segunda-feira, julho 04, 2016

TRAVESSIA DA BAÍA DE SINES

Depois de mais de quatro meses no estaleiro por causa de uma hérnia foraminal e com a consciência que nada voltará a ser como antes, voltei a uma prova desportiva. A Travessia da Baía de Sines foi a escolhida num dia de sol alentejano e na boa companhia do Tigre e do Jorge. Foram 1000mts para 28m ( a distância é sem dúvida maior do que a organização anunciou), feitos numa água demasiado fria, esforço depressa compensado com simpatia, chá quente e uma bela sardinhada oferecida pelo Clube de Natação do Litoral Alentejano. Que saudades que eu tinha de ir por ai fazer estas coisas... Seguem-se os 2500mts da Bessone em Oeiras para o fim do mês. Siga! Com Luis Miguel e Jorge Pereira

quarta-feira, maio 04, 2016

FATALISMOS E FENIXISMOS




Os últimos meses não sei bem quantas linhas:

Da irregularidade dos treinos já me ia habituando. Do sofrimento neuromuscular quando fazia treinos de corrida, sobretudo em trilhos, já tinha tomado consciência há muito. Do sempre "peso elevado" já estava conformado ( gosto de comer e não tenho idade para "privações"). Além disso, os meus 1,82cm de "constituição forte" nunca farão de mim um tipo propriamente "elegante". Dos treinos de bicicleta, há muito que perdi a tertúlia da "margem sul" e a vontade de arranjar outras por Lisboa. Posso dizer que gosto de pedalar, mas a motivação para arrancar sozinho para o mato ou para a estrada ou até para a cidade ( aquelas voltas circulares em ciclovia a Lisboa), estava nos últimos tempos próxima de 0. Com isto e face à ameaça de "não fazer ponta de corno" depois dos exigentes e longos turnos do trabalho, há seis meses virei as agulhas para um "ginásio", onde confesso, contra os preconceitos que tinha destes espaços, até me dou por lá muito bem. Primeiro maravilhei-me com as aulas de Pilates e de Bodybalance, por fim não perdia um RPM ao som da música tecno, depois fazia umas máquinas de musculação,  dava umas braçadas na piscina e para finalizar um jacuzzi ou um banho turco, estava mesmo numa nova fase da minha vida desportiva e estava a gostar! Mas a vida de um homem como eu, apelidado de "fatalista" desde tenra idade ( tenho uma lista de "fatalidades" que me perseguem desde que me lembro), esforçado em contrariar o "desígnio" e a consequente mistificação da realidade, é cheia de inesperados. Costumo parafrasear várias vezes o ditado: " não acredito em bruxas, mas que elas existe, lá isso é verdade" Primeiro comecei em Janeiro com uma dor na virilha que se alastrava pelo quadricipe a baixo. O diagnóstico mal feito ( até pelo ecografista), estava já a atira-me para a mesa de operações com uma hérnia inguinal, quando sofri a crise que me mantêm em casa de baixa vai para três meses. Um dia normal ( de stress claro está), idas aqui e ali e um treino intenso no ginásio, que me recordo ter corrido muito bem, daqueles dias em que estava com força e muita vontade para treinar. No final do dia dor intensa no quadricipe e costas, o primeiro a contrair-se involuntariamente, parecendo que tinha bichos sobre a pele que o percorriam e uma dor, uma dor simplesmente enlouquecedora! Vou a uma urgência hospitalar, cada vez pior, mal podia andar e manter-me em pé ( caminhava dobrado e agarrado à perna). Raio X, analgésicos intravenosos e saio de lá praticamente na mesma. Dois dias depois, nova urgência, novos medicamentes e dores, dores, horríveis, como nunca tinha tido e eu que até tenho uma boa colecção delas. Segunda, nova urgência, já a tomar um opiáceo. Tentativa para fazer uma ressonância que não consigo fazer, paesar de estaruUm dia inteiro em SO a tomar todo o tipo de porcarias ( das quais paguei um dinheirão num hospital particular). Três dias depois, novo Hospital, desta vez das forças armadas, onde consigo fazer uma TAC e sou encaminhado para o neurocirurgião na semana seguinte. Os opiáceos atenuavam a dor, os relaxantes musculares permitiam-me dormir melhor, mas a dor mantinha-se insuportável. A primeira consulta com o referido cirurgião foi surreal. Não me queria receber porque os funcionários tinham marcado mal a consulta. Quase implorei, dizendo-lhe " não está a ver o sofrimento em que estou?". Ai senti que a minha "fatalidade" é em grande parte a de viver num país onde a empatia é um "bicho estranho", salvo saudáveis, mas raras, excepções. Acedeu contrariado. Na análise, hérnia foraminal, coisa rara 5% a 10% dos pacientes, mais mulheres que homens ( isto de ter coisas de gaja deixa-nos sempre cheios de medo:-). Sentença: cirurgia! 
Não fosse o anestesista, estar de férias e a lista de pacientes ser grande, a esta hora já tinha uma facada nas costas. Em vez disso, procurei recompor-me, fugir à operação e aos 5 comprimidos que tomava todos os dias. Fui a um osteopata e fiz acupunctura. Não sei ainda quais os resultados evidentes disto, porque piorei nos dois dias seguintes, embora que tenha sentido mais "desbloqueado". Assim que pude comecei a fazer pequenas caminhadas na praia e depois aqui ao pé de casa e  mesmo com dores no durante e no depois lá continuei. Fui informando o referido clínico que estes esforços estariam a resultar, já caminhava mais direito, menos dorido, menos coxo e mais animado. Deu-me por isso mais tempo. Até agora, onde finalmente já lhe posso dizer para adiarmos essa operação por tempo indefinido. Sei que não me escapo de um destes dias estar numa sala de operações, ambiente que abomino. Mas as duas hérnias que tenho e uma artrose num disco e uma antro retro listese não me dão muita margem de manobra. Tenho uma lombar de velho e uma cervical de jovem disse-me o médico! Entretanto voltei ao ginásio com exercícios de reforço abdominal e lombar, bicicleta e natação. Correr está quieto, a minha perna esquerda perdeu 80% da força e os reflexos. Quando me batem com um martelo no joelho e a perna não responde nem um milimentro. Provavelmente ficarei com estas sequelas e outras para sempre, nomeadamente alguma atrofia muscular ( que melhorei nos últimos tempos), mas estou na luta!
Agora imagino caminhadas, aqui e ali, um pouco por todo o lado, PR's, GR's, por esse país fora e montanhas: Pirinéus e regressos aos Picos da Europa e Alpes. Lá vou idealizando também uma tiradas de longo curso em bicicleta "turística", talvez Caminhos de Santiago um dia. Não faz mal um tipo sonhar um bocadinho pois não?! Afinal sou um miúdo próximo da casa dos 50, ainda há muito para curtir. Trails, corridas de aventura, Triatlos e afins, estão fora de questão, talvez só mesmo as habituais travessias de natação em águas abertas, mas devagarinho ( também já assim eram).
Resumindo e baralhando, esta é a minha "história" dos últimos meses, de outras histórias, nem vale a pena contar-vos, senão diriam comigo em coro: " não acreditamos em bruxas, mas que elas existem, lá isso é verdade"!

quarta-feira, abril 20, 2016

RECOMEÇAR

Nas memórias do Facebook... Já vou tendo saudades.

Um dia (quase) perfeito: correr cerca de 10km no areal de Carcavelos, com um sol e temperatura fantásticos e principalmente longe dos malditos poléns que nesta altura do ano estão por todo o lado e me põem em poucos dias num consultório médico! Ou seja, correr respirando de plenos pulmões a maresia fresca desta bonita praia que tenho o privilégio de ter a "dois passos" de casa ( cada vez mais sinto-me feliz por viver na Califórnia cá da terrinha). E só não foi perfeito (o dia), porque apesar de ter levado o fato de neopreno para uma natação de "águas abertas" na Praia da Torre, a maré demasiado vazia e com ondulação não mo permitiram. Tive pena de não saber surfar, em linguagem indígena: "estavam umas ondas porreiras apesar do offshore fraquinho ( as ditas rebentavam depressa)". Vinguei-me na piscina de tarde, 1500mts "livres", de tempo, estilo e principalmente de malta que só vai à piscina por o rabiosque de molho, numa pista só para mim!
Recomeçar, mas desta vez mais devagar

sexta-feira, abril 08, 2016

ALMOUROL 2014

Descobri este texto nas "memórias do facebook", acho que não o postei aqui. Os tempos agora são muito diferentes. Tenho uma hérnia discal, estou de baixa há mais de um mês e não treino vai para muito tempo. A operação cirúrgica está eminente e estas actividades, de maior impacto como o Trail, farão inevitavelmente parte do passado. Recordemo-lo...

"Nada de fotografias por favor", o gesto e a expressão pouco amigáveis, parecem o de uma vedeta surpreendida por um paparazzi indiscreto. Não foi nada disso, em legenda, caso não tenham reparado está escrito: " qualquer semelhança com a realidade é pura ficção". A outra "realidade" é que no momento desta fotografia estava certamente no primeiro terço do pelotão usando a minha habitual estratégia de "trás para a frente, a mesma "ficção" foi achar que podia durante 44km manter-me assim. Trocando isto por "miúdos": a partir dos 30km "dei o berro", "finito", "kaput", acabou-se o "combustível", "morri"! Renasci, mas ainda com os pés "prá cova" lá para os trinta e tal quilómetros, não com os dois "gel energéticos" que engoli ao longo do percurso, mas só depois de encontrar uma fonte no meio da floresta para me refrescar e meditar acerca, não do "sentido da vida", mas do significado de estar ali depois de 16 horas de trabalho ininterrupto com duas horas de sono mal dormidas e pensar que me faltavam mais 16 horas de trabalho e uma noite em branco depois de acabar aquele empeno. Conclui: só podia ser um tolo e nem precisava de "papa e bolo" para estar naquele rebanho. Depois da minha longa paragem, esta foi a quarta ultramaratona no espaço de 6 meses, nada mau para quem parou durante tanto tempo. Mas o sofrimento ainda é demasiado para ser convertido em "prazer" ( isto parece uma frase de um masoquista refinado smile emoticon, mas quem gosta de longas distâncias sabe do que estou a falar. Seguem-se os 100km de Portalegre em Maio, seduzido pelo desafio e pela beleza da Serra de São Mamede ( conversa de masoquista refinadíssimo). Acerca dos "Trilhos de Almourol", apesar da boa organização não fiquei "cliente" da prova. Ah, já me lembro do que disse ao fotografo: " quando quiser que o seu filho coma a sopa, mostre-lhe uma fotografia minha a fazer uma prova de trail".

sexta-feira, março 18, 2016

BOLETIM CLÍNICO

E o "cenário" é este ao fim de duas semanas de sofrimento muitas horas de urgências hospitalares e drogas em "overdose". Vai levar mais algum tempo até estar recuperado para um dia-a-dia normal, mas há mudanças de hábitos a fazer e terapia, holística sobretudo!

Um fonte acerca do problema: aqui

domingo, fevereiro 21, 2016

NOTÍCIAS

Diagnóstico: Hérnia inguinal (pequena ainda). Causa: rompimento dos tecidos pélvicos por esforço abdominal. Tratamento: cirurgia com prazo de recuperação até 3 meses.
Decisão: começo amanhã com pequenos esforços e depois logo se vê. Se conseguir levar uma vida normal com algum condicionamento físico ( natação, reforço muscular, bicicleta) é adiar a intervenção médica até não poder mais

terça-feira, fevereiro 09, 2016

SE CÁ NEVASSE FAZIA-SE CÁ SKI


Zé Neves a fazer SKU desde 2010 (sempre a descer)!



"Sebastião cá voltasse
Se a moleza se cansasse
Se o Eusébio 'inda jogasse
Ai que fintas que ele faria um dia...

Se o imposto não subisse
Se o emprego não fugisse
Se o presidente sorrisse
Outro galo cantaria um dia...

Se cá nevasse fazia-se cá ski...
Se cá nevasse fazia-se cá ski...
Se cá nevasse fazia-se...fazia-se...

Há sempre um "se" no caminho
Que me deixa as mãos tão presas
Se eu cortasse o "se" daninho
Talvez me livrasse das incertezas...

Se cá nevasse fazia-se cá ski...
Se cá nevasse fazia-se cá ski...
Se cá nevasse fazia-se...fazia-se..."

terça-feira, janeiro 19, 2016

PORTO DE MEMÓRIAS - MARATONA DO PORTO 2016






Bem, isto parece estranho para quem está como eu a fazer projectos de reforma das corridas e afins. Neste momento, uma boa aula de RPM ou Pilates seguida de umas braçadas na piscina do ginásio e também alguns exercícios de musculação "enchem-me as medidas". Claro que não dispenso o convite de um amigo para ir fazer águas abertas, uma volta de bicicleta de estrada ou BTT, dar umas pagaiadas ( aqui já é mais difícil encontrar quem queira), fazer uns trilhos a pé de máquina fotográfica em punho e sempre uma, mesmo que doa a valer, Corrida de Aventura, mas treinar para uma maratona de estrada com a motivação de estar à hora e data marcada no meio de uma multidão excitada a cheirar a "bálsamo para aquecimento dos músculos" e suor mascarado com "axe" , com olhos fixos no relógio como se fosse um terço, de facto, não parecia não estar mais nos meus horizontes. Enganei-me.
O pretexto, digo agora eu, para visitar uma cidade da qual gosto muito, o Porto foi inscrever-me na sua maratona, prova que já corri no longínquo ano de 2007. Podem dizer: "pretexto"?! Sim!É que ir ao Porto sem "motivo" não é a mesma coisa que dizer: "vou ao Porto fazer uma maratona e aproveito para matar saudades da Ribeira e de uma francesinha, daquelas que só no Porto é que sabem à coisa "original". Além disso, a corrida é uma forma de ver uns recantos da cidade que de outra forma seria mais demorada visitar, uma espécie de "instantâneo" a 6min/ por Km. 
Mas não é só isso que me faz voltar a esta cidade, por lá ( no Porto) tenho memórias da minha juventude ( umas mais saudáveis que outras). Lembro-me depois de uma excursão à "Citânia de Sanfins" no meu 11º ano de escolaridade, ter ficado alojado no Porto aproveitando para comer caldos e vinho verde até "sair pelas orelhas", na companhia do "chanfrado" Ziggy ( por onde andará este gajo agora? A última vez que soube dele tinha mulher e filhos holandeses). Penso também na Isabelinha, uma das minhas mais "curtidas" namoradas da adolescência, que um dia amei livre numa madrugada morna de verão nas cascatas de Milfontes e que agora imagino deva ser uma "vivida" cinquentona a governar os negócios de mobiliário da família ou realizando o papel de antropóloga que já preparava na Universidade de Lisboa nos anos em que ainda fomos conversando aqui por baixo. Ou na Mizé, solitária, afável, com os seus reconfortantes "chazinhos Zen" e sugestões de ternura "lúbrica" na sua casa ali para os lados das Antas e que certamente desiludi ao não corresponder, talvez por tão ter os "predicados" da minha nortenha paixoneta de verão, nem outras que pulsassem a libido de um ex-soldado devolvido à liberdade aos 21 anos. Isso passou-se em 88 quando após 16 longos meses de "serviço militar obrigatório", "mudei-me " do Barreiro para uma pensão da baixa do Porto e fui vender umas bugigancas que chamávamos "artesanato" na Rua de Santa Catarina durante a época natalícia ( naquela altura as "lojas dos 300" não existiam). O "lucro do negócio"dava-me para comer nos então bons, baratos e fartos restaurantes do Porto e beber copos até "cair de cú" na "ribeira", no"Industria" ou mesmo nas "afamadas" discotecas do "Centro Comercial Dallas", onde me tornei "persona non grata" com o Tó Russo e o Zé. Não porque tivéssemos violado as "regras da etiqueta" ( nem sei se os meus ténis tinham "marca", mas desconfio que eram "marca c."), mas porque o "etílico" dava-nos para coisas do "arco da velha", como mandar beijos às betas da Boavista... só que com os seus "Bruces Springtines" ao lado. A coisa esteve mesmo feia, três tipos do Barreiro à solta naqueles tempos, eram uma versão ligeira dos "irmãos Cavaco", de norte a sul a populaça tremia de terror com estes "cavaleiros do subúrbio". Nós fazia jus à fama, diga-se!
Mais tarde, já casado e pai de filhos, atleta de duatlos e triatlos que corriam o país lés a lés e após um corre/pedala/corre que fez "piscinas" na Avenida da Boavista, por razões"xenofobas" que penso tinham como motivo uma radical "ideologia futeboleira", um empregado de mesa do conhecido café Luso não nos serviu uma francesinha afirmando que: "os de Lisboa têm a mania que são melhores que os outros...". "Eu que nem sou de Lisboa ó morcon"
O Porto é sempre aquela sensação de estar num outro país "cá dentro": os cheiros, as pessoas, as casas, os majestosos cafés ( entre eles o Majestic), os azulejos da Estação de S. Bento e até o Douro, "amostra" do "meu" Tejo me parece terno, acolhedor, fazendo fluir alegremente o "barco" das minhas memória, onde ainda a Isabel, de pele tostada da cabeça aos pés ( da cabeça aos pés sim!) partilha comigo o eterno "leme" da fantasia púbere.
Maratona do Porto 2016, aqui vou eu!

http://trilhosmiticos.blogspot.pt/2007/10/maratona-do-porto-melhor-maratona_25.html

sexta-feira, janeiro 01, 2016

MERGULHO DE ANO NOVO 2016



Mais um ano se foi e outro começa. Que tenha mais dias felizes que 2015! Afectos, projectos, aventuras e claro, muito desporto!
Hoje em Sesimbra, num dia de chuva, sem frio e com o mar a 14º fomos 13 os que decidiram "renovar-se" para 2016 com um mergulho de mar. Destes, 5 valentes entre 3 e os 13 anos experimentaram as águas agitadas da Praia do Ouro, a Laurinha ( na foto em baixo) a mais jovem do grupo, ficou-se por um "lava pés".
Um ano desportivo a todos os seguidores do "Trilhos"

terça-feira, dezembro 22, 2015

ABUTRES 2016 - DAS QUATRO, TRÊS

Na edição de 2013

Abutres 2016 aqui vou eu! Na edição que a organização promete ser "épica" ( como se as outras não o tivessem sido) vou pela quarta vez para tentar acabar a terceira. No ano passado fiquei-me pelo abastecimento intermédio da Senhora da Piedade, não por falta de vontade de continuar, mas porque a organização não deixou passar ninguém acima da "caixa de tempo" das 5h30 neste controlo por razões compreensíveis de segurança dos atletas.


Depois do "floop" no Trail da Lousã em Outubro ( com estrondo!) e a "não comparência" no Trail do Zêzere", regresso às lides trailistas, novamente para acabar, provavelmente de rabiosque ainda pesado pela gula natalícia, mas melhor fisicamente, embora sem treino específico para a "coisa", ah, e na companhia do meu irmão, estreante nos Abutres, apesar do longo currículo em empenos e afins.

Bom Natal a tod@s!

terça-feira, dezembro 08, 2015

SUBAM LÁ ACIMA A IDANHA...



" Subam lá acima a Idanha
Até as silvas dão rosas..."


Esta fotografia é do tempo em que a equipa do CAB "comia CP´s ao pequeno almoço" e estava, como foi no caso do Estoril XPD de 2008, quase 60 horas em prova "como quem limpa o rabiosque a meninos" ( ou qualquer basófia do género, porque na verdade uma Corrida de Aventura com esta duração, são uns quantos "ironmans" ao quadrado). Os tempos agora são outros, não de tanto "comer" CP´s mas "comida portuguesa", há uns quilos a mais e os outrora "meninos(as), tornaram-se agora uns "quase" (para não ofender susceptibilidades), "curtidos" quarentões e cinquentões. Apesar destes avanços "históricos" ( coisas da imparável marcha do tempo), as Corridas de Aventura ainda contam com a presença do CAB e aqueles que teimosamente as organizam (com uma "overdose" de boa vontade) recebem a "equipa do Barreiro", sempre com uma "privilegiada" simpatia, que nós naturalmente esperamos retribuir.
Foi na certeza que as paixões nunca morrem ( apenas nascem outras) que subimos "lá acima a Idanha" pela terceira vez com esta equipa, onde afinal nem todas "as silvas dão rosas", mas quase, tal é a beleza da região beirã, que esquecermos os efeitos, sobretudo nas pernas e braços, desta planta espinhosa que por ali abunda. Como dizia ( e espero que com tantos "soluços" no texto, tenham a paciência de o ler até ao fim), o CAB chegou este Raid de Aventura de Idanha com o mesmo espírito das anteriores vezes em que por ali correu, pedalou e pagaiou: dar o "coiro e o cabelo" nas sete etapas da prova distribuídas pelo Sábado e Domingo, com Oripedestre, OriBTT, Canoagem, cordas e jogos tradicionais. Um belo "petisco" com aproximadamente 200km para 18horas de prova. No final esperava-nos um convívio almoço com distribuição de prémios, "brinde" a que as boas organizações da ADFA ( Associação dos Deficientes das Forças Armadas) nos habituaram há muito.
Vamos à prova: fomos os quatro com a intenção de ficar um na assistência e os restantes a "curtir" o mapa. No entanto o "figurino" desta CA tinha apenas dois escalões, o de Promoção, que reduz distâncias e duração para permitir a captação de novos "aventureiros" e o de Aventura, para os mais experientes ( no tempo em que as CA´s estavam em "grande", havia ainda o da "elite masculina" e "mista" e estes obrigavam a que os elementos estivessem sempre em prova, eram portanto os escalões mais competitivos). Nos regulamentos actuais o escalão de "Aventura" têm dois elementos em prova e um na assistência, podendo a equipa trocar de elemento em cada final etapa ou mesmo, no caso de etapas circulares como scores, jogos, cordas ou canoagem, implicar a participação dos três. No nosso caso, um dos elementos nada faria, enquanto os outros três alternariam no decorrer da prova. Pareceu-nos pasmaceira a mais, para gente que "comeu CP´s ao pequeno almoço" e propusemos à organização a constituição de duas equipas de Aventura, até porque, a etapas eram circulares ( começavam e acabavam todas no mesmo sítio) e por isso o problema da assistência, quando temos de levar a logística da equipa de um lado para o outro, estava resolvido com a permanência no mesmo local. E foi desta forma, com a "dolorosa" certeza que, ao contrário das outras equipas, teríamos um empeno "contínuo" pelos dois dias de prova, que partimos os quatro ( divididos em duas equipas) para a primeira etapa, uma Oripedestre que teve início na bonita localidade de Penha Garcia, zona por onde andaríamos até às 23hrs desse mesmo dia.
A zona de Penha Garcia revelou-se uma extraordinária surpresa. Declive quanto baste, beleza natural até ao "tutano"e horizontes que se estendiam da Serra da Malcata à da Gardunha no lado oposto. Da bonita etapa de Opedestre de aproximadamente 20km, saltamos para a etapa seguinte, uma OBTT com 43km a realizar na herdade do Vale Feitoso, palco do recente Campeonato da Europa de OriBTT, um quase Parque Natural que se estende dali até à fronteira espanhola e onde se avistam diferentes espécies animais selvagens, como cabras, veados e grifos. Seria, mas com mais árvores parecida com a paisagem da etapa anterior, em altitude, sobranceira sobre as bonitas planície beirãs e as suas aldeias e muitas serras até onde a vista alcança, as que já referi, mas também a Estrela e a Sierra Gata em terras de Espanha.
Para quem como eu ultimamente pedala pouco, mas sobretudo porque acusa mais desgaste ( a idade não perdoa) o BTT foi um etapa muito dura, sobretudo para as minha lombar que tratou de se queixar nas etapas seguintes, como foi o caso da de canoagem+ cordas+ score+ jogos tradicionais onde as actividades de cordas foram para esquecer. Este corpanzil, em condições, não se dá com escaladas e tirolesas, em estado de lombalgia em que me encontrava, muito menos, é um sofrimento! Fiquei-me só pelo Rappel, o meu irmão, rijo, pelo pleno. Fizemos ainda uns quantos pontos no score e a canoagem foi à vida, curiosamente uma das disciplinas onde habitualmente "estamos acima da média", má estratégia portanto, mesmo queixoso, tenho a certeza que íamos buscar mais uns CPs. A etapa seguinte, uma Opedestre de 12km tornou-se insuportável para mim, foi com uma grande alegria que a terminei, correr num terreno irregular, era coisa de masoquista.
Entretendo a noite caíra e com ela toda a região mergulhou no Inverno. Estava de facto frio, mas suportava-se com roupa quente, já passámos por muito pior com as "célebres" temperaturas negativas do XPD e de Chaves. Apesar do cansaço de um dia sempre em prova e da escassa alimentação, combustível necessário para estas coisas de "longa duração", o BTT seguinte de 37km ( na melhor opção entre todos os CP´s, distância que apenas as equipas que fazem o pleno cumprem) foi feito sempre a "abrir", e só não deu melhores resultados porque a pouca luz nas bicicletas não permitia "ver um boi" a 10 mts de distância. Lembrei-me das muitas etapas nocturnas que fiz nestas condições: frio, fome, cansaço, pés e corpo molhado e aquele pensamento negativo persistente, que estaria bem melhor debaixo de um duche quente, a comer uma iguaria qualquer e/ou deitado na minha cama confortável. Mas o que é que me faz regressar ao que até parece não me fazer feliz? É precisamente compreendendo que este é um ingrediente fundamental para entender essa mesma felicidade! É isso que me faz voltar! É entre outras coisas ( que não interessa agora estar a racionalizar), o pedalar de noite sob um céu infinitamente estrelado a ouvir os misteriosos e sábios murmúrios da natureza e respirar um ar tão puro que ferem os pulmões poluídos deste "animal urbano" há mais de quatro décadas. É qualquer coisa que recomendo, vivamente!
Depois de mais de 14 horas em prova e de um banho quente, "desliguei todos os circuitos" assim que puxei o fecho do saco de cama num pavilhão desportivo de uma escola de Idanha que mais parecia uma arca congeladora em ponto grande. O cansaço era tanto que, se no dia estivesse "congelado", não faria mal, pelo menos tinha dormido "a noite de justos".
Às 7h30 era a hora de começo da primeira etapa do dia seguinte, desta vez em Proença a Velha. Mantinha-se o modelo circular da prova do dia anterior e nós mantínhamos o "non stop", valentes! Uma Opedestre com 12km e uma OBTT com 26, fariam as mais de 17hrs de prova para as duas equipas do CAB que mesmo apesar de terem dois excelentes navegadores, não quiseram deixar de fazer o "brilharete" de rebentarem a última etapa, colocando-nos no fim da tabela classificativa ( os "dois excelentes navegadores" é mesmo a sério!). Nada que beliscasse a alegria de podermos estar de volta às Corridas de Aventura  e muito menos abalou a convicção de repetiremos estas "doses" devez em quando.
Mais uma boa organização da ADFA numa região onde tenho parte das minhas raízes familiares e aonde, cada vez que regresso, apetece-me ficar mais ainda.
Até breve!

terça-feira, novembro 17, 2015

AQUI TODO O VALENTE...

Ponto da situação das minhas aulas de Pilates: na sexta aula, a meio de um exercício no qual perdi as forças, enquanto as minhas valentes colegas sessentonas se mantinham firmes ( entre outro mulherio com "pêlo na venta"), lembrei-me de uma célebre frase escrita nas portas de muitas casas de banho públicas e que quase roça o prosaico: " aqui todo o valente se c... " ( pronto, sabem o resto). No Pilates é a mesma coisa!
E pensava eu que do alto dos meus 1.82 era o maior...

domingo, novembro 08, 2015

AMIZADE




Não é preciso ser um "monge budista" para se chegar a esta simples conclusão: cuida dos amigos e eles cuidarão de ti! O problema é que tendo consciência disso, o "ruído" com que abafei a minha vida, preenchendo-a muitas vezes de rotinas inúteis, alimentando o trivial, endeusando o material e consumindo a energia afectiva em relações superficiais, passei muito tempo a esquecer-me da importância que a amizade tem na felicidade. Eu sei que esta, tal como todas as relações que exigem reciprocidade e espontaneidade, em suma, um genuíno sentimento empático ( eu só conheço a este nível o amor), têm as suas vulnerabilidades. Impostas sobretudo pelo tempo e distância e outras, as internas, das "teias" com que por vezes enredamos o pensamento, tornando difícil libertá-lo para o autêntico, a tal "norma primordial" para a entrega a quem gosta de nós. 
Mas este último aspecto não é fácil. Fácil é escrevê-lo e imaginar que quem o lê, pensa: " este tipo tem uma forte consciência de si e por isso dos outros". Isso não é verdade, disse-o já no primeiro parágrafo deste texto. A vida, tal como dizem os peregrinos, "é um caminho que se faz caminhando". Vou aprendendo ( acho que melhor agora) a importância de algumas pessoas e vivências. 
Já perdi amigos. Conservo poucos. A maioria vindos desse período tão importante das nossas vidas que é a adolescência. Comentava ontem com estes dois, a quem me uni nos últimos anos através deste gosto comum de andar por ai a fazer umas coisas às quais damos o nome de "desporto", que me é difícil "fazer amizades", que tenho muitos "conhecidos", mas poucos amigos e por isso tenho  sempre muitas saudades da sua companhia. Sentimento que nem sempre expresso da forma mais "autêntica". Mas quando há oportunidade para isso ( e felizmente ainda há, o que é sinal de que temos saúde emocional), os reencontros são momentos  únicos, como foi o de ontem. O local ( Cabo Espichel) e um dia radioso de sol, colori-o ainda mais!

PS - Espero que me perdoem a "inconfidência" da publicação desta fotografia.

Abraços












quarta-feira, novembro 04, 2015

ANIVERSÁRIO DO TRILHOS

A 1ª mensagem aqui no Trilhos remonta a FEV de 2007, tinha eu uns "pujantes" ( ena, tanta garganta) 41 anos! Bem, de qualquer forma era para dizer que passou a data e eu, distraído com outros "sucessos pessoais" ( ena, ena, tanta confiança) nem assinalei a data. Parabéns atrasados "Trilhos Míticos" ( faço a festa, deito os foguetes e apanho as canas).

Visto que a primeira mensagem são fotografias, coloco aqui o link do primeiro exercício de escrita.

http://trilhosmiticos.blogspot.pt/2007/02/blog-post.html

De qualquer forma obrigado a todos os que passam por aqui. Abraços

"Espectadores do Trilhos". Aqui não estão consideradas visualizações "abaixo" das 100 mas eu sei que há alguns/as amigos/as por esse planeta fora que me vão dando uma espreitadela e não aparecem nesta contagem.

Portugal
20574
Estados Unidos
8298
Brasil
2942
Rússia
2608
Alemanha
1639
França
908
China
652
Reino Unido
395
Suíça
330
Ucrânia
326

terça-feira, novembro 03, 2015

A "INEVITÁVEL" CONCLUSÃO AQUI DO ZEN





Há pouco tempo vi um filme cujo o título traduzido para português, chamava-se: "A inevitável derrota de Mister and Pete. Contava a história de dois menores nova-iorquinos a viver num bairro social da cidade, filhos de mães toxicodependentes e quando confrontados com o abandono do lar destas, começam a viver juntos, desenvolvendo uma forte amizade e um sentido que "sobrevivência" que lhes permitia acima de tudo evitar a violência do meio, mas também a do "sistema". É aliás um dos "braços" deste último que ditará a "previsível derrota" do Pete e do Mister, quando já no limite das suas vulnerabilidades e perante a eminência da trágica perda da vida de um deles, são "apanhados" pela polícia e entregues num centro para jovens em condições semelhantes, onde os primeiros tempos não são nada fáceis ( algo que eles já tinham experimentado noutras ocasiões). Felizmente o realizador era americano e como a maioria dos filmes da "terra do Tio Sam" acabou "mais ou menos" bem. Para um filho de uma ex.toxicodependente e um recente órfão, oriundos de grupos sociais e étnicos estigmatizados, o futuro é sempre incerto e normalmente pouco auspicioso.

Esta história associa-se pouco à minha, embora a força do título me tenha ficado gravado na memória ( o filme também). A " inevitável derrota" fala-nos de coragem, mas também da "inevitabilidade".Conta-nos uma "derrota anunciada", algo que muitas vezes contrariamos a todo o custo, até que um dia compreendemos que essa "derrota" faz parte de um processo transformador, algo que é importante aceitar para "dar o passo seguinte". Sem muitas delongas explicativas, quero dizer-vos que do meu "processo" faz parte sair de máquina à tiracolo e tirar umas fotografias nesta bonita cidade e como tudo na vida, ainda estou a aprender.

sexta-feira, outubro 30, 2015

RAID DE AVENTURA DE IDANHA 2015 21 e 22 NOVEMBRO


As Corridas de Aventura estão de volta em Novembro naquela que será a sua última prova do ano. A Taça de Portugal de Corridas de Aventura encerrará em grande numa das regiões mais bonitas do país, a Beira Baixa. A aventura terá início no Sábado dia 21 em Idanha- a Nova, percorrendo os seus vastos espaços verdes e património ancestral até Penha Garcia, local de onde partirá na manhã seguinte, somando assim muitas horas de desafios com orientação pedestre e BTT, Canoagem, Slide, Rappel e jogos de estratégia/tradicionais. No final haverá o habitual almoço de convívio com entrega de prémios. Espera-se por isso mais uma excelente organização da ADFA/Exército que tudo tem feito para devolver às Corridas de Aventura o lugar cimeiro que merecem no desporto outdoor português.

Site da prova: aqui

No Facebook: aqui

Programa 16/ 11 / 2015 – Segunda-feira
          > Data Limite para Inscrições
20 / 11 / 2015 – Sexta-feira
          > 21H30 – Abertura do secretariado (Pavilhão Municipal de Idanha-a-Nova)
                          Abertura do solo duro (Pavilhão Municipal de Idanha-a-Nova)
          > 23H30 – Encerramento do secretariado
21 / 11 / 2015 – Sábado
          > 07H30 – Reabertura do Secretariado (Penha Garcia)
          > 09H00 – Briefing
          > 09H30 – Início da Prova
22 / 11 / 2015 – Domingo
          > 07H30 – Reinício da Prova
          > 12H30 – Almoço de Encerramento e Entrega de Prémios

CONFESSO...


Eu, homem de Ironman´s, ultramaratonas e provas de aventura de cinco dias, confesso, hoje tive a hora de exercício mais difícil da minha vida: uma aula de pilates!

sexta-feira, outubro 16, 2015

CHECK OUT TRAIL DA LOUSÃ VERSÃO 2015


Este foi o "check Out" de 2013 para o Trail da Lousã.

http://trilhosmiticos.blogspot.pt/2013/10/pronto-para-os-trilhos-da-serra-da-lousa.html

Este é a versão 2015.


Agora descubram as diferenças ;-)

segunda-feira, outubro 12, 2015

QUE SAUDADES DESTAS AVENTURAS

Olhem para mim a partir do minuto 22.28 do vídeo ( ao minuto 17.39, começa a reportagem da Corrida de Aventura de Sesimbra). Que saudades destas aventuras!

Magazine OTV - Abril from activideoTV on Vimeo.

COMEÇAR A ÉPOCA - TRAIL DA LOUSÃ


Quando mudei de casa e vim viver para Lisboa, há aproximadamente 10 anos, pensei que iria ter dificuldades em encontrar "companheiros para treinar", ou seja, malta disposta a fazer umas corridinhas, dar umas voltas de bina ou mesmo umas braçadas na praia. De facto não correspondeu à verdade, depressa encontrei "camaradas" dispostos a isso, muitos deles que já conhecia antes e por isso tornaram-se ainda mais "próximos". Outros, vieram um pouco através dos méritos das "redes sociais" ( os desméritos destas não vêm aqui nada a propósito), primeiro através dos agora primitivos "fóruns de discussão" e actualmente pelo vasto e tentacular, facebook. Na imagem estão esses, os que mais recentemente me fizeram sair da toca e correr de noite em Monsanto ou em Sintra ou ainda combinar partilhas de boleias para as provas um pouco por todo o país. Malta como eu, cheia de vontade de correr, boas vibrações e com a sabedoria de que " a vida começa aos 50", como dizia recentemente o meu amigo António de partida para a India, e claro, eu concordo com ele.
Não vale a pena enumerar as dificuldades que a minha vida social, como por exemplo o  meu trabalho por turnos, afectam muitas vezes a regularidade destas actividades e o fortalecimento destas amizades. Isso agora não interessa. O que importa é que, ontem, ao sair para um treino longo sozinho, num domingo cinzento, ao final da tarde em Monsanto, onde normalmente com estas condições que não se encontra vivalma, encontrei estas quatro a treinar para a mesma prova que eu no próximo fim de semana, o UTAX/TSL na Serra da Lousã. E o que supunha vir a ser uma solidão de duas horas, passou a ser uma tertúlia animada que ignorou o tempo e respirava os eflúvios da floresta depois de um fim de semana de chuva. Bem, corrijo-me, neste grupo eu e a Eugénia vamos aos 51km e os outros aos 100km. Um empeno garantidissimo que começa à meia noite e tem como tempo limite 24hrs. Boa sorte rapazes, eu por agora fico-me pela "curta", que tendo a metade da distância, vai certamente obrigar-me a um esforço acima das 9hrs.
Dores no pé esquerdo atenuadas, nas costas sem remédio, peso acima do aconselhável, lá vou eu começar a minha época de trail no próximo fim de semana. Graças a esta rapaziada, vou ainda mais confiante!




quarta-feira, setembro 23, 2015

TRAIL DO ZÊZERE 2015 - K70 - INSCRITO



 Corria o ano de 2013 e eu corria regulamente há cerca de 3 meses, quando depois de uma bem sucedida participação no Trail da Lousã em Outubro, decidi atirar-me de cabeça para um novo trail em Novembro, o do Zêzere. E não me correu nada mal, apesar de estar cada vez mais consciente que o esqueleto está cada vez mais gasto, as articulações não tem a elasticidade de outros tempos e a condição física, motivação para treinar, disponibilidade ( repetia "tempo") para o fazer, também não são seguramente os mesmos de "outros tempos" ( o maldito tempo!), vamos lá, que tal como diz o ditado: " que a vida são dois dias e o Carnaval dura três". 
Gostei da prova e sobretudo da companhia da Ana Groznik e do Vasco durante a prova ( que grande "bigode" levei no final) e antes, durante a viagem e estadia, do João Campos e do Natesh, entre outros da "jovem tribo" trialeira. Foram por isso dois dias bem passados! 
Depois do Zêzere, repetiu-se a história dos anos anteriores: os "Abutres" em Janeiro "sofríveis" mas a realizar o meu segundo "finisher" na prova e depois "estoiros" atrás de "estoiros", nos 100km de Portalegre, no Triatlo do Ambiente e no regresso uns meses depois. Repetia-se o "quadro" dos últimos cinco anos, "altos e baixos", mas a predominarem os "baixos". A "meteorologia da vida" tem destes ciclos mais "tempestuosos".
Como não desisto facilmente, apesar de umas quantas derrotas na vida, volto à carga este ano e voltarei sempre, adaptando-me às circunstâncias que a vida me vai proporcionando ( e eu esforçando para tal) e sobretudo cultivando alguma tolerância comigo, afinal todos nós temos as nossas "fraquezas", os nossos "dias", a nossa "distintividade". Concentro-me por agora nos "pontos fortes" e sem falsa modéstia, não me faltam. De regresso pois, sem o treino adequado ( mais uma vez), mas com vontade e saudade dos desafios e da imersão na natureza. Em Outubro a "irrevogável" Serra da Lousã, serão 51km de pureza e dureza na "cápsula do tempo" das aldeias históricas desta Serra. Julgo que dará para aguentar-me nas canetas ( apesar de ser uma prova com um acumulado jeitoso) e descolar para um empeno maior, os 70km do Trail do Zêzere em Novembro ( Il en sera)! Aqui, se chegar "dentro" das 16hrs propostas para o tempo limite da prova, tenho como "prémio" dois pontos para o UTMB e quem sabe se estes não me adoçam a boca para voltar ao Monte Branco em 2017, quem sabe... Ficarão a faltar-me mais seis pontos divididos em duas provas de três ( provas acima dos 100km) durante o ano de 2016, logo eu que ando a prometer a uns amigos repetir um Ironman no final do ano, comemorando os meus 50 anos e eles fazendo a estreia na distância. Se penso que "estou a ir com muita sede ao pote" é melhor ficar no sofá, o melhor é mesmo atirar-me com a "gula" toda, depois logo se vê se a cabeça, o esqueleto, a família e a carteira aguentam. Os próximos meses darão uma ideia. Abraços



 Em 2013 foi assim:

http://trilhosmiticos.blogspot.pt/2013/11/trail-do-zezere-o-album.html

 http://trilhosmiticos.blogspot.pt/2013/10/trail-do-zezere-inscrito.html

terça-feira, setembro 15, 2015

20 ANOS E 20 QUILOS DEPOIS

Foto: MBM Run&Foto TeAM/ Miguel Batista



Foto: Paula Fonseca/Carlos Fonseca


20 anos e ( quase) 20 quilos depois de fazer a minha primeira meia-maratona, ainda por cá ando, perdão, corro. "Foi bonita a festa pá" da Meia Maratona de São João das Lampas!


Seguem-se os 51km do Trail da Lousã, mas antes, a minha 13ª Travessia da Baía de Sesimbra a nadar.

"O tempo corresponde a regular o presente a partir do futuro deduzido do passado."
August Comte ( Sociólogo)




sexta-feira, setembro 11, 2015

sexta-feira, setembro 04, 2015

CONTINUIDADE



Agosto foi o mês em que perdi o meu pai, fui pai pela primeira vez, soube que o iria ser pai pela segunda vez, avô pela primeira, conheci a minha actual mulher e nasci há 49 anos. Foi um doce e amargo Agosto o que passou e à alegria das primeiras novas ( ser avô pela primeira vez), sucederam as piores, a morte do meu querido pai.
Com a consciência de que a vida é sobretudo continuidade, para já recomecei a correr e a nadar e um dia destes certamente (re) começo a pedalar. Para a semana espera-me a Meia maratona São João das Lampas, uma das mais antigas de Portugal e aqui perto de casa. Até já.

segunda-feira, agosto 31, 2015

RAID DAS DESCOBERTAS 2015

  


"O concelho de Vila do Bispo vai receber o Raid Sagres Centro das Descobertas a 19 e 20 de setembro. Esta é uma prova de orientação, que conta para a Taça de Portugal de Corridas de Aventura."

Sulinformação


Fonte e informações sobre a prova aqui

quarta-feira, agosto 05, 2015

COZIDO X 2. TRILHOS DO COSTUME




"Subida do cozido" de BTT de manhã e dose repetida à noite mas a correr, pelo meio umas braçadas na Praia da Torre. Foi bom reencontrar esta malta dos "Trilhos do Costume", estão a correr que se fartam ( a escadaria do Bairro da Liberdade X3 não lembra o diabo)! Eu é que depois de mais um tri-treino "não posso com uma gata pelo rabo"... ainda assim vim para o trabalho a pedalar, como faço a maioria dos dias do ano.

Partilho o artigo e a fotografia do blogue do João Campos, "Porque a vida não é só corrida"

quarta-feira, julho 22, 2015

OS "SUNSETS" NA TORRE



Já que toda a gente anda em maré de (pseudo) anglicismos ( no desporto diga-se, os anglicismos  há muito existem), resolvi " apanhar a onda" e utilizá-los para descrever os momentos ao final da tarde que eu com um grupo de amigos vivemos alguns dias por semana ali para os lados da Praia da Torre. É que sempre é mais finório pronunciar umas coisas em inglês, mesmo que tenham uma bonita palavra correspondente em português, dá-me um ar cosmopolita, inteligente, mesmo que as notas à disciplina de inglês tenham sido ao nível ( foram um bocadinho melhores é certo) da "musicalidade" das cordas vocais do "irredutível" Zézé Camarinha nos seus dias de glória, quando engatava bifas aos "montes" nos areais da Praia da Rocha.
Eu nunca tive lá muito jeito para engatar bifas, mas lá vou tendo a "habilidade" para curtir em boa companhia uns "sunsets" a nadar na Praia da Torre e a correr na paredão de Oeiras. Lembra-me os "yestardays" da minha vida, quando só nadava em "águas abertas" e a Lagoa de Albufeira era de Fevereiro a Novembro a minha "piscina" de eleição. Na minha mente está viva a recordação dos finais de tarde "zen", a maioria das vezes sozinho, outras na companhia do meu irmão atleta ou da minha mulher que lia um livro tranquila enquanto eu nadava com uma gaivota a pairar-me por cima ( seria a mesma?) e se levantasse a cabeça a meio do percurso conseguia ouvir as raras pessoas a falarem nas margens ou os sons dos pássaros a cantar na mata da Apostiça!
Mudei-me para o "caos" lisboeta, que por sinal até me oferece mais "qualidade de vida", mas não deixei de lado este prazer de "curtir" o melhor que a natureza nos oferece. E por aqui tem muito para oferecer, das praias da "linha" à Serra de Sintra, de Monsanto, às margens do Tejo em Lisboa, não faltam espaços de "libertação". A Praia da Torre não é o idílico reduto natural que era a "minha piscina particular", a Lagoa de Albufeira, mas dá-me uma vista de mar, uma frescura de oceano, um enquadramento diferente, igualmente belo e além disso proporciona-me quase sempre a companhia de uns quantos "aventureiros"(as), amigos, dispostos a gozar o mesmo que eu: natureza, espaço e liberdade.
Os "sunsets" na Torre estão ai para durar, de Janeiro a janeiro.


quinta-feira, julho 16, 2015

domingo, julho 12, 2015

TRAVESSIA BESSONE BASTO


Da esquerda para a direita: Jorge Narciso, António Bessone Basto, Luis Miguel e eu.

E desta forma, entre amigos e o anfitrião, o António Bessone Basto, que se passa uma tarde de domingo memorável a nadar entre a praia de Paço de Arcos e a marina de Oeiras!
A "Travessia António Bessone Basto" realiza-se já há uns anos organizada pela Câmara Municipal de Oeiras em parceria com a Associação de Natação de Lisboa, e, como o nome indica, pretende homenagear o homem que está nesta foto: nadador desde tenra idade, experimentou "águas abertas" aos oito anos, recordista nacional em quase todas as categorias da natação, atleta "europeu" e "olímpico, apaixonado pelo seu Sport Algés e Dafundo e pelo "nosso" Sporting Clube de Portugal, andebolista campeão pelos leões de Alvalade diversas vezes, pescador, comunicador, motivador, em suma, uma grande referência não só como atleta, mas como ser humano! O amigo Bessone no "alto" dos seus 69 anos faz-me pensar que se eu tiver 1/4 da jovialidade na sua idade, sou certamente um tipo feliz e cheio de saúde!
Vamos à travessia: partida na água como manda a lei das boas organizações de "águas abertas". Um juiz que teimava um alinhamento a esquadro e régua com as bóias. Água fria e problemas respiratórios que dão origem a uma outra crise por entender ( catano, já lá vão umas quantas). Retorno à calma, concentração, "música no coração" e boa braçada inicial. Falta de estratégia com uma entrada demasiado por "dentro" na Praia de Santo Amaro ( sem beneficiar da corrente, pelo contrário). Ondulação e uns quantos pirolitos salgados ( espero que sem coliformes). O desatino de nadar em dupla remada de costas sem que isso traga alguma vantagem quando já vou tendo algum endurance no crawl. Entrada festiva na marina de Oeiras, muito público a aplaudir os nadadores. Pórtico de meta na água, chuveiros, bolos, chás e cafés. Tágides lindas que me cantam: "tem juízo ó cota que já passaste à história, não te armes em marialva". Medalha, brindes, sweat e tshirt. Excelente companhia dos camaradas de aventuras marinhas: Tigre e Narciso. O tempo... de verão, brisa fresca, a "linha" cheia do "power sagrado" português ( que não é nada soft) e o "tempo" do cronómetro que não interessa para nada.
Bravo Federação Portuguesa de Natação por permitir que os não federados se pudessem inscrever na distância maior e usar fato de natação ( sou um bocado friorento). Bravo, porque pode ser o inicio de muitos eventos de "águas abertas" abertos a todos. Temos excelentes condições de mar, albufeira e rio para isso e muita gente com vontade de dar umas braçadas em natureza. Bravo também à Câmara Municipal de Oeiras pelos apoios que permitiram as inscrições a um "preço popular" e como já disse, à boa recepção na partida e na meta mais os "brindes" ( à boa maneira de outros tempos, como o "Triatlo do Ambiente").
Agora, toca a treinar para a próxima e pedir aos deuses: brisas, marés, sóis e outras coisas que rimem com o que acabei de dizer e fazer, "favoráveis"! 

Site da Prova: aqui


quarta-feira, julho 01, 2015

TRIATLO DO AMBIENTE, REBATIZADO ( DE OEIRAS)



Não sei em quantas edições estive no "Triatlo do Ambiente", agora rebatizado "Triatlo de Oeiras". Comecei a praticar Triatlo em 1996 e esta foi a primeira prova em que participei. Lembro-me perfeitamente: natação na Praia de Paço de Arcos, com uma ida ao mar, retorno em terra e novamente natação até ao Porto de Abrigo onde começava o caminho até ao Parque de Transições no Jardim de Paço de Arcos, passando por um túnel que atravessava a marginal. Depois iniciava-se o segmento de ciclismo em duas voltas e corria-se finalmente pelas ruas de Paço de Arcos. Esta era a prova do calendário do Triatlo português que tinha mais triatletas, sobretudo estreantes na modalidade ( tal como agora), não devíamos ir além dos 100 "loucos", porque nadar, correr e pedalar numa só prova era suficiente para ter este adjectivo. 
A organização, do melhor, oferecia sempre "almoço convívio" para atletas e família na Escola da Marinha Mercante, uma saco cheio de prémios, onde cabia um pólo alusivo ao evento muito bonito e sorteava almoços nos restaurantes da zona, peças de equipamento desportivo, entre outras coisas oferecidas pelos empresários do concelho de Oeiras. Um luxo que custava pouco mais de 5€ ( na moeda actual)! Numa das edições, a "sorte" bafejou-me com quatro almoços no afamado e chique na altura "Restaurante Mónaco", agora encerrado há uns anos. Outros tempos...
Dizia, não sei quantas participações tive neste 19 anos de "triatleta", mas aproxima-se muito certamente da dezena. A última vez que o completei foi em 2009 e no ano passado, num regresso falhado à modalidade, desisti com problemas respiratórios na natação, quer por causa do meu problema crónico que se agrava na primavera/inicio do verão, quer porque o meu velhinho "Aquaman" deixou de servir a alguém que agora pesa mais 10kg do que há 19 anos atrás, os meus pulmões parecia que tentavam respirar numa armadura.
Este ano comprada fatiota nova ( um ORCA S5) em época de saldos, desempoeirada a bicicleta de estrada  parada no hall lá de casa e comprados uns ténis, também de estrada ( nos últimos anos só tinha comprado material para trail e afins) e paga a inscrição de 20€, decidi lançar-me outra vez na "aventura" ( só um reparo: em 2015 eu não ganho 4X mais que em 1996, maldito euro!). Tive também a companhia nos treinos do motivado triatleta Tigre, da regressada Esmeralda e do aventureiro das águas abertas, o Narciso, trio a quem agradeço profundamente, a companhia e a amizade.
No dia D lá estava mais uma vez, este ano outra vez com claque de apoio da minha filhota e mãe, pronto para reviver todo o ritual do triatlo. Só que agora, não estavam 100 na praia a meu lado para iniciar a natação, estavam mais de 400(!). Já não estou habituado a tanta gente a nadar ao mesmo tempo. Os primeiros 300mts foram um verdadeiro calvário, levei pontapés, muros, chapadas e nunca consegui atinar com a braçada e com a respiração. Houve até um momento que pensei em desistir novamente, estava verdadeiramente desorientado! Quinze dias antes fizera aproximadamente 2000mts em águas abertas no "swim challenge" de Cascais, mas o comportamento dos atletas na água foi bem mais sereno. Desta vez, acho que havia testosterona a mais e começo a pensar seriamente que a andam a tomar à colherada.
Lá me aguentei até ao final da "aventura marítima" e saio da água numa "multidão" que se dirige para o parque de transições. Tiro o fato, ponho o capacete, os óculos e calço os sapatos de ciclismo... que maravilha, não escorregam no alcatrão porque agora a organização alcatifa todo o perímetro do parque de transições e ala para o ciclismo. Numa primeira fase apanho boleia de um atleta que pela qualidade da bicicleta e definição muscular das suas pernas imaginei ser um "pró" no segmento. Nos primeiros quilómetros provou isso, mas o combustível esgotou-se logo na primeira subida e apanho outra boleia, desta vez juntando as características e adereços do primeiro atleta, este tinha um capacete de contrarelógio. Este sim, andava forte, fortíssimo e "agarrado" a ele outra lapa como eu. Lá fui no "xupa rodas" até à subida de Caxias em médias acima dos 40km/h, só que ai, o meu peso e falta de treino revelaram-se, fico colado ao chão. Apanho depois disso uma terceira boleia, desta vez de um grupo mais numeroso, num ritmo mais "modesto" e portanto mais adequado à minha condição e venho com eles até ao PT, umas vezes a puxar outras a ser "puxado" e ai inicio a corrida. Não me custou a transição como imaginei, mas este segmento trouxe-me a consciência de que estou pesado demais para a modalidade e claro, muito mais cota, os anos não perdoam! Ainda assim faço um tempo total de 1h15 ( o melhor que fiz em tempos foi 1h09), o que me classificou em 266º entre 460 atletas masculinos e femininos, nada mau!
Fiquei com vontade de repetir, talvez fazer um Iron para o ano que vem, mas em provas com menos gente ou menos ansiosa, sobretudo na natação. A ver vamos...

Classificações: Masculina
                       Feminina

terça-feira, junho 09, 2015

SWIM CHELLENGE CASCAIS 2015

Bonito desafio! Tanto mar, boas "ondas" e amanhãs que cantam e pouco mais me apetece escrever. Bom,bom!

Volto noTriatlo de Oeiras ( ou do "Ambiente")



                                                                                     Com o Tigraço


 O trio das travessias no Tejo












Partida
 1ª Volta

 Chegada


Fotos: Jorge Narciso

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