal/familiar- disponibilidade para treinar em horários alternados, mas limitado na participação de provas ao fim-de-semana.

Tratamento:

Dieta ( doces e o (bem)maldito tinto)
Fisioterapia e boa recuperação após exercício ( alongamentos)
Exercício: BTT ( primordial) com sessões gradualmente longas, pedestre ( a pé ou a correr), reforço muscular ( da musculatura do joelho, braços, tronco e sobretudo abdominal) canoagem e provas ( lá mais para meados de Maio) de orientação e/ou BTT e corrida de montanha.

Que é que vos parece? Aceito sugestões.

Wednesday, April 15, 2009

DE NOVO NO TRILHO



Um dos presentes que nunca esquecerei, foi uma pequena bússola que o meu irmão António me ofereceu quando eu era um jovem adolescente. Não foi o valor presente em si a causa desta permanente recordação, mas sim o seu significado acompanhado pelas seguintes palavras " para que nunca te percas...". 
De facto, já me senti "perdido" em muitas circunstâncias da vida, mas em todas soube tirar esta bússola ( que agora imagino, pois na verdade perdi o objecto) do bolso e (re)encontrar o trilho. Onde este me conduz, provavelmente nunca o saberei. Certo é, que há medida que o percorro tudo o que nele experimento faz hoje sentido.
Escrever sobre as minhas vivências na prática desportiva faz parte de tudo isto!

Quem gosta de aqui vir dar uma "espereitadela", prometo recuperar algumas das coisas que "vivi" mas não escrevi em 2008 e 2009.

Até breve.

Tuesday, October 07, 2008

FIM DOS TRILHOS


Obrigado a todos os que vistaram os Trilhos. Seguem-se outras ideias, projectos e actividades. Andarei por ai, num trilho qualquer. Encontrar-nos-emos certamente. Até lá desejo de muitas aventuras a todos.
Abraços.

Tuesday, July 29, 2008

ULTRAMARATONA ATLÂNTICA





E pronto, decidi acabar a época em beleza com o Melides - Tróia. Já me estavam "atravessados" estes 43km em areia desde o seu reatamento em 2005 ( depois das poucas edições do início da década de 90), finalmente lá vou eu!
Da preparação não tenho muito a dizer, depois do campeonato nacional das CA´s, parei uma semana para a habitual "engorda" ( que continua) e a que passou fiz apenas 2 treinos mas de 3hrs cada ( que plano de treinos mais louco)! Ontem fiz 2hrs em areia solta para testar as polainas que o Hébil me trouxe de Paris (F. Telha - Lagoa (margens)e regresso) que estão aprovadas depois de as submeter às variáveis do areal ( solto, rijo e molhado)! Hoje uma corrida com a Ângela a rolar, amanhã um fartlek, na sexta 30m para desentorpecer a pernas e acabou-se a "impreparação". Espero ainda assim acabar a "maratona das areias" portuguesa e ser mais um "REI DAS AREIAS" depois 43000mts sobre areia da praia em autoabastecimento e temperatura a rondar os 30º. Vai ser um belo desafio sem dúvida, mas eu gosto é deles!

Fotografias tiradas na edição de 2006

http://raidmelidestroia.blogspot.com/

Monday, July 28, 2008

QUEM ARRISCA NÃO PETISCA (PARTE II)



Eu com o queixo "remendado" (depois da navegação "épica") com a malta a estudar a "cábula" para a última etapa do 1º dia

Após as acidentadas etapas do dia e depois de um período mais alargado de descanso ( fruto da anulação da etapa de canoagem), partimos para a última etapa do dia: BTT nocturno com 55km de distância máxima, 13 cps para 3h15m. Achamos que podia ser esta a oportunidade de recuperarmos ( já que a canoagem não o foi), a distância entre as equipas da Haglofs e Azóia Ciclomarca e chegar ao segundo lugar já que seria improvável alcançarmos o Clube de Praças que continuava em 1º com mais 7cps que nós. Separava-nos nesta altura um recuperável cp da 2º classificada e estávamos empatados com a terceira, classificação que nos daria o título de vencedores da Taça de Portugal de Corridas de Aventura.
O BTT é das nossas melhores especialidades e a etapa apesar de não nos correr da melhor maneira (fizemos 9 cps quando sem stress podias ter feito 10) colou-nos ao 2º classificado mas com menos tempo o que nos tornava os virtuais vencedores da referida taça. Chegamos nessa condição à meta já próximo da uma da manhã e recebemos uma retemperadora sopa, que longe de se comparar com às da minha Mãe,ainda assim soube divinalmente depois de tanto esforço. Seria agora hora de comer uma massa ( os tais hc que a malta queimou o dia todo), e dormir alguma horas pois o relógio anunciava o despertar para as 6h15 do dia seguinte com 1ª etapa pedestre a iniciar-se às 7H00.
A organização havia bonificado (mal) as equipas que se fizeram ao mar, com a diferença de tempo entre a entrada da etapa e o tempo limite para o fecho da mesma, não contabilizando o tempo passado no mar ( mais de 1h), nem as equipas que tinham conseguido chegar ao 2º cp ( e foram poucas). Com esta decisão fomos, “bonificados” com 30 m, ou seja entramos este tempo mais cedo na etapa do dia. Esta era uma etapa ( a 6º) com 31km de distância máxima 13cps mais 1 de chegada para um tempo limite de 3.15 ( mais o 30m).
Foi uma etapa dura mas na qual nos mantivemos num grande ritmo e sempre em bloco, mostrando que estamos uma equipa cada vez mais homogénea. Fizemos aquilo que seria normal fazer numa boa prova de aventura, aliar a estratégia com o melhor desempenho físico. No entanto esta parecia não ser a melhor forma de abordar esta competição na qual arriscar não era sinónimo de “petiscar”. Fizemos pontos distantes que nos exigiram um enorme esforço e deixamos pontos próximos da chegada que certamente nos aumentariam a contabilidade e poupariam esforços desnecessários. Um mau alinhamento das etapas, uma espécie de “zig-zag” pouco lógico para quem se habituou a fazer da sua grande capacidade de resistência ( aliada a uma boa navegação) a sua melhor arma. Fizemos 8 cps ( achamos que fizemos 9) quando as nossas directas adversárias, fizeram 9 sem moerem muito, estávamos agora novamente em 3º, mas algo esgotados da etapa e, digamos, também um pouco desiludidos.
Animamos na etapa seguinte, um BTT de 30km, 7+1 cps para 2h. Digo isto porque decidimos descomprimir sem levantar o pé do acelerador, o que foi bom para "relaxar". Apesar desta descontracção que nos ajudou mais psicologicamente que fisicamente não conseguimos passar para 2º, isto porque os Haglofs fizeram também 5 cps. Desta forma mantínhamos-nos até ao SCORE 100, última etapa da prova em 3º lugar, o que digamos para a quantidade de “azares” do dia anterior até nem era mau de todo ( digo azares, porque efectivamente o foram).
O SCORE 100 era constituído por um percurso urbano ( no Cadaval) no qual estavam em jogo 2 cps. Estes tinham cores diferentes e a estratégia era a de que cada elemento da equipa “picasse” uma só cor e desta forma a soma dos valores atribuída a cada baliza totalizasse no final 100 pontos. Podíamos ainda fazer os percursos em separado pois eram distribuídos 3 mapas ou ainda juntos caso quiséssemos. Optámos pela 1ª alternativa que nos pareceu ser a melhor isto apesar da pouca experiência minha e da Esmeralda, pois o percurso parecia ser relativamente fácil.
Não nos correu bem e rebentamos a etapa chegando já depois da hora do seu fecho. A inexplicável ansiedade e até nervosismo com que iniciamos este último segmento da prova, fez com que não tivesses a serenidade de definir a melhor estratégia que seria a de a termos feito em conjunto. No entanto a maior consequência deste estado de espírito foi a falta de concentração da equipa relativamente às horas de chegada, é que normalmente temos cábulas que nos auxiliam a dizer uns aos outros o tempo dispomos na etapa o que já “consumimos” e quais a actividades a realizar, desta vez, todos(!) nos esquecemos de “cabular”!
Foi-se o campeonato, a taça e o pódio, mas reforçamos a certeza que para o ano continuaremos a lutar por um lugar cimeiro nas corridas de aventura em Portugal. Uma maior experiência, melhores desempenhos e algumas disciplinas técnicas ( canoagem, cordas, orientação, outros), melhor preparação física e psicológica e reforço do espírito de equipa serão os grandes “trunfos”.
Aprende-se errando é certo ( e esta prova foi um bom exemplo disso), mas penso que a frase que melhor define esta competição aziaga para o CAB que não colocou à prova as suas maiores valias é a contrária da linguagem proverbial original: QUEM ARRISCA NÃO PETISCA, na melhor condição física da época foi que fizemos!




O 1º momento da equipa CAB/ Terra Livre em Chaves. A época define-se para mim como: estou a fazer o que gosto com quem gosto e onde gosto!
Obrigado pelo companheirismo e espírito competitivo, beijos e abraços!

Friday, July 18, 2008

RAID TRANSPENINSULAR - BARREIRO URBAN CHALLENGE

Thursday, July 17, 2008

QUEM ARRISCA NÃO PETISCA – RAID DAS INVASÕES FRANCESAS – CAMP. NACIONAL DAS CA´S


Partida

Um Cp na paisagem

As primeiras viragens ( ainda o mar não tinha atingido o "pico" de fúria)

Eu a ouvir o Ricardo e a medir a altura das ondinhas

Ó Zé aperta o coletinho que te vais fazer ao mar

FOTOS: Maria Amador ATV




Prólogo

O tempo de intervalo entre a última prova da Taça na Serra da Freita e esta não foi o mais desejável para que se mantenha alguma “homogeneidade competitiva” nas equipas que participam nas CA´s, digo eu. Foram 3 meses de intervalo, nos quais o corpo e sobretudo a mente se esqueceram das exigências do que é preparar e participar numa prova desta natureza. Apesar disso, os treinos da equipa foram regulares e até melhorámos alguns desempenhos "mais técnicos" o que fez com que chegássemos à véspera da prova com acima de 1 milhar de quilómetros de corrida, caminhada, BTT e canoagem no corpo. Arriscaria até dizer, que para esta prova estávamos globalmente mais bem preparados do que em todas as que havíamos feito até então.
Partimos para o 1º Campeonato de Corridas de Aventura sob a égide da FPO em Torres Vedras, com a moral em alta e com o estatuto de “elegíveis” ao pódio, fruto da boa condição demonstrada nas provas anteriores que resultaram em vitórias nas duas últimas competições. A ajudar a soprar esta vela de confiança, tivemos ainda como presente uns bonitos equipamentos oferecidos pelo patrocinador e um tardio mas reconfortante jantar no Bombarral. Tudo corria às mil maravilhas, augurando-se para o dia seguinte um fantástico dia de aventura ( e foi-o sem dúvida) e sucesso competitivo. Secretariado, estender o saco-de-cama no pavilhão municipal de T. Vedras e sonhar ainda um pouco acordado com o desafio que se seguiria completou este dia.

1º dia

Preparar logo de manhã a bicicleta, os equipamentos e os abastecimentos são tarefas que requerem concentração. Temos de fazer uma antevisão do que vai ser a prova através do “raidbook” para que possamos ter o que vai ser necessário durante as etapas. Isto porque se seguirá um “carrossel” de cerca de 14hrs, nas quais os tempos de transição devem ser mínimos. Vestir, comer, hidratar, colocar materiais obrigatórios para cada etapa, lubrificar e ver o estado geral das bicicletas é decisivo para um bom resultado final. Nesta fase além dos atletas é fundamental o papel da assistência e nesta estávamos bem servidos com a experiente Ângela.
A 1ª etapa era uma pedestre circular e tinha como limite 3hrs, 12Cps (alguns A e B, sendo validados o conjunto) e 21km de distância máxima (feitos pela melhor opção). Após a partida, reparei que T. Vedras é circundada de montes e que a maioria dos Cps se situavam nas cotas mais altas, os restantes estavam dispersos na cidade. Mantivemos a equipa em bloco e a etapa correu-nos bem com 11 cps feitos que nos colocou no 2º lugar ( a super equipa dos Praças da Armada fez os 12). Partimos para o BTT ( 14 Cps+ 1 chegada, 50km melhor opção e 4.15 de limite) confiantes. Nada fazia prever que alguma desconcertação nos afectaria e que dai resultaria alguma ansiedade que se manteve durante toda esta etapa. Até o facto de não ter deixado o tempo suficiente o sportident numa estação que ainda não tinha sido “acordada”, fez com que nos fosse descontado um CP (devo ter sido o 1º a por o sporid e com a pressa de seguir nem ouvi a estação apitar). Fizemos 10Cps, quando seria natural termos feito muitos mais ( pela qualidade do navegador e boa condição física de todos) e passamos da 2ª posição para a 4ª.
Mais uma pedestre se seguiu ( 8+1 cps, 18kms para 2.45hrs) com pontos a picar em grutas e uma escalada com uma via grau 5 ( aqui só o António é que dá cartas) que acabava na praia de Porto Novo onde começaria a etapa de canoagem. Fizemos 6 Cps e recuperámos uma posição (3º) a um cp do 2º e a já sete do 1º que demonstrava ser claramente a equipa mais forte ( o seu 2º lugar na prova internacional do Estoril XPD diz tudo). Não foi uma boa etapa, mas também não foi má. Acusámos alguma “ressaca” da anterior e o capitão da equipa achou que iríamos recuperar na canoagem onde já demonstramos ser uma equipa forte. Até aqui, apesar das diferentes contrariedades o António, a Esmeralda e eu, estávamos bem fisicamente apesar de um pouco beliscados psicologicamente pela etapa de BTT, seguia-se portanto a etapa que julgávamos decisiva, a canoagem.
A nortada dos últimos dias no Barreiro durante os treinos para a prova, já tinha produzido os seus resultados num treino de canoagem no Tejo no qual tive de ser resgatado pela PM agarrado a uma bóia de sinalização com o Kayak a ameaçar desaparecer para sempre no traiçoeiro “mar da palha”. Juntou-se a esta história para “contar aos netos” uma outra, a de pela 1ª vez ter visto os “roazes corvineiros”( para quem não sabe são uma espécie de golfinhos que habitam os estuários do Tejo e Sado) no “meu” Tejo. Só os “avistara” na minha imaginação através daquilo que o meu pai me contara de que antigamente estes quase míticos seres passeavam no rio à vista dos homens antes da horrível poluição das últimas 4 décadas que destruíram a rica fauna desta zona do Tejo. Pertenciam pois os golfinhos aos meu sonhos de meninice, quando graças à nortada, ao naufrágio, às vistas de uma lancha da PM e ao olhar sagaz do meu irmão, estas fantasias se tornaram realidade, bendito dia!
Mas os bons ventos misturam-se alternadamente com os maus. Os da Praia da Aberta apesar de amenizarem o dia, sopravam demasiado fortes tornando o mar demasiado “enrugado” para o meu gosto e para uma eficaz circum navegação Esta etapa tinha 10Cps ( 4 duplos e 2 singles) e premiava os remadores que ao fazerem os CPs mais distantes a sul e a norte escusavam de fazer os intermédios. Dava também 1 Cp de bonificação às equipas que trocassem de elemento no retorno dos CP´s a sul. Fiz-me ao mar na companhia do António com muita convicção em melhorar a classificação, mas com pouca vocação para marinheiro de água salgada. As ondas eram enormes, a costa mal se avistava e o vento parecia aumentar de velocidade a cada “pagaiada”. Eu amaldiçoava com impropérios a canoa por não ter um encosto de costas decente, o que tornava a remada penosa, a meteorologia e a técnica que teimo em não aprender. Desta forma lá fomos progredindo no mar revolto até perto do 2º CP ( aprox. 7km a sul) a sul virando apenas uma vez ( digo apenas porque a grande maioria das equipas passou muito tempo a subir para a canoa), na qual o meu irmão diz que eu parecia um gato na água fria a tentar agarrar-se desesperadamente a um barco a 500mts da costa. Após esta peripécia, seguiu-se o aviso dos SAN de que a etapa teria sido anulada, as condições do mar não ofereciam segurança, "só agora?" repetimos em coro. De facto este aspecto deveria ter sido acautelado pela organização antes de algumas equipas entrarem na água, poupava-se algumas consequências que só não foram mais desastrosas ( apesar de resgates, ferimentos ligeiros e quase hipotermias) pela experiência da grande maioria deste pelotão de aventureiros. O vento estava agora ainda mais forte e as ondas, autênticas paredes de água que ameaçavam virar a nossa insubmersível casca de noz a todo o momento. Foi o que aconteceu na aproximação à praia e a cerca de 100 mts desta, fomos completamente engolidos por uma destas belas mas assustadoras expressões da natureza. Digo engolidos porque a última coisa que me lembro antes de mergulhar numa espécie de máquina de lavar, filme riscado, momento metafísico, sei lá, foi sentir a canoa a dobrar-se sobre mim com uma violência e rapidez incríveis como se uma boca de água nos fosse tragar. Quando emergi, depois dos tais momentos quase surreais nos quais me ocorreu debaixo de água ( sem basófia, digo com uma certa tranquilidade) a ideia de que este podia ser o último instante da minha existência, vi que estava já junto da praia e apesar de não ter pé não foi difícil alcançá-lo, mesmo levando incessantemente com as ondas em cima. Vi o meu irmão mais á frente a recolher os destroços do “naufrágio” e pensei, “porreiro safamo-nos desta, venha a próxima” . Pela ideia que tinha da nossa anterior posição tínhamos sido arrastados durante muitos metros. Eu, triatleta ironman, nadador de travessias de Tejo com corrente danadas que quase me levavam do padrão dos descobrimentos a Algés, canoista ocasional e afins marítimos, nunca me tinha visto em tal situação o que me levou a pensar e a simplificar esta ocasião: “ tens falta de treino meu”! Já em terra firme tento reconstruir o momento com o meu irmão que me diz que no momento da viragem lhe parecia estar a cair de um 2º andar comigo no RC/chão. Ele foi projectado (dai que tenha aparecido mais à frente) e eu levei com a parede de água e com o barco em cima. O resultado, foi um golpe fundo no queixo, dores no couro cabeludo e perder os meus óculos e o buff de estimação, mas o mais grave foi perdermos todos os hipotéticos Cps que podíamos ter conquistado, pois a anulação da prova não beneficiou os corajosos que se haviam feito ao mar, apenas os bonificaram com um tempo que não compensou o seu esforço e risco. Tínhamos portanto perdido a oportunidade de subirmos na classificação o que seria uma realidade se nos compensassem com os 4 Cps feitos, até à situação quase-trágico-marítima.

( continua)

Friday, July 11, 2008

RAID DAS INVASÕES FRANCESAS, 1º CAMP. NACIONAL DE CORRIDAS DE AVENTURA


É já amanhã que a Esmeralda Câmara o António Neves e o José Neves com a assistência de Ângela Cruz sobem ao palco no "Raid das Invasões Francesas", 1º Campeonato Nacional de Corridas de Aventura sobre a égide da Federação Portuguesa de Orientação, para dar um espectáculo que desejam ser memorável para as suas vidas e para a do Clube Aventura do Barreiro. Serão mais de 230km durante mais de 20hrs de esforço "non stop" em pedestre, BTT, cordas e canoagem na chamada "região do Oeste"cenário no passado de batalhas fratricidas . De forma bem mais pacifica ou seja desportiva, a equipa CAB/Terra Livre espera disputar concentrada, aguerrida e com o habitual "forte espírito de equipa" os títulos em disputa em mais um fantástico evento de aventura.

"Wish us luck"

Bom fim-de-semana.

Link da prova

Friday, June 27, 2008

AMANHÃ É DIA DE AVENTURA - RAID TRANSPENINSULAR





Não é fácil erguer uma prova desta natureza. Pela complexidade, pelo trabalho, pelos custos materiais que não tem estorno, pela família zangada que reclama as sucessivas ausências... Ah, mas compensa, se compensa! Pelo que se aprende e acima de tudo como se convive!
Será uma bela jornada de aventura amanhã!

Monday, June 16, 2008

PRATICO DESPORTO LOGO EXISTO!



Dia 8 levantei a minha malta cedo e lá fui a todo o gás fazer mais um Triatlo do Ambiente. É a única modalidade que pratico para onde os consigo arrastar, ainda não percebi bem porquê, mas suspeito que é porque o triatlo visto por quem assiste é um desporto que pela alternância de movimentos, cor e clima de festa proporciona um bonito espectáculo. Quem nele participa, este ambiente é vivido por dentro, apesar da perspectiva diferente as sensações são muito semelhantes. Contudo, juntam-se outras, as de em cada braçada, pedalada e passada se renovar o prazer de viver, se revelar um significado de existir.
Prosa à parte, a minha mulher diz-me sempre "porque é que não voltas a fazer triatlo?". "Apetece-me fazer outras coisas" respondo. É parte da verdade, a outra é que as provas curtas de triatlo que são a maioria no calendário nacional fazem-me andar numa intensidade de esforço que não treino, ou seja sinto-me ofegante a maior parte da prova. Depois porque a voltar a praticar triatlo tinha de fazer alguns investimentos a começar pelo me velhinho fato da "aquaman" e uns "upgrades" na bina que também já está cota ( aliás como eu). Com isto resumindo: "no money, no tickets"! Depois... bem depois estou noutra e pronto, apesar do argumento familiar ser de peso!
Este a ano a natação do Triatlo de Oeiras foi um luxo quando comparada com a de anos anteriores, nomeadamente com a do ano passado. Como não nado com frequência, fui a "soprar balões" até a última bóia e só a partir daí é que me senti "confortável" ( julgo que a partir desse momento fazia um ironman com "tranquilidade"). Ao sair do segmento passo por um atleta agachado junto à rebentação que ninguém auxiliava o que me fez voltar para trás e perguntar-lhe se estava bem e se queria ajuda. Responde-me que "não e sim" às duas perguntas, tinha dado um jeito não costas e não conseguia levantar-se. Ajudado por uma companheira triatleta, levo-o para a praia e vejo dirigirem-se na nossa direcção dois polícias marítimos que o levam, presumo que para junto de uma equipa médica e recomeço a correr na direcção das escadas de acesso ao parque de tansição ao mesmo tempo que olho para o relógio e constato que perdera 2m com a boa acção do dia. Não o lamento claro, conheço o meu sentido autruísta nestas ocasiões, é automático! Entusiamo-me com os vivas dos espectadores nos quais estava a minha claque particular e penso feliz "está um belo dia para praticar triatlo".
O ciclismo foi sempre a puxar por um grupo que raramente se atreveu a fazer o mesmo. As vezes que alguém o fazia, foi para travar o meu andamento, pelo que preferi ser eu sempre na frente sem draffting ainda a ouvir "calma, calma, mais devagar" dos meus companheiros de pelotão. No final os " obrigado" souberam-me bem , mas fizeram-me considerar a melhoria da minha prestação na natação para que no futuro consiga apanhar grupos mais "triatléticos".
A corrida num percurso lindíssimo à beira mar foi feita num tempo razoável ( 20m - 5km com muitas viragens), isto apesar das minhas pernas acusarem uma espécie de "corrida de ritmo" feita no dia anterior ( Penha de França - Terreiro do Paço em 12m25s para a apanhar o barco). Este segmento completou mais um dia celebrando o triatlo ao cruzar a meta com a Mónica, feliz por ir coleccionando chegadas com o Pai. Mais um dia memorável na boa companhia da Esmeralda e do Velez agora convertidos ao triatlo e das minhas raras mas bonitas espectadoras, Mónica e Né. O tempo foi o menos importante 1h16m ( 750mts-20km-5Km).

Dia 10 foi o dia do Raid do Espichel, desta vez celebrando outra bela modalidade que é a orientação. Atrasados como sempre ( eu e o campeão), partimos do castelo de Sesimbra para uma pedestre ao que se seguia uma etapa de BTT ( daí a designação de duatlo) com 25cps para "picar" num mapa de 1:25000. Eu, fraco orientista, mas em franca progressão ( tinha de dizer isto como para me automotivar) com muitas peripécias pelo meio levei 7h11m para completar os mais 60km do percurso ( e não 90 como havia dito) equanto ao mano bastaram apenas 4hrs para se sagrar vencedor da prova. Usando a linguagem do furtebolês própria do momento diria que com este tempo o António joga na 1ª divisão com acesso aos lugares na liga dos campeões e eu nos distritais a ver se consigo subir aos regionais, tenho muito para aprender portanto. Parabéns ao campeão!
Bonitas paisagens, mapa desafiante,uma importante lição de orientação e bom convívio foi o que o GDU Azóia proporcionou a todos os participantes, ou seja mais um dia para afirmar que: PRATICO DESPORTO LOGO EXISTO!

PS - Um ligeiro empeno e muito trabalho por turnos fizeram com que só voltasse a treinar ontem, segue-se uma semana a preparar o Raid Transpeninsular a 28 de Junho ( organização) e o Campeonato Nacional das CA´s em Julho ( equipa CAB/Terra LIvre).





Friday, June 06, 2008

O PROGRAMA DOS PRÓXIMOS DIAS...




Em 1996 recebi o "baptismo" no triatlo precisamente no ainda denominado "Triatlo do Ambiente", naquele tempo realizado na praia de Paço de Arcos, agora mais à frente na da Torre. Depois deste inesquecível momento da minha vida, segui-se uma fase mais "triatlética", em que a paixão por este desporto culminou com a minha participação no Ironman de Ibiza em 2001 também designado "Campeonato Ibérico de Distância Longa". Após esta data fui reduzindo a frequência às provas de triatlo transformando a anterior paixão numa actual ternura pela modalidade e por isso não deixo de tentar pelo menos uma vez por ano estar presente numa competição de triatlo, sobretudo na prova na qual me estreei há 12 anos atrás.
Os motivos para não estar tão atraído pela modalidade são vários e vão desde o calendário competitivo actual pouco diversificado em provas sobretudo as que vão além dos rápidos "super-sprints" e "spints", o que considero ser o fim da época do "triatlo romântico", ou seja, o fim do fantástico espírito de amizade e convívio que o caracterizavam há uns anitos atrás ( devo ser eu que com a idade estou a ficar mais nostálgico)e a minha nova ( em alguns casos renovada) atracção por outras modalidades, nomeadamente o BTT, a orientação, as Corridas de Aventura o Trail, isto já para não falar em outras coisas mais "platónicas" ( ah se ainda fosse a tempo de ser o surfista prateado! Ainda assim estou a aprender a patinar, para ser um "inlinner").
Dois dias depois das braçadas, pedaladas e passadas ( 750mts+20Km+5km), estarei ali para os lados de Sesimbra - Espichel a fazer um raid de orientação pedestre e BTT com a extensão aproximada de 90km ( 27km + 57km) com mapa militar de 1:25000. Fim-de-semana prolongado em cheio já se vê e um excelente treino para o Campeonato Nacional das CA lá para o meio do mês que vem!

http://www.federacao-triatlo.com/

http://oriazoia.no.sapo.pt/

Monday, June 02, 2008

PORTUGAL ESTORIL XPD RACE 2008



A malta do CAB/Terra Livre decidiu inscrever-se para este "empenus monumentalis" a realizar entre fins de Novembro e Dezembro deste ano. Serão 600km de canoagem, BTT, pedestre, cordas e outras actividades em mais de 90 horas non stop - 5 dias sempre a "bombar", ou seja, sem "cut off"!
Se sobreviver a isto, para o ano quero ir ao Ecomotion ou ao Bimbache ( haja uma alma que nos patrocine)!
Depois de "ironman" se tudo correr como o desejado, juntarei outro titulo à minha carreira desportiva, o de: ultraadventureraceman ( ufa que este é mais comprido, mas também é mais "aristocrático"!)
Ámen!

http://www.portugalxpdrace.com/estoril08/pt/index.php

Thursday, May 29, 2008

RECORDANDO O CAMPEONATO IBÉRICO - CHAVES MONTEALEGRE



II Campeonato Iberico de Corrida Aventura

Wednesday, May 28, 2008

UMA GLÓRIA MAIS AGRESTE III





Cartaz CAB - Autor: António Neves, atleta do CAB/Terra LIvre

Passado mais de um mês da realização do Serra da Freita Outdoor Challenge torna-se difícil sem que se cometa alguma imprecisão completar o relato desta aventura. As emoções conforme a intensidade como são vividas, facilmente perduram na memória, já o mesmo não se pode dizer dos pequenos detalhes, esses... "apagam-se" mais rapidamente. Vou tentar portanto ser o menos "impreciso" possível e ainda esforçar-me para fielmente transmitir aos que aqui vêm, todo o prazer que as corridas de aventura proporcionam aos que gostam de desafios e natureza, eu incluído, claro!
Fiquei-me pelo final de uma das pedestres mais duras até agora realizada numa etapa da Taça de Portugal das CA. Opinião partilhada por muitos para quem esta etapa havia sido das mais difíceis mas simultaneamente das mais belas que haviam feito. Seguia-se a derradeira etapa do dia, um BTT nocturno para 3h30 de tempo limite, 12cps, 45km distância máxima e 1700mts de desnível acumulado, empeno garantido portanto...
Quando se chega à noite depois de mais de 17hrs em prova o corpo diminuiu significativamente a sua reacção, precisa de descanso e sobretudo de "combustível". Para o primeiro nada a fazer, há que continuar, há que reagir e aí entra o papel da mente ( mente forte, corpo forte). O pior é que esta fazendo parte do sistema, está com o mesmo problema e debita mensagens ambíguas do tipo : " tens de continuar, estamos a fazer uma boa prova e podemos ganhar" e por outro lado "fica mais um bocadinho aqui no quentinho do parque de transição embrulhado nesta manta e passa pelas brasas que o céu pode esperar". Resolver isto não é nada fácil sobretudo quando se faz parte de uma equipa competitiva, se tem horror ao frio ( e neste momento da prova fazia muito) e se está com um prato delicioso de massa feito pela Ângela nas mãos. Oiço a voz grave e as palavras "bora, despacha-te!" e tardo a reagir à impaciência do nosso capitão( o tipo mais competitivo que conheço à face da terra e parte significativa do nosso sucesso como equipa). Calçar de novo os sapatos de ciclismo ainda molhados da etapa anterior é uma espécie de tortura, ainda por cima debaixo de chuva e temperatura que andaria pouco acima do positivo num planalto a 1400mts de altitude. Mas, nada a fazer tinha mesmo de partir, estava a ficar atrasado.
As etapas nocturnas como disse são as mais difíceis pois é necessário um esforço de concentração elevado pelas razões evocadas mas também pela pouca visibilidade que constitui um obstáculo à navegação e um perigo quando se tem de rolar ( muitas vezes a abrir) em trilhos mais técnicos. Sabendo destas variáveis definiu-se a estratégia para a etapa que passava no imediato por fazer um CP duplo numa aldeia ( desculpem mas agora não recordo o nome) que ficava num daqueles habituais e fundos vales da Freita, ou seja, foram 7km a descer e os mesmos a subir numa inclinação próxima dos 10%. A Esmeralda lembrou-se aí de beber o café, parte também da estratégia, mas de vencer o cansaço. Um furo, algum desespero por não se ter feito melhores opções na etapa, um mutismo reinante na equipa e um facto quase surreal ao entrarmos numa aldeia à noite debaixo de uma copiosa chuva com os frontais a iluminarem dezenas de olhos brilhantes que depressa soubemos ser de cabras que tinham descido a montanha para se abrigarem no referido local, foram as marcas da etapa. Mas voltando às cabras, estas encontravam-se "penduradas" em tudo o que era pedra, muro ou soleira de porta. Um "quadro" como disse que parecia ultrapassar a realidade, completado por uma habitante que no meio da noite de janela aberta e constatando a nossa "desorientação" nas ruelas labirínticas e a dificuldade de encontrar o CP, se ofereceu gentilmente para " se quiserem eu digo-vos aonde está", isto debaixo de quase um dilúvio. Não foi preciso, a boa senhora não se mexeu, as cabras também não e nós lá encontramos o ponto e seguimos caminho rumo ao final da etapa. Posso dizer que adorei esta espécie de "interlúdio" aventureiro e desejei ter uma câmara de filmar para aí me iniciar nas artes cinéfilas, certamente fazendo algo quase "feliniano".
Fim da etapa e a constatação que afinal não nos tinha corrido nada mal. Um engano no retorno de carro ( desculpa Esmeralda). Seria necessário dormir, pôr a cabeça em ordem que pendia entre pensamentos que tinham ficado em casa e aqueles que experimentava durante a prova e tratar da forte inflamação nas vias respiratórias que me afectava há já alguns dias eram as prioridades. Um novo dia nasceria, mais três etapas por fazer e a manutenção da classificação cimeira que mantínhamos desde a 2ª etapa do dia era o desafio que se seguia, isto além de continuarmos a desfrutar de uma das mais belas, agrestes e únicas paisagens deste Portugal que muitos chamam profundo e eu "imaculado das muitas nódoas da sociedade pós industrial ( apesar de se notarem aqui e ali algumas)". ( continua).

Monday, May 26, 2008

FREITA OUTDOOR - VIDEO OTV ( RTP 2 - 25/5)

Saturday, May 17, 2008

MUDAR DE VIDA



Irra, como me apetece...

Muda de Vida (!)

Muda de vida se tu não vives satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida, se a vida em ti a latejar

Ver-te sorrir eu nunca te vi
E a cantar, eu nunca te ouvi
Será te ti ou pensas que tens... que ser assim

Ver-te sorrir eu nunca te vi
E a cantar, eu nunca te ouvi
Será te ti ou pensas que tens... que ser assim

Olha que a vida não, não é nem deve ser
Como um castigo que tu terás que viver

Muda de vida se tu não vives satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito


Original: António Variações

Cantado pelos "Humanos"

Sunday, May 04, 2008

UMA GLÓRIA MAIS AGRESTE II PARTE



Depois da pedestre com desnível acumulado de 1000 mts, seguía-se uma etapa de BTT mais "suave" que a primeira apesar dos 31km de distância máxima ( 850mts acumulado). Tinha também um ingrediente diferente, 2cps facultativos que deveriam ser feitos com mapa pedestre, ou seja, os participantes tinham de deixar as bicicletas num parque de transição onde lhes era distribuído um novo mapa, regressando depois para retomar o BTT. Estes 2cps eram na realidade 4 balizas, ou seja, só era contabilizado 1cp se a equipa fizesse um par de postos de controlo ( A1+A2 e/ou B1+B2). Abdicámos do 2º cp, pois chegámos à conclusão que estávamos a perder tempo que podia ser precioso para os cps que ainda podíamos controlar no BTT.
Percorremos nesta etapa o planalto da Freita com chuva, frio e raros momentos de sol num percurso de sobe e desce constante que alternava entre o estradão, o trilho pedregoso de montanha e as estradas alcatroadas que atravessavam algumas aldeias onde as casas eram construídas com enormes blocos de granito e/ou finas camadas de xisto de aparência tosca. Os habitantes destas trabalhavam nos campos em redor e acenavam à nossa passagem ou cumprimentavam-nos com um tradicional "ide com deus" ( sobretudo as mulheres). Cabras, ovelhas e vacas deambulavam sem pastores por perto compondo o cenário rústico que a primavera ajudava a colorir. Esta sucessão de imagens fez crescer em mim uma estranha sensação que vivia num anacronismo, tal era a impressão de que havia recuado inesperadamente no tempo. Não fossem as bicicletas e os nossos equipamentos modernos acordarem-me para o presente, quase diria que era um viajante em plena época medieval.
Até aí tudo corria bem. O nosso capitão/navegador continuava em grande forma mantendo uma sábia estratégia sem erros e a equipa mantinha a força, o espírito de união e a moral elevada. Não sabíamos ainda qual a nossa posição na tabela classificativa, mas estávamos certos de estar a fazer uma boa prova apesar da contrariedade inicial Esta impressão ( fazer uma boa prova) passou a constatação aquando da transição para a pedestre seguinte. O nosso elemento da assistência disse-nos que estavámos em 1º, mas que as equipas que estavam nas posições seguintes nos "mordiam os calcanhares", ou seja tinham poucos cps de diferença.
A etapa que se seguia prometia ser uma das mais duras pedestres que já tínhamos feito na época, tinha "apenas" 16km, mas um acumulado de 1100mts. Começamos com um frio de rachar e chuva miudinha, o que digamos não foi lá muito agradável para quem já trazia o corpo gelado ( odeio o frio desde a tropa, pois por maldade obrigaram-me a suportá-lo até quase ao insuportável) . Contudo, com o passar dos quilómetros o tempo foi melhorando, a disposição também ( as más memórias também se esfumaram) o que nos permitiu saborear um fim de tarde com planos de serra fantásticos, alguns já meus conhecidos, como o trilho dos Incas e o Covêlo de Paivô e descobrir outros, como as minas de Regoufe e a aldeia histórica de Drave. Foi portanto uma dura mas lindíssima etapa na qual atravessamos rios agitados, ribeiras e lameiros, subimos e descemos montes cobertos de flores e aromas e percorremos aldeias, pontes, minas e ruínas cheias daquela história que pertence apenas aos homens e fica quase sempre por escrever( refiro-me aos que nunca são heróis, reis, ou pertencem a qualquer outra categoria que os "entroniza"). Num dado momento, pelas equipas que nos passaram pensamos que estávamos a perder o controlo da prova, mas não, estava tudo bem e nas contas finais somámos mais cps do que as equipas concorrentes reforçando assim a nossa liderança. Nada estava ganho, seguía-se a etapa de BTT mais dura do dia ( 45km - 1700mts de acumulado). Dureza esta agravada pelo facto das condições climatéricas se tem agravado, o desgaste já ser muito e o lusco fusco anunciar uma noite escura que sobre nós iria inevitávelmente cair ( continua)

Tuesday, April 29, 2008

SERRA DA FREITA - UMA GLÓRIA MAIS "AGRESTE" I parte



Um mês após a Glória de Odemira a próxima etapa era a Serra da Freita. Percebeu-se pela consulta às informações disponibilizadas pela organização que esta iria ser uma prova muito próxima à de Chaves- Montealegre, ou seja,com muito desnível.
A equipa não se preparou para este desafio com um treino específico para a altímetria anunciada pois o tempo entre uma e outra jornada de aventura era curto. Tinhamos por isso de recuperar da anterior e estar em forma para a seguinte. Recorremos como sempre ao nosso espaço de eleição, a Serra da Arrábida. Aí fizemos uns quantos trails, BTT e orientação que julgámos ser os treinos mais do que necessários, eu diria antes, os possíveis.
Não foi sem algum nervosismo que começamos a 1ª etapa de BTT na Freita. O estatuto de vencedores na prova anterior dava-nos uma responsabilidade acrescida. Sabíamos também que tínhamos fortes concorrentes. Uma destas equipas havia-se constituído para esta prova com elementos muito experientes em orientação e corridas de aventura. Seria portanto aquela que nos parecia estar em condições de disputar o lugar cimeiro do pódio connosco. Contudo, para aqueles mais habituados a estas andanças, sabem que aquilo que estou a dizer pode ser uma grosseira afirmação. Nas corridas de aventura não há favoritos à partida, grandes equipas vão do "céu" ao "inferno" em poucas horas. O que há de fantástico nesta modalidade ( se pudermos chamar assim) é que as variáveis e as imprevisibilidades são tantas que necessariamente impõem alguma modéstia aos que são reconhecidamente mais "competentes" para este tipo de aventuras.
Dizia eu que nos primeiros instantes da 1ª etapa de BTT parecia termos entrado com o pé esquerdo na prova. No meio de muitos atletas que iniciavam os 13km de subida contínua, acabamos por nos "desligar". Até nos juntarmos outra vez levou cerca de 20m. A densa mata e a trama de trilhos tardava o reencontro e nem os gritos e assobios pareciam resultar. O desespero finalmente deu lugar ao alivio e o "bora lá recuperar" foi o "soar do clarim" para atacar a Serra, sem recriminações, culpas, ou outros "engulhos" capazes de arrasar a moral da tropa, perdão da equipa.
Up, up, up até ao Parque do Merujal, os cerca de 25km de BTT com 1400mts de desnível acumulado, muita pedra mas fabulosas vistas de montanha estavam vencidos, seguia-se uma O-pedestre de 19km circular a passar por um dos mais belos locais da Freira, a frecha da Mizarela, uma queda de água de 70 mts, um postal que ilustra a beleza agreste e única do espaço.
Trilhos de montanha lindíssimos, descida ao vale do Caima, subida dolorosa entre uma vegetação cerrada que libertava perfumes através chuva que já caía copiosamente, muitos cps´s acumulados e um final de etapa a "queimar", foram as imagens que marcaram esta etapa. Mas a que mais se destaca, foi a visão de uma anciã que parecia perdida naquela vastidão agreste. Afinal nada disso, antes uma corajosa mulher local que habitava numa casa de pedra junto ao referido rio. O acesso para esta era um longo carreiro cavado numa vertente rochosa que de um lado dava a sensação de estarmos na eminência de cairmos para um abismo. Surpreendeu-me a capacidade de resistência desta mulher e durante muito tempo pensei nela e como seria a sua vida ali. ( continua)

Monday, April 28, 2008

MAIS "SENTIMENTO"




Há algum tempo uma visitante habitual deste blog e de mútua estima dizia-me qualquer como o facto deste espaço não ter o "sentimento" de outros projectos anteriores como o "deletado" "ohomemdamaratona", "está demasiado profissional", dizia. Fiquem sem resposta, ou melhor, de resposta ambígua do tipo, "concordo mas discordo". Eu justifico: concordo porque o "homem da maratona" ( blog que chegou às 8000 visitas), exprimia mais directamente as muitas faces da minha vida quotidiana, apesar da sua vocação "desportiva"; discordo, porque aqui o trilhos apesar de não ter a actualização do anterior, trás coisas novas, como o trail e o desporto aventura e está sempre em mutação ( "roda" ao gosto do autor pelas experiências que vai tendo). Mas para compensar a eventual falta de "sentimento", prometo duas coisas: a primeira postar mais neste espaço a segunda "ressuscitar" o meu outro blog ( que morreu como CAUSA ADVERSA e nasceu como AS VERDADES DA MENTIRA http://asverdadesdamentira.blogspot.com/), esse sim, mais "sentimental"... assim espero!
Quanto ao "trilhos", brevemente a crónica da vitória na Freita ( TPCA 4º etapa e 2ª vitória concessutiva) e o relato dos treinos para o campeonato nacional de corridas de aventura, o objectivo principal da época desportiva. Ah... e prometo também mais "sentimento".
Obrigado pelas visitas. Apesar dos poucos comentários ( se eu fosse uma "gaiata" disponível tinha muitos eu sei... marotos ;-), o "counter" ai em baixo já vai nas 4500 "estreitadelas".
Abraços e beijinhos.

Friday, April 25, 2008

VIDEO DA FREITA FEITO PELA ESMER - "FABULÁSTICO"!

Friday, April 18, 2008

CAB/TERRA LIVRE- REINOU NA MONTANHA



Corridas de Aventura

“CAB/TERRA LIVRE” REINOU NA MONTANHA

A equipa barreirense, vence pela segunda vez consecutiva na Taça de Portugal de Corridas de Aventura. O «1º Freita Outdoor Challenge”, realizado nos dias 12 e 13 de Abril na serra da Freita, foi a oportunidade para a equipa de Elite Mista do Clube Aventura do Barreiro demostrar o seu grande momento de forma.
O Mosteiro de Arouca assistiu ao tiro de partida para as trinta e uma equipas em competição. Pela frente tinham uma prova com 8700 metros de desnível acumulado e a abrir uma etapa com 25 km de BTT, em direcção ao planalto da serra da Freita. A equipa “CAB/Terra Livre” termina esta 1ª etapa na frente da classificação com uma vantagem tangencial sobre os adversários directos. A etapa seguinte, dominada pelo terreno pedregoso e pela Frecha da Mizarela, não impediu a equipa de impor um forte ritmo de corrida nos 19 km do percurso de “trail” (que incluiu um Rappel), destacando-se na frente da prova: «Apesar da vantagem não “levantámos o pé” e fomos sempre dilatando o avanço na frente da corrida», comentou o capitão da equipa. Quinze horas “no stop” e cinco etapas de orientação em BTT e pedestre, foi a “dose” do dia, que terminou pelas 23:30 horas em Janarde, junto ao rio Paiva. Para trás ficaram trilhos de grande beleza natural e aldeias remotas: Cabreiros, Candal, Covelo do Paivô, Regoufe, Drave, Pena, Covas do Monte, Covas do Rio...
A prova recomeçou às 8:00 de domingo em Vilar de Servos, perto de Alvarenga. Devido ao elevado caudal do rio Paiva, a etapa de canoagem de águas bravas foi substituída pela alternativa pedestre e, até à chegada a Arouca, o “CAB/Terra Livre” ainda aumentou a diferença pontual sobre os adversários, terminando em primeiro com 100 pontos em 21 horas 24 minutos e 21 segundos. Na segunda posição classificou-se a equipa “Greenland Adventure” com 87 pontos e em terceiro a “Estoril XPD Team” com 80.
Com esta classificação a equipa do Barreiro cimentou o 2º lugar no ranking da Taça de Portugal de Corridas de Aventura no escalão Elite Mista, estando em primeiro a equipa “A2z Hglöfs 1” e em terceiro a “ATV Mista”.
Em representação do Clube Aventura do Barreiro marcou também presença na serra da Freita a equipa “CAB/Raid Transpeninsular”, que terminou na 14ª posição no escalão Aventura, unida por forte espírito de companheirismo.
A próxima prova está marcada para Julho em Torres Vedras onde também se disputa o título de Campeão Nacional.

Wednesday, April 09, 2008

SERRA DA FREITA AÍ VOU EU!






Após o momento de Glória em Odemira, segue-se mais uma etapa da TPCA, desta vez na Serra da Freita. Para quem não conhece, este é um espaço natural de características únicas, onde predominam vales abrubtos, rios servagens, quedas de água e aldeias perdidas no tempo conservadas pela inacessibilidade do espaço e pelas tradições locais. Quem conhece, palavras para quê, é uma das mais belas paisagens portuguesas!

Depois de Odemira, segui-se um microciclo de treino, pois estava a pouco mais de 3 semanas de mais uma exigente etapa de aventura. Desta forma, a 1ª semana após Odemira correspondeu a um período de treino muito ligeiro de recuperação, a 2ª semana com os totais de 230km de bicicleta, 80km de corrida e 2 sessões de natação ( estas servem para recuperar), foi a semana com mais volume e a 3ªsemana a da intensidade que correspondeu a 180km BTT, 40 de corrida e 1 sessão de natação. Esta semana apenas 1 sessão de corrida e outra de natação até hoje o que quer dizer que é a semana do "descanso".

Após leitura do raidbook da prova e informações metereologicas, esperam-se etapas com muito desnível em percurso de montanha e chuva com algum frio, ou seja, condimentos ideais para uma aventura nos limites. Eu com o CAB Terra Livre estaremos lá para ir além deles!

Monday, April 07, 2008

CRÓNICA DE UMA VITÓRIA OU ESTE DESPORTO NÃO É PARA NOVOS




Depois de mais esta prova da TPCA e inspirada na frase da minha camarada de aventuras e equipa a Esmeralda “ já viste Zé “nós” os cotas vamos ganhar isto”( claro que se referia a mim e ao António) cheguei a uma conclusão acerca das CA,s: ESTE DESPORTO NÃO É PARA NOVOS (para os irmãos Cohen, “O País não é para velhos”)! “Nós”, somos portanto o Clube Aventura do Barreiro vencedores na elite mista da última etapa da Taça de Portugal de Corridas de Aventura realizada em Odemira. “Nós” somos os apaixonados pela aventura que apoiados por uma grande equipa onde reina um forte espírito de camaradagem, dão o máximo para superar os inúmeros desafios que cada prova encerra. “Nós” somos aqueles que com a complacência dos nossos familiares saímos de casa para treinar às 6hrs da manhã, voltamos tarde e enlameados para o almoço e passamos fins-de-semana fora a deixar saudades em casa. “Nós” somos os que fazem milhares de quilómetros por ano para ir a “mais uma prova”, carregados com caixas de equipamentos e abastecimentos, os que não dormem, ou fazem-no algumas horas por noite num saco de cama num pavilhão apinhado de aventureiros que ressonam e/ou suspiram de ansiedade pelo que se vai passar no dia seguinte, os que cozinham ( quando temos tempo para isso) uma frugal “massa com cogumelos” em fogão de “camping”, comendo-a de cócoras ou sentados no chão a rir do “filme do dia”. “Nós” somos os tremem de frio, pois acabamos de sair de uma etapa de canoagem com -5º, ou porque a chuva nos ensopa a roupa e a alma” numa pedestre de 40km e ainda os que adormecem em cima da bicicleta porque já estamos em prova há 15hrs. "Nós" somos aqueles que se“atrelam” com as mãos, cordas, buffs e tudo o que há para "puxar" quando o rosto mas não a boca diz “ajuda-me que temos de acabar isto!”. “Nós” somos o Zé, a Esmeralda, o António, oNélson, a Carla, a Ângela, o Júlio, o Rui, a Sónia, a Joana, o Pedro, e perdoem-me os que ficaram esquecidos, somos o CAB, pronto!
O "Troféu Clube Brisa", decorreu na zona do “sudoeste alentejano”, num terreno com inúmeras e belas variáveis para a aventura. A prova foi bem delineada, a meu ver apelando mais à capacidade estratégica das equipas do à sua capacidade física ( se bem que a gestão física faça também parte da estratégia). Tomamos isso em conta apesar de termos abordado a 1º etapa com algum nervosismo. De facto o O.BTT não estava a correr muito bem e por isso decidimos não arriscar muito e partir para a 2º etapa de canoagem+ pedestre que se revelaria decisiva para a maioria das equipas em prova. Aqui, a Esmeralda e o António fizeram o 1º troço de canoagem até à localidade de Casa Branca, enquanto eu fazia a pedestre com 2 cps que felizmente me correram muito bem, apesar de no 13º cp me ter metido numa linha de água que era uma autêntica floresta de silvas, safou-me o facto de irmos “à molhada” e de um ter descoberto um caminho alternativo a meia encosta, senão corríamos o risco de sair dali em carne viva. A parte final desta etapa, decorria nas margens de lodo do mira, onde os meus sapatos passaram a pesar mais uns quilos, mas “ no way”, era mesmo por ali que tínhamos de ir. A troca com a Esmeralda na canoagem (manteve-se o António), foi pacífica (apesar de nos termos esquecido de um colete o que nos obrigou a fazer mais 1km). Fazia ela agora a pedestre e nós a parte mais difícil da canoagem, pois o mira sofre muito os efeitos de maré e estava a começar a vazar, o que significava que teríamos a um dado momento de remar contra a corrente. Foi o que fizemos, a partir sensivelmente do meio da etapa, esforço duro que nos valeu chegarmos antes do limite do tempo da etapa, apesar de termos perdido o cp de chegada. A mesma sorte não tiveram algumas equipas directamente nossas adversárias que perderam todos os cps amealhados ( canoagem+pedestre) e não puderam partir para a etapa seguinte.
No score 100 que se seguiu acalmamos ( até aí estávamos a meu ver um pouco “no ar”) e partimos para uma bonita etapa de BTT com “direito” a lindos “postais” alentejanos. Um dos quais, ver dezenas de leitões a correr em campo aberto, o que nos fez libertar uma boa (e necessária) gargalhada. Seguiu-se uma canoagem com natação na barragem de Santa Clara com a Esmeralda a fazer os 400mts de natação com rappel no paredão da barragem e eu e o António a fazer a canoagem ( estava a ver que nunca mais largava a pagaia). Finda esta, seria a vez de uma pedestre.
Até aí estávamos comedidos, ou seja a fazer uma gestão económica da prova. Chegávamos sempre dentro dos tempos limite de etapa sem pressas e com tempo de meter algum “combustível” (tudo o que fosse hidrato, se bem que os salgados já sabiam divinalmente). Sabíamos que em relação às outras equipas tínhamos uma ligeira margem (pois as nossas mais directas adversárias tinham rebentado na canoagem realizada no Mira), no entanto nada estava ganho. Para isso, arriscámos na pedestre nocturna ( que bela noite!). Digo “arriscámos”, mas para mim foi mais que isso. As minhas desculpas ao António, pois cheguei duvidar e a temer que rebentássemos ( “fantasma” das provas anteriores) quando vi que estávamos no limite ( do tempo e das forças). Felizmente o nosso capitão é o “ o mais sábio navegador de toda a região que vai de Trás- os- Montes até ao Cabo de Sagres” e encontramos a tempo o final da etapa e com um “tesouro” cps que serviriam para gerir confortavelmente a vantagem que tínhamos das outras equipas. Gestão que fizemos na etapa seguinte, onde pouco faltou para a Esmeralda adormecer em cima da bina e eu tornar-me perito em mímica, pois parece que tinha esquecido que afinal tenho voz. No pavilhão de Odemira, onde passámos a noite tivemos conhecimento do que já suspeitávamos: que estávamos em 1º lugar. Teríamos apenas de gerir a vantagem no dia seguinte e foi o que fizemos.
O dia amanheceu radioso ( parece o inicio de um romance, mas é o relato do final de uma aventura feliz) neste Alentejo que já se coloria de tons primaveris ( aqui chega mais cedo que nos resto do país). A etapa de BTT foi portanto feita com luz, cheiros e cores e “com tranquilidade” que até nos deu direito a um café e pastel de nata ( só para mim que sou apelidado do guloso cá do grupo). Os últimos cps foram picados junto à orla costeira e nas praias tal como os da pedestre final. Esta, a final, começava na Zabujeira e tinha um percurso quase na totalidade junto à costa até Odexeixe. Um percurso extremamente belo que me deixou muito feliz. Emoção que reconheço ampliada pela sensação de vitória numa tão dura modalidade desportiva e também pela satisfação por pertencer a uma equipa de “vencedores” nos quais me reconheço.
Somos uma equipa fantástica com uma média aproximada de 40 anos e uma “pica” do “caraças” o que me leva a repetir ESTE DESPORTO NÃO É PARA NOVOS.

PS- Depois de 2hrs a escrever isto, tenho de fazer alguma coisa. Erros, ou incongruências, digam-me que eu corrijo mais tarde. À parte disso, espero que gostem do relato ( apesar de um pouco tardio).

Wednesday, March 26, 2008

NOTA DE IMPRENSA DO CLUBE AVENTURA DO BARREIRO

Clube Aventura do Barreiro vence em Odemira

Jornal Rostos

Barreiro Web


Elite Mista: 1º CAB/Terra Livre; 2º Team Greenland; 3º Haglöfs/SpiukA equipa CAB/Terra Livre, alcançou o lugar mais alto do pódio no “1º Troféu Aventura Clube Brisa”, disputado na região de Odemira e Sudoeste Alentejano nos dias 15 e 16 de Março, prova a contar para a Taça de Portugal de Corridas de Aventura (TPCA), sob a égide da Federação Portuguesa de Orientação.
Ao classificar-se em 1º lugar em Elite Mista, a formação constituída por Esmeralda Câmara, António Neves, José Neves e Nelson Picado (assistência), confirmou que é uma das equipas candidatas ao título nacional na modalidade.
O traçado muito técnico e a dimensão das etapas determinou, logo no primeiro dia, uma selecção das equipas mais fortes. A equipa barreirense soube gerir a sua mais valia na canoagem, cumprindo os cerca de 20 km no rio Mira sem penalizações, e aplicou-se no BTT por forma a terminar o primeiro dia de prova destacado na frente. No segundo dia, a etapa em BTT entre Odemira e Zambujeira do Mar e a pedestre até Odeceixe, foram cumpridas em ritmo controlado dada a vantagem alcançada na véspera. Chegada a Odeceixe
No total foram cumpridos cerca de duzentos e trinta quilómetros em vinte e três horas, dos quais 135 km em BTT, 70 km de corrida e 25 km de canoagem. Esta “ultra-maratona” teve, mais uma vez, palco nos cenários mais belos de Portugal.
A próxima etapa da TPCA vai decorrer nos dias 12 e 13 de Abril na Serra da Freita, com partida em Arouca. Toda a informação sobre a participação do CAB nesta modalidade pode ser seguida em http://clubeaventuradobarreiro.blogspot.com/ Partida Vila Nova de Mil Fontes

Elite Mista

Cl

Equipa

CP's

Tempo

CAB/Terra Livre5723:08:06
Team GreenLand Adventure4723:04:57
A2Z Haglöfs 14425:02:22
Exército 12726:25:02

Elite Masculina

Clube Praças da Armada7022:28:10
FreitaOutdoor.com6323:09:42
Clube MillenniumBCP26222:41:03
CAB/Raid Transpeninsular M

42

24:06:00
ATV M

40

22:37:53

Aventura

Instituto Geográfico do Exército6922:37:27
Exército 26922:50:37
grandEvasão6922:51:26
18º CAB/Raid Transpeninsular 3623:59:50
25º TEAMIBA

21

25:59:36

Classificações completas em http://www.torneiosbrisa.com/aventura/docs/TPCA_ODEMIRA08_RESULTADOS.pdf

Monday, March 17, 2008

IDANHA RAID II PARTE - MAS ANTES...

É COMO DIZ O VELEZ "À TERCEIRA FOI DE VEZ", GANHAMOS!!!



Antes de finalizar o relato da aventura em Idanha, quero celebrar a 1ª vitória do CAB/ Terra Livre na Elite Mista ( equipa constituída pela Esmeralda Câmara o António Neves e eu) na 3ª etapa das TPCA (Taça de Portugal de Corridas de Aventura)- "Sudoeste Alentejano". Para breve o relato deste grande momento.

IDANHA RAID II PARTE


A equipa de Elite Mista do CAB, chegou no limite, após perfazer 14 CP´s, num inequívoco 3º lugar; a 1 CP da segunda classificada (Clube Millennium BCP5) e a 2 CP’s da primeira (A2Z Haglofs/Spiuk1).
Na etapa seguinte, canoagem na barragem de Idanha, a equipa C.M.BCP5 passou para 1º com o CAB a conservar o 3º lugar, mercê da vantagem de 1 CP sobre a 4ª classificada, o Clube Millennium BCP1.
A 3ª etapa, 77 km de BTT nocturno, apresentou um traçado muito estratégico dificultado pelo denso nevoeiro que se voltou a sentir. A nossa equipa, empenhada em atacar a classificação, imprimiu um forte andamento chegando a rebocar um pelotão constituído por 5 equipas. Com três horas de etapa forçámos a descolagem e, imprudentemente, tentámos controlar postos de controlo muito distantes. Pelas 22 horas tudo parecia estar sob controlo, quando um erro de navegação forçou-nos a “pastar” 1 hora e chegar a Monsanto pelas 24:34 h, 4 minutos após o limite e, consequentemente, perder os 10 CP´s obtidos na etapa.
Partindo para o segundo dia em 4º, e quando todas as equipas já acusavam grande desgaste, a nossa equipa não desmoralizou e ainda ganhou 5 CP´s à 2ª classificada e 2 CP´s à 3ª, mas sem alterar as posições, fruto da elevada penalização de 10 CP´s sofrida na véspera/em>
No final a classificação na Elite Mista ficou assim ordenada:

1º A2Z Haglofs/Spiuk1 54 CP’s
2º Clube Millennium BCP5 49 CP’s
3º Clube Millennium BCP1 46 CP’s
4º CAB/Estoril XPD 38 CP’s
5º Team Green Land 26 CP’s
6º Estoril XPD1 26 CP’s
7º Exército1 25 CP’s
8º ATV Mista 22 CP’s

No escalão Elite Masculina venceu o Clube Praças da Armada com 53 CP’s, e no escalão Aventura venceu a A2Z Haglofs/Spiuk2. Todas as classificações em http://idanharaid.no.sapo.pt/

António Neves - Clube Aventura do Barreiro

Pouco mais há a dizer, condimento com mais umas emoções:

Chegaríamos ao fim dos 77Km de BTT com o desalento a marcar-nos a expressões do rosto. Havíamos perdido os 10 Cp´s da etapa e para isso tínhamos trabalhado tanto… Completamente esgotados, recebemos um caldo verde com um sorriso das gentes da aldeia de Monsanto e um “madeiro” que ao arder nos ajudava a recuperar o corpo e o ânimo completamente enregelados. As horas de sono que se seguiram e o espírito de equipa fizeram o resto. No dia seguinte, quer no BTT, quer na pedestre, já estávamos novamente em competição, ou seja a dar o máximo.
Almoço, entrega de prémios e um regresso “à base” para preparar a próxima. Pelos vistos bem, pois escrevo estas linhas um dia depois de nos sagrarmos vencedores da 3ª etapa de TPCA. Como diz o Velez “ à terceira foi de vez” ( até rima)!

Obrigado a todos. Até breve

Friday, March 07, 2008

O MEU NOVO BRINQUEDO



Continuando a contrariar o ditado que diz que “burro venho não aprende" eu resolvo ir aprendendo, mesmo aquilo que à partida a generalidade das pessoas diz ser " para crianças e jovens". Efectivamente não sou criança, nem jovem, não estou decrépito (e mesmo que o estivesse só se fosse de todo impossibilitado de o fazer, porque ainda assim tentava) e sou um acérrimo defensor da "aprendizagem ao longo da vida" ( está-se mesmo a ver eu aprender a andar de skate aos 70 anos...yooo).
Tudo isto a propósito de, correspondendo a um sonho antigo ( de criança e jovem) resolvi comprar uns patins em linha e aprender a patinar ( ai ai ai). Objectivo: dentro de 3 meses estar a patinar e poder fazer etapas ou secções de patins em linha em corridas de aventura (não há prova internacional que não tenha uma). Objectivo ainda maior: ensinar a minha pequenota daqui a um ano a patinar!
Let´s roll now!!!

Tuesday, March 04, 2008

QUADRIATLO NA 1ª PESSOA




Não é fácil trabalhar com uma autêntica “fábrica de ideias” como é o meu irmão. E não o é, porque frequentemente a superprodução dá origem à acumulação de stocks de ideias por falta de “escoamento”. Boas ideias arrumadas na prateleira, é triste de se ver, especialmente para quem aprecia a criatividade. Os responsáveis disto não são os membros do clube, nem os amigos que frequentemente se empenham nas “linhas de montagem dos produtos das suas ideias”, os responsáveis talvez sejam … os que estão pouco habituados a que para além deles outros também tenham ideias. O que é chato nisto tudo, é que estes também têm o chamado “capital” (sobretudo o social e o simbólico), ou seja aquilo que é caro a todos os homens: o poder! É preciso lutar portanto para que a distribuição deste seja mais equitativa ( e não um poderzinho para ti, dois para mim).
Divagações sociológicas irónicas à parte, a ideia de fazer um quadriatlo já é antiga e “desenpoeirou-se” quando alguns membros do CAB empenhados em treinar para as corridas de aventura, mas também para um halftriatlhon quiseram fazer um treino mais competitivo que incluísse os vários ingredientes das duas modalidades. Desta forma surgiu o “Quadriatlo Terra Livre Aventura com 1.200mts de natação, 8km de canoagem, 68km de BTT e 10km de corrida. Tratou-se ainda de aprimorar o acontecimento com um almoço convívio, troca de presentes e prémios aos 1ºs classificados feminino e masculino e o dia tornou-se por direito próprio pertencente à galeria dos “inesquecíveis”.
Fazer os relatos na primeira pessoa, dá-me sempre um “gozo do caraças”. O contrário, é sempre para mim um “parto difícil”, pois a “coisa” tem de ter ares de notícia e francamente apesar de um dos meus sonhos de adolescente ser o de me tornar jornalista em adulto (projecto que resultou apenas em fazedor dos pasquins aqui de casa), confesso que acho que tenho mais jeito para os “géneros literários”, naturalmente para os mais “caseiros” diga-se.
Bem, então aqui vai o relato da minha participação no quadriatlo:
A preparação específica foi pouca, mas confesso que apesar das duas últimas semanas terem sido catastróficas por motivos de doença, tenho vindo a treinar “alguma coisa”. Nado pelo menos uma vez por semana, corro duas a três vezes, pedalo duas e de vez enquando aproveito a borla” num ginásio e vou lá tratar do caparro. Além disso, como e bebo “à vontade”, respiro e sorrio e lá me chateio de vez em quando. Perante este quadro faltava qualquer coisa para se ser quadriatleta: a canoagem. Apesar de não a treinar (confesso que por preguiça e porque normalmente fico meio empenado das costas) arrisquei confiando na minha experiência anterior e na actual boa condição física, não me enganei.
No dia D, lá estava eu com 11 “gandas malucos” que após o gong das 10hrs se lançaram à água da Lagoa de Albufeira. A ideia era atravessar a dita lagoa, contornar uma bandeira na outra margem, agarrar um puxo que estava junto à referida bandeira e nadar na direcção da “partida” e aí iniciar a canoagem. A natação como sempre para mim é o momento em que substituo a força da técnica pela técnica da força. Normalmente o resultado é que chego sempre ao fim com a sensação de que, apesar de ser um tosco, lá me aguento à “bomboca”. Cheguei em 3º ainda com a imagem do Pedro Roque a fazer a travessia de colete e a pensar que ele iria demorar uma eternidade a chegar à margem da partida, enganei-me, pois passados alguns minutos ei-lo a iniciar a canoagem, que técnica! Claro que a esta altura já eu ia embalado na cola dos estavam à minha frente: o Velez e o Reis. Durante os 8km fui olhando por cima do ombro na expectativa de quanto tempo aguentaria até ser ultrapassado pelos prós que seguiam atrás: o meu irmão e o Feijão. Mas tal não aconteceu e ainda consegui ultrapassar o Velez, isto apesar do desconforto e dormência das pernas, não há maneira de me habituar ao barco, chiça!
O BTT começou com estas 4 feras a partir a “loiça toda” nos primeiros quilómetros. Aguentei-me, afinal não estava nada mal! O pior foi quando começou a orientação ( vulgo desorientação). Os primeiros pontos ainda fui bem sucedido, mas a partir de Sesimbra, nicles! Aí o António e o Feijão apanhando-me “distraído” no controlo intermédio com um problema de corrente deram uma grande “sapatada”. Pensei que o mini pelotão iria ficar partido a partir daí, mas não, pois tiveram um rebate de consciência e reagruparam o grupo. Contudo, essa “boa vontade” não durou muito, no pinhal entre a Quinta do Peru e a Cotovia o andamento era de “TGV” e o Reis ficou para trás. Três “sobreviventes” chegaram portanto ao parque de transições para a disciplina final, a corrida, eu, o Velez o António e o Feijão. Mais uma vez distraí-me e estes dois últimos saíram a todo o gás do parque de transições ( a ratice fruto da experiência). Fiquei eu e o Velez que me disse estar a passar mal com as cãibras. Despedi-me dele na tentativa de alcançar os líderes, mas o esforço cedo se revelou em vão quando me deparei com a dificuldade do percurso, areia da praia dunas e até uma travessia por água a nado ( 5mts). Para mim um percurso fantástico, original, belíssimo, mas o cansaço já fazia das suas e além disso estavam na frente dois bons atletas… que também tinham partido à minha frente. A prova acabou, obtendo eu um honroso 3º lugar, o 1º foi do Feijão e o segundo do meu irmão. É claro que quando for com malta mais competitiva ainda, este pódio será apenas uma miragem.
A prova terminara para mim, mas não para a maioria. O Velez foi o 4º, o Reis o 5º o Ricardo o 6º e a Esmeralda a 7º (vencedora feminina). Os restantes ( Os Ruis, a Filomena, o Roque, a Ângela) sentiram que os 10km de corrida seriam um empeno que poria em risco as provas que se avizinham e portanto não fizeram a totalidade do percurso de corrida.
No convívio final o Roque ficou com o epíteto de “lambão”, pois foi surpreendido com uns bigodes de chocolate em resultado de um saboroso bolo “abandonado” á mercê dos gulosos cadastrados. Eu safei-me, fui mais discreto, usei um guardanapo.

Abaços a todos e obrigado pelo excelente dia que me proporcionaram.

QUADRIATLO TERRA LIVRE AVENTURA




E assim foi, num fantástico dia de sol, numa das mais belas paisagens da península de Setúbal e com a presença de mais de uma dezena de participantes nasceu em Portugal mais um desafio de aventura denominado “ Terra Livre Quadriatlo Aventura”.O Clube Aventura do Barreiro assumiu feliz a sua paternidade, mas a sua gestação teve diferentes ingredientes. O primeiro, foi o desejo antigo de promover a modalidade de Quadriatlo no nosso país, o segundo, a necessidade de envolver a maioria dos membros do clube num treino competitivo para a sua participação na Taça de Portugal de Corridas de Aventura, o terceiro, testar um modelo de prova mais formal e competitiva e o principal, o passar um domingo em saudável convívio celebrando a amizade e o prazer da prática desportiva em natureza.O Quadriatlo como modalidade tem a sua origem nas disciplinas do Triatlo ( natação, ciclismo e corrida) à qual se junta a disciplina de canoagem e começou a ser praticado, um pouco por todo o mundo durante os anos 80. Actualmente tem uma federação internacional (WQF) e diferentes campeonatos e circuitos nacionais e internacionais. As distâncias, tal como triatlo, podem variar entre as versões sprint e as ironman, sendo que ainda mais raramente pode ir até aos ultraman ( nos quais as distâncias são superiores a 3.8km natação, 12km canoagem, 180Km ciclismo e 42.125mts de corrida).A canoagem nesta modalidade aumenta o desafio físico e técnico e adquire maior efeito pela utilização consecutiva do plano de água, tornando desta forma a modalidade mais dinâmica, desafiante e espectacular. No “ Terra Livre Quadriatlo Aventura” a originalidade esteve nos percursos de ciclismo realizados em BTT em orientação simples (com mapa escala 1:30000), na corrida em versão trail na areia da praia ao longo das da Lagoa de Albufeira e no modelo totalmente “outdoor” da organização, ou seja, todo o evento decorreu ao ar livre, até o convívio final. Talvez por isso este recém- nascido quadriatlo tenha sido baptizado orgulhosamente como o nome de “aventura” e apelido de “Terra Livre”As boas ideias, dão origem a bons momentos, mas estes não acontecem sem boas pessoas e felizmente essas não faltaram no passado domingo. Dos já referidos atletas do CAB, aos ilustres convidados até aqueles que estiveram no controle de prova, confecção das refeições e reportagem fotográfica, todos sem excepção fizeram com que este dia se tornasse inesquecível de tão bem passado. Desta forma o desejo de alargar esta experiência a todos aqueles que queiram experimentar a modalidade e aceitar um novo desafio, tornou-se já uma convicção dos que estiveram presentes. Certamente que a diferença é que os futuros participantes serão enquadrados numa organização mais formal, com um regulamento de prova, prémios para os vencedores e de presença e outros aspectos inerentes a uma organização desportiva. Mantêm-se no entanto o espírito de salutar convívio e de aventura que presidiu esta edição experimental.Apesar do factor competitivo ser o menos importante desta edição, ele aconteceu como não podia deixar de ser. Estiveram para isso 12 atletas na partida que começou com um segmento de natação de 1200mts na já referida Lagoa de Albufeira. Esta disciplina ao finalizar seleccionou um grupo de 4 atletas que apesar de algumas trocas de posição na canoagem manteve-se unido iniciando assim o percurso de BTT de 68km entre a referida lagoa, Cabo Espichel, Sesimbra, Azeitão, Cotovia e novamente Lagoa de Albufeira. Mas se num trajecto maioritariamente constituído por trilhos alguns deles técnicos, com 11 postos de controlo a “descobrir” através de orientação com mapa, não foram aspectos suficientes para alterar o número de atletas que continuavam na frente, já o mesmo não se pode dizer das posições dos restantes. Estas sofreriam alterações profundas, pois além da condição física o factor “orientação” tornou-se muito importante neste segmento, especialmente para os que não haviam conseguído “boleia” dos mais aptos nesta disciplina. No controlo intermédio do ciclismo na localidade de Sesimbra constatou-se já existirem diferenças de 1h30 em relação aos primeiros, sendo que até ao final essa distância foi aumentando.Próximo da localidade da Cotovia foi a vez do do grupo da frente se fragmentar. O andamento forte imprimido, o cansaço e as consequentes cãibras, foram os motivos pelos quais um dos quatro elementos ficou para trás. Restavam 3 atletas para iniciarem simultaneamente a corrida de 10km que se seguía na Lagoa de Albufeira. A rápida transição, a melhor condição física, a experiência e a selectividade do percurso que obrigava a subir e a descer algumas dunas, atravessar um meandro da lagoa com água e a correr maioritariamente em areia estabeleceram as posições, sobretudo a do vencedor: Fernando Feijão, um experiente veterano praticante de muitas modalidades sobretudo, duatlo, triatlo e corridas de aventura. Nas senhoras a “nossa” ( atleta do CAB) Esmeralda Câmara venceu sem grande oposição, demonstrando a determinação com que já nos habituou e que sabemos ser característica indelével do seu carácter.Seguiu-se um tardio mas saboroso almoço à beira mar e uma animada troca de prémios e presentes.Para breve mais notícias acerca do evento oficial. Seguem-se as classificações e fotografias da prova.Fotos e classificações em:

Sunday, February 17, 2008

II CAPE ESPIC - CAB

Numa organização desorganizada do CAB realizou-se pelo 2º ano consecutívo o CAPE ESPIC - 108km em BTT 90% fora de estrada, desde a cidade do Barreiro até ao Cabo Espichel e regresso à referida cidade da margem sul. Mas o que é o CAPE ESPIC? Não é um treino, nem um passeio, muito menos uma competição mas só é aconselhado" aos que pratiquem regulamente treino de bicicleta".... continuam na mesma? Pois...
Nesta II edição, o número de participantes duplicou mas a "desorganização" mantêve-se, isto é, não voltava a haver grandes paragens para reagrupamento dos mais atrasados ( salvo situações de avarias, furos ou acidentes), portanto quem tinha pernas chegava ao fim, quem não as tinha... devia saber pelo menos qual era o caminho de regresso para casa, senão... Apesar disso, as poucas paragens que se fizeram, a maior delas no Cabo Espichel para "meter o dente" numa bifana, permitiram que dos 32 participantes à partida 20 chegassem ao final e não surpreendentemente todos com o desejo de fazer já para o ano o III Cape Espic. A organização desorganizada promete que a próxima edição vai ser ainda mais dura e desafiante que este ano!
De referir que as trés meninas que partiram todas chegaram ao fim. Pudera, destas uma tem esperiência internacional em provas de triatlo e as outras duas são assíduas participantes em corridas de aventura pelo CAB ( pois, pois...) e ainda fez gazeta a "menina aventureira" que fez o transportugal em BTT ( travessia de Portugal-700km aprox.), senão certamente seriam quatro. Quanto aos "meninos", um infelizmente no hospital ( braço e pulso partidos), a quem desejo rápidas melhoras, os outros: 17 "sobreviventes" e 12 sem "canetas" para acompanharem a ditas meninas ;-) e claro também os "prós cá do burgo", os CAB,s claro está! Para o ano tem a oportunidade de se "redimirem", mas sem nos passarem à frente para não se perderem ( mata de Sesimbra, Apostiça e Quinta do Perú são verdadeiros universos de trilhos por descobrir).

O vídeo foi feito pelo camarada Salvador, um bom ex. atleta de meio-fundo. No presente convertido aos desafios BTT.

Para o ano espera-se mais do que já muitos apelidam como " a corrida mais louca em BTT da península de Setúbal"... bem com tanta desorganização, temos de lhe chamar alguma coisa não acham?!



Sunday, February 10, 2008

RAID DE IDANHA - OTV

Eis a reportagem de Idanha. Aos 2m35s podem ver o CAB/ESTORIL XPD RACE/ELITE MISTA em acção a "picar" mais um CP ( check point.)

RAID DE IDANHA


P.S - Na impossibilidade de publicar o vídeo, publico o link ( Raid de Idanha - basta clicar).No mesmo vídeo, outras reportagens de orientação nomeadamente a do Ori-BTT de Sintra, prova na qual alguns dos elementos do CAB estiveram presentes em representação das "nossas mui honradas Lebres do Sado".

QUADRIATLO -TERRA LIVRE AVENTURA - CAB



Organizado pela primeira vez em Portugal esta edição 0 servirá para já que 20 aventureiros se divirtam a praticar esta modalidade num cenário espectacular. Para o ano o Clube Aventura do Barreiro para além do divertimento, espera mais participantes e competição. Estejam atentos:


Vai decorrer no dia 1 de Março de 2008 na Lagoa de Albufeira a edição experimental da prova "Terra Livre Quadriatlo Aventura". Este encontro irá realizar-se informalmente com as seguintes características:
- Prova individual 'no stop', circular (apenas um parque de transições);
- Distâncias: 1 km de natação, 8 km de canoagem, 60 km de BTT e 10 km de corrida;
- Material: cada participante deve possuir o seu próprio kayak, BTT, etc.
- Percurso: será divulgado previamente o mapa onde são assinalados os controlos de passagem e a opção mais rápida, sendo da responsabilidade do atleta o seu cumprimento, bem como regras de trânsito e de segurança (está previsto publicar uma proposta de road-book e o percurso para GPS);
- Abastecimentos: cada participante deve ser autónomo.
A participação está limitada a 20 atletas, dos quais 10 são convidados. Se está interessado em participar na ante estreia da modalidade em Portugal, deve contactar-nos para


clubeaventuradobarreiro@gmail.com

Brevemente mais informações!


Clube Aventura do Barreiro

Monday, February 04, 2008

2º ETAPA DE CORRIDAS DE AVENTURA: IDANHA RAID – I parte



Foto: Eu (esq), António ( centro) e Esmeralda (dir) a estudar a estratégia para a 2ª etapa.


A região da Beira-Baixa pertence na actualidade às regiões que sofrem dos designados “problemas da interioridade”: o envelhecimento da população, a baixa natalidade, o pouco emprego e a carência de determinados serviços públicos fundamentais. Não sei se é a minha visão de um suburbano à procura desesperadamente de raízes (elas de facto existem nesta região), se é o facto de tomar consciência que a dita “interioridade” começa aqui na margem sul do Tejo onde resido (e por isso “interioridade” por “interioridade”…), se a ideia de que para além da cidade tudo é idílico, o facto é que depois de dois dias de aventura em Idanha-a-Nova apeteceu-me ficar lá para sempre. Tudo é limpo, vasto, bonito e tranquilo e tem o que um “bom selvagem” suburbano quer, como um hipermercado e uma estação de serviço, por exemplo (só falta mesmo a decat****). Bem, mas vou ao que interessa: o relato na 1ª pessoa da 2º prova do circuito da Taça de Portugal de Corridas de Aventura – Idanha Raid- organizado ( e muito bem) pela ADFA na qual mais uma vez estive presente na equipa do CAB/ESTORIL XPD RACE – elite mista.
Desta vez partimos e chegamos cedo a Idanha (esta “interioridade” de hoje é uma maravilha pela auto-estrada) de maneira que (ao contrário de outras ocasiões) tivemos tempo de abrir o saco-de-cama no “solo duro” do pavilhão municipal de Idanha e dormir uma “boa soneca”, o que diga-se antes de uma prova desta natureza na qual os atletas passam largos períodos sem dormir é de facto um “luxo” inigualável e um bálsamo para o “day after”. Neste o habitual frenesim próprio de mais uma jornada de aventura: as equipas de assistência e atletas ultimam equipamentos os abastecimentos a prova estava prestes a começar. O “raidbook” informava-nos que começaríamos com uma orientação urbana em Idanha que valia 1 CP por elemento caso completássemos um percurso com 4 balizas para um tempo total de etapa de 1h. Começou o nosso “capitão” António, que em 14m “despachou” o referido CP e de seguida eu que demorei sensivelmente o dobro ( pois… esta orientação não é famosa). Desta forma abdicámos do 3º CP que seria feito pela Esmeralda e partimos para a etapa seguinte, uma duríssima etapa pedestre de mais de 40km que valia 17 CPS +1 rappel + 1 de chegada para 5h30m.
A meteorologia condizia com Janeiro: frio, nevoeiro e um chão ensopado pelas chuvadas que haviam caído copiosamente durante a semana que passara. O terreno não era de progressão muito difícil, pois os declives não eram acentuados, mas estava “semeado” de calhaus escorregadios, silvas, linhas de água que tinham engrossado nos últimos dias e a juntar a isto e a outros pequenos pormenores, constantes vedações de arame farpado ( quando cheguei ao fim devo ter saltado dezenas que os arranhões nas mãos, pernas e rasgões no equipamento podiam comprovar). O mapa apesar de muito técnico estava à medida do nosso campeão em orientação, pois tudo nos estava a correr muito bem até próximo do final da etapa quando o cansaço e a fome nos começaram a “dominar” especialmente à Esmeralda. A dureza da etapa era uma “evidência” em muitas equipas, pois uma das imagens vivas que guardo, é a de próximo de um dos últimos CPS, reparar que muitos atletas já só marchavam “atrelados” aos colegas de equipa em melhores condições, o esgotamento era portanto total. Foi também desta forma, atrelados uns aos outros (num quadro fabuloso do nosso grande espírito de equipa), que acabamos a etapa a 58s do seu limite mas com uns “saborosos” 14 CPs contabilizados. Seguia-se uma etapa de canoagem+pedestre (…)

Tuesday, January 22, 2008

ESTORIL XPD RACE - DIA 4 - FINAL STAGE



Após 570 km percorridos em BTT, patins em linha, pedestre e em canoa ( faltam as actividades de cordas, mas estas não são contabilizadas na distância percorrida) o ESTORIL XPD RACE 2007 termina com a vitória da equipa mista espanhola/brasileira TEVA LA PINILLA. Como prémio vão estar presentes no campeonato do mundo de corridas de aventura 2008 a realizar no Brasil. De forma surpreendentemente, pois em competição estavam equipas muito fortes e com grande experiência internacional, em 2º ficou equipa campeã nacional portuguesa os PRAÇAS DA ARMADA o que mostra que as equipas portuguesas estão em evolução e vão ser um caso sério daqui para a frente.
Parabéns a todos os que participaram competitivamente, organizaram, colaboraram e apoiaram este magnífico evento.
Para o ano esperamos que haja mais.

Monday, January 21, 2008

ESTORIL XPD RACE - DIA 3



Depois de uma noite gélida na Serra D´aire e Candeeiros, onde nos mantivemos junto ao Algar da Bajanca afim de prestar auxílio aos atletas que eventualmente o viessem a necessitar o dia amanheceu radioso e quente.
Neste vídeo as sempre espectaculares imagens dos patins em linha e da canoagem. Também as declarações finais de Zé Pulpo um dos mais famosos "raiders" e organizador de provas do Brasil.

Saturday, January 19, 2008

ESTORIL XPD RACE - DIA 2



Dia 2 do XPD, as equipas já mostram sinais de cansaço mas a aventura continua.Neste vídeo apareço eu e o meu irmão no alto da "himaliana" ( vento, nevoeiro e um frio de rachar durante mais de 18hrs) Serra do Montejunto durante a actividade de rappel da responsabilidade do Clube Aventura do Barreiro ( sim o nosso CAB, com o jipe em fundo lá para o final do vídeo).

PS- Correção, não foram 3 dias de aventura como referi no post anterior, foram 4.

Tuesday, January 15, 2008

ESTORIL XPD RACE - 1º DIA - A MAIOR CORRIDA DE AVENTURA EM PORTUGAL



Eu com CAB estivemos presentes no apoio à organização da prova durante trés dias de pura e dura aventura.
Neste vídeo entre outras coisas reparem na classe da equipa feminina russa ARENA durante a 1ª etapa de patins em linha...UAAUUU!!!