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O BATISTA PEREIRA QUE SE CUIDE! PRAIA DA CRUZ QUEBRADA - PRAIA DA TORRE


Pensavam que era só o saudoso Batista Pereira a nadar longas distâncias no Tejo?! Estão enganados! Estes trés rapazes maduros sem muito juízo e esta valente rapariga ( sem juízo também) nadaram hoje entre a Praia da Cruz Quebrada e a da Torre numa distância aproximada de 7km(!). Pronto, confesso, foi na "vazante" ( na enchente seria impossível), ou seja, a "favor da corrente", ainda assim não deixou de ser um belo e duro desafio com uma 1h40 de duração e, claro, algumas peripécias pelo meio.
Falta de modéstia à parte ( quem é que ousa rivalizar com um homem que atravessou o Canal da Mancha, o de Gibraltar e nadou mais de 26hrs seguidas?! Poucos, e nós não somos de certeza.), este treino surgiu como os anteriores com Tigre agora mais familiarizado com as "sopas marítimas" a propor: "vamos nadar sábado?!" Depois de saber que ia ter mais uma noitada de serviço estava pouco convencido, ainda assim achei que seria uma boa forma de acordar para um fim-de-semana trabalho e não perder o que devemos ter sempre em vista: conviver, fazer desporto, cuidar da amizade e gozar aquilo que a natureza nos oferece e esta, aqui malfadada terra, oferece-nos bastante!
Convidar a Green para a "festa", encontro na Praia de Torre e lá seguimos para a... Cruz Quebrada! "Pá, pensei que a partida era de Caxias como da última vez", digo eu surpreendido de me ver tão longe da Praia da Torre. O Tigre diz que são 7km e eu respondo que espero durante a travessia não dar uma cabeçada num dos muitos paquetes que por estes dias entram no Tejo. "Cheio de suecas e alemãs" responde o malandro do Tigre! Esta mania das "nórdicas" é mesmo uma pancada dos "neandertais" da minha geração, que tem como "guru" da coisa o algarvio Zéze Camarinha. É por estas coisas que sinto que estou prestes a tornar-me um fóssil!
O Jorge é um verdadeiro capitão, transmite confiança e leva a bóia que nos sinaliza no meio da água. Há muitos barcos de pescadores a cruzar o Tejo, sobretudo até Paço de Arcos é preciso ter muito cuidado. A água não está tão fria como em Janeiro quando fomos de Caxias a Paço de Arcos, mas iria deixar "mossa" na parte final, apesar do fato de neoprene, as mãos e os pés muito tempo dentro de água começam a paralizar, puxar a água sem conseguir juntar os dedos é uma das consequências, é o "efeito ancinho".
"So far so good" até Paço de Arcos, alguma agitação (pouca) mas o mar permite uma boa braçada de crawl. Eu nado também costas em "dupla remada", ajuda-me a descontrair muscularmente, a coordenar a respiração e com algumas ondas torna-se mais fácil progredir, a técnica, confesso ( as vezes que utilizo esta palavra!), também não é muita, procuro substituí-la pela força. A água até Santo Amaro é escura e ai torna-se finalmente mais limpida, é o mar! Também ai sentimos mais ondas, desencontradas, torcem-nos o corpo, tornando mais difícil a progressão. Junto à Marina de Oeiras procuramos encostar mais ao molhe para poder entrar à vontade na Praia da Torre, se assim não for a corrente, com o efeito de "quebra mar" do molhe, levar-nos-ia até Carcavelos. O Jorge este perto disso, mais distante do grupo, lutou um bocado para "desembarcar" :-). E tudo acabou melhor do que começou! "A seco", a Iolanda tirou-nos esta foto para a posteridade.

Obrigado aos companheiros(as) desta "ode marítima". Abraços à Green ( companheira de muitas aventuras), ao Tigre que se fez um verdadeiro marinheiro e ao nosso "navegador mor", o Jorge e à Iolanda na "assistência". Vamos à próxima!



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