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UTSF 2009 - Ultra Trail Serra da Freita 60km






Foto:João Alves UTSF 2009

Comprei pela segunda vez o bilhete para a melhor prova do trail nacional, o Ultra Trail Serra da Freita. Se na 1ª viagem em 2007 os 50km foram feitos em pouco mais de 10 horas com muitas desilusões pelo meio, agora em 2009 com 60km e aumento do desnível positivo a expectativa com o que se iria passar desta vez era muita. Uma coisa sabia ser certa, iria novamente mergulhar numa das mais belas e inóspitas paisagens portuguesas, um quadro fantástico que merece transformar-se em Parque Natural.
Mas se em 2007 não fui feliz, um ano depois ( 2008) foi bem diferente, com mais e melhor treino e numa modalidade diferente ( Corridas de Aventura) a minha equipa CAB/Terra Livre/Elite subimos ao lugar mais alto do pódio naquela que foi considerada a prova mais dura da Taça dessa época (2007/2008). Estava empatado, o UTSF 2009 seria a oportunidade para vencer definitivamente os "fantasmas" de 2007!
Depois do fim da época de corridas de aventura a 13 de Junho, o objectivo seria nas três semanas que faltavam para o UTSF fazer uma boa recuperação e um ou outro treino acima das 3hrs. O 1º foi atingido com algumas sessões de natação, o 2º, uma arreliadora inflamação no nervo ciático e muita solicitação profissional e familiar deixaram apenas espaço para uma sessão de treino acima das 2hrs e uma ou outra de pouco mais de 1h, o que seria insuficiente para uma prova como esta. O mais importante passou a ser então acabar a prova amealhando o slot que esta oferece dos 3 necessários para participar no UTMB 2010 ( ULtra Trail Mont Blanc), o grande projecto do próximo ano. Contudo, sabia que apesar destas contrariedades dificilmente excederia as 12h30 de tempo limite de prova, pois apesar de algumas lesões e altos e baixos durante a época de corridas de aventura, encontrava-me razoavelmente bem mesmo sem grandes treinos de corrida.
Foi com este pensamento confiante que comecei a prova às 6 da manhã entre mais de 100 participantes envoltos no já habitual manto de nevoeiro característico das zonas serranas. Digo comecei mas não foi ao mesmo tempo que o restante pelotão, enquanto eu o António e a Ângela fomos beber um café era dado o sinal de partida e zás, eis que de repente toda aquela gente tinha sido engolida por aquele manto branco enquanto nós ainda estavamos a satisfazer o habitual viciozinho matinal.
Lá bebi a respectiva droga apressadamente e amachuquei o copo de plástico que guardei na mochila e começo finalmente a correr para a desejada aventura. Durante uns bons metros não vimos vivalma, parecia que todos tinham arrancado para uma prova de 10km, o que não era bem assim. Depois da subida inicial encontramos a Esmeralda e o Velez que tinham feito um compasso de espera para que fossemos juntos de início e reconheço de forma inesperada mas feliz o "fotografo" Joaquim Margarido de quem recebo um abraço fraterno ( obrigado camarada, foi como nos conhecessemos desde sempre). Depedidas feitas e promessas de bebermos o tal tinto alentejano num convívio oportuno algures no mundo, lá fomos os 5 a respirar o ar fresco mas suave do planalto da Freita absorvidos pela forte impressão mítica do espaço, esperava-nos 60km e muito mais para sentir... (continua)

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Legal, cheguei aqui também.

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