domingo, fevereiro 17, 2008

II CAPE ESPIC - CAB

Numa organização desorganizada do CAB realizou-se pelo 2º ano consecutívo o CAPE ESPIC - 108km em BTT por diferentes trilhos, desde a cidade do Barreiro até ao Cabo Espichel e regresso à referida cidade da margem sul daquilo que se considera não ser um treino, nem um passeio, muito menos uma competição mas ser só aconselhado" aos que pratiquem regulamente treino de bicicleta".
Nesta II edição, o número de participantes duplicou mas a "desorganização" mantêve-se, isto é, não voltava a haver grandes paragens para reagrupamento dos mais atrasados ( salvo situações de avarias, furos ou acidentes) e quem tinha pernas chegava ao fim, quem não as tinha, devia saber ao certo qual era o caminho de regresso para casa. Apesar disso, as poucas paragens que se fizeram, a maior delas no Cabo Espichel para "meter o dente" numa bifana, permitiram que dos 32 participantes à partida 20 chegassem ao final e todos com o desejo de fazer já para o ano o III Cape Espic. A organização desorganizada promete ser ainda mais duro e desafiante que este ano!
De referir que das trés se senhoras à partida todas chegaram ao fim. Pudera, pois destas, uma tem esperiência internacional em provas de triatlo e as outras duas são assíduas participantes em corridas de aventura pelo CAB ( pois, pois...). Quanto aos "meninos": um infelizmente no hospital ( braço e pulso partidos)e a quem desejo rápidas melhoras, os outros: 17 "sobreviventes" e 12 sem "canetas" para acompanharem a ditas meninas ;-) e claro também os "prós cá do burgo". Para o ano tem a oportunidade de se "redimirem".

O vídeo foi feito pelo camarada Salvador, um bom ex. atleta de meio -fundo no presente convertido aos desafios BTT.

Para o ano espera-se mais do que já muitos apelidam como " a corrida mais louca em BTT na península de Setúbal"... bem, temos de lhe chamar alguma coisa, o que é que acham?!





domingo, fevereiro 10, 2008

RAID DE IDANHA - OTV

Eis a reportagem de Idanha. Aos 2m35s podem ver o CAB/ESTORIL XPD RACE/ELITE MISTA em acção a "picar" mais um CP ( check point.)

RAID DE IDANHA


P.S - Na impossibilidade de publicar o vídeo, publico o link ( Raid de Idanha - basta clicar).No mesmo vídeo, outras reportagens de orientação nomeadamente a do Ori-BTT de Sintra, prova na qual alguns dos elementos do CAB estiveram presentes em representação das "nossas mui honradas Lebres do Sado".

QUADRIATLO -TERRA LIVRE AVENTURA - CAB



Organizado pela primeira vez em Portugal esta edição 0 servirá para já que 20 aventureiros se divirtam a praticar esta modalidade num cenário espectacular. Para o ano o Clube Aventura do Barreiro para além do divertimento, espera mais participantes e competição. Estejam atentos:


Vai decorrer no dia 1 de Março de 2008 na Lagoa de Albufeira a edição experimental da prova "Terra Livre Quadriatlo Aventura". Este encontro irá realizar-se informalmente com as seguintes características:
- Prova individual 'no stop', circular (apenas um parque de transições);
- Distâncias: 1 km de natação, 8 km de canoagem, 60 km de BTT e 10 km de corrida;
- Material: cada participante deve possuir o seu próprio kayak, BTT, etc.
- Percurso: será divulgado previamente o mapa onde são assinalados os controlos de passagem e a opção mais rápida, sendo da responsabilidade do atleta o seu cumprimento, bem como regras de trânsito e de segurança (está previsto publicar uma proposta de road-book e o percurso para GPS);
- Abastecimentos: cada participante deve ser autónomo.
A participação está limitada a 20 atletas, dos quais 10 são convidados. Se está interessado em participar na ante estreia da modalidade em Portugal, deve contactar-nos para


clubeaventuradobarreiro@gmail.com

Brevemente mais informações!


Clube Aventura do Barreiro

segunda-feira, fevereiro 04, 2008

2º ETAPA DE CORRIDAS DE AVENTURA: IDANHA RAID – I parte



Foto: Eu (esq), António e Esmeralda a estudar a estratégia para a 2ª etapa.


A região da Beira-Baixa pertence na actualidade às regiões que sofrem dos designados “problemas da interioridade”: o envelhecimento da população, a baixa natalidade e o pouco emprego e a carência de determinados serviços públicos fundamentais. Não sei se é a minha visão de um suburbano à procura desesperadamente de raízes (elas de facto existem nesta região), se é o facto de tomar consciência que a dita “interioridade” começa aqui na margem sul do Tejo onde resido (e por isso “interioridade” por “interioridade”…), se a ideia de que para além da cidade tudo é idílico, o facto é que depois de dois dias de aventura em Idanha-a-Nova apeteceu-me ficar lá para sempre. Tudo é limpo, vasto, bonito e tranquilo e tem tudo o que um “bom selvagem” suburbano quer, como um hipermercado e uma estação de serviço, por exemplo (só falta mesmo a decat****). Bem, mas vou ao que interessa: o relato na 1ª pessoa da 2º prova do circuito da Taça de Portugal de Corridas de Aventura – Idanha Raid- organizado ( e muito bem) pela ADFA na qual mais uma vez estive presente na equipa do CAB/ESTORIL XPD RACE – elite mista.
Desta vez partimos e chegamos cedo a Idanha (esta “interioridade” de hoje é uma maravilha pela auto-estrada) de maneira que (ao contrário de outras ocasiões) tivemos tempo de abrir o saco-de-cama no “solo duro” do pavilhão municipal de Idanha e dormir uma “boa soneca”, o que diga-se antes de uma prova desta natureza na qual os atletas passam largos períodos sem dormir é de facto um “luxo” inigualável e um bálsamo para o “day after”. Neste o habitual frenesim próprio de mais uma jornada de aventura: as equipas de assistência e atletas ultimam equipamentos os abastecimentos a prova estava prestes a começar. O “raidbook” informava-nos que começaríamos com uma orientação urbana em Idanha que valia 1 CP por elemento caso completássemos um percurso com 4 balizas para um tempo total de etapa de 1h. Começou o nosso “capitão” António, que em 14m “despachou” o referido CP e de seguida eu que demorei sensivelmente o dobro ( pois… esta orientação não é famosa). Desta forma abdicámos do 3º CP que seria feito pela Esmeralda e partimos para a etapa seguinte, uma duríssima etapa pedestre de mais de 40km que valia 17 CPS +1 rappel + 1 de chegada para 5h30m.
A meteorologia condizia com Janeiro: frio, nevoeiro e um chão ensopado pelas chuvadas que haviam caído copiosamente durante a semana que passara. O terreno não era de progressão muito difícil, pois os declives não eram acentuados, mas estava “semeado” de calhaus escorregadios, silvas, linhas de água que tinham engrossado nos últimos dias e a juntar a isto e a outros pequenos pormenores, constantes vedações de arame farpado ( quando cheguei ao fim devo ter saltado dezenas que os arranhões nas mãos, pernas e rasgões no equipamento podiam comprovar). O mapa apesar de muito técnico estava há medida do nosso campeão em orientação, pois tudo nos estava a correr muito bem até próximo do final da etapa quando o cansaço e a fome nos começaram a “dominar” especialmente à Esmeralda. A dureza da etapa era uma “evidência” em muitas equipas, pois uma das imagens vivas que guardo, é a de próximo de um dos últimos CPS, reparar que muitos atletas já só marchavam “atrelados” aos colegas de equipa em melhores condições, o esgotamento era portanto total. Foi também desta forma, atrelados uns aos outros (num quadro fabuloso do nosso grande espírito de equipa), que acabamos a etapa a 58s do seu limite mas com uns “saborosos” 14 CPs contabilizados. Seguia-se uma etapa de canoagem+pedestre (…)

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