sexta-feira, agosto 30, 2013

NOVAS PANTUFAS... A PREÇO DE SALTO ( AH POIS É)

Se aqui o rapaz resistir às duras lutas que se adivinham em Setembro, já tem pantufas para estrear no UTAX em Outubro. A "fidelização" à Salomon tornou-se difícil, não se encontra nada bom ( gostava de ter uns da classe XT porque XA já tenho) a um preço "simpático". Parece que estes Adidas Supernova Riot 5 foram boa compra. Vou fazer-lhe a rodagem com uns treinos ali para Monsanto, já volto.


quarta-feira, agosto 28, 2013

ESTÁ A DAR-ME PARA O "SENTIMENTO"


Não sei se é por estar a aproximar-me em velocidade de cruzeiro dos 50 e por isso transformo-me sem dar por isso num sentimentalão ( fase antes do "lamechas" e do "piegas"), se é por gostar das pessoas nesta fotografia e dos momentos que com elas passei ( como este numa dura e célebre prova na Serra da Freita), mas estou com saudades. 
Saudades matam-se e os sentimentos fortalecem-se!

segunda-feira, agosto 26, 2013

UM EMPENO INESPERADO E OUTRAS COISAS - REDUX

Atravesso a Sesimbra da minha meninice. A praia do "porto de abrigo" onde tanta vezes nadei até aos barcos para dar mergulhos a partir do convés,  os dias felizes passados em família "alargada", com a avó, tios e primos, a minha mãe a regatear com os pescadores as tecas de peixe fresco, o "monte dos vendavais" onde fiz campismo "selvagem" na adolescência, a "praia da califórnia" onde namorei e tantas vezes comecei a travessia anual da baía em natação (que será em Outubro e já vou na 10º edição), os mergulhos de "ano-novo", as corridas de aventura e muito, muito mais. São gratas recordações de Sesimbra enquanto atravesso a marginal junto ao mar. Sair dela é que não é nada fácil, a subida é longa e inclinada e as duas cervejolas no bucho, a falta de treino e o rabiosque que se mantêm pesado, não ajudam. Compenso-me com a paisagem, o mar azul a recortar a baía e o casario branco que ameaça cair neste, são um quase postal turístico, "Portuguese are the best lovers", oh, sorry, eu queria dizer, "Portugal is the best nature view in europe", put a crime namber faive, please :-) ( devo estar ainda a pensar na cámone com as pernas até ao pescoço).
Quase no final da subida, o "homem das cavernas" ainda habita a sua primitiva "casa" de pedra. Não sei se ainda é o mesmo que a habitava há uns anos atrás, uma coisa é certa, tem uma bela vista e não paga renda mas no inverno com os ventos dominantes a partir do mar, deve duro de suportar. 
Viro à direita na direcção das pedreiras e faço mais um excelente e conhecido trilho técnico de BTT. Perco-me junto da (ainda) quase desconhecida nascente do Coina e dou comigo num campo de gado. Felizmente a crise deve ter transformado o que lá existia em bifes e pela dimensão do que os seus intestinos processaram e que por lá deixaram generosamente para fertilizar o solo, deviam ter uns cornos afiados e algumas centenas de quilos, amén, que isto de andar a saltar arames farpados a toda a velocidade já era e eu não sou dado a toureios, embora na família haja quem tenha tentado e também não se tenha saído muito bem,  mesmo mudando o cenário para a América do Sul.
Outro deslumbramento com um trilho maravilhosamente técnico e acabo no acesso ao "trilho da fenda". Subir na direcção da estrada que vai para o portinho é que foi um calvário. Lembrei-me que há uns anos fiz a mesma asneira e as consequências foram idênticas, a pele das pernas e dos braços foi fustigada selvaticamente por tudo o que são as espécies vegetais autóctones  da Arrábida. Cheguei à estrada completamente "seco" e "riscado", amaldiçoando o "deus da estupidez", o tal que de vez em quando me aparece nestas andanças numa nuvem e com asas. Imagino que dirá: "blásfémias de um mortal que não reconhece os benefícios de ter pouco juízo". 
Sede, fome, calor. Estou como um viajante no deserto mas no meio do óasis que é a Serra da Arrábida. Penso descer ao portinho para um mergulho mas a ideia de ter de subir o seu acesso inclinado faz-me desistir da ideia. Estou já em modo "todo roto" e ainda tenho de regressar a Lisboa. Mergulhei mais adiante, na figueirinha, ui que gelo!
Outão, vale da rasca, e ai o "reforço" com mais duas bejecas e uma sandes de "paiola alentejana". Depois direcção ao vale de picheleiros e subida ( penosa) até Vila Fresca Azeitão e daí a todo o gás, Vila Nogueira, Quinta do Conde, Coina e Barreiro. Paragem na terra onde nasci há 47 anos, no tempo em havia fábricas que vomitavam toneladas gases poluentes e duas equipas de futebol na 1ª divisão.A minha mãe recebe-me com os habituais mimos, eu com mais uma "visita de médico" a pretexto de  a noite estar a aproximar-se.Depois barco para Lisboa e mais 10km até casa que somo aos 120 que já trazia marcados no ciclometro ( ou lá como se chama, a sigla GPS parece-me mais simples). Um grande dia e sobretudo, um empeno inesperado, com outras coisas à mistura, pois claro.
Abraços.

UM EMPENO INESPERADO E OUTRAS COISAS - III

A gata acorda-me às 4 da manhã com as suas cabriolices de felino noctivago. Dormirá de dia, eu não, tenho um dia longo de trabalho pela frente e umas olheiras fundas que a insónia desenhou. Estou ensonado, lento, "pedrado" e com isso, um pouco "ausente". Não é um acontecimento ( as traquinices da Mara) nem um "estado de espírito" novo, ando cansado ultimamente sem verdadeiramente o estar, não há esforços que o justifiquem, fisicos ou mentais. Sinto-me novamente sem energia, vontade para treinar e tudo o resto. Precisava de sossego, não do definitivo que para esse vou ter tempo que sobra, mas de um momentâneo, escolhia a montanha, ar puro e fresco, silêncio, ou seja, sem televisão, computador ou telemóvel e, sem horário, poder caminhar, correr ou pedalar, ler, dormir... Sonho acordado já percebi, não me livrarei de uma Lisboa ruidosa tão depressa, além disso já tive férias. Preciso por isso de férias das férias, daquelas em que "seguimos dentro de momentos", com "mira técnica" e música clássica em fundo.
Pois é, depois de um agradável treino/convívio da última terça-feira com os "Portugal Running" não "mexi uma palha", népia, zero! Amanhã talvez, se acordar a horas decentes, sem o calor insuportável destes (muitos) dias e sem ter de "ir aqui" ou "ali", "fazer isto" ou "aquilo", ou seja, livre como um passarinho! Para já escrevo esta mensagem no trabalho dando uso ao tédio de quem pouco tem para fazer por estes dias de Agosto ( como era bom uma revolução no estio para por a malta se mexer). 
Apesar de cortarem quase todos os acessos a sites da internet ( corte que não foi para todos é certo), ainda "permitem" o "blogger" ( o "worlpress" é mais difícil). Nada mau, obrigada "grande irmão"! Aliás, hoje restaurei a fé em ti ( no sistema, mas acho que só temporariamente), uma notícia num jornal diário avisa que um procedimento concursal já visivelmente manchado pela indignidade e falsidade foi em "sede própria" e pela segunda vez anulado. Passará agora para o "ministério da verdade" ( do amor não que ia fazer demasiados estragos) a competência da decisão final. Será a oportunidade soberana de punir incompetentes, apanhar os "chicos-espertos", cascar nos sacanas, que impere pois a equidade e a justiça ( o grande irmão está a ver-me de certeza)!
Bem tanta lábia e não dou conteúdo ao título desta mensagem, sou mesmo como já me apelidaram em tempos, um "tagarela" um "fala-barato", só não vendo "banha da cobra". Isto de escrever por "capítulos" um acontecimento fortuito, passado em poucas horas, ainda por cima com esta distância no tempo ( foi no mês passado) faz-me lembrar a "literatura de cordel", muitas páginas de prosápia picante para dizer ao leitor que a Aninhas, por sinal a vizinha de cima do narrador, menina casada e de boas famílias, anda "embrulhada" com o Tony, o mecânico marialva que mora na cave do prédio ( malandro, isso não se faz à rapariga!). Assim pareço eu, até já pensei em concorrer a guionista de novelas mexicanas ( embora ache que nas brasileiras estava mais bem acompanhado mas gosto de "burritos"). Com esta treta, quem vem aqui já se deve ter-se questionado: " este tipo está a ficar maluco, não vou perder tempo a ler um blogue de disparates, nada se aprende". Eu defendo-me: pessoal estamos na "silly season", estou por isso, "silly", descontem isso, já leram certamente coisas boas aqui no "trilhos" ( raras, mas umas autênticas pérolas). Volto daqui a umas horas para o último capítulo da "saga" "um empeno inesperado e outras coisas" e prometo ir "directo ao assunto". Inté e abraços.

segunda-feira, agosto 19, 2013

UM EMPENO INESPERADO E OUTRAS COISAS - II

E pronto, mais um período de férias que acaba e cá estou de regresso a uma Lisboa muito quente, mas bastante animada em Agosto. Desde que regressei há já cinco dias só consegui fazer um treino de corrida e ainda assim, senti-me a "derreter". Hoje falhei o da manhã porque acordei tarde num dia em que se esperam 40º, tento mais logo, quando começar a soprar a habitual brisa marítima refrescante ao final de tarde.

Faltam-me um período de férias em Novembro que não sei utilizo para visitar uma amigo no sul da Alemanha ou outro na Suiça ou ainda cumprir o desejo antigo de pedalar em Copenhaga, talvez esta seja a hipótese mais plausível, tudo em modo "low coast", claro, que o dinheirinho não estica e aqui o tuga adapta-se bem a circunstâncias "mínimas". Aqui só para nós que ninguém nos ouve ( porque ler aparecem por aqui uns quantos distraídos) , Portugal sufoca-me há muito e não é só por causa do calor, estes momentos de "arejamento" fazem-me bem à saúde, e já que não consigo a "cura" ( por-me de vez ao fresco), pelo menos servem de "tratamento". Companhia de viagem aceita-se.

Retomo o que deixei por escrever, num dia de "empeno inesperado" - Ler a Parte I

Experimento o areal com a bicicleta, não era a primeira vez que conseguia ir até Fonte da Telha pela praia na maré vazia. Surpreendentemente consigo ir mais longe, até à boca da Lagoa, apesar do último quilómetro tê-lo feito com a bicicleta "à mão"! É certo que a partir da Fonte da Telha tive muitas dificuldades de progressão, o que me leva a tirar pressão dos pneus, mas a amplitude da vazante é tão grande que consigo avançar neste paraíso onde apenas avisto gaivotas, poucos passeantes e raros nudistas.
Imaginei que com a bicicleta seria difícil atravessar a boca da Lagoa de Albufeira, a nadar, noutras circunstâncias, já o fiz muitas vezes. Quanto ali chego a água dá-me pela cintura mas a corrente da vazante é muito forte. No entanto, animado pelo regresso do espírito do aventureiro de outrora ( e de agora), tento a travessia com a bina ás costas. Caminho obliquamente de fora para dentro, ou seja contra a corrente, se fosse arrastado, muito provavelmente iria ter ao mar e corria o risco de perder a "máquina", mas ainda assim arrisco, força nas canetas! Talvez por terem percebido que eu tenho uma parafuso a menos, vieram em meu auxilio três prestáveis nadadores salvadores. Calma rapazes, aqui o velho safa-se e quando vai ao tapete, habitualmente levanta-se, além disso os deuses nas circunstâncias mais insólitas e arriscadas tem estado do meu lado, até agora sou um protegido pelas forças invisíveis do universo, acho é que já esgotei os "créditos" :-)
Já que consegui atravessar para este lado a passeata vai ser outra. O tempo foge, passa do meio dia e a fome aperta, penso em comer qualquer coisa. Não me sai da cabeça as sandes de choco na sede do Azóia, um clube sediado ali para os lados do Cabo Espichel e onde de vez em quando faço uma perninha na equipa de orientação ou na das corridas de aventura. Vou até lá passando por Alfarim, Aldeia do Meco  e depois Campimeco ( Praia das Bicas) por estrada, depois por um caminho em terra batida à esquerda vou mesmo sair perto da Azóia. O café da sede está aberto, mas as famosas sandes de choco nem vê-las, só de fiambre, maricon, bah, avanço para Sesimbra para uma tasca onde já comi umas saborosas bifanas em tempos. Apesar de esfomeado, faço os melhores trilhos do percurso,  já os conheço mas há muito que por lá não passava. A paisagem é deslumbrante, sempre a ver o bonito azul do mar a sul e os trilhos maravilhosamente técnicos, com muita pedra, regos de água, subidas e descidas. Não tenho o "à vontade" de outrora em cima da BTT mas surpreendo-me, afinal ainda estou "operacional" e a adrenalina ainda "bate" forte. Entretido com estes pensamentos, cometo o primeiro erro do dia, o trilho que optei por fazer acaba dentro de uma enorme pedreira que já "devorou" grande parte da arriba nos tempos áureos da betonização do país, agora está incrivelmente silenciosa, deve ser da crise das obras públicas e privadas. Atravesso-a e retomo o trilho que me leva  a Sesimbra por uma descida para bater limites de velocidade, mas cuidado que o chão é em gravilha, tem uns socalcos e derrapa como o caraças. Chego finalmente ao almoço, sento-me na esplanada entre pescadores e uma turista com pernas até ao pescoço e peço uma bifana e uma cerveja preta que aos primeiros goles fazem-se soltar em monólogo audível a frase que até fez sorrir a dita "camóne": "como a vida é bela!"
Continua...

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