quarta-feira, julho 01, 2015

TRIATLO DO AMBIENTE, REBATIZADO ( DE OEIRAS)



Não sei em quantas edições estive no "Triatlo do Ambiente", agora rebatizado "Triatlo de Oeiras". Comecei a praticar Triatlo em 1996 e esta foi a primeira prova em que participei. Lembro-me perfeitamente: natação na Praia de Paço de Arcos, com uma ida ao mar, retorno em terra e novamente natação até ao Porto de Abrigo onde começava o caminho até ao Parque de Transições no Jardim de Paço de Arcos, passando por um túnel que atravessava a marginal. Depois iniciava-se o segmento de ciclismo em duas voltas e corria-se finalmente pelas ruas de Paço de Arcos. Esta era a prova do calendário do Triatlo português que tinha mais triatletas, sobretudo estreantes na modalidade ( tal como agora), não devíamos ir além dos 100 "loucos", porque nadar, correr e pedalar numa só prova era suficiente para ter este adjectivo. 
A organização, do melhor, oferecia sempre "almoço convívio" para atletas e família na Escola da Marinha Mercante, uma saco cheio de prémios, onde cabia um pólo alusivo ao evento muito bonito e sorteava almoços nos restaurantes da zona, peças de equipamento desportivo, entre outras coisas oferecidas pelos empresários do concelho de Oeiras. Um luxo que custava pouco mais de 5€ ( na moeda actual)! Numa das edições, a "sorte" bafejou-me com quatro almoços no afamado e chique na altura "Restaurante Mónaco", agora encerrado há uns anos. Outros tempos...
Dizia, não sei quantas participações tive neste 19 anos de "triatleta", mas aproxima-se muito certamente da dezena. A última vez que o completei foi em 2009 e no ano passado, num regresso falhado à modalidade, desisti com problemas respiratórios na natação, quer por causa do meu problema crónico que se agrava na primavera/inicio do verão, quer porque o meu velhinho "Aquaman" deixou de servir a alguém que agora pesa mais 10kg do que há 19 anos atrás, os meus pulmões parecia que tentavam respirar numa armadura.
Este ano comprada fatiota nova ( um ORCA S5) em época de saldos, desempoeirada a bicicleta de estrada  parada no hall lá de casa e comprados uns ténis, também de estrada ( nos últimos anos só tinha comprado material para trail e afins) e paga a inscrição de 20€, decidi lançar-me outra vez na "aventura" ( só um reparo: em 2015 eu não ganho 4X mais que em 1996, maldito euro!). Tive também a companhia nos treinos do motivado triatleta Tigre, da regressada Esmeralda e do aventureiro das águas abertas, o Narciso, trio a quem agradeço profundamente, a companhia e a amizade.
No dia D lá estava mais uma vez, este ano outra vez com claque de apoio da minha filhota e mãe, pronto para reviver todo o ritual do triatlo. Só que agora, não estavam 100 na praia a meu lado para iniciar a natação, estavam mais de 400(!). Já não estou habituado a tanta gente a nadar ao mesmo tempo. Os primeiros 300mts foram um verdadeiro calvário, levei pontapés, muros, chapadas e nunca consegui atinar com a braçada e com a respiração. Houve até um momento que pensei em desistir novamente, estava verdadeiramente desorientado! Quinze dias antes fizera aproximadamente 2000mts em águas abertas no "swim challenge" de Cascais, mas o comportamento dos atletas na água foi bem mais sereno. Desta vez, acho que havia testosterona a mais e começo a pensar seriamente que a andam a tomar à colherada.
Lá me aguentei até ao final da "aventura marítima" e saio da água numa "multidão" que se dirige para o parque de transições. Tiro o fato, ponho o capacete, os óculos e calço os sapatos de ciclismo... que maravilha, não escorregam no alcatrão porque agora a organização alcatifa todo o perímetro do parque de transições e ala para o ciclismo. Numa primeira fase apanho boleia de um atleta que pela qualidade da bicicleta e definição muscular das suas pernas imaginei ser um "pró" no segmento. Nos primeiros quilómetros provou isso, mas o combustível esgotou-se logo na primeira subida e apanho outra boleia, desta vez juntando as características e adereços do primeiro atleta, este tinha um capacete de contrarelógio. Este sim, andava forte, fortíssimo e "agarrado" a ele outra lapa como eu. Lá fui no "xupa rodas" até à subida de Caxias em médias acima dos 40km/h, só que ai, o meu peso e falta de treino revelaram-se, fico colado ao chão. Apanho depois disso uma terceira boleia, desta vez de um grupo mais numeroso, num ritmo mais "modesto" e portanto mais adequado à minha condição e venho com eles até ao PT, umas vezes a puxar outras a ser "puxado" e ai inicio a corrida. Não me custou a transição como imaginei, mas este segmento trouxe-me a consciência de que estou pesado demais para a modalidade e claro, muito mais cota, os anos não perdoam! Ainda assim faço um tempo total de 1h15 ( o melhor que fiz em tempos foi 1h09), o que me classificou em 266º entre 460 atletas masculinos e femininos, nada mau!
Fiquei com vontade de repetir, talvez fazer um Iron para o ano que vem, mas em provas com menos gente ou menos ansiosa, sobretudo na natação. A ver vamos...

Classificações: Masculina
                       Feminina

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