sábado, junho 25, 2011

Monsanto e o Jorge I ( Abril 2011)

Caminhada em Monsanto com duas copiosas molhas pelo meio a meio de um bonito trilho de quercus 

Monsanto e o Jorge aparentemente não tem em nada em comum. O primeiro é o espaço habitual onde caminho, corro, ando de bicicleta, brinco com a minha filha e passeio com a família, o segundo, um amigo de infância falecido recentemente. Não sei se algum dia o Jorge esteve em Monsanto com a família, se aqui brincou com os filhos ou andou de bicicleta, espero que sim, mas se não, ao evocar ali ontem a sua memória, foi como estivesse estado, pelo menos durante as 3hrs que por ali andei sozinho, ou melhor, com o Jorge.
Foi meu parceiro de aventuras da infância e adolescência até que lhe perdi o rasto, o que acontece muito frequentemente com muitas das pessoas significantes deste período da vida .Quando reaparecem explodimos de contentamento por vezes (mal) disfarçado em trejeitos de adulto, quando desaparecem deixa-nos uma mágoa que estranhamente carregamos por dias a fio. Eu não via o Jorge há mais de 25 anos, soube da sua morte pela minha mãe durante aquelas visitas de "cortesia" familiar, que depois percebemos são cheias de amor e saudade e por isso se tornam cada vez mais difíceis de suportar à medida que nos apercebemos das inevitabilidades da vida." Zé Manel, o Jorge tem um cancro, está a morrer, não vais visitá-lo?!" Eu, a pretexto de afazeres estéreis " Um dia destes quando for ao Algarve" ( estava internado no hospital de Faro), cobardias... (continua)

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