quinta-feira, outubro 31, 2013

[O Homem da Maratona] MAIS UMA CRÓNICA APRESSADA II- 2006

Em 2006 estava de partida para mais umas férias em família... no meu (nosso) sul.

Posted by Zen to O Homem da Maratona at 8/02/2006 08:26:00 AM

Foto: Eu e o meu Jonhy Bravo na praia da Galé - Grândola durante o Melídes - Tróia

Pois é... sigo para o Sul por uma estrada que pela impaciência das crianças parece nunca mais ter fim. Eu de olhos postos na monotonia do alcatrãapenas o adivinho quando as minhas narinas são invadidas pelo cheiro único e doce da combinação das estevas, figueiras e alfarrobeiras temperado a sal à medida que nos aproximamos mais do mar. Mar esse que ainda não sei se é verde, se azul ou dourado, porque a Sul a luz é uma paleta com muitas cores.
Tenho o privilégio de pertencer a este Sul onde se é indolente mas corajoso. Onde a pele e os rostos das pessoas guardam a memória da riqueza da mestiçagem com orgulho. Onde somos todos ao mesmo tempo “ Mouros” e “ Africanos” sem esquecer que somos portugueses. Onde se reza em mesquitas que são igrejas e talvez sinagogas venerando “santos” marxistas.
Na gaveta das memórias alegres da infância estão os caminho do sul ao som repetido das músicas do Roberto Carlos ou de uma Jazz Band que nunca soube o nome no leitor de “cartuchos” do potente “ Ford Cortina XL” do meu Pai. Estão as melancias, melões e meloas comidas a golpe de navalha à beira da estrada enquanto outros viajantes do sul nos acenavam à sua passagem. Estão as sardinhadas comidas num terraço algarvio com o “ Ti Jaquim de Olhão” a dançar um corridinho na companhia da sua espanhola colada ao rádio e para a qual pedia sempre um copo de vinho pois não gostava de beber sozinho, porque solidão já ele sentia aos remos do seu bote durante a faina diária. Está também uma bonita menina de pele de ouro que me fazia tremer de fascínio nos meus pueris seis anos e que mais tarde soube ter sido dama de honor num concurso para Miss Portugal. Estão muitas outras coisas que preciso de desempoeirar e que agora não me apetece contar, revoltado pela injustiça do tempo que mata a todo o instante e como qual lutamos cientes que à partida seremos derrotados, mesmo que a arma seja memória que nos parece sempre mais viva que o presente.
Mais tarde Lagos, dormir na areia da praia, usar o meu primeiro casaco de ganga emprestado, não mostrar B.I para entrar no Tijuana ou no Doors e ver GNR num estádio de futebol a abarrotar a tocar o “quero ver Portugal na CEE”… eu também queria seu "europeu", agora não tenho tanto a certeza disso. Depois Porto-Covo, fogueiras na praia, vida de hippie e namoradas que me diziam “I love You”, com excepção da Isabelinha do Porto que com o seu português terno do norte me dizia “ és cá um murcon… mas és um tipo fixe” e de quem guardo as melhores recordações, sobretudo de uma madrugada a tomar banho nús numa cascata no paraíso de Milfontes. Ah...mil amores!
Levaria horas a escrever sobre Odexeixe, Zambujeira, Melides, S. André, Cercal, Ilha do Pessegueiro, Sines, as furnas em Milfontes, Odemira … eu conheço tantos caminhos do Sul, mas não, talvez mais tarde, salto por agora para o meu passado recente. Levei o meu filho mais velho de férias pela primeira vez para o Sul, a minha pequenita também. A minha mulher e também a ex-mulher, passei com elas as primeiras férias a dois, no Sul. A minha paixão desportiva era mais intensa em Montegordo durante o triatlo com o mesmo nome, não sei, não me perguntem porquê, talvez fosse a travessia da ponte do Guadiana, o fantástico convívio final depois da prova, ou talvez o facto de estar no Sul.
Foi agora no Sul que fui ver o Raid Melides- Tróia do qual escreverei umas linhas depois de voltar do… sul.
Eu ao contrário de muitos Homens que tentam na bússola das suas vidas encontrar o Norte, eu não, eu quero sempre (re) encontrar o SUL.

Boas férias.


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Posted by Zen to O Homem da Maratona at 8/02/2006 08:26:00 AM

quarta-feira, outubro 30, 2013

TRAIL DO CABO ESPICHEL - GDU AZÓIA - 21 DE DEZEMBRO


Para "benzer" o corpo antes dos "pecados da gula" do Natal e nas bonitas e desafiantes paisagens da zona do Cabo Espichel e Sesimbra...

"O Grupo Desportivo União da Azoia organiza no dia 21 de Dezembro, sábado, o Trail do Cabo Espichel /Sportlife, uma actividade de corrida de natureza destinada a praticantes regulares ou de lazer. 

A iniciativa decorre na zona do Cabo Espichel, e é composta por Trail Longo de 30 quilómetros, Trail de 15 quilómetros, e Caminhada de 8 quilómetros.
Os interessados podem efectuar a inscrição de 1 de Novembro a 18 de Dezembro, pelo telefone 21 268 51 57 (das 20 às 23.30 horas), telemóvel 93 508 61 99, e-mail gduazoia@gmail.com, ou no site www.gduazoia.com."

RAID AVENTURA AZEMÉIS - RAIDBOOK DISPONÍVEL



Equipa:  

GDUA Esmot ELITE: 

- António Neves
- José Carlos Pereira
- José Neves

Etapas:

Sábado:

Etapa 1 - Ori Pedestre + Score100 + Multiactividades - Máx 20km/ Min 4km = 12Cps

Etapa 2 - Ori BTT - Máx 40km/Min 15km = 13Cps

Etapa 3  - Ori Pedestre + Actividades ( escalada) - Máx 14,5km/Min 1km = 8Cps

Etapa 4 - Ori BTT - Máx 40km/Min 4km = 17Cps

Etapa 5 - Ori Pedestre - Máx 21Km/7Km = 10Cps

Domingo:

Etapa 6 - Ori Canoagem - 25km + 6Km = 14Cps

Etapa 7 - BTT Linha + Ori BTT - Máx 41km/Min 22 = 11 Cps

Desnível acumulado - sem cálculo ( informação nos gráficos de altimetria). Distância máxima 201,5Km/ 2 dias.
Não vai ser um empeno, será um "empeníssimo".

Wish us luck.

segunda-feira, outubro 28, 2013

O Homem da Maratona] UMA CRÓNICA APRESSADA - 2006


Posted by Zen to O Homem da Maratona at 8/02/2006 08:05:00 AM
Na foto: Eu e o Dominique um corredor e leitor do meu blog além fronteiras durante o Raid Melides - Tróia.

UMA CRÓNICA APRESSADA ANTES DE IR DE FÉRIAS ( no fórum de atletismo "O Mundo da Corrida")
Olá REIS DAS AREIAS

Antes de mais PARABÉNS!!!

No "dia mais longo" os Raiders foram coroados REIS DAS AREIAS. A minha profunda admiração para com os "heróis" desta aventura extrema.
Serão para sempre uns ULTRASANDMARATHONMAN ( é um grande epíteto mas soa muito bem)!

Meus amigos

Confesso que invejo as vossas dores, sinal que estiveram lá, eu estive apenas "por ali" mas sinto partilhei um pouco do vosso espírito.

Farei então o relato (espero que breve) do meu Raid Melides- Tróia 2006

Dia 28 - Peço no fórum que me substituam na função de Contador - Mor pois vou rumar a sul ( como eu adoro o Sul) e não estarei para colocar o nº 1 ( genial esse nº 1 amigo Antunes).
Pela tarde arrumo a "trouxa", vou buscar o meu filho mais velho e sigo pela A2 até Setúbal aí e durante a travessia do ferry- boat tenho a felicidade de avistar os lindos Roases do Sado (golfinhos). Estrada fora e uma indicação de um parque de campismo... é já aqui! Agradável surpresa, o parque da Galé e a respectiva praia são locais fantásticos.

Dia 29 - Praia, pôr a leitura em dia ( se é que alguma vez vou conseguir).
De tarde ligo para o Hugo Velez, fiquei de o conhecer em Melides. É para aí que rumo ao final do dia. Encontro à minha espera uma recepção fantástica, o simpático casal Hugo e Tânia. Juntos, eu depenicar um "queijinho" alentejano e a beber uma "cervejola" ( luxos para quem não vai fazer uma prova no dia seguinte) eles a comer uma "douradinha" lá fomos aprofundando o relacionamento através de relatos de uma paixão mútua: a aventura! Fotografias e...xixi cama que amanhã é dia de Raid.

Dia 30 - Estava excitadíssimo, parecia que era um dos Raiders. Chego a Melides e dirijo-me a um rosto que me era familiar mas que ainda não tinha cumprimentado pessoalmente, o Fernando Andrade. Eu efusivo e a "falar pelos cotovelos" o Fernando com certeza a pensar " este tipo é um fala barato do caraças"... foi um prazer conhece-lo Fernando Andrade! Repito esse mesmo prazer com o Joaquim Antunes e depois com o Hébil e depois com muitos outros. Fotografo, sou fotografado, saúdo, sou saudado... estava feliz era o dia do "meu" Raid.
Pum! Partida, aí vão eles, "esperem por mim" gritei, não me ouviram! Dirijo-me para o carro que conduzo até á Praia do Pego, local aonde chego a tempo de avistar os primeiros raiders que vou incentivando e fotografando até ficar sem pilhas (que me perdoe o Gonçalves dos Machada Runners e o Antunes a quem eu por "azelhice" "cortei a cabeça" após trés tentativas). Novo destino, Tróia, espero comprar pilhas e fotografar os restantes. Encontro o Carlos Viana (que me abasteceu de pilhas), revejo a Ana Pereira, cumprimento o dirigente e triatleta Paulo Alves (sempre simpático, sempre bem - disposto) desta vez na organização da prova e reconheço ( pelas descrições físicas que me deu) um camarada belga de corrida que passa férias em Portugal e lê o meu blog assiduamente o Dominique. Para o ano estaremos em Melides Dominique!
Ei-los que vão chegando os “heróis das areias” com todas as "máscaras" que podemos imaginar depois de 43Km de areias quase "movediças" mas apesar disso, certamente todos felizes. Eu distribuia " parabéns", "parabéns", "parabéns" (já me estou a alongar ). Olhei para o relógio, 15hrs, o meu filho esperava-me na Galé para o regresso a casa, tinha de me ir embora, que pena não iria ver chegar muitos amigos. O último que vi foi o Jorge a quem eu convenci “meter-se”nesta aventura e que para ela comigo treinou até eu "dar o berro", parabéns Jorge, num dia tornaste-te um Maratonista e um Ultramaratonista, é obra! E desta forma despedi-me de todos já com saudades do futuro, até para o ano Reis das Areias, serei novamente mais um candidato à coroação!

Bem e já chega! Quero agradecer as palavras simpáticas que me dirigiram nestas últimas mensagens e dizer-vos que elas são uma parte importante do meu programa de recuperação e ainda que são vocês que alimentam a minha paixão pelo desporto em geral e por estas "maluqueiras" em particular. E pronto… tenho dito! 


Para breve mais crónicas da prova e a conclusão dos " Joelhos do meu descontentamento"

Fotos da prova em http://raidmelidestroia.blogspot.com/

sexta-feira, outubro 25, 2013

TRAIL DA LOUSÃ - O REGRESSO À SERRA



E lá fui eu mais uma vez para a liberdade das serras portuguesas, desta vez para fazer o "Trail da Lousã", a versão "curta" de 45km de uma prova maior da AX Trail Series, o UTAX ( 88km). A realização deste evento foi da autoria do conhecido Fernando Pinto, um antigo corredor de aventura ( e não só) e da sua empresa de eventos desportivos, a Go Outdoor, que labora tendo como palco privilegiado as serras e rios do "Maciço Central", explorando actividades que vão da organização de eventos desportivos competitivos, até passeios na serra, descidas de rio, entre outras actividades em natureza. Da sua experiência resultou, como não podia deixar de ser, uma excelente organização de Trail da qual espero beneficiar durante muito tempo.

Salto os pormenores e tento condensar a história desta demanda serrana.

Três anos depois da última prova a sério e com três meses de treino (i) regular, aqui estou, junto de um pórtico de partida montado em Castanheira de Pêra, no meio de mais de 250 homens e mulheres "vestidos a rigor" como eu, prontos para vencermos 45km de serra ensopada pela chuva dos dias anteriores e aproximadamente 2500 desnível positivo. Para certificar isso, havia três abastecimentos e três postos de controlo, todos situados nas belíssimas aldeias históricas de Xisto da Lousã.


Partida! Que serra, que trilhos, que tamanha beleza a 1h30 de carro a partir de Lisboa!

Penso: vida desperdiçada em coisas inúteis se as ocasiões para ser feliz ( na dimensão justa da minha felicidade comungada),estão "logo ali", simples, basta a força de querer, basta a vontade de fazer uma "limpeza do lixo mental" que acumulamos distraídos em "estilos de vida" que nos poluem com o acessório, com o trivial, o material e nos tornam, egoístas, insensíveis aos outros e ao meio, esquecidos do fantástico milagre que é a vida e da oportunidade que é poder vivê-la em liberdade! 

Nevoeiro, castanheiros, ribeiros, cascatas, aldeias de xisto, umas abandonadas outras revitalizadas, pedras escorregadias, afiadas, pássaros, cheiros, verde, vistas... "A paisagem não tem dono"!

Na fotografia acima estava no primeiro posto de abastecimento na aldeia de Xisto do Talasnal ao km 18 e ainda sorria. Seguiu-se um dos troços mais bonitos da serra até à aldeia de Candal, percorrido a meia encosta, subindo gradualmente sempre ao lado de uma levada, um trilho com um pé no precipício em que escorregar ou aumentar a velocidade seria um mergulho garantido no vazio. Ser pássaro por segundos pareceu-me uma ideia fantástica, mas continuo a preferir a condição de homem, apesar dos acasos.

O Abastecimento seguinte seria na aldeia de Xisto da Cerdeira, ao Km 23, seguia-se o resto da "parede" que já havíamos começado até ao alto da Lousã ( 1205mts) e uma vista de encher a alma de poesia ao "amor pátrio", este espaço de subjectividades que nos pertence e ao qual pertencemos, geográfica e culturalmente e que devemos preservar e defender com unhas e dentes das ganâncias e nepotismos de aquém e além. Que país bonito este onde nasci.

"Tudo o que sobe desce", Newton mostrou-me parte da teoria da gravidade através de caminhos de pedra rolada quase a pique, primeiro largos, depois trilhos de pastores transformados em ribeiras pela chuva e que fizeram das minhas pernas a conclusão daquilo que todo o percurso já fizera até ali, objectos estranhos sem comando e nas extremidades dois pés torturados pelas pedras, dentro e fora dos ténis. 

A partir da aldeia do Coentral, o último abastecimento aos 33km, estendia-se um longo tapete até à meta, mas este já parecia ficção, qualquer pequena subida mesmo em estrada, era uma conquista do Evereste e a meta parecia estar "fim do mundo"! Mas cheguei lá ( ao fim do mundo) e não vi monstro nenhum. Vi sorrisos e palavras de "parabéns", cumprimentos e até uma inesperada entrevista em que só me lembro de repetir, "lindo, "lindo", lindo".

Hoje ( domingo), acordei com se tivesse levado porrada de um bando de malfeitores, "estou todo partido"! Porem feliz por este regresso, aos treinos, ao convívio, aos grandes espaços naturais, aos desafios físicos e técnicos, de que tanto gosto e que contrariam, pelo prazer que é viver desfrutando destes prazeres simples, a existência sórdida, incerta e mortificante de cidadão neste país nos tempos que correm.

Classificação 104º da Geral entre 207 "finishers" com 6h34.

Até breve!


sexta-feira, outubro 18, 2013

PRONTO PARA OS TRILHOS DA SERRA DA LOUSÃ


http://axtrail.go-outdoor.pt/trail-da-serra-da-lousa/trail-serra-da-lousa-2013

1- Mochila
1- Camelbag/saco Água
1 Corta Vento
3 - Barras de cereais
1- Saco figos secos
1 -Saco de frutos secos
3 - Power Gel
2 - Sandes
1- Manguitos
2 Camisolas
1- Calcões
1- Meias de compressão
1- Frontal
1- Manta de sobrevivência
1- Apito
1 - Ténis Adidas Supernova Riot
1 - Bastões
1- Creme Níveia
1 - Gel Aquecimento
1- Chapéu
1- Máquina fotográfica
1 -Telemóvel

terça-feira, outubro 15, 2013


Hoje parei quase junto à ponte sobre o Tejo para o ver nascer. Esta semana é a terceira vez que quase no mesmo loca

[O Homem da Maratona] RUTA DEL CARES I - 2006

Nos Picos da Europa em 2002, numa das sua mais conhecidas rotas pedestres da Europa, a Garganta do Cares. Nesta fotografia, eu o meu irmão e o Nelson, atrás da máquina a Ângela. Que dias bem passados!

Posted by Zen to O Homem da Maratona at 7/18/2006 03:41:00 PM
Bajo las cumbres calizas, calizas en los leoneses valles de Valdeón y Sajambre, los ríos Sella y Cares han abierto unos abismales tajos de gran belleza e impresionante paisaje. La Garganta del Cares, bautizada con el sobrenombre de la Garganta Divina del Cares, es uno de los lugares de mayor interés paisajístico de toda la Península Ibérica. La mejor manera para conocer estos remotos lugares es hacerlo caminando.


Está um calor dos diabos, tudo queima.
Foi assim também em 2002, quando com um grupo de amigos parti para as Astúrias com o objectivo de fazer uma das mais concorridas descidas de canoagem do mundo o " Descenso del Sella". Nesse ano recordo-me de atravessar um país de sul para norte "debaixo de brasas" a pararmos em tudo o que era rio, barragem ou charco para nos refrescarmos da canícula. Com todas estas "banhocas" só ao início da noite, passamos por "França" ( a última terra portuguesa antes da fronteira) para entrarmos em Espanha pela fronteira do Parque Natural do Montesinho até Puebla de Sanábria onde fizemos uma breve paragem e daí rumarmos até à rica cidade de Olviedo com destino final Arriondas, vila situada aos "pés" dos Picos da Europa e local de partida da referida regata. Chegamos já a manhã caminhava para a tarde, depois de viajarmos quase 900km durante quase 24h(!) num jipe UMM que, pela carga (canoas e objectos pessoais) e antiguidade, não passava dos 80km/h.
Cansados mas satisfeitos, decidimos de imediato cumprir o extenso programa de visitas a que nos tínhamos proposto, o que não foi nada fácil, tal é a diversidade de locais fascinantes que este conjunto montanhoso oferece e a necessidade de nos demorarmos um pouco para os "saborearmos" melhor e assim podermos , tal como eu estou a fazer aqui agora, relatar de viva memória aquilo que por lá vivemos.
Um dos trilhos mais conhecidos e "míticos" dos picos que fizemos primeiro foi a Garganta do Cares, também apelidada com o epíteto de " La Garganta Divina" pela extraordinária e vertical beleza que nos oferece... continua.


Posted by Zen to O Homem da Maratona at 7/18/2006 03:41:00 PM


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segunda-feira, outubro 14, 2013

TRAIL DO ZÊZERE - INSCRITO!


"Ferreira do Zêzere é um dos concelhos que se situa mais a Norte no distrito de Santarém. Banhado pelo Rio Zêzere numa grande  percentagem da sua "fronteira” (aproximadamente 24 Kms), o concelho é limitado a Sudeste pelo concelho de Abrantes, a Sul por Tomar e a Oeste por Ourém (do distrito de Santarém), a Noroeste por Alvaiázere e a Norte por Figueiró dos Vinhos (distrito de Leiria), a Nordeste pela Sertã e a Este pelo concelho de Vila de Rei (distrito de Castelo Branco)."

"O Trail do Zêzere terá duas competições com distâncias diferentes (Ultra Trail - 48Kms e Trail 23Kms), para além de uma caminhada de aproximadamente 12 Kms."



Talvez esteja a ir com muita "sede ao pote", depois do Trail da Lousã (44km) no final desta semana e da TP Corridas de Aventura em Azeméis ( 2 dias com aproximadamente 200km multidisciplinares) mas o que é certo é que "apetece".
Esta zona do país que conheço de outras aventuras, algumas há poucos meses, e estadias com a família, merece a minha/nossa visita, ecologicamente falando, claro!
Caso não "dê o berro" por "overuse ( ou seja, "abuse" :-), Zêzere aqui vou eu com o olho no Trail dos Abutres em Janeiro!
Hasta!



domingo, outubro 13, 2013

domingo, outubro 06, 2013

TRAVESSIA DA BAÍA DE SESIMBRA 2013

Pareço um teletubi :-)
Fotos: Miguel Batista

Que bonito dia de Outono para nadar a minha 11ª Travessia da Baía de Sesimbra!
Este ano, não sei se em consequência da crise financeira ou do facto do governo ter decidido acabar com o feriado do 5 de Outubro, mas os participantes reduziram quase para metade. Ainda assim a praia da Califórnia estava bem composta de nadadores, a maioria pertencentes a clubes de natação e portanto, malta que faz dos 1500 metros da travessia, " um figo" ( acho que este ano dilataram um pouco distância)! Eu, sendo um "outsider" nestas andanças ( o tal que faz tudo mas não é especialista em nada), também levei o "empreendimento" ( está na moda esta linguagem dos fazedores de dinheiro) sem grande sacrifício, até porque a água estava como o meu irmão disse no dia anterior, "um caldo", ou seja, uma maravilha, o que não é habitual ali para os lados de Sesimbra nesta altura do ano.
Por haver menos gente ou pela experiência acumulada, desta vez não levei muita "porrada" na viragem da primeira bóia e quando pela primeira vez pude olhar em redor para me posicionar, fiquei surpreendido ao ver tanta gente atrás, deslumbramento que depressa acabou, pois muitos dos que sentem medo nos "engarrafamentos" das bóias ao verem-se mais "à vontade", ligam o "turno". Eu mantive o meu estilo que disfarça mal a deficiente (e incorrigível) técnica, mas julgo que até fiz um bom tempo, embora não saiba qual, ao contrário das edições anteriores, a organização este ano poupou no relógio de chegada.
De resto, "tudo na mesma como a lesma", ou seja, uma camisola standart ( não alusiva do evento), o habitual mas saboroso chá de limão, a garrafinha de água e a banana. Nada mau para quem tem o prazer renovado de ir todos os anos, mas o evento podia ter um carácter mais festivo, mais criativo e não aquele ambiente de "cumprir a agenda", onde tudo parece ( infelizmente até o público) tão "mecanizado".
De resto... viva a República e claro, Sesimbra também!

sábado, outubro 05, 2013

[O Homem da Maratona] REVISTA ATLETISMO - 2006

A primeira vez que fui notícia na "Revista Atletismo" em 2006 com o "Homem da Maratona".
Posted by Zen to O Homem da Maratona at 7/09/2006 06:46:00 AM


Quando (re) comecei a correr aos 28 anos, a Revista Atletismo já por cá andava com 13 anos de dedicação ao atletismo e aos atletas. Doze anos depois por mérito e saúde da empresa Xistarca e dos seus esforçados e experientes colaboradores ainda cá estamos os dois, eu quase veterano, ela pujante, criativa e jovem com os seus 25 anos!
De início comprava-a ávido para ler a secção mais dedicada às corridas populares e foi através dela que conheci melhor o movimento da corrida em Portugal e a modalidade. A qualidade dos artigos técnicos, a descrição apaixonada das provas de atletismo, o calendário destas, as classificações e muitos outros assuntos ligados à corrida, faziam com que a lê-se e (re) lê-se vezes sem conta, até os números mais antigos que guardava religiosamente numa das prateleiras "nobres" do móvel da sala. A minha mulher chateada pela ocupação de lugar tão privilegiado das revistas, ou talvez farta da devoção que dedicava a estas e à modalidade, acabou por "expulsá-las" para um caixote na dispensa, até que, por entre as mudanças provocadas por um divórcio a consequente mudança de casa e no auge da "guerras de rosas", elas acabaram contra a minha vontade condenadas a um caixote do lixo qualquer.
A minha vida mudou então e a revista também. Hoje é publicada numa espécie de dois em um, a Revista Atletismo propriamente dita e suplemento Mundo da Corrida que devoro com a mesma gula de outros tempos Acho que agora ainda me sabe melhor que nos seus primórdios, pois a criação das secções de Triatlo, Orientação e Montanha, foram como especiarias: um óptimo tempero do agrado do paladar para quem gosta de corrida, aventura, natureza e desportos multidisciplinares.
Bem toda esta lenga lenga para dizer que este Blog ( O Homem da Maratona) e o seu autor ( aqui o Zen) foram notícia na "revista suplemento" Mundo da Corrida da Revista Atletismo do mês de Julho.
Bem hajam.

Posted by Zen to O Homem da Maratona at 7/09/2006 06:46:00 AM

quinta-feira, outubro 03, 2013

[O Homem da Maratona] ATÉ JÁ - 2006

Posted by Zen to O Homem da Maratona at 6/27/2006 07:40:00 AM
Maratona de Lisboa 2005

Fim-de-semana alegre, bem passado!

Sábado:
- Nha Júlia, bota mais um grogue! Dizia eu no meu mau crioulo de português, motivo de uma bem disposta risada entre os cabo-verdianos presentes.
-Nha Júlia, cachupa sta sabi, un kre mas uma cerveja. Altas horas, funaná, família, amigos, boa disposição.
Tinha de me ir embora, combinei com um camarada o primeiro treino longo depois da lesãnos joelhos. Mas não podia... estava a gostar de estar ali, divertia-me, coisa que não tenho feito nos últimos tempos.
Domingo:
- Futebol, festa, filhos da mãe dos holandeses (árbitro incluído). Treino amanhã, hoje vou dormir, feliz, férias, fixe!
Segunda:
Arrumo a trouxa a toda velocidade. Cinturão de garrafas, uma barra, chapéu, creme nívea, água, óculos e o polar e ala para a Fonte da Telha. Três horas de treino eram o objectivo.
- Não dói é tudo psicológico. Mentalizava-me em voz alta. Raid, raid, raid! Dia fresco para treinar, maré baixa mas a subir, pouca gente. 130 bpm, 60% da frequência cardíaca máxima, ritmo ideal para este tipo de treinos. Primeira hora com algumas dores nos joelhos, os malditos ténis que comprei a entortarem no pé direito (já os troquei), a bebida de laranja que comprei a fazer-me azia. Mau... salva-se a paisagem, linda! O mar a perder de vista, o areal branco, este cheiro de pinhal e mar! Segunda hora de treino, dor, dor e mais dor, tenho de chegar à Fonte da Telha. Cheguei de braços caídos, olhos no chão, raiva, mãos a palparem os joelhos dolorosos e perscrutarem com os dedos aquele ponto de onde a dor irradia. Vou ter de parar. Merda! Até já!
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Posted by Zen to O Homem da Maratona at 6/27/2006 07:40:00 AM

quarta-feira, outubro 02, 2013

RAID AVENTURA AZEMÉIS - TAÇA DE PORTUGAL DE CORRIDAS DE AVENTURA E CAMPEONATO IBÉRICO


A  última etapa da Taça de Portugal de Corridas de Aventura, também Campeonato Ibérico da modalidade realizar-se-à nos dias 2 e 3 de Novembro na bonita zona região de Oliveira de Azeméis. Não faltem, aventurem-se! Site da Prova e Facebook

terça-feira, outubro 01, 2013

O Homem da Maratona] VOLTAR A SORRIR - 2006

Continua a republicação do meu anterior blogue " O Homem da Maratona". Estamos no ano de 2006. 
Por esta altura, afectava-me um problema nos joelhos, que se prolongou por muitos meses impedindo-me de estar na partida do então denominado "Raid Melides Tróia", agora "Ultramaratona Atlântica". Ah, em 2006 ainda tinha "cheta" para comprar ASICS Kayano (custam agora 175€).

Posted by Zen to O Homem da Maratona at 6/19/2006 03:47:00 AM



Na Sexta-feira passada comprei a conselho de um competente técnico em calçado desportivo uns ténis adaptados às características de corredor pronador, uns Asics Kayano XI.

Se durante as últimas semanas tinha treinado BTT sem dor (a maior dor foi um "tralho" no alto da Serra do Louro com um ombro esfacelado e dois buracos no capacete a fazerem-me lembrar que nunca o devo esquecer), porque não treinar corrida?
Assim fiz! Com ténis novos (para um corredor é como ter um brinquedo novo) desafio camarada Jorge pela internet para um “treinozinho”.
- Posso voltar a meter a pá na Mochila? Diz ele.
A ironia tem a ver com o facto de me ter prometido que levará a dita ferramenta para que quando um de nós tombar durante a prova, esta servirá para abrir um buraco no areal para um apressado funeral, ele espera que seja eu o primeiro a “finar-se”.
-Podes, mas começa a escrever o teu testamento.
Motivação em alta, ténis novos e 60 minutos de corrida em "ritmo caracol" não chegaram para que no final me sentisse um pouco desiludido, o joelho ainda se “queixava”, mas com uma novidade, a dor era só num dos joelhos, não era insidiosa e não tinha a intensidade de há três semanas atrás. Parece que está a melhorar! Prudente o meu camarada ainda me disse que para o ano é que era, que era melhor eu ter calma, mas eu teimoso disse-lhe:
- Epá faço o Raid este ano nem que seja a rebolar!


Sábado, durante uma volta matinal de BTT na Mata da Machada, encontro os restantes camaradas que estão a treinar para o Raid.
- Contamos contigo! Amanhã treino longo aqui na Machada!
Eu ainda lhes disse que isto ainda não estava bom, que ia trabalhar de noite, mas acharam que isso tudo eram lamurias que aparecesse e mais nada!
- Pronto eu venho, mas vou chegar mais tarde e não faço as três horas.
- Ah "ganda" Neves, isso é que é um verdadeiro " Homem da Maratona"!
Depois de uma noite "mal dormida" encontro-me com os camaradas Machada Runners tinham eles já 1h.20m de corrida. Fiz 1h.50m e eles 3h.10m de um treino em amena cavaqueira a imaginarmos até ao detalhe tudo aquilo que precisávamos para a aventura de Julho em Melides. De regresso a casa o joelho direito "gritava", dei-lhe gelo o dia todo para o "calar".
Voltei a sorrir! Os próximos dias serão decisivos! Mas volto a dizer:
- Faço o Raid nem que seja a rebolar! 

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Posted by Zen to O Homem da Maratona at 6/19/2006 03:47:00 AM

O Homem da Maratona] 6/03/2006

Que dias Zen vivi na Lagoa de Albufeira a partir de meados dos anos 90! Aqui em Março de 2006 preparando-me para ir até à outra margem, voltar e ir outra vez, o que dava um razoável treino de 2000 mts de águas abertas. Já vou tendo saudades destes "planos de treino" ;-)
Posted by Zen to O Homem da Maratona at 6/03/2006 02:23:17 PM



Entretanto a Ana Pereira ( Blogue Maria sem Frio nem Casa) postou na altura o seguinte cometário, sabendo já da minha, então, mais recente e grave lesão ...

Ana
 



"Ironman uma vez, Ironman sempre!

Essa água até dá vontade de mergulhar nela!

Muita força, coragem e juízo nessa recuperação! Vale mais um tempo sem fazermos aquilo que gostamos para depois voltarmos a fazer como dantes, do que andar a arrastar lesões que muitas vezes se tornam crónicas, e desta forma transformamos o prazer que tínhamos em sofrimento.

Uma boa recuperação!"

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Posted by Ana to O Homem da Maratona at 6/07/2006 03:29:00 PM

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