terça-feira, dezembro 31, 2013

BOM ANO DE 2014


Encharcado em "brufenes" desde há seis dias, depois de dores de cabeça e garganta surgidas no dia de Natal, confundidas inicialmente com uma "ressaca", a somar desde ontem uma tosse que não me deu uma noite de sono descansado, não há muita inspiração ( nem transpiração, pois não corro vai para 8 dias) para fazer retrospectivas criativas do ano que passou nem para desejar votos imaginativos para bom ano de 2014.
O ano que agora finda, mesmo negativo em muitos aspectos importantes da minha vida e da de muitos familiares, amigos e compatriotas, posso com alegria afirmar, que ao longo deste, fui encontrando os recursos suficientes para aumentar a resiliência. No fundo esta é a grande notícia para o ano que ai vem, porque o que "ai vem" são cortes insustentáveis no rendimento que me ( nos) deixarão próximos da penúria, mas que tenho a certeza não roubaram a lucidez para zelar pelos que de mim necessitam e ao mesmo tempo lutar contra a torpeza de uma classe de infelizes que dominam a vida da sociedade em que nasci. Tenho um recado para estes simiescos: não conseguirão escravizar o meu espírito, isto apesar da exploração e do despojamento das condições para a afirmação do meu valor, quero dizer-vos que "a liberdade irá  ( sempre) passar por aqui", que a história vos irá desfazer em pó e nem a memória vos sobrará como tributo!
Um dos "recursos" que aumentou a minha resistência à adversidade, como não podia deixar de ser, foi o meu regresso quase pleno à prática desportiva. Caramba já não treinava com tanto prazer ia para um par de anos. Fiz por isso novas amizades, recuperei antigas, retomei idas a eventos desportivos, reatei velhas e positivas rotinas de alimentação e treino ( bem, ainda tenho de fazer mais uns esforços). A prova disso é que para o próximo ano já tenho em agenda algumas coisas que ando para fazer há uns tempos, a última marquei-a ontem, os 100km de Portalegre (Ultra Trail de São Mamede). 
Resta-me saber se estarei bom para o mergulho de ano novo amanhã, ritual anual de purificação e desejar  hoje à meia noite coisas tão disparatadas como: que me saia o euromilhões para ir arejar a cabeça para outras bandas, uma proposta irrecusável de trabalho num país civilizado com direito a mudança definitiva e maior qualidade de vida para os meus filhotes ou ainda que posso pagar as despesas mensais sem estar com a corda na garganta. Desejo também um par de sapatos de BTT que os antigos estão rotos e os slots necessários para o Monte Branco (UTMB), em 2015 gostaria de voltar a Chamonix, aquilo ficou-me "atravessado". Os mais tangíveis e urgentes: desejos de muita saúde familiar, sobretudo para a minha catraia e para os meu velhote, os mais vulneráveis neste momento.

BOM ANO DE 2014!









segunda-feira, dezembro 30, 2013

[O Homem da Maratona] RUMO AO ULTRATRAIL CAMINHOS DE SANTIAGO : FALTAM 100 DIAS -2007

Em 2007 faltavam 100 dias para a realização da 1ª edição dos Caminhos de Santiago Trail Aventura ( Ponte de Lima- Santiago de Compostela).
Hoje (DEZ 2013) mudava algumas partes deste texto escrito então no blogue "O Homem da Maratona", mas não o faço pela fidelidade à história pessoal. Fica o original" assinalando o continuo processo de evolução da minha visão sobre a realidade.



Título: Monte Castro-Subida do Cacheiro- etapa entre Redondela e Pontevedra, aproximadamente no km 100 do percurso.
Autor: José Moutinho


Dou uma vista de olhos ao contador regressivo aqui do blog e reparo que faltam 100 dias para a grande aventura do ano: o Caminho de Santiado Trail Aventura. 100 dias de treinos e expectativas, 100 dias de imaginação dos pequenos pormenores, como a compra de ténis adequados para o percurso, a mochila, os abastecimentos, a dúvida se levarei os "bastões" de caminhada, a roupa a viagem e um sem numero de coisas que me ocupam a mente dia após dia. Costumo dizer: "se tivesse começado nisto aos 20 anos, a minha vida hoje seria totalmente diferente" é que adoro aventura, adoro correr e estar em natureza! Mas não foi, foi aos 30, já condicionado por muitas decisões tomadas anos antes na escolha do "percurso" e que no presente limitam a liberdade de poder ir quando e onde me apetece, ainda assim, liberdade.
A vida é um pouco parecida com a actividade de "Orientação", um tipo tem um mapa após o nascimento que se vai construindo há medida da experiência que vamos tendo na descoberta do mundo, os nossos pais e a sociedade assinalam as "balizas", criam a legenda com os “obstáculos” e outras “referências no terreno”, nós os resto ( as cores os relevos e outros pormenores). Por vezes, as referidas balizas estão em terrenos íngremes, com silvas ou inacessíveis para alguns, pela sua condição física, mental, social, sem que os "traçadores de percursos” ( ou mesmo nós que também desenhamos o mapa por vezes grosseiramente) tomassem isso em conta. No entanto, um dos instrumentos mais importantes da orientação, temo-lo nós: a bússola (não me perguntem como é que ela me veio parar às mãos, mas desconfio que será por força da minha condição de ser vivo com consciência:-). Este objecto que nos orienta grande parte da vida, também se avaria por diversos motivos, a maioria deles internos, mas também por interferência de externos. Sem bússola (ou com ela temporariamente avariada) estamos desorientados e perguntamos aos que connosco se cruzam durante o percurso: "qual o melhor caminho para alcançar aquela baliza?", uns encolhem os ombros, outros indicam-no erroneamente, outros ainda (raros) oferecem-nos ferramentas para reparar a bússola, dão-nos indicações para melhor funcionarmos com ela mas não nos indicam o caminho, ensinam que somos nós a escolher caminho. Se saltarmos balizas corremos o risco de ser desclassificados, mas podemos sempre voltar atrás nem que seja mais tarde. Com que consequências? Cada sabe das suas. Eu sei das minhas! O certo é que ainda estou em prova apesar do mapa ser difícil e do raio da bússola se avariar de vez em quando. Uma coisa aprendi com todos os “erros”, não há “mapas” fáceis (pudera, uma coisa é o mapa outra é o terreno real). Aprendi igualmente a identificar aqueles que de uma forma ou de outra me ensinam a utilizar as referidas ferramentas quando preciso delas para reparar a minha "bússola" e a saber escolher para onde devo ir e não aqueles que me dizem para onde devo ir (um pequena grande diferença que na orientação é fundamental).

( que raio não há meio de tornar isto um blog 100% desportivo mesmo com metáforas “desportivas” e o tempo para outras coisas vai escasseando…)

Comecei eu nos “100 dias para o Trail”…

Podem ver fotografias e relatos sobre o percurso no “Tópico: Trail, corridas de montanha e ultramaratonas do fórum o mundo da corrida" ( clicando aqui).


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Posted By Zen to O Homem da Maratona at 1/18/2007 01:42:00 AM

domingo, dezembro 29, 2013

[O Homem da Maratona] RUMO AO TRAIL- SEMANA 9: CARPE DIEM


Posted By Zen to O Homem da Maratona at 1/14/2007 03:24:00 PM


"Aproveita o teu dia"...sussura-me uma voz quando acordo às 8 da manhã para me preparar para mais um treino domingueiro, "carpe diem"...

Ligo a televisão ( não sei porque é que a continuo a ligar sobretudo quando acordo bem disposto), "o Iraque mergulhado numa sangrenta guerra civil", " Bush autorizou a exploração de petróleo no santuário natural do Alaska", " consequências do efeito de estufa são visíveis à escala global", " mais uma fábrica da Vale do Ave encerrada, 300 trabalhadores despedidos... recordo o relatório que havia lido na noite anterior e que denunciava a vida "palaciana" de algumas classes profissionais portuguesas do sector público, mais próximas dos privilégios da aristocracia do "antigo regime" do que de profissionais ao serviço de uma democracia contemporânea. Na minha mente vejo as suas representações de "gentes" pós modernistas com o sua suspeita admiração pela cultura, o seu "humanismo" caritário, a sua mal disfarçada e inacabada luta por uma "sociedade plural", "igualitária", "justa" e solidária. Umas páginas mais à frente do referido relatório, a denuncia do seu fausto, da predação dos nossos escassos recursos financeiros comuns, a negociata do seu gládio elitista distribuído entre os seus pares, os cargos e os ordenados chorudos que se arranjam para os filhos acabados de sair das universidades ( com milhares de jovens universitários a labutar por empregos) e o seu exército de lacaios encarregues de nos "soprar" aos ouvidos o "eminente colapso nacional", culpando-nos ( a nós portugueses) por trabalhar pouco, ganhar muito, usufruirmos de "regalias" imerecidas, apontando o dedo à nossa "esterilidade" nas ideias para a criação de empresas "competitivas na actual conjuntura económica mundial" ( o que em parte eu concordo, mas repartam-se as culpas pelos "iluminados") etc, etc, enfim tratando-nos como uns patetas, governados sabemos nós, por patetas de ar engalanado! Na minha cabeça antes de sair da porta de casa, ocorre mais uma frase latina" Homo Homini Lupus", "Homem lobo do Homem".
"Aproveito o meu dia". Meto-me no carro e chego a horas (finalmente) ao treino longo da semana com os "Macahadarunners". Conto as cabeças, esta semana somos 14 atletas dispostos a fazer os mais de 30km previamente combinados. O número de adesões tem aumentado e variado de um mínimo de 6 para o máximo de ontem. Manhã fria, boa disposição e "pum" início do treino que mais parecia a partida para uma prova de fim-de-semana. O dia está enevoado, húmido e frio. Os gorros e as luvas depressa ficam brancos com a humidade, as respirações ofegantes pelo mudança de ritmos. Na frente iam aqueles que estavam dispostos a "aproveitarem o seu dia" numa passada talvez demasiado rápida para a primeira hora de treino. Alerto lá para a frente em jeito de "coruja", "olhem que isto vai fazer mossa lá mais para o fim". Este pelotão é "sábio" e reduz o andamento, compreendo que são por vezes as pernas que tem assas, o desejo de correr em todos é enorme. Postos de abastecimento pelo caminho (torneiras públicas), reportagem fotográfica em andamento, conversas variadas, que se ligam, desligam e voltam a ligar uns quilómetros mais à frente. Reforçam-se laços, traçam-se futuras amizades, combinam-se convívios, descobrem-se coisas, umas boas outras nem tanto. Próximo das 2h45 de treino as primeiras "baixas", o pelotão estica-se e encolhe-se para recolher aqueles que ficam para trás, volta a esticar-se e parte-se definitivamente. O corpo já dói, a fome e a sede apertam mas a indomável vontade de correr mantêm-se, as pernas voltam a ter assas, umas voam mais alto que outras. O resultado foi mais um treino de 3.05h com a distância de 32.400mts e uma média que para alguns foi de 5.40 mas que eu suspeito ter sido ligeiramente inferior para outros.
Uma semana regular com 4 treinos num total de 6hrs de treino. Esta semana começa a descompressão para a Maratona de Badajoz com a redução da "quantidade" e o aumento da "qualidade". A data do “Trail Caminhos de Santiago” foi definitivamente marcada para 28, 29 e 30 de Abril. Eu consegui chegar primeiro na marcação das férias e parece que a minha presença está mais para ser uma certeza do que uma dúvida.

Seg - Descanso
Ter - 50 CC
Qua - Fartlek em pirâmide até aos 4/4m
Qui - 1.10 CC
Sex - Des.
Sáb - Des.
Dom - 3.05 CC ( com rectas no final)

"Carpe Diem" para todos.

Podem ver mais notícias e fotografias deste treino no blog do Machada Runners




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Posted By Zen to O Homem da Maratona at 1/14/2007 03:24:00 PM

sexta-feira, dezembro 27, 2013

ANTES E DEPOIS DAS FESTAS ;-)

After...
Before 

Depois de constatar hoje que já não consigo (outra vez) apertar o fecho das calças, justifico-me: é que com os cortes de 10% nos ordenados, aumentos nos impostos e bens essenciais que ai vêm a partir de Janeiro, convém armazenar umas calorias :-). Bem, tantas também não será necessário.
O que me vão custar os treinos em Monsanto daqui a uns dias...e a passagem do ano ainda não chegou.
Bom ano de 2014!


[O Homem da Maratona] RUMO AO TRAIL- SEMANA Nº 8: SOBE SOBE BALÃO SOBE

Escrevia eu sensivelmente há sete atrás ( Janeiro de 2007) no "Homem da Maratona"...

Posted By Zen to O Homem da Maratona at 1/08/2007 03:14:00 AM



(Foto Machada Runners)

Se a meio da semana pensei que ia rebentar, hoje sinto-me como se pudesse voar.

Mais uma semana de “rumo ao trail”. O Moutinho não se decide quanto à data do Trail, eu não consigo “acertar as agulhas” de forma a arranjar disponibilidade necessária para nele participar, mas como vou treinando como objectivo de o fazer, revigora-se em mim o prazer de correr de outros tempos, a motivação de ir novamente a provas e encontrar amigos, trocar sorrisos, piadas, competir e (re)viver aquele ambiente de festa tãcaracterístico dos acontecimentos desportivos, mais concretamente do atletismo com o qual estou mais "familiarizado".
Se na quarta-feira sentia-me como se fosse um balão acabado de encher por duas semanas de banquetes, hoje, sinto-me como se fosse um balão rebelde libertado para o espaço depois de uma distracção infantil ( que as criancinhas me perdoem a metáfora). É que apesar de cheio, chego à conclusão que afinal sou livre! Uma sensação criada durante e depois de 4 treinos “libertadores” ao longo semana que passou.
Na quarta-feira depois de escrever o “post” anterior ( Rumo ao Trail semana nº 7), parti de casa a caminho da Mata da Machada com a impressão que alguma coisa na Lei da Gravidade teria alterado nos últimos 15 dias. Pior que a “cola que cola cientistas ao tecto” (uma tragédia para a ciência), a consequência da minha gula era mais uma espécie de “cola que cola corredores ao chão”. Quando já tinha cerca de uns 40m de corrida, encontro alguns companheiros que me dão alento e alimentam a minha fantasia com empreendimentos desportivos para 2007 e desta forma lá vou “descolando” o suficiente para conseguir fazer 1.10m sem nenhum ataque cardíaco ( imaginam a quantidade de gordura que a malta consome nestas "quadras festivas"?! Eu sei que sim!) ainda por cima a “papaguear” que afinal "Newton tinha razão, eu é que estava pregado ao chão"! Quinta-feira, uma sessão de 50m de marcha/corrida em subidas e descidas equipado com mochila e bastões de caminhada para trabalhar a coordenação e as condições em que provavelmente irei competir no Trail Caminhos de Santiago.Na sexta-feira um “Trotsky” (como diz o Jorge) de 1.30 (ainda bem que não foi um Estaline, senão…). E ontem ( Domingo) um “longão” ( um pouco “abrasileirada” esta palavra não vos parece?) com o maratonistas, ultramaratonistas, aventureiros, triatletas, karatecas e outras espécies raras ( presumo que não haja bombistas suicidas, pois parece-me que o “radicalismo” se fica apenas pelo desporto) Machada Runners e “sus hermanos”. Foram, 3h10 para 32.300m, numa média aproximada de 5.40/Km num perímetro compreendido entre a Mata da Machada-Quinta do Anjo-Penalva e Mata daMachada em amena cavaqueira ( eu a falar mais do que a ouvir e o meu amigo Freud a coçar a cabeça e a dizer “oh Zen, o que é que eu lhe disse na sessão anterior”? e disposição fantásticas. O grupo não se separou até próximo do final, com aqueles que melhor estão neste momento da época a “disparar”a 3km do fim do treino. Confesso que acabei “todo roto” na companhia do Vítor Silva (o camarada da boa disposição no fórum Mundo da Corrida,  um bom conversador nato (talvez porque sabe ouvir mais do que falar)!
Uma semana Zen sem dúvida, com menos calorias, mais treinos e boa disposição geral ( ai o trabalhinho que vou ter este mês e no próximo…).
DIA 28 RUMO Á MARATONA DE BADAJOZ!


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Posted By Zen to O Homem da Maratona at 1/08/2007 03:14:00 AM

terça-feira, dezembro 24, 2013

BOM NATAL

Para os visitantes deste blogue....Für die Besucher von diesem Blog ...Para los visitantes de este blog ....Pour les visiteurs de ce blog ....Voor de bezoekers van deze blog ...For the visitors of this blog ....For de besøkende på denne bloggen ....Для посетителей этого блога ....За посетиоце овог блога ....Для відвідувачів цього блогу ....Za obiskovalce tega bloga ....這個博客的訪問者
                         Feliz Natal 
    Frohe Weihnachten 
                          С Рождеством         
        Joyeux Noël
                                     Feliz Navidad
            vrolijk kerstfeest
        Merry Christmas
                                                 God jul
                  Wesołych Świąt
   Срећан Божић
З Різдвом
Vesel božič
                      聖誕節快樂




segunda-feira, dezembro 23, 2013

I Trail do Cabo Espichel - Monsanto Running Team



Partilho um video da prova feito por um atleta dos Monsanto Running Team no fim de semana passado durante o I Trail do Cabo Espichel. Eu ( na organização) apareço durante um segundo junto da meta. 
Estejam atentos, para ano haverá mais aventura ali para os lados do Espichel.

Grupo Desportivo União da Azóia ( Orientação, Corridas de Aventura, BTT e Trail)

https://www.facebook.com/orientacao.gduazoia?fref=ts

http://www.gduazoia.com/gdu/index.php

sexta-feira, dezembro 20, 2013

[O Homem da Maratona] RUMO AO TRAIL- SEMANA Nº 7: ESTOU A REBOLAR - 2007

Posted By Zen to O Homem da Maratona at 1/03/2007 07:27:00 AM

Depois das festas...

Desde há alguns dias que tenho vindo a dizer: "epá tenho de parar de comer desta maneira pareço um abade"! Olho em volta e o que vejo são sorrisos trocistas de quem conhece bem a minha gula. "Não me levam a sério e depois queixam-se que os chocolates aqui em casa desaparecem"... mais risos. Passou o natal, mais um almoçinho aqui, um jantarinho ali, uma filhós da Mãe, a sobremesa da prima, o petisco da cunhada, o fausto jantar do fim-de-ano, mais as sobras do banquete, mais um jantarinho de despedida da família que parte para a França, mais qualquer coisa que "é pena ir fora", mais...Hoje subo para a balança e..." fonix, estou uma bola!". A três semanas de fazer a Maratona de Badajoz, nunca me senti tãanafado, será motivo para dizer: "ó Elvas ó Elvas, rebolar em Badajoz à vista"! Bem e já agora que estou na senda do Paco Bandeira, interrogo-me se não será isto " a ternura dos quarenta", é que por muitos esforços que faça já não tenho a pachorra de cortar no pastel de nata, acho que me deprimia e entrava mais rápido na andropausa. Mas diz-me o anginho da consciência numa voz meiga: "tem de ser, tem de ser..."
O Santiago Trail Aventura vai ser adiado, o que para mim até nem é mau, pois estava em vias de ter um diálogo muito filosófico com as paredes do meu "quartel", assim parece que me fico só pelas "petições e exposições" onde encontrarei os inseparáveis "Exmo. Senhor" e o "Pede deferimento", amigos de muitos anos de papelada em duplicado, triplicado, quadruplicado,  convivência que vem do tempo do papel azul de 25 linhas, das vinhetas  de 1 escudo e dos químicos para o milagre da multiplicação burocrática. Bolas, já chega de abater a floresta amazónica em nome da "irmandade dos burocratas portugueses" só para pedir uns míseros dias férias merecidas para um humilde servo de um "funcionárioquefazfaltaparacoisanenhuma" no país "ondetudoéumagrandetretaporqueassimunsquantossãomaisfelizes.
Depois dos treinos longos das últimas semanas na última do ano baldei-me a tudo. Que digam aqui os meus "coabitantes" que já dizem: "chega para lá essa barriga, estás a tapar-me a vista" ou "vai correr ó gordo!". E vou, e vou daqui a bocado, ano novo atleta novo!

Treinos:

Ter. 1.20
Qua. -
Qui- 1.00
Sex- 1.30
Sáb- 40m
Dom- népia
Seg- idem
Ter- (assobios)
Qua- "eu vou, eu vou daqui a pouco"

E já agora uma receitinha:

Salada Zen Natural
"Emagreça com o Zen" 

- 1 maço de agrião pequeno
- 200g de soja em grãos
- 200g de trigo em grãos
- 1 colher de sopa de salsinha
- 100g de moyashi (broto de feijão)

Modo de fazer

1. Deixe a soja e o trigo de molho de um dia para o outro
2. Cozinhe a soja em água na panela de pressão por cerca de 15 minutos
3. Faça o mesmo com o trigo
4. Monte o prato com o agrião, moyashi cru e os grãos de soja e trigo misturados
5. Acrescente a salsinha por cima e tempere a gosto

Dica: Na hora de montar o prato, coloque o agrião por baixo para a salada pegar melhor o tempero

ATENÇÃO procurem não "montaro prato pois podem provocar acidentes inesperados! Quando ao resto... acompanhem esta porcaria com uma boa sandes de paio alentejano!
Eu vou, eu vou...

Posted By Zen to O Homem da Maratona at 1/03/2007 07:27:00 AM

quinta-feira, dezembro 19, 2013

[O Homem da Maratona] RUMO AO TRAIL: SEMANA Nº 6 - COM A TRIBO DA MACHADA - 2006

Posted By Zen to O Homem da Maratona at 12/27/2006 08:23:00 AM

Semana de pouca corrida e muita comida

Tenho exactamente 15 minutos para compor esta mensagem. Como o tempo se esvai, como o tempo se esgota!

O que tenho para dizer é que esta foi a semana de ressaca dos acontecimentos tristes da semana passada. Nos preparativos para um Natal com a família consegui correr pouco face aos objectivos de vir a realizar este o Caminhos de Santiago Trail Aventura. Ainda assim mantenho a esperança de conseguir em Janeiro organizar-me para melhor preparar esta prova (a ver vamos). Mantenho o propósito de correr a Maratona de Badajoz no dia 28 do próximo mês para um tempo final entre as 3h45m e as 4h00m ( nas calmas), os 20km de Cascais em Fevereiro por ser uma prova da qual gosto muito e talvez o Duatlo das Lezírias, desde que nãcoincida com a referida prova de Cascais. No resto do calendário sobra apenas espaço para os treinos, muitos, de preferência longos de corrida e marcha, alguns na Arrábida e um ou outro bi-diário.
Voltando ao resumo da semana, treinei apenas duas vezes, ou seja muito pouco para quem quer fazer uma prova de 158km. O primeiro foi de 1h20m em ritmo suave na Mata da Machada  já a meio da semana e a acabar já de noite e enregelado, na véspera de Natal, 3h05m com os Machada Runners ( aqui na foto) uma tribo fantástica de amigos que gostam de correr e conviver mas também um projecto de clube em marcha.

Quarta – 1h20 ( 5 – 5.30/km)

Domingo – 3h05 ( 5.45/Km)

Quando a peso, para esquecer! Todos os dias uma “overdose” de calorias ( eu digo que são reservas para queimar nos próximos meses).

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Posted By Zen to O Homem da Maratona at 12/27/2006 08:23:00 AM

terça-feira, dezembro 17, 2013

FIM DE SEMANA EM CHEIO








As redes sociais, a par do renascimento e/ou aumento do fenómeno popular da corrida ( e da prática desportiva em geral em Portugal), trouxeram nestes últimos tempos um aspecto curioso que considero positivo e que julgo contrariar de certa forma a tendência moderna da insularização do individuo, de um narcisismo exacerbado ou ainda da exibição pública da intimidade, reduzindo o reduto da identidade individual e das relação afectivas ( que se tornam mais fluídas), que é a criação de grupos informais de corredores que combinam treinos em conjunto no "espaço virtual". Não há uma condição objectiva para admissão a estes grupos  ( se bem que as podemos discernir essa condição nas intersubjectividades), basta partilhar o mesmo interesse, que neste caso é correr e aparecer no local e hora combinados, de preferência com um petisco e umas cervejas para dar no final ao treino a dimensão maior de "convívio", reforçando laços em redor de uma mesa imaginária.
É sobretudo no Facebook que podemos encontrar a maioria destes "grupos informais" de corredores que desde a madrugada, hora a que muitos podem treinar antes de ir para o trabalho, noite dentro (como será o caso do treino onde irei participar hoje), durante a semana e no seu final, combinam correr em conjunto celebrando o seu "estilo de vida" e existência em sociedade. Os locais são diversos, vão desde as ruas e passeios das cidades, até aos parques, matas, serras e praias, todos os espaços são palcos privilegiados para desfrutar do prazer que é correr e, como referi, contrariar a tal "individualização" pela proximidade que assim passa de virtual, a física, adquirindo uma dimensão mais "humana".
Os Portugal Running são um destes grupos e têm sido com os seus membros que tenho treinado nos últimos tempos, retomado lentamente a boa condição física e o prazer da prática desportiva além de "níveis saudáveis" de socialização :-)
Um dos bons momentos que nos últimos meses a companhia deste grupo me proporcionou, foi o treino do passado  fim-de-semana nas arribas de Sintra! Com partida da Praia da Adraga, local de explorações na minha infância durante as caminhadas a pé promovidas pela colónia de férias dos trabalhadores da Cuf em Colares, local onde passava parte das férias de verão, passando pelo já muito conhecido Cabo da Roca, os ainda inexplorados trilhos além deste na direcção do Guincho, a conhecida e dura subida até à Peninha, a descida vertiginosa para Colares continuada até ao local de partida, este foi um daqueles momentos que ficam registados para a "posteridade", pela beleza da paisagem mas também pelo desafio técnico e físico e claro pelo saudável convívio. Bendito "Facebook" e mentores dos Portugal Running, obrigado!

No domingo, marcação do percurso do "Trail do Espichel", prova que se irá realizar no próximo fim-de-semana no bonito espaço do Cabo Espichel, organizada pelo GDU Azóia, um grupo "formal" ( Clube) que têm responsabilidades acrescidas na comunidade e que neste momento difícil para a existência dos movimentos associativos, tão importantes para a cidadania e afirmação de estilos de vida saudáveis, necessita de galvanizar pessoas e meios para que muitos jovens em idade escolar continuem a beneficiem do contacto com a prática desportiva, nomeadamente a Orientação ( principal secção do clube).

Dois dias magníficos de sol e bonitos espaços entre o Cabo da Roca e o do Espichel. Um fim-de-semana em cheio!



sexta-feira, dezembro 13, 2013

[O Homem da Maratona] RUMO AO TRAIL: SEMANA Nº 5 - HONRA, MORTE E MESQUINHEZ - 2006


Posted By Zen to O Homem da Maratona at 12/19/2006 04:54:00 AM

( Foto de Bruno de Carvalho)

Nesta semana aconteceu muita coisa, mas será que tem interesse?

A meio da semana durante o jantar do meu clube, as Lebres do Sado, sou distinguido com uma "Menção Honrosa" por (segundo a direcção) ter ajudado a promover a imagem do clube e a sua prova de atletismo o " Grande Prémio da Arrábida". Para mim é uma honra, mas nenhuma das minhas acções teriam sido possíveis sem o espírito cooperativo e humilde da grande maioria dos membros das "Lebres", uma "cultura" individualizada na pessoa do seu presidente Alberto Carolino a quem eu agradeço profundamente as simpáticas palavras que me dirigiu no seu discurso de entrega do referido prémio.

Na sexta -feira a notícia triste do falecimento da minha Tia Lurdes ensombrou mais um ano que tem sido na sua generalidade "negro".
o vou fazer o "elogio fúnebre" da minha Tia, mas quero aqui publicamente dizer que foi uma das pessoas com maior coragem e resignação que conheci em toda a minha vida. Nasceu no interior pobre português durante os anos 30, resignou-se à condição de ser uma mulher dessa geração numa família de poucos recursos, trabalhou desde muito nova, não aprendeu uma letra, emigrou para França na dura experiência da emigração do final dos anos 60, perdeu aí o marido num acidente de viação, criou duas filhas, uma delas doente crónica nos últimos anos, viu nascer dois netos que acarinhou todos os dias, morreu de cancro no dia 14 de Dezembro sem nunca lhe ouvir um queixume, ver uma expressão de medo, ouvir uma palavra de ódio à sua "sorte", apenas..." Deus assim quis", que Deus este!

No Domingo finalmente um treino digno de maratonista e em boa companhia. Foram 3hrs com 30Km feitos numa manhã fria mas luminosa "condimentados" com muita conversa. Digo aos restantes companheiros " sinto-me tão livre quando corro"!

Ontem num instituição pequena, num país pequeno de pessoas pequenas alguém pequeno que se acha grande diz por força da necessidade de me ver pequeno também ( como ele) que eu sou um "incompetente". Devolvo-lhe o epíteto dizendo-lhe que a sua formaçãmoral e intelectual não lhe permitia avaliar-me dessa forma, apenas a força da prepotência e despotismo dos seus galões nesta instituiçãpequena, num país pequeno com gente pequena lhe dá direito de o fazer. Voltou a carregar sobre mim com ameaças de regulamentos que legitimam poderes alarves, imposições arbitrárias de códigos de uma democracia podre e eu calei a revolta e a vontade de ser tão pequeno, de ser pequeno o suficiente para lhe quebrar alguns ossos e arrancar-lhe à força do ódio uma soberba estúrdia, mas não, moí-me por dentro até sangrar de culpa por ter tomado decisões que neste "país pântano" muito dificilmente poderei reformular sem pôr em risco a segurança dos "meus". Fui mais uma vez o "vazadouro" para uma projecção frustrada de mais um egocêntrico convencido da sua posição "distinta" numa qualquer "ordem" inventada para se defender do perigoso exército de "invejosos" que ameaçam todos os dias fazer ruir as muralhas da sua vida fútil de funcionário público com as seus galões de "chefe" subordinado prenhes de subserviência e cinismo, da sua "cultura" que considera sólida e eu idiota e preconceituosa, da sua vivenda suburbana, do seu cão de raça, do seu carro “topo de gama”, dos filhos que estudam empenhados em ser doutores, “a sério”, não como os outros incompetentes, de enfim “proteger” a sua "merda" de vida que fede tanto como a minha…ah maldita condição de se ser “idiota”!

Avanço... nesta semana de Natal eu e os meus camaradas “ Machada Runners” combinamos outro treino longo na Mata da Machada dia 24 pelas 9h00.

Semana de 6hrs de treino. Os meus joelhos estão melhor que nunca, a minha condição física nem por isso, mas o pior parece ter passado.

Boa semana.


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Posted By Zen to O Homem da Maratona at 12/19/2006 04:54:00 AM

quinta-feira, dezembro 12, 2013

[O Homem da Maratona] AS CIDADES SÃO... 2006

Posted By Zen to O Homem da Maratona at 12/14/2006 05:15:00 PM






A Professora e Arquitecta Maria de Celeste Ramos  é uma velha senhora de ar excêntrico que um destes dias apareceu na faculdade convidada por um outro professor para nos dar uma aula sobre os " os territórios naturais das cidades". A sua pergunta inicial para a plateia foi: " o que são as cidades"? O grupo, sobretudo constituído na sua maioria por jovens ( no qual eu sou excepção), emudeceu.  " As cidades são as pessoas!”, respondeu alegremente, quebrando um silêncio que para mim já começava a ser incómodo e que me punha na eminência de soltar um disparate. Depois de sabermos que "somos a cidade", a cativante oradora, esteve duas horas a falar da importância das árvores nas cidades e da forma como elas contribuem para perspectivar o espaço urbano, das plantas que encontrou no "nosso" mal tratado jardim da faculdade", do Sol na cidade coado pelas árvores e plantas, do calendário Maia e um sem numero de assuntos que eu considerei preciosidades mas a maioria, uma "seca". Mas a frase, "a cidade são as pessoas" martelou-me o espírito durante estes últimos dias. Ontem nos meus raros treinos urbanos nocturnos, lembrei-me dela novamente ao tentar atravessar uma pequena praia de areia branca da minha infância, a praia privada da "Quinta do Alemão" ( um estrangeiro, industrial da cortiça do inicio do séc XX), hoje aterrada para fazer um moderno "Projecto Polis". Durante a travessia os meus ténis ficaram atolados na lama e ao recuar para tentar libertar-me, tropecei num ferro, cai, desamparado ganindo de dor ao mesmo tempo que berrava uns impropérios contra os filhos de mães rameiras que o tinham lá deixado. Recomposto e na solidão da noite olhei atentamente e em desespero a paisagem onde outrora existiam coisas concretas na minha infância e hoje sobram apenas destroços e muitas memórias. Uma delas, a da "caldeira do alemão" a dois passos dali e onde os putos como eu há 40 anos mergulhavam em acrobacias e quando vazava apanhavam berbigão graúdo. Atrás mim ainda sobram as ruínas de uma fábrica de cortiça ( sempre a conheci assim) e uma outra caldeira que já não recordo o nome e onde íamos às enguias com pedaços de tubo e que vi , ainda na minha juventude, ser aterrada para fazer um campo de futebol. A longo desta, a muralha ( ainda existente), onde atracavam as fragatas carregadas ou vazias das trocas que se faziam nas margens do Tejo. Atracado a estas o bote do bom Ti João Fragateiro, pronto para nos levar por este rio salgado acima e abaixo ao sabor da corrente conforme a maré enchia e vazava, atirando-nos para ela para nos ensinar a nadar mas sempre sem dizer " ó rapaz agarra-te ao remo se estiveres em aflição". A muralha foi também o local onde primo do Chico ( que uma overdose de heroína tratou de levar do mundo dos vivos faz há pouco), morreu afogado depois de um mergulho mais arrojado e a imagem que guardo da tragédia ao ver o seu corpo franzino de 11 anos tapado por um plástico deitado entre as salgadeiras e os restos de ostras próximo desta praia onde agora ainda estou caído. Ao largo a malha dos cercos plantada no lodo e um “enxame” de putos enlameados a apanhar savelhas, enguias, tainhas, robalos e outros peixes que os donos da "arte" deixavam para trás. A pedra aonde nos sentávamos para lançar o “carrapichel” com uma cabeça de peixe-espada lá dentro para apanhar caranguejos que cozíamos na rua numa fogueira improvisada, ainda lá está, não chegou a sua vez de ser "devorada" pela ferocidade da "modernidade".
"As cidades são as pessoas"... continuo a correr, entro no areia húmida deixada pela maré vazia da "Praia da Copacabana" onde tantas vezes nadei e também namorei, corro 600 metros até ao pontão da "seca do bacalhau", "o melhor sítio para apanhar lamejinhas" e regresso, olho na outra margem a Siderurgia onde o alto forno a vazar já não liberta como antes os urros do ferro quente a arrefecer nas calhas e moldes, vejo o meu belo Tejo espelhado na noite por muitas luzes que o rodeiam e lá ao fundo, Lisboa como uma espécie de cidade prometida. Faço 1 hora de corrida neste cenário que vou recompondo, ligando o passado ao presente para que a vida faça sentido e regresso a casa passando pela "Telha Velha", uma pequena localidade agora com os edifícios arruinados, casas vazias entaipadas, mas que já teve correios, mercearia, taberna e um largo cheio de pessoas, muitas velhotas de lenço negro e onde um rapaz deficiente mental me impressionava porque batia repetidamente as costas e a cabeça contra uma parede ( por vezes punham-lhe um capacete). Cruzo o que resta de campos de cultivo, quintas com oliveiras e árvores de fruto abandonadas, e pequenas matas de pinheiros e sobreiros, agora esmagados por prédios de gosto duvidoso e hipermercados que vendem fruta do Chile e bugigangas da China. Corro depressa para chegar à casa da minha Mãe antes de ir para a minha e perguntar-lhe numa mágoa mal disfarçada: “Mãe as cidades são as pessoas, não são?”

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Posted By Zen to O Homem da Maratona at 12/14/2006 05:15:00 PM

segunda-feira, dezembro 09, 2013

SE TODOS OS DIAS FOSSE DOMINGO EM LISBOA...

Um treino de corrida domingueiro numa manhã fria mas soalheira pelas ruas de Lisboa. Ah como eu era feliz nesta cidade se todos os dias fossem domingo!

 Av da Índia - Os Cantos dos Lusíadas



 Tons de Outono nos muros antigos de Lisboa
 A indignação encontra espaço nas paredes da cidade



 Lisboa é neste momento a capital da Street Art europeia - qual Berlim qual carapuça
 Meia Maratona dos Descobrimentos

 Ruas vazias
 Cais do Sodré renovado


 Jamaica ainda na berra 35 anos depois
 O Copenhagem para a história do que foi em tempos o Cais do Sodré - Marujos, prostitutas e muito álcool ( mas sempre com um nicho "alternativo", com os ainda sobreviventes Tokio - Shangri-Lá e Jamaica)
 "Manhã Submersa"
 Além das colunas...

 Arca renovado da Rua Augusta
 Eu
 Tuk, Tuks em Lisboa, ainda bem que não estamos no caos de Bangkok
 Rossio

 Manuelino tardio

 Tons de Outono da Av da Liberdade
 "Pela cultura do espírito, o domínio da força"
 O corredor verde de Lisboa
 Aqueduto das "ágoas livres"
 Continuação do corredor verde
 Xuxu . hortas no coração de Lisboa
 Que belas couves, paredes meias com o centro financeiro da cidade. Cidade plural!

 Bairro da Liberdade- treino de escadarias
 Viva a...
 Afinal "maré alta" não passou por aqui. Nem paz, nem pão, nem habitação, nem....
 O "enclave" do Bairro da Liberdade, onde a única ligação à cidade é o aqueduto e o autocarro ( as estradas cortaram o vale que anteriormente ligava o bairro a Campolide). Pobreza e traficantes à luz do dia.
 O que faz um tipo que foi ex. combatente, está reformado por incapacidade psíquica, que morre de  cancro na garganta e a quem tiraram parte da reforma... 
 Do velho se fez novo, respeitando a beleza do primeiro.

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