Avançar para o conteúdo principal

ECOVIA DO ALGARVE ( PARTE I)

A Ecovia do Algarve é um dos muitos projectos portugueses que de tão bons que são foram tornados maus por quem decide. Imagino candidaturas a projectos europeus sobre mobilidades alternativas, ecológicas, estilos de vida saudáveis e muito dinheiro desperdiçado, sobretudo desviado para "eleitoralismos", "clientelismos" e outros "oportunismos".
O Algarve é bonito, apesar de "massacrado" pelos "patos bravos", "chicos espertos" e por muitos que à força quiseram um "bocado de paraíso" no sul. Tornou-se por isso em algumas zonas um "desordenado" de casas e estradas em arribas, de parques de estacionamento em cima de praias, restaurantes de gastronomia duvidosa "mar a dentro", entre outros "crimes", alguns irremediáveis. Eu gosto do Algarve. Levaria muitas mensagens a dizer "porquê" e provavelmente não me faria entender, não bastam as palavras para se explicar o que quer que seja.
Retomando o sentido deste post, quero dizer que em Julho fiz uma tentativa para percorrer de bicicleta a tão falada "Ecovia do Algarve". Tinha como intenção fazê-la por etapas, visto que os mais de 250km são difíceis de percorrer num dia, ou seja pedalar de manhã até ao final do dia e depois regressar à casa que tenho na Luz de Tavira de comboio. Abdiquei do troço Vila Real de Santo António porque já o tinha feito por duas vezes, restava-me quase 200km até Sagres. Assim parti rumo ao "desconhecido" num dia de verão com mais de 32º.
No início junto à localidade de Luz de Tavira a Ecolvia parece estar bem marcada por estes postes.
Próximo da "Torre de Aires", uma casa tipicamente algarvia.
A "Torre de Aires", um antigo farol e torre de vigia sinalizando e observando os barcos na ria.
Depois de ajudar um ciclista em apuros, uma das suas duas companheiras (um tipo cheio de sorte, diga-se :-) de viagem tirou-me esta fotografia junto a uma das placas que informam o troço em que estamos. Aqui próximo da Fuzeta.
Na Fuzeta, o circo Chen tem camelos, tigres, lamas ao sol do meio-dia para que se veja... o que os animais sofrem! Não há maneira de mudarmos isto e enriquecer a arte circense?! Uma vergonha! Isto e as touradas que regressaram em força também este verão.
Ainda percorria bonitos trilhos ao longo da Ria Formosa. Se todo o percurso fosse assim... Aqui entre a Fuzeta e Olhão.
Ria Formosa, um paraíso...
Que saudades de levantar voo para outras bandas. Junto ao aeroporto de Faro.
As muitas salinas e a constante paleta de cores algarvia.
De repente, no meio do nada ( nas traseiras do aeroporto), surge uma ciclovia "novinha em folha" que me leva até próximo da Ilha de Faro. Diria que parecia uma auto-estrada.
No Ludo, já próximo da Quinta do lago, a ver passar os "charters" cheios de "camônes".
Á direita tenho a Quinta do Lago. Aqui a ecovia não consegui conquistar um centímetro aos muitos campos de golf. Não faz mal, a vista para a esquerda é soberba.
A beber num café da Quarteira uma das ( seis ao todo) bejecas que me "mataram a sede" ao longo do percurso. Estava de férias, e quem resiste a uma fresquinha com mais de 30º?! Eu não!
Hotel Ampalius em Vilamoura, o primeiro sítio onde trabalhei "oficialmente" na vida. Tinha então 16 anos e estava nas férias escolares entre o meu 10º e 11º anos.
Depois de ter deixado para trás Vilamoura e a sua "chocante riqueza" ( perdoem-me, não é nenhuma sanha contra os ricos mas eu tinha visto uma "chocante miséria" na Fuzeta e em Olhão), sigo caminho até Albufeira ( aqui por cima da Ribeira de Quarteira).

Comentários

Mensagens populares deste blogue

MEMÓRIAS DA SERRA DA CARREGUEIRA

( Legendo só a última fotografia - este era um tanque de água próximo do quartel onde vínhamos tomar banho no verão na esperança de vermos também umas miúdas que por lá apareciam de vez em quando)

Por vezes basta uma palavra, um encontro com uma pessoa ou o regresso a um lugar, para que a memória se abra como um livro e revele parte da história da nossa vida que afinal, ao contrário do pensamos, ainda está bem viva em nós. Foi o que me aconteceu esta semana com o convite do Luis Miguel para um treino na Serra da Carregueira - Sintra, local onde há 27 anos atrás, estive às ordens do Estado pelo período de 16 meses a cumprir o então "serviço militar obrigatório". Chamava-se na altura "Regimento de Infantaria nº 1", que incluía um dos chamados "Batalhões operacionais de primeira linha" do Exército português, o que significava, homens prontos para uma eventual intervenção militar imediata, isto apesar da guerra colonial ter acabado na altura havia 12 anos e …

NÃO HÁ ALMOÇOS GRÁTIS

Finisher na Maratona de Lisboa 2007
(Fotodesporto)
Depois de duas consultas no CMD ( Centro de Medicina Desportiva) com RX´s e ressonâncias na mão e algumas horas de espera, sou recambiado para uma consulta no Hospital da Cuf com o argumento de que o meu problema era "complexo". Habituado às "complexidades" da vida e sobretudo a perceber como estas alimentam as diferenças de poder e "afirmam" crenças, neste caso de que todas as opiniões médicas são prescritivas ( entre outras opiniões de "especialistas"), pensei, "já vou ficar a arder com mais uns tostões". Mas fui, não fujo ao grupo dos "crentes", mesmo que tenha consciência dos dogmas de uma ciência quase transformada em religião, e confesso que os referidos especialistas são para mim ( e para mais) uma espécie de pastores evangélicos que nos libertam sempre um "aleluia", afinal, algo existe além desta enfadonha ignorância quotidiana na qual a maioria de nós chaf…

A VIDA O AMOR E OS... TRILHOS

Pois é, o "Trilhos Míticos" está de volta. A vida neste tempo em que estive ausente deu as suas "voltas", os "amores" também mas os trilhos continuaram a percorrer-se, agora também de mota como podem ver nas imagens. Ficará por contar aqui as minhas voltas entre a Suiça, Áustria e Alemanha, durante o último ano e meio, a referência aos seus bonitos trilhos de montanha e lagos onde me fundi de corpo e alma ( e por lá deixei parte deste/a).  Durante muitos anos o Trilhos Míticos foi essencialmente o espaço aonde escrevia acerca das minhas aventuras desportivas, que não podendo-do recuperar as muitas histórias que tenho destas desde o inicio dos anos 90, falava das que vivia na "actualidade" e foram muitas! Mas isso mudou desde há dois anos num processo que se adivinhava há muitos mais. Como a vida é dinâmica e este blogue também, este passará a incluir todos os trilhos percorridos por mim, seja a pé, a nadar, de bicicleta, de mota, de canoa e ago…