segunda-feira, novembro 11, 2013

[O Homem da Maratona] EU A WONDER WOMAN E O SCHWARZENEGGER - 2006

Continuo a republicar o meu antigo blogue ( apagado).

Posted by Zen to O Homem da Maratona at 8/20/2006 11:14:00 AM



Depois de umas férias sem fazer "ponta de corno" decido seguir a sério os conselhos do fisioterapeuta e fazer reforço dos músculos que suportam o joelho. Para isso procurei o ginásio de musculação mais afamado cá da aldeia e decidi inscrever-me num programa misto denominado de "cardiovascular e exercícios de reforço muscular". Um "mix indoor" com um cocktail de exercícios numa gaiola de aparelhos complexos, música "tecno" e seres parecidos com o Capitão América e " Wonder Woman", ou as mais "reias" personagens cinematográficas: Scharznegger e Sheena.
Bem vindo ao "admirável mundo novo", assim que abro a porta para entrar no referido ginásio, encaro com a "Wonder Woman" loura, vestida com um top e calções que perguntei a mim mesmo não serem o número abaixo daquele efectivamente devia usar, embora concorde com a observação do mafarrico soprada aos ouvidos ( o tal que leva a consciência ao doce pecado) que tal indumentária assentava-lhe muito bem! Duraram pouco os pensamentos lúbricos, pois embato numa parede de músculos, ai estava o Scharznegger, o tal que despacha " maus da fita" como quem despacha tremoços, um bom rapaz capaz de pôr fim às minhas aspirações de indígena em terra de bons selvagens.
Afinal nada disso se passou. A "Wonder Woman" ( ou a Sheena como queiram) mostrou-se muito simpática ( o que me fez pensar se afinal ela não usava dois números abaixo daquele que devia usar) e o Scharznegger chamava-se Jorge e têm-me ensinado a usar aquelas máquinas infernais que produzem músculo.
Após as formalidades da inscrição entrei na sala de musculação para o primeiro treino. Pela primeira vez na vida senti-me um tipo enfezado. Eu que com 1.83 e com uns agora bem nutridos 86 kg, achava que era um "tipo forte", naquele momento pensei se não tinha sofrido de raquitismo na infância, pois por todo o lado vejo a treinar: "tipos capazes de despacharem maus da fita como quem despacha tremoços". Pensei e prometi a mim mesmo não fazer comentários acerca das mãezinhas, namoradas, clube de futebol ou qualquer outra convicção, destes rapazinhos, não fosse ser também ser despachado como um tremoço, algo que já vinha a recear deste que achei que o Scharznegger tinha adivinhado os meus pensamentos libidinosos com a " Wonder Woman".
Faço o circuito das ditas maquinetas, um "chest fly", um "press leg", outros com nomes mais familiares: uma "remada do puxador" uma "aducção da coxa" etc, etc, remato com 15m de bicicleta elíptica e uma sessão de alongamentos e "see you later" pessoal que não sei se cá me apanham outra vez. De caminho ainda passo pelo bar onde vejo uma Shenna e um Capitão América ( que confusão!) sorridentes a beber por palhinhas uma bebida cor-de-rosa que identifico lendo numa embalagem colocada em cima da mesa onde estavam sentados as duas "Marvellicas" personagens( eu sei que a Shenna não é mas passa a ser) como o " Mega Mass Pro 3000", porção que torna enfezados em super-heróis. Apesar de me sentir o"Asterix" entre "Obelixes" não fui tentado a experimentá-la, naquele dia não queria bater em romanos, queria antes bater em retirada.
Tenho feito sessões duas vezes por semana desde então ( já lá vão uns seis treinos) e afinal sinto-me muito bem. Até já corri, mas na passadeira mas poucos minutos! A " Wonder Woman" é minha amiga ( acho que usa três números abaixo daquele que devia usar), o Scharznegger também ( é bom ter amigos que despacham "maus da fita como tremoços") e eu até já me sinto um tipo cheio "cabedal", se bem que não chego ( e duvido se algum dia chegue) aos calcanhares dos meus "colegas" lá do ginásio. Agora, de correr é que sinto umas saudades do "caraças"!


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Posted by Zen to O Homem da Maratona at 8/20/2006 11:14:00 AM

sexta-feira, novembro 08, 2013

RAID AVENTURA AZEMÉIS 2013 - O FILME




Excelente realização!

TRILHOS DOS ABUTRES - INSCRITO


Apesar de alguns trilhos comuns, começa do lado oposto aos "Trilhos da Lousã" ( AX Trail) - Castanheira de Pêra. Explora a Serra da Lousã pelo lado do concelho de Miranda do Corvo e Lousã e dá a conhecer a bonita aldeia de Xisto do Gondramaz e a serrana Srª da Piedade. São 47km, com 2300mts de desnível positivo a vencer no dia 25 de Janeiro de 2014. Uma boa maneira de começar mais um ano que se adivinha difícil para a maioria de nós. Correr em natureza será uma boa maneira de nos tornarmos mais resilientes!

quinta-feira, novembro 07, 2013

RAID AVENTURA AZEMÉIS - NO TRÓPICO DO MOSQUITO


Depois do "estoiro" na penúltima etapa ( canoagem na Ria de Aveiro) e sabendo que não poderíamos realizar a seguinte ( um BTT em linha com mapa de orientação), finalmente a fotografia da "equipa". Da esquerda para a direita, Jorge Baltazar, Zé Carlos, Zé Neves e António Neves. Falta a Carolina, autora da foto e excelente "assistente".

Não sei se este será o dia em que estou mais inspirado para escrever sobre Corridas de Aventura ou o que quer que seja, talvez não seja, deve ser do dia cinzento de Outono que me contagiou de melancolia ( pior, de nostalgia). No entanto, para que o tempo não encurte a memória imediata, deixo aqui algumas linhas sobre o que foi o meu "regresso" à aventura no Raid Aventura Azémeis, também Campeonato Ibérico da modalidade. Digo "regresso" porque a "regularidade" nestes últimos três anos foi a de "meia prova" por época, o que significa que houve anos de "zero", outros ao "pé coxinho" - fazendo apenas algumas etapas menos exigentes -  e outros ainda, assistindo ou estando na organização. Não foi o caso desta, em que, com muita saudade do formato e do desafio que acarreta, confesso, fizemos a prova no escalão de "elite", ainda por cima em "campeonato" ( ibérico), o que significa que os elementos estão "non-stop" em prova, ou seja, no conjunto dos dois dias, tivemos 18 horas de duro e exigente exercício físico ( aproximadamente 13 horas no primeiro dia e 5 horas no segundo).
Começo pela evidências: não tinha treinado para aquilo, apesar de ter feito uma ultramaratona de montanha 15 dias antes. A "sorte" foi a de que os restantes elementos da equipa estavam nas mesmas condições e por isso não sofremos muito ( só um bocadinho:-). Outra evidência, mas constatada no terreno, é que esta prova, apesar da boa organização, tinha mapas complexos e nem sempre em zonas que deslumbrassem ( falo por mim que não sou o orientador da equipa, apenas apreciador de paisagens concretas): redes de caminhos semi-urbanos confusos de traduzir no mapa, os de floresta, retalhados pela sivicultura, actividade intensa da zona, pejados de restos de matéria florestal e de "falsos caminhos", desactualizações que foram apenas corrigidas pela fotografia do terreno e não no terreno, o que levou a algumas incorrecções e ainda outras pequenas incongruências ( como foi o caso da explicação da etapa de canoagem, relativamente às marés e "desenho" da ria), deixaram-me um pouco "desencantado" ( eu que desejava a Serra da Freita como cenário para a prova).
Outro aspecto que marcou a prova, foi a insistente chuva durante todo o primeiro dia que nos ensopou até aos ossos, fazendo esgotar o stock da roupa seca. Isto já para não falar das nuvens de mosquitos que nos devoravam cada vez que fazíamos uma paragem, parecia que estávamos a competir numa floresta tropical! 

As etapas propriamente ditas, foram a versão do costume: pedestres "entremeadas" com BTT´s e outras pequenas "nuances" que não chegaram para deslumbrar ( a escalada, o slide, o tiro com arco). A canoagem seria o "desenjoar", até porque somos habitualmente fortes na disciplina, mas azar o nosso, deu-nos apenas para a "azia", pois foi a etapa em que rebentámos, como refiro na legenda da fotografia acima.
Poupo-vos aos pormenores ( caros leitores :-), mas repito para que não sobre equívocos, a prova foi muito bem organizada, sobretudo por pessoas que sabem da "poda". Infelizmente não me "encheu as medidas", talvez pelo excesso de expectativa ou pela falta de treino para andar a "sério" o resto são pevides, ninguém é perfeito e para os romanos e gregos, nem os deuses o eram.

Bem... e a próxima não sei quando é que é. Ao ritmo que a crise devora o nosso dinheiro e o das organizações e clubes, será difícil regressar tão cedo. Outra consequência, de certa forma ligada a estas últimas, é encontrar pessoas motivadas e dispostas a gastar tempo e dinheiro para apanhar uma valente tareia durante um fim de semana, estragar ( e comprar) material caro e não se encantar com a paisagem, como foi o meu caso. Mas uma coisa afirmarei sempre, eu que até já fiz um pouco de tudo, as CORRIDAS DE AVENTURA SÃO A MODALIDADE MAIS FASCINANTE/DESAFIANTE DO UNIVERSO!

Abraços

PS - Desculpem-me os desacertos.

sexta-feira, novembro 01, 2013

A LOGÍSTICA DAS CORRIDAS DE AVENTURA


Parte da Tralha que preparamos para levar para uma Corrida de Aventura e onde ainda falta muito material. Poupo-me à sua descrição para já, vou ter de a arrumar e ainda tratar da alimentação.

Até breve.

quinta-feira, outubro 31, 2013

[O Homem da Maratona] MAIS UMA CRÓNICA APRESSADA II- 2006

Em 2006 estava de partida para mais umas férias em família... no meu (nosso) sul.

Posted by Zen to O Homem da Maratona at 8/02/2006 08:26:00 AM

Foto: Eu e o meu Jonhy Bravo na praia da Galé - Grândola durante o Melídes - Tróia

Pois é... sigo para o Sul por uma estrada que pela impaciência das crianças parece nunca mais ter fim. Eu de olhos postos na monotonia do alcatrãapenas o adivinho quando as minhas narinas são invadidas pelo cheiro único e doce da combinação das estevas, figueiras e alfarrobeiras temperado a sal à medida que nos aproximamos mais do mar. Mar esse que ainda não sei se é verde, se azul ou dourado, porque a Sul a luz é uma paleta com muitas cores.
Tenho o privilégio de pertencer a este Sul onde se é indolente mas corajoso. Onde a pele e os rostos das pessoas guardam a memória da riqueza da mestiçagem com orgulho. Onde somos todos ao mesmo tempo “ Mouros” e “ Africanos” sem esquecer que somos portugueses. Onde se reza em mesquitas que são igrejas e talvez sinagogas venerando “santos” marxistas.
Na gaveta das memórias alegres da infância estão os caminho do sul ao som repetido das músicas do Roberto Carlos ou de uma Jazz Band que nunca soube o nome no leitor de “cartuchos” do potente “ Ford Cortina XL” do meu Pai. Estão as melancias, melões e meloas comidas a golpe de navalha à beira da estrada enquanto outros viajantes do sul nos acenavam à sua passagem. Estão as sardinhadas comidas num terraço algarvio com o “ Ti Jaquim de Olhão” a dançar um corridinho na companhia da sua espanhola colada ao rádio e para a qual pedia sempre um copo de vinho pois não gostava de beber sozinho, porque solidão já ele sentia aos remos do seu bote durante a faina diária. Está também uma bonita menina de pele de ouro que me fazia tremer de fascínio nos meus pueris seis anos e que mais tarde soube ter sido dama de honor num concurso para Miss Portugal. Estão muitas outras coisas que preciso de desempoeirar e que agora não me apetece contar, revoltado pela injustiça do tempo que mata a todo o instante e como qual lutamos cientes que à partida seremos derrotados, mesmo que a arma seja memória que nos parece sempre mais viva que o presente.
Mais tarde Lagos, dormir na areia da praia, usar o meu primeiro casaco de ganga emprestado, não mostrar B.I para entrar no Tijuana ou no Doors e ver GNR num estádio de futebol a abarrotar a tocar o “quero ver Portugal na CEE”… eu também queria seu "europeu", agora não tenho tanto a certeza disso. Depois Porto-Covo, fogueiras na praia, vida de hippie e namoradas que me diziam “I love You”, com excepção da Isabelinha do Porto que com o seu português terno do norte me dizia “ és cá um murcon… mas és um tipo fixe” e de quem guardo as melhores recordações, sobretudo de uma madrugada a tomar banho nús numa cascata no paraíso de Milfontes. Ah...mil amores!
Levaria horas a escrever sobre Odexeixe, Zambujeira, Melides, S. André, Cercal, Ilha do Pessegueiro, Sines, as furnas em Milfontes, Odemira … eu conheço tantos caminhos do Sul, mas não, talvez mais tarde, salto por agora para o meu passado recente. Levei o meu filho mais velho de férias pela primeira vez para o Sul, a minha pequenita também. A minha mulher e também a ex-mulher, passei com elas as primeiras férias a dois, no Sul. A minha paixão desportiva era mais intensa em Montegordo durante o triatlo com o mesmo nome, não sei, não me perguntem porquê, talvez fosse a travessia da ponte do Guadiana, o fantástico convívio final depois da prova, ou talvez o facto de estar no Sul.
Foi agora no Sul que fui ver o Raid Melides- Tróia do qual escreverei umas linhas depois de voltar do… sul.
Eu ao contrário de muitos Homens que tentam na bússola das suas vidas encontrar o Norte, eu não, eu quero sempre (re) encontrar o SUL.

Boas férias.


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Posted by Zen to O Homem da Maratona at 8/02/2006 08:26:00 AM

REGRESSA AO LUGAR AONDE FOSTE FELIZ

  É bem provável que já não encontre ninguém por aqui, naquilo que há uns anos chamávamos de "blogoesfera". A blogosfera era uma e...